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Enem já tem 5 milhões de inscritos

Domingos Matos, 16/05/2019 | 14:31

Cinco milhões de estudantes se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de acordo como Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até as 11h40 de hoje (16). As inscrições terminam amanhã (17), às 23h59, no horário de Brasília, e devem ser ser feitas pela internet, na Página do Participante.

Uma dica, de acordo com o Inep, é não deixar para se inscrever em cima da hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos. 

O exame custa R$ 85 neste ano. O pagamento deve ser feito até o dia 23 de maio. De acordo com o Inep, do total de inscritos até o momento, 53% tiveram a isenção aprovada. Para receber a isenção, os participantes que atendiam aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC) tiveram que solicitar o não pagamento. Para participar do exame, esses candidatos devem também fazer a inscrição até amanhã.   

Inscrições pelo celular 

Neste ano, os participantes estão usando mais o celular e o tablet para fazer a inscrição no Enem. De acordo com o Inep, até ontem (15), cerca de 60% dos candidatos haviam feito a inscrição por esse meio. Em 2018, apenas 30% do total de inscritos usaram as plataformas móveis. 

Enem 2019

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). * Com informações da Agência Brasil

 

Semana do MEI promove palestras e oficinas em todo o país

Domingos Matos, 16/05/2019 | 13:39

O Sebrae promoverá em todo o país, de 20 a 24 de maio, a 10ª edição da Semana do MEI, com uma ampla programação digital e presencial. São 2.500 eventos, entre oficinas, webinários, palestras, seminários e orientações técnicas que têm como foco apoiar a gestão dos MEI e orientar a formalização de empreendedores interessados em registrar CPNJ como Microempreendedor Individual. O objetivo é oferecer, para os mais de 8,3 milhões de MEI em operação no país - segundo dados do Portal do Empreendedor até o final de abril – capacitação e orientação com foco no sucesso do cliente, de maneira que possam ter melhores resultados em seus negócios.

Somando os números das duas últimas edições, realizadas em 2017 e 2018, foram atendidos mais de 99 mil MEI, além de 97 mil empreendedores interessados na formalização. Apenas em 2018, foram atendidos 43.836 pequenos negócios que já atuavam com MEI e 56.815 potenciais empreendedores que buscavam informações sobre como se tornar microempreendedor individual. 

“O brasileiro tem uma natureza empreendedora. Diversos estudos globais mostram que estamos entre as nações mais empreendedoras do mundo. Nesse contexto, a figura do MEI foi uma verdadeira revolução, permitindo que milhões de pessoas pudessem acessar uma série de benefícios vinculados à formalização de seus negócios”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Segundo ele, a Semana do MEI promovida pelo Sebrae tem um papel extremamente importante de orientar os donos de pequenos negócios que ainda atuam na informalidade e oferecer subsídios aos que já se tornaram microempreendedores e querem ampliar o empreendimento.

Presencialmente, serão oferecidos atendimentos especializados, focados em gapsgerenciais e de competitividade desse público. Pelas plataformas digitais, estarão disponíveis informações sobre gestão, crédito, finanças, marketing digital, benefícios de ser MEI, direitos e deveres, além de conteúdos específicos para alguns segmentos de maior volume do MEI como alimentos e bebidas, beleza, construção e reforma, energia, saúde e bem-estar, turismo, vestuário, calçados e bolsas.

Educação Financeira

No mesmo período da Semana do MEI, de 20 a 26 de maio, acontecerá a Semana Nacional de Educação Financeira, com ações direcionadas também a auxiliar a gestão financeira do MEI. Pesquisa do Sebrae apontou, em 2018, que 77% dos microempreendedores individuais ouvidos nunca fizeram capacitação em finanças, 50% deles preferem registrar o controle dos gastos e investimentos em papel e 34% não conseguem manter seus pagamentos em dia. Neste contexto, o Sebrae adotou as finanças como tema da Semana do MEI deste ano e conciliou toda a sua agenda de capacitações em gestão financeira voltada ao MEI, trazendo orientações para que este se torne mais competitivo e tenha no controle de gastos um aliado para se tornar a cada dia mais competitivo. Já são mais de 2 mil eventos voltados a educação e gestão financeira planejados para o período.

10 anos do MEI

Em julho, o país comemora 10 anos do surgimento dos primeiros Microempreendedores Individuais, criados pela Lei Complementar 128, de 2008. O MEI foi criado para facilitar a formalização, criando condições únicas para os empreendedores brasileiros. A Lei Complementar 128 foi sancionada em dezembro de 2008, mas entrou em vigor apenas em julho 2009, e possibilitou que em uma década, mais de 8,3 milhões de trabalhadores se formalizassem. A legislação que beneficia diretamente o MEI tem passado por várias mudanças, uma das principais diz respeito ao limite de faturamento anual que sofreu duas alterações ao longo do período. A primeira em 2012, que levou esse limite de R$ 36 mil para R$ 60 mil. A segunda, no ano passado, quando o teto de faturamento foi reajustado para R$ 81 mil. Com o aumento da faixa de faturamento, empreendedores que exerciam outras atividades também tiveram mais chances de se formalizar.

 

Secretraria de Turismo de Ilhéus recebe estudantes polonesas para debater sobre turismo cultural

Domingos Matos, 07/05/2019 | 14:41

A Secretaria Municipal da Cultura (Secult) recebeu a visita de duas estudantes da Polônia, participantes do Projeto “CTAFOYE – Turismo Cultural como forma de Empreendedorismo Juvenil”, na última segunda-feira (6). O projeto é cofinanciado pela União Europeia, em parceria com a Cooperativa de Turismo e Promoção Social - Cooperbom Turismo.

As estudantes realizaram uma visita técnica sobre os roteiros turísticos de Ilhéus (Centro Histórico, Quarteirão Jorge Amado, Rota do Chocolate, Mercado de Artesanato e outros) e participaram de uma roda de conversa com o secretário da Cultura Pawlo Cidade. Para Winston Meirelles, diretor da Cooperbom Turismo, o projeto “trará benefícios para o turismo e a economia local através das diversas atividades programadas, com divulgação nacional e internacional em plataformas e mídias sociais na União Européia e América Latina”.

Na oportunidade, Pawlo Cidade apresentou o planejamento estratégico da Secult, com foco no projeto Cultura 500, e respondeu vários questionamentos das estudantes. Exemplificou como são construídas e idealizadas as ações culturais, chamando a atenção para a via de mão dupla entre a sociedade civil e o poder público. “Antes de qualquer iniciativa ou construção de uma política pública, ouvimos os mais interessados no processo”, salientou o secretário. “Ilhéus tem um potencial artístico-cultural inestimável que é reconhecido no mundo inteiro, sobretudo a partir da obra Amadiana. Se desejamos trabalhar com turismo cultural é preciso primeiro fortalecer as artes, preservar nosso patrimônio material e fomentar os movimentos culturais locais”, acrescentou.

Também estiveram presentes estagiários cooperativa, intérpretes e professores que participam do projeto, além da assessora de imprensa da Cooperbom, Karoline Vital.

O Projeto CTAFOYE – Turismo Cultural como forma de Empreendedorismo Juvenil tem como objetivo principal promover a educação de empreendedorismo jovem no campo do empreendimento cultural-turístico, incluindo a responsabilidade social empresarial ambiental nos negócios, através  de uma formação de qualidade que melhore o desenvolvimento profissional dos jovens e, portanto, transfira para jovens trabalhadores metodologias de formação inovadoras, melhorar a orientação, aconselhamento e formação profissional na União Europeia e América Latina para os jovens na área do empreendedorismo e turismo cultural.

 

Bancos compartilharão dados de clientes com integração de plataformas

Domingos Matos, 25/04/2019 | 12:42

As instituições financeiras vão compartilhar dados, produtos e serviços por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia. Esse é o chamado open banking, em que os dados bancários pertencem aos clientes e não às instituições financeiras.

Na quarta-feira (24), o Banco Central (BC) deu início ao processo de implementação do open banking, “com o objetivo de aumentar a eficiência e a competição no Sistema Financeiro Nacional e abrir espaço para a atuação de novas empresas do setor”. O BC publicou o Comunicado 33.455, que estabelece as diretrizes que orientarão a proposta de regulamentação do modelo a ser adotado no Brasil.

“Por meio do open banking, clientes bancários poderão, por exemplo, visualizar em um único aplicativo o extrato consolidado de todas as suas contas bancárias e investimentos. Também será possível, por este mesmo aplicativo, fazer uma transferência de recursos ou um pagamento, sem a necessidade de acessar diretamente o site ou aplicativo do banco”, diz o BC, em nota.

Os requisitos estabelecidos pelo Banco Central indicam que deverão ser compartilhadas, inicialmente, as seguintes informações e serviços: produtos e serviços oferecidos pelas instituições participantes (localização de pontos de atendimento, características de produtos, termos e condições contratuais e custos financeiros, entre outros); dados cadastrais dos clientes (nome, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, filiação, endereço, entre outros); dados transacionais dos clientes (dados relativos a contas de depósito, a operações de crédito, a demais produtos e serviços contratados pelos clientes, entre outros); e serviços de pagamento (inicialização de pagamento, transferências de fundos, pagamentos de produtos e serviços, entre outros).

Para a implementação do open banking estão previstas a publicação de atos normativos e também iniciativas de autorregulação do setor. No segundo semestre, deverão ser submetidas à consulta pública minutas de atos normativos sobre o tema e seu cronograma de implementação.

Quanto à autorregulação, a expectativa é de que fique a cargo das próprias instituições participantes a padronização tecnológica e de procedimentos operacionais, os padrões e certificados de segurança e a implementação de interfaces.

De acordo com o comunicado do BC, o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais dos clientes, bem como de serviços de pagamento, depende de prévio consentimento do cliente. (Com informações da Agência Brasil)

Uma nova Ceplac é possível - mas é a última chance

Domingos Matos, 22/12/2016 | 09:42
Editado em 22/12/2016 | 10:47

Na semana passada, o diretor-geral da Ceplac, Juvenal Maynart, foi recebido pelo secretário estadual das Relações Institucionais da Bahia, Josias Gomes. Na conversa, Maynart atualizou o governo do estado sobre o novo modelo de inserção produtiva nas áreas de mata atlântica (na verdade, roças de cacau no sistema cabruca), a partir da nova Lei Ambiental da Bahia, regulamentada pelo Decreto da Cabruca (que instituiu a Portaria 10.225/2015), publicado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Mas a discussão envolveu também o projeto administrativo que o diretor está formatando para o órgão do Ministério da Agricultura. “Discutimos temas como a inserção produtiva nos dois principais biomas florestais do Brasil - Mata Atlântica e Floresta Amazônica -, a partir das plataformas digitais Gigasul, da Bahia, e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI)”, destaca Maynart. Também participaram da reunião o assessor da área administrativa da Ceplac, Jackson Moreira, e o assessor da Serin, Martiniano Costa.

Como se vê, a nova Ceplac proposta por Juvenal Maynart, com apoio da UFSB, nascerá sob o signo da Tecnologia da Informação e Comunicação. Se não vingar a partir dessas novas segundas bases, o problema só poderá ser genético: estará em seu DNA coronelista, enriquecido com genes sessenquatenários e descendentes. Se não der certo, estará de braços abertos - para um abraço de urso - a própria UFSB.

Por tudo isso, cresce a percepção que essa é a última chance para a Ceplac.

O jornalismo morreu. Viva o jornalismo!

Domingos Matos, 18/07/2016 | 00:32
Editado em 18/07/2016 | 08:27

Por Domingos Matos

"Na guerra, a verdade é a primeira vítima". A frase é atribuída ao dramaturgo grego Ésquilo (525 a.C. - 456 a.C.). Pois bem, há uma guerra em curso, e a verdade, se não é a vítima primeira, é uma presa frágil, e certamente será morta em algum momento.

Trata-se da guerra entre as redes sociais e o jornalismo - e o jornalismo está perdendo feio.

O jornalismo, como o conhecemos, está morrendo. A última linha de resistência, a blogosfera, também já não mostra forças para uma batalha que deveria ser suficientemente longa para ver confirmada uma suposição salvadora de que tudo não passa de um modismo. 

Há quem diga que a blogosfera deu o primeiro tiro no jornalismo. Eis que agora estaria provando do próprio veneno, ao ser alvejada pelas redes sociais.

Mas há um problema com essa forma de mediação da realidade: a falta de compromisso com a verdade dos fatos. A verdade não é mais o objetivo, no sentido de propósito, finalidade - mas, sim, no sentido de alvo. Nesse momento, vale mais o potencial de propagação do que a essência verdadeira do que se publica.

Um meme vale por mil notícias.

Itabuna vive um momento dramático em sua história, com a credibilidade de instituições e empresas públicas em xeque. Denúncias de crimes e prisões de polítcos. Prato cheio pra jornais e jornalistas. Mas, o que se vê é uma letargia, um desânimo, que atinge as empresas de comunicação e seus profissionais. Ninguém investiga.

E olhe que temos dois cursos de Comunicação em funcionamento (Uesc e Unime) - e um terceiro sendo reimplatado na FTC. Mais jornalistas despejados num mercado que os próprios cursos mostram que já não existe. A pergunta é óbvia: para quê?

Para quê, se basta um aplicativo em um celular e um operador com muitos seguidores a manipular um texto, uma imagem ou vídeo, para conseguir instantaneamente o efeito que nem o jornal mais lido conseguiria em um mês? Por outro lado, a informação - às vezes distorcida, devido ao momento político, às vezes fiel - corre todos os smartphones. Um verdadeiro zap-zap.

Mas, nem tudo é derrota. A boa notícia - essa mania de dar notícias... - é que, ao morrer, o jornalismo (analógico) está disponibilizando seus talentos para a blogosfera - última trincheira antes do caos - para salvar a si próprio em outras plataformas. Caberá a esses profissionais fazer o que deles se espera, depois de se adaptarem à nova linguagem. Uma flor colhida no caos.

Outra forma de adaptação é o uso dessas plataformas de interação social para divulgar ao máximo os conteúdos jornalísticos. Jornais, blogs, TVs e rádios que se prezem devem possuir perfis nas redes sociais. Lei da sobrevivência. Darwin na veia.

Sim, é uma questão de adaptação dos operadores, basicamente. Porque jornalismo sempre será jornalismo em qualquer meio.

Mas é preciso que sobreviva.

Jornalista, editor de O Trombone

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 21/11/2011 | 14:05
Editado em 21/11/2011 | 14:24

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Cheiro estranho no mar I

O vazamento de óleo na Bacia de Campos (Luís Nassif Online no www.advivo.com.br de terça 15), mais precisamente no campo de Frade, explorado pela americana Chevron (a mesma do desastre no golfo do México), levanta em nós uma suspeita: boicote. O motivo estaria na tentativa do capital estrangeiro, na leitura estadunidense, de exigir a ampliação de sua participação na extração do pré-sal.

Cheiro estranho no mar II

No mesmo sítio, na terça 15: “Governo americano quer mais participação na extração de petróleo”.  O Brasil, através da Agência Nacional de Petróleo-ANP, exige participação do denominado “conteúdo local” para as empresas que extraem óleo, que hoje faz com que a participação da indústria nacional supere os 65% do fornecimento de máquinas e equipamentos para quem perfura no país.

O governo dos EEUU anda questionando as exigências, consideradas “excessivas” e que “podem impedir a exploração eficiente de óleo e gás e eventualmente reduzir a capacidade para extração segura”, como se expressou Roberta Jacobson, atual secretária-assistente de Estado para o hemisfério ocidental – nada mais que o mais graduado posto diplomático dos EUA para a região – o que, para ela, prejudica empresas americanas.

Tem truta nesse angu!

Cheiro estranho no mar III

Não bastasse o petróleo querem também participação nas obras de engenharia para as obras da Copa e das Olimpíadas.

Quando havia governo favorável aos seus ideais (PSDB/PFL) não havia preocupação. As privatizações eram caminho seguro. O FMI dava a ordem. Plataformas de petróleo eram produzidas em Cingapura.

Hoje as coisas não andam tão a contento.

Não à toa a IV Frota foi reativada. Para atuar no Atlântico Sul, área de influência do Brasil. Onde está a riqueza do pré-sal sob exploração brasileira.

E podem chamar a isso de paranóia do escriba. Mas, pode ser premonição.

Estado lamentável I

O tema está se tornando recorrente: ocupação de morro carioca para implantação de UPPs. A mais recente – a da Rocinha – com direito a transmissão de TV ao vivo em rede nacional. Bandeiras hasteadas para coroar a “retomada”, como se houvessem conquistado território estrangeiro.

Ainda que não insistamos em provocar a razão por que da “ocupação” – afinal a resposta é natural, visto que o Estado havia perdido a batalha para o tráfico (e não sabemos se a retirada não é estratégica) – há uma pergunta no ar depois de materializadas ao vivo algumas evidências, a partir da “contribuição” de membros do aparato estatal na proteção a ilustres cidadãos de ficha corrida nada ilibada.

Estado lamentável II

Um questionamento permanece, considerando que nada neste mundo ocorre gratuitamente: a quem interessa a fragilidade do Estado na segurança pública.

Todos sabemos que a presença ostensiva da polícia militar nas ruas inibe o bandido. E a investigação competente – ainda que desaparelhada – da inteligência da polícia civil contribui para desvendar crimes.

Para quem pretenda descobrir: a resposta está na composição societária, ainda que amparada em laranjas, das empresas voltadas para a segurança privada.

Se forem integradas de militares ou ex-militares (de todas as armas) talvez seja mera coincidência.

Se...

oabA OAB de Itabuna denunciou junto ao MPE a existência de “propaganda eleitoral antecipada” no município de Itabuna. A louvável iniciativa está mais do que provada, tantas as faixas de “agradecimento” por esta ou aquela ação política espalhadas pela cidade, de partidos a pré-candidatos a vereador.

Chamou-nos a atenção, no entanto, a foto que registra a entrega da denúncia: todos olhando para a câmera. Não fora a inteira ausência de espontaneidade, dá para imaginar que todos ali querem ser vinculados ao fato.

E ficamos cá com nossos botões: e se alguém dali resolver se candidatar (a qualquer coisa), não estaria também fazendo uma propaganda antecipada?

Zero à esquerda

É como pode ser denominada a importância de certos dirigentes partidários locais. Se a “democracia partidária” impõe a vontade das executivas estadual e nacional, em Itabuna alguns dirigentes parecem desconhecer a realidade.

E andam anunciando candidaturas para 2012. Que não tardam em ser desmentidas

Cultura I

Um evento anunciado para acontecer em Ferradas no dia 30 de novembro talvez não tenha ainda repercutido nem mesmo naquela comunidade. No entanto, já movimentou até a administração municipal, tida como inoperante no conceito geral.

O XI Mercado Cultural, evento de repercussão internacional, acontecerá pela primeira vez na terra de Jorge Amado, trazido pelo produtor Ari Rodrigues.

Para corresponder ao projeto cultural, parceria da ACATE com a ACCODEC, Ferradas está recebendo atenção da administração do município.

Cultura II

Na outra ponta da corda, tem gente que imagina estar fazendo pela área cultural quando amplia o álbum pessoal de fotografias ao lado de famosos.

Tempos mornos

Em “tempos mornos”, a entrevista concedida por Geraldo Simões ao Alô Cidade, da TVI, sábado 19, bem ao estilo “deixa falar”, tornou-se palanque do deputado, que a ele deve voltar outras vezes.

Quando GS voltou a defender uma ampla aliança para combater o desastre da administração atual perdeu a bancada entrevistadora ótima oportunidade de indagar a razão por que da insistência no nome de Juçara Feitosa para encabeçar a chapa de oposição.

Como precisa de tantos outros partidos para formar este leque de alianças e diz não pretender ser o candidato – porque a “escolha do partido” foi de mantê-lo em Brasília e de definir a esposa como candidata a prefeita em 2012 – não foi provocado a se expressar diante do que muitos consideram como vontade única, a sua, de caráter mais individual e menos partidário.

Do absolutismo à dinastia I

absolutA fala de GS, sob esse prisma, sabendo-se que quem manda no PT em Itabuna é ele, reforça o que é público e notório: o PT local é Geraldo Simões e sai candidato somente quem ele quiser.

Assim, o expresso na entrevista por GS (decisão do partido para sua permanência na Câmara e de Juçara como candidata) fica muito mais para o estilo Luís XIV, como se, no início do terceiro milênio d.C., estivesse ele em pleno século XVII a afirmar: ‘Le PT c’est moi’ – o PT sou eu.

Poderia, durante a entrevista, se provocado, explicar o que o leva a prejudicar uma composição – que entende como necessária e fundamental – por se aferrar ao nome da esposa. (Não é caso de analisar a competência ou não de Juçara para o exercício do cargo, mas sim as nuances e desdobramentos político-eleitorais que sua indicação exige).

Assim, se a decisão do partido é de que permaneça como deputado federal por que não formar uma aliança tendo como cabeça de chapa um nome do PSB, do PCdoB, do PDT, do PMDB etc.?

Do absolutismo à dinastia II

Luís XIV, o “Rei-Sol” (1661-1715), foi a expressão clássica do absolutismo monárquico – “L’état c’est moi” (O estado sou eu) – confundindo a França com a sua existência governante.

Como vivemos numa democracia, ainda que tal não ocorra em nível partidário (que o diga o PSDB local), restaria a Geraldo Simões ser definido – diante de sua insistência em admitir alianças só em torno dele ou de indicação sua – como cabeça de uma nova dinastia à brasileira (outras há Brasil afora).

Defendendo o Governo Wagner

Indagado sobre o pouco que o Governo Estadual tem realizado em Itabuna, diante do prometido pelo governador durante a campanha, destacou a duplicação da BR-415 do viaduto Paulo Souto a Ferradas, como projeto já concluído, faltando apenas as licenças ambientais para que venham a ser realizadas as audiências públicas que viabilizariam as obras para ele (GS) mais importantes: a duplicação da Jorge Amado e a barragem do Colônia.

Alfinetando o Governo Wagner

De interessante e de certa forma instigante foi sua afirmação de que cobrará de Jacques Wagner – para que possam ser iniciadas a duplicação da Ilhéus-Itabuna e a construção da barragem no rio Colônia em Itapé-Itaju – o mesmo empenho que o governador teve junto aos órgãos ambientais para a liberação do Porto Sul.

Se não fazemos leitura errônea, Geraldo Simões deixou no ar uma dúvida: o governador Jacques Wagner não apresenta o mesmo interesse diante destas duas obras como o que exerceu em relação ao Porto Sul. Tanto que, assim sinalizou o deputado, bastaram apenas quatro meses entre a inviabilização do projeto na Ponta da Tulha e sua definição em Aritaguá, em razão do efetivo empenho do Governador, para que as audiências públicas para o Porto Sul fossem realizadas.

Lavando as mãos?

Para Geraldo o início dessas obras ajudará a campanha petista em Itabuna, que deixaria de falar sobre expectativas e promessas e se referiria ao que efetivamente já estaria acontecendo.

Sob esse ângulo poderia se especular, a partir da “cobrança” que fará ao Governador, que Jacques Wagner não estaria tão interessado na campanha de Juçara.

Ou seja, se o Governador da Bahia não demonstra tanto empenho na liberação das correspondentes licenças ambientais pode significar desinteresse no resultado favorável ao PT em Itabuna.

Ou que, simplesmente, lavou as mãos.

Se o dinheiro chegar!

“Itabuna terá mais 38 milhões para urbanização e saneamento” é o título de matéria no Diário Bahia de quinta 17, para registrar o contrato assinado pelo Ministro Mário Negromonte, do Ministério das Cidades, no dia 11 de novembro, durante estada para inaugurar comitê partidário.

Para os adversários, caso chegue o dinheiro, o melhor politicamente para o pleito de 2012 é que Azevedo não aplique o dinheiro.

Se aplicar!

Leituras

“Pelo Telefone” (Donga-Mário de Almeida), tido para muitos como, oficialmente, o “primeiro samba”, gravado em 1916 por Bahiano. Antes dele, entre outros, “Urubu Malandro” (Autor desconhecido – certamente por ser tema de improviso em “umbigadas”) registrado Samba do Urubu, como “dança característica”, gravado em 1914, típico lundu tradicional – com andamento acelerado – que ao lado do maxixe se espraia na variação que vem a ser reconhecida como formadora do samba.

Por trás de tudo a Casa Édison, pioneira em gravação mecânica no Brasil (que chegou a ser o terceiro no mundo em volume de gravações) e que vem, a partir da gravação elétrica, assumir a distribuição da Odeon.

Nos registros que hoje oferecemos, “Pelo Telefone” (anunciado na gravação original como “marcha carnavalesca”) e “Urubu Malandro”, aqui não tão samba, não tão maxixe, não tão lundu, no registro estilizado de Ney Matogrosso, para uma versão de Louro (arranjador na gravação original) e Braguinha.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoO alunado discorria sobre pássaros e seus cantos. Um deles, considerando o hábito de muitos em tê-los em casa para ouvi-los encantados, lembrou de um em particular:

– Não sei qual a graça e a utilidade é de se criar araponga! – comentou.

– Incomodar o vizinho, Cabôco – alfinetou Alencar, disparando o gargalhar.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 05/06/2011 | 15:00
Editado em 05/06/2011 | 16:19

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Armação

O TROMBONE de sábado 4 – “Estripulias de Algum Menino Grapiúna” – descobriu uma inusitada pérola, ao levantar uma série de dúvidas em torno Edital 002/2011, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC para “realização de Processo Seletivo Simplificado para contratação, por prazo determinado, por necessidade temporária de excepcional interesse público”, que promove quase à sorrelfa a admissão de 35 Professores de Capoeira, Ballet, de Violão, de Dança, de Bateria, de Teclado, de Flauta, de Artesanato, de Teatro, de Bordado etc

Os questionamentos de O TROMBONE põem em dúvida a credibilidade da seleção e alimentam a certeza de que algo cheira muito mal. Não só os prazos para inscrições, como o denuncia o texto (VER), de exíguas três manhãs úteis, iniciados numa sexta-feira e encerrados na terça seguinte.

Pérola

O mais estranho é o fato de que das 35 atividades sob seleção, todas com remuneração de 650 reais, onde a escolaridade exigida é o ensino fundamental – dentre elas ensino de flauta, de ballet, de teatro, de escultura – se destaque a de “dança de salão”, a única com remuneração de 1.500 reais para quem tenha “ensino superior completo ou cursando enfermagem ou fisioterapia”, quando outro tipo de dança (street dance) se encontra na planície do fundamental e da remuneração geral.

Se já fede à carniça a justificativa de “excepcional interesse público”, a urubuzada se fartará quando se confirmar que pode ter alguém muito especial como beneficiário da peculiar exigência do Edital para preenchimento do cargo de “professor de dança de salão”, aquele que exige “ensino superior completo ou cursando enfermagem ou fisioterapia”.

Perguntas aguardando respostas

Onde a urgência admitida em lei para justificar tão exíguo tempo de inscrição para preenchimento de cargos que são da atividade corriqueira da FICC? Por que “ensino superior completo ou cursando enfermagem ou fisioterapia” somente para um tipo de dança?

Que interesses levam Cyro de Mattos a manchar sua reputação subscrevendo dito Edital? Ou não foi ele quem o subscreveu, tanto que não se tem notícia da publicação com a transparência exigida?

Alguém pretende beneficiar-se da celeridade. O que cheira a uso político, voltado para beneficiar alguma candidatura nas próximas eleições.

Que não será a do Prefeito José Nilton Azevedo, que está com a legítima Prefeitura Móvel nas ruas.

“A voz do dono”

voz do donoA RCA dispunha da expressão como propaganda, sublinhando a imagem de um cão atento ao som que saía de um megafone. Nossa atenção ainda se debruça sobre o som no rádio e na televisão com uma atenção e fidelidade caninas.

O ouvinte ou telespectador confia no expressado pelo rádio e pela televisão. O que ninguém busca descobrir é a quem pertence o órgão e se a opinião é do interesse do ouvinte/telespectador ou do proprietário. Se é informação e notícia ou propaganda do dono.

A outra voz do dono

O Ministério das Comunicações divulgou na segunda-feira 30 o que denomina de cadastro dos donos de rádios e TVs no Brasil, antiga caixa-preta do Ministério, antes inacessível aos vis mortais. Entre as 291 TVs, 3.205 rádios e 6.186 retransmissoras comerciais existentes 56 parlamentares estão inseridos como detentores de concessões. Do PMDB são 12, outros 11 do DEM/PFL.

Dá para imaginar o nível de “isenção” editorial. Detalhes em www.advivo.com.br “Lista de parlamentares donos de rádio e TV) de quinta 2.

Não custa descobrirmos quem é “A Voz do Dono” do que vemos e ouvimos.

Anunciado e cancelado

Anunciado estava "Bullying, a violencia na escola", texto e direção  de Jorge Lins e montagem do Grupo Raízes, de Sergipe (com mais de 20 anos de existência), no palco do Centro de Cultura Adonias Filho, dia 6 de junho, segunda, 10 e 15 horas. Espetáculo visto por 6 mil pessoas em  apenas dois dias em Sergipe (Ver site  www.educar-se.com).
A apresentação foi cancelada. Motivo: tratando-se de teatro voltado para a escola não encontrou o apoio devido em Itabuna. A produção e os atores nem recebidos foram pelas escolas – como denuncia Eduardo Ribeiro, produtor do espetáculo.

As desculpas em geral: "estamos em reunião". Numa delas até foi "sugerido" que eles não esperassem para falar sobre o espetáculo porque  naquela escola o pessoal não se interessa por cultura..."

Surpreendeu negativamente falta de sensibilidade e compromisso por parte dos educadores desta cidade. Da DIREC a escolas particulares e públicas, salvaram-se esporadicamente algumas que  deram atenção e se empenharam com o evento.

Cancelado um espetáculo de extrema importância e tão oportuno.

Tardia descoberta

Agatha Christie continua reconhecida dentre os melhores textos do planeta. Um de seus clássicos mudou de nome no Brasil. Em nome da paranoia do politicamente correto “O Caso dos Dez Negrinhos” (1939) – Ten Little Nigers, no original – passa a ser denominado “E Não Sobrou Nenhum”.

Respeitadas as ponderações da editoria inglesa que em 1940 o republicara como “And Them There Were None” – que pode ser traduzido literalmente como o atual “E Não Sobrou Nenhum” – (“Níger” por lá não tem a mesma conotação que recebe a palavra negro na língua portuguesa).

O que estranha é que a “descoberta” nacional somente tenha ocorrido 71 anos depois. Que não esqueceu de fazer referência ao título anterior, até recentemente admitido. www.advivo.com.br de terça 31.

Romário nota dez

Para os que o criticaram por conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados uma resposta à altura do Deputado Romário: conseguiu aprovar a convocação do presidente da CBF Ricardo Teixeira para esclarecer o seu possível envolvimento nos casos de corrupção de que o acusam na FIFA. www.tribunadaimprensa.com.br de quarta-feira 1º. 

Palocci

paloci bessinhaA mais honesta das justificativas até agora encontradas para o aumento patrimonial de Antônio Palocci pode ser denominada de “tráfico de influência”. Que fere a legislação (Lei de Improbidade Administrativa). Em palavras simples: utilizar de prestígio e influência para viabilizar soluções junto aos governos. Ou mesmo, diríamos, criar uma expectativa para interesses privados junto a órgãos públicos.

Há, no entanto, uma dimensão Ética que se exige de figuras como o Ministro (então deputado federal e ex-Ministro da Fazenda enquanto empresário), não conviver com as justificativas até este momento oferecidas. O estranho e espetacular avanço patrimonial por si só retira indícios de boa-fé nas relações que envolvem os negócios da Projeto, que alimenta o raciocínio que foi efetivamente um feliz e grande projeto enquanto durou para esse fenômeno empresarial que é o Palocci, o médico dos negócios.

Palocci e o PSDB

As explicações que a sociedade exige – diante do aroma de interesses públicos e privados em conflito – nunca serão superadas por declarações como as de Aécio Neves, José Serra ou Geraldo Alkmin. Ditas defesas apenas mais aprofundam a intimidade entre tucanos e petistas de coturno quando o assunto tende à imoralidade, tornando-os todos iguais perante a dita cuja.

É por isso que o Ministro não pode explicar o providencial aumento, especialmente acontecido em ano eleitoral. Mas bem que a caneta da Presidente Dilma pode e deveria fazê-lo: exoneração é a palavra.

Oportunidade

Considerando que o ainda Ministro da Casa Civil não se dignou revelar que apostou em loterias e que “Deus me ajudou muito” caminha para efetivar a máxima atribuída ao Barão de Itararé: deixar a vida pública para entrar na privada.

Um grande que se vai

abdiasAbdias do Nascimento morreu no dia 27 de abril, aos 97 anos. Em que pese a luta histórica empreendida era esquecido pelas novas lideranças. Uma voz emudecida pelas circunstâncias. Pioneira da imprensa negra no Brasil, com o “Voz da Raça” (1930), não o víamos destacado no patamar que merecia, tantos os serviços prestados à causa dos infortunados.

Todos comemoram o dia Nacional da Consciência Negra no feriado de 20 de novembro, em homenagem a Zumbi dos Palmares. Tudo criado por Abdias do Nascimento, enquanto Deputado e Senador pelo PDT.

UESC

A proposta da UESC de tornar a prova do ENEM caminho de acesso à universidade abre considerável espaço para muitos que não conseguiriam ultrapassar o funil do vestibular.

Que os desdobramentos sejam ainda mais favoráveis: restaurante universitário que corresponda à realidade do alunado etc.

Autoestima

plataformaO lançamento da P-56 nesta sexta 3, que operará no Campo Marlim Sul, na Bacia de Campos-RJ, é reconhecido como um marco na indústria naval do País, por consolidar a construção de plataformas desse porte no território nacional.

Não só a construção, como o alto índice de nacionalização (73%) teve seu casco totalmente construído e iniciará a produção em agosto.

Em tempos não tão distantes (na era FHC) Cingapura era o sonho de consumo.

Mais do que a geração de empregos e desenvolvimento da tecnologia nacional a P-56 nega o “complexo de vira-lata” que acomete parcela de nossa elite, encantada com o que vem de fora. Detalhes em www.advivo.com.br de sexta 3.

Não esquecendo que o Brasil começa a produção em série de cascos de plataformas, fato inédito no mundo, com a instalação do dique-seco do pólo naval de Rio Grande-RS, inaugurado em outubro passado pelo Presidente Lula.

Lançamento

Na próxima terça 7, Dr. Teobaldo Magalhães estréia na literatura médica com a obra “Os 5 Segredos para a Saúde” (EDITUS). O evento que tornará público o lançamento do primeiro trabalho de Dr. Teobaldo acontecerá no Hotel Tarik, às 19 horas.

De profunda sensibilidade espiritual, o autor – que viveu um período de sua vida na Índia, com Sry Sathya Naraiana Raju Sai Baba – traça suas experiências e observações amparando-as na ciência médica para promover apoio ao semelhante.

Prefeitura Transparente

Considerando a responsabilidade decorrente da premiação recebida, a Prefeitura de Itabuna certamente disponibilizará, nominando-os, os funcionários e comissionados que já estão utilizando de recursos públicos e do correspondente tráfico de influência para alavancar campanhas políticas para vereador/2012.

Rosemberg Pinto

As vaias recebidas pelo deputado mais estão vinculadas ao descaso com que tratou o evento de que participava. Para muitos que criticaram sua intervenção, lhes pareceu menosprezo à realidade cacaueira. Esse o motivo dos aplausos.

O experiente sindicalista não dimensionou suficientemente as palavras, tampouco percebeu que o público não era assembleia sindical.

Eva Lima I

A voz isolada de Eva Lima no deserto em que se encontra a manifestação dos artistas e agentes da cultura grapiúna é digna de louvores. Aproveitou a oportunidade que exercia na abertura dos trabalhos do “Pensar Cacau”, no Centro de Cultura Adonias Filho, no dia 27 de maio, e conclamou os deputados presentes a olharem com mais cuidado a classe artística local, em particular no sentido de dotá-la de um espaço que os tire da dependência que hoje vivem. Detalhes em http://jornalitabunaculturaearte.blogspot.com de quinta 2 (“Eva Lima cobra dos deputados providências sobre o Teatro e o Centro de Convenções”).

Eva Lima II

Avivando a memória, já o dissera a atriz e produtora cultural no programa Alô Cidade, da TVI, que Itabuna vive o pior momento de sua mobilização cultural, diante do controle dos espaços por dirigentes lamentavelmente postos em cargos para os quais não dispõem do preparo e competência exigidos.

Itororó

O clima junino ocupa a cidade. Uma decoração simples e tradicional começa a contagiar.

A volta do retalho

Outro retalho auxilia o plano das fotografias de Ruy Machado, a área para o prédio da Câmara.

Academia I

Não imagine o caro leitor que trataremos das muitas academias itabunenses. Mas da Brasileira de Letras, que acaba de eleger(?) Merval Pereira para ocupar(?) a vaga deixada por Moacir Scliar, na cadeira 31. O eleito tem dois livros publicados, dispondo sobre profundos temas: “A Segunda Guerra, sucessão de Geisel” e “O lulismo no poder”.

Venceu a disputa com o insignificante escritor Antônio Torres, premiado nacional e internacionalmente e com uns poucos dezesseis livros publicados, traduzidos na Itália, Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Israel, Bulgária, sem falar de Portugal. Disponibilizamos, em anexo, os prêmios e as obras publicadas pelo insignificante Antônio Torres. (VER, detalhado em www.advivo.com.br “Como vota a Academia Brasileira de Letras”).

Academia II

Aliás, a Academia Brasileira de Letras continua fazendo das suas. Nela nunca ingressaram Lima Barreto, Monteiro Lobato, Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Vinicius de Moraes, Érico Veríssimo. Uma corrente de insignificantes, como esse pretendente Antônio Torres.

Como pode ser visto a preocupação da ABL não se volta para os aclamados escritores, mas para alimentar a mediocridade que aos poucos se instala. Paulo Coelho, Merval Pereira etc. Rejeitou Mário Quintana duas vezes e elegeu Paulo Coelho na primeira, como agora o faz com Merval.

Não custa aplicar a máxima de Tiririca: “Pior do que está não fica”. Afinal, alimenta e inova a ABL com a campanha “piorar o que já está ruim”.

Germano Mathias

Descobrimos Germano Mathias nos idos do primeiro quartel dos anos 60, tocando um de seus 78 rpm em serviço de auto-falante. O grande sambista paulista chegou aos 77 anos neste dia 3. Aqui uma dupla homenagem: ao aniversariante que nos brinda com três trabalhos e ao programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin.  

Cantinho do ABC da Noite

cabocoO poeta Firmino Rocha – do imortal “Deram um Fuzil ao Menino” – tinha por hábito ocupar o balcão à direita da entrada, “suando ternura, lirismo, poesia”, como escreveu Eduardo Anunciação. O vate, enquanto lá estava, ficava encostado nas caixas ou engradados que serviam de porta de acesso ao interior do comércio e se tornou referência por tal postura. O costume continua adotado por alguns dos atuais fregueses.

O cliente pergunta-lhe, para confirmar o fato:

– Era de Firmino Rocha o lugar, Cabôco?

– Sim, Cabôco. Saiu Firmino, ficou a rocha – gozando com o que se aboletava junto aos engradados.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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