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Rui diz que Reforma não pode ser discutida em tom de palanque eleitoral e garante fidelidade aos mais pobres

Domingos Matos, 14/06/2019 | 15:31

"Não vamos trair o povo mais pobre por pressão ou chantagem". A frase de Rui Costa foi publicada nas redes sociais do governador, na manhã desta sexta-feira (14), em texto que responde às declarações dadas ontem pelo também governador João Doria, de São Paulo. O gestor paulista criticou a atuação dos chefes do executivo do Nordeste a respeito da Reforma da Previdência.

"Existe um ponto que precisa ficar muito claro: a Bahia trabalha e torce para que o País dê certo. E eu tenho certeza de que o Nordeste também. A reforma precisa ser boa para os estados e proteger os mais pobres. Os governadores do Nordeste participaram de várias reuniões e continuam abertos para novas discussões, mas não baixarão a cabeça ou aceitarão qualquer tipo de chantagem ou pressão. A previdência é um assunto sério e não pode ser discutida em tom de palanque eleitoral ou mesmo com preconceito. O Brasil é um só. Nossa atitude não é de traição ao povo mais pobre", disse Rui no post publicado em todas as suas redes sociais.

 

Cabra Macho: mutirão contra o câncer de próstata atende 900 homens em Itabuna

Domingos Matos, 11/06/2019 | 07:01
Editado em 10/06/2019 | 18:47

O Mutirão Cabra Macho, desenvolvido pela Igreja Batista Teosópolis (IBT), de Itabuna, atingiu a marca de 900 pessoas atendidas gratuitamente com exames de detecção do câncer de próstata. A sétima edição do projeto, no domingo (9), teve a participação de 11 médicos urologistas e 180 voluntários.

“Tivemos grandes avanços em relação a 2018, com grande participação na palestra, o que demonstra maior interesse pelo tema. Tivemos ainda uma visível ampliação do voluntariado, facilitando o atendimento, valorizando a cultura de paz entre pessoas de vários estratos sociais”, disse o pastor presidente da Igreja Batista Teosópolis, Geraldo Meireles.

Ele ressalta, ainda, a ampliação do número de urologistas. ”Tivemos a participação de profissionais de Ilhéus, Salvador e de Londrina, no Paraná, onde está radicado hoje um dos nossos idealizadores o médico João Correia”. E completa: “Vamos trabalhar para melhorar ainda mais em 2020, ampliando os serviços oferecidos. Este era um sonho do nosso saudoso Hélio Lourenço ”.

O urologista Júlio Brito Filho, coordenador médico do mutirão, fez um balanço positivo. “Ampliamos o número de pessoas, de médicos voluntários. Tenho grande satisfação em participar do Cabra Macho e acredito que, na ausência do serviço público, devemos realizar outros mutirões, como os de hérnia, vesícula e diabetes, e assim ajudar as pessoas mais carentes. Existe uma carga de preconceito em relação ao câncer de próstata que está sendo superada”, afirmou Júlio Brito Filho.

Danilo Azevedo Júnior, do Ministério da Ação Social da Igreja Teosópolis, comemorou o resultado. “Foi excelente a adesão de mais médicos, de 7 para 11 este ano, e uma ampliação em 27% do número de senhas distribuídas, de 700 para 900. Tem sido uma ação exitosa e tem ajudado a sociedade de Itabuna”, disse ele.

O médico Vilson Martins, de Salvador, fala da satisfação em participar do Cabra Macho. “Cada ano que passa aumenta mais [o número de pessoas atendidas e de volutnários]. Gosto muito de ajudar”, disse. Outro médico vindo de Salvador, Vinicius Castro afirmou que “é muito bom poder ajudar a população que não tem acesso ao serviços de saúde”.

Gilson Pinheiro, Coordenador do Mutirão, ressalta a atuação da Igreja Teosópolis na comunidade, conseguindo realizar um evento tão grandioso, sem nenhuma verba pública.

 

SAÚDE DO HOMEM

O motorista Antonio Dantas Bomfim, de 53 anos, afirmou que o mutirão é positivo não só para a sociedade de Itabuna, mas para a região. “Atende aquele que não tem condições financeiras de pagar”, frisou Antônio Dantas, que participa pela segunda vez do mutirão.

O aposentado Gilson Alfredo Reis, 66, também apontou para o benefício do Cabra Macho. “O mutirão é muito bom para a comunidade”, completou. Participando pela primeira vez do Cabra Macho, o serralheiro Jamildo Carvalho de Souza, 63, reforçou a dificuldade no acesso a este tipo de exame. “Se não fosse esse trabalho, o que seria da gente?”, questiona. (Com informações do Pimenta)

Guarda Municipal de Ilhéus realiza curso de capacitação em primeiros socorros

Domingos Matos, 24/05/2019 | 16:35

A Guarda Civil Municipal de Ilhéus realizou, na manhã desta sexta-feira (24), mais um curso de capacitação da corporação, no centro de treinamento, centro. O 5° Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar da cidade foi a entidade convidada e responsável por ministrar aulas de primeiros socorros, sob o comando dos instrutores, Subtenente Nelson e Cabo Anderson, além da técnica em enfermagem socorrista do SAMU, Stela Machado.

Visando uma melhor prestação de serviços à população e seguindo determinação do prefeito Mário Alexandre, os cursos de capacitação tiveram início no último dia 3 de março, prosseguindo com aulas teórica e prática de instruções de noções primeiros socorros. A capacitação continuada faz parte dos preceitos preconizados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), órgão público superior de nível federal, vinculado ao Ministério da Justiça, responsável pela política de segurança pública no país.

O comandante da Guarda Municipal, Leonardo Bandeira, destaca a necessidade de preparo para os acontecimentos diários. “Temos feito o máximo possível para atender as demandas que chegam até nós. E, são muitas as situações, desde gestante em trabalho de parto a acidentes com fraturas expostas”, ressaltou o comandante.

Para os servidores recém nomeados, Helvécio Lopes de Almeida e Rafaela Santos Pereira, o momento não poderia ser mais oportuno. “Chego colocando na bagagem um importante aprendizado, pois no dia a dia podemos nos deparar com esse tipo de situação e é preciso agir certo”, disse Helvécio.

Rafaela Santos completou: “Além de fazemos normalmente o que é da nossa competência, temos que também estarmos capacitados para um atendimento de emergência”, concluiu.

O Subtenente Nelson agradeceu pela oportunidade em poder compartilhar aprendizados. “Temos que ser multiplicadores do conhecimento, é preciso capacitar outras pessoas para uma possível ajuda à população. A Guarda Municipal é uma parceira”, disse o oficial militar.

 

Órfãos na passarela, uma monstruosidade com patrocínio judicial

Domingos Matos, 22/05/2019 | 17:13

Por Fernando Brito

Viramos monstros?

Ontem, no Pantanal Shopping, de Cuiabá, com o apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Governo do Estado e do próprio shopping, realizou-se o “evento” Adoção na Passarela.

Vinte crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos, órfãs ou abandonados,  acolhidos em instituições de Cuiabá e Várzea Grande  desfilaram ante uma plateia de classe média, encantada como quem vai a um pet shop, para ver se alguém se interessava em adotá-las.

Os promotores festejam a cena maravilhosa: as crianças ganham “roupas novas, um dia de beleza, incluindo penteados e maquiagem, tudo isso para se divertirem no desfile que pode resultar no encontro de uma família”.

Adoção, algo personalíssimo, decisão íntima da família, aceitação emocional da criança, vira, assim, um desfile como o de Kennel Club, onde a beleza das carinhas, o estilo do penteado e o andar gracioso passam a ser os critérios de “pegar ou largar”. Ajudados, claro, pela “roupinha gourmet’.

São, certamente, “homens de bem” e “senhoras virtuosas” os que estavam na plateia, prontos a escolher um menino ou menina como se fossem um cocker spaniel ou um bichon frisé. Tão imbuídos do bem que até poderiam escolher uma criança mulatinha, para provarem que não têm preconceito.

Aproveitam, também, para se promoverem na high society cuiabana – “high society’ de shopping, vê-se – como bons cristãos, generosos e, claro, com um “projeto social” de levarem para casa um dos “bichinhos”.

Onde estão a Justiça, a OAB e o Ministério Público, que deveriam estar proibindo esta exposição desumana de pequenos seres humanos, indefesos e dependentes de alguém que os cuide com proteção e carinho?

Ah, sim, estão promovendo o “evento”…

Publicado originalmente no Tijolaço

Governo estuda BPC permanente para pessoas com microcefalia

Domingos Matos, 21/05/2019 | 10:23

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse ontem (20), que o governo estuda transformar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia causada pela epidemia de zika em uma pensão permanente. Segundo o ministro, a questão está sendo discutida no âmbito do Executivo.

O ministro deu a declaração ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, e da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na abertura do seminário “Mães de Crianças com Microcefalia: Entendendo os Desafios e Superando o Preconceito”, na Câmara dos Deputados.

“As mães que têm BPC, se elas arrumam um emprego, elas perdem o BPC porque ele está vinculado a uma faixa de um quarto do salário mínimo per capita de renda mensal. Acima disso, não tem direito ao BPC”, lembrou Terra, em seu discurso.

“Nesse caso específico do zika, das crianças com microcefalia, o governo pode assumir a responsabilidade. Foi uma epidemia que não foi controlada de forma adequada e o governo [pode] de alguma forma assumir a responsabilidade e transformar o BPC numa pensão em que permite que as mães possam trabalhar e ter renda sem perder esse recurso”.

Segundo Terra, o Brasil teve 3.332 casos confirmados de microcefalia de 2015 a 2018, concentrados principalmente no Nordeste.

Novo momento

Segundo a ministra Damares Alves, o Brasil vive um novo momento para as crianças com microcefalia. “O governo vem abraçando essas crianças com políticas públicas novas, atendimento novo, especialmente a criação de mais casas dia para crianças no Brasil inteiro”.

Segundo o governo, existem atualmente sete centros dia no país e mais quatro em construção. O objetivo é oferecer atendimento integrado de assistência social, saúde e educação às pessoas com alguma deficiência e apoio a seus familiares

A primeira-dama Michelle disse que defende a luta “contra o preconceito” a quem tem microcefalia. “Mães aqui presentes, vocês têm a minha admiração e o meu respeito. Faço da sua a minha luta”, disse. (Com informações da Agência Brasil)

Ilhéus está em alerta contra a Dengue e Chikungunya

Domingos Matos, 05/04/2019 | 16:43
Editado em 05/04/2019 | 17:13

Segundo dados obtidos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), o número de casos de Dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cresceu 301,4% em 2019 na Bahia. O município de Ilhéus ainda não apresentou aumento significativo nos números de caso, porém o índice de infestação predial (IIP) do mosquito transmissor está em 10%. O Ministério da Saúde preconiza meta de 1%.

A combinação de altas temperaturas e chuvas, características do período de primavera/verão, aumentam as chances de proliferação do vetor transmissor, já que os moradores acabam descuidando da limpeza dos quintais. O mosquito procria-se até mesmo em depósitos pequenos com água parada como tampinhas de garrafas e folhas secas.

Considerando o alto IIP e o período de chuvas, a secretaria municipal de Saúde (Sesau), através da Vigilância em Saúde, está intensificando as ações de controle das arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya) realizando vistoria de rotina nos imóveis, bloqueio focal e perifocal de criadouros em situações de casos suspeitos e confirmados, pesquisa larvária em 1/3 dos imóveis e vistorias aos pontos estratégicos de 15 em 15 dias.

Além das ações de rotina, o Programa de Controle às Endemias conta com uma equipe de Educação em Saúde que realiza palestras principalmente nas escolas da rede pública e privada. De acordo com a Vigilância, não basta apenas um pequeno grupo combater a Dengue, precisa que cada morador se torne o agente de saúde da própria casa, identificando e eliminando os possíveis focos do mosquito.

Profissionais da Saúde participam de seleção para o curso de preceptores do SUS

Domingos Matos, 04/04/2019 | 16:40

Com o objetivo de contribuir para melhoria da atenção à saúde no SUS, a Prefeitura, através da secretaria de Saúde (Sesau), em parceria com o Ministério da Saúde, selecionou na última terça-feira (2), candidatos para uma formação de preceptores do SUS, com durabilidade de 1 ano. O curso, que ocorrerá na sede da secretaria, no centro de Ilhéus, é dirigido a profissionais e estudantes dos cursos de graduação em Medicina, que atuam em cenários reais de cuidado à saúde.  

A iniciativa foi desenvolvida através de um convênio firmado com o Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, Congresso Nacional de Saúde (CONAS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), que selecionou os municípios de Itabuna e Ilhéus para participarem da ação. Conforme orienta o projeto, a capacitação se destina preferencialmente, aos profissionais que atuam favorecendo a articulação ensino-trabalho e a utilização da abordagem construtivista na educação de adultos.

Durante a formação, projetos de intervenção ganham destaque na proposta de melhoria na assistência à saúde dos municípios pactuados, como contou a apoiadora e facilitadora de aprendizagem, Maria Hercília Valladares. “Ao articularmos a formação deste público de saúde nos cenários do SUS colocamos essas diferentes modelagens e suas fundamentações em reflexão”, ressaltou. Ao todo, 40 candidatos de Ilhéus e Itabuna participaram da seleção, dos quais, 20 serão contemplados com o curso.

Formação – A preceptoria é uma modalidade de ensino em serviço, que forma profissionais em cenários de prática e que tem ocupado papel de destaque quando se discute a formação deste profissional de saúde. A preceptoria atende às Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação na saúde e ao princípio do SUS que preconiza a formação profissional no cenário de prática.

Os articuladores pontuam ainda que a ação propõe ainda reorientar a modelagem da atenção à saúde para sistemas integrados; articulação da promoção, preservação e recuperação da saúde, colocando em foco os resultados que agregam valor à saúde das pessoas. A vivência em sistemas integrados oportuniza para estudantes e profissionais uma atuação a partir da identificação de necessidades de saúde das pessoas e populações.

 

Petrobras reduz preço da gasolina em 1% nas refinarias

Domingos Matos, 01/02/2019 | 18:40

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (1º) uma redução de 1% no preço da gasolina negociada em suas refinarias. A partir de amanhã (2), o litro do combustível será vendido a R$ 1,4758 para as distribuidoras.

O último anúncio de queda no preço da gasolina havia sido feito no dia 30 de janeiro, quando o combustível caiu de R$ 1,5104 para R$ 1,4907.

Já o preço do litro do óleo diesel foi mantido em R$ 2,0198, segundo a Petrobras.

Mulheres do CPI participam de programa de planejamento familiar

Domingos Matos, 23/01/2019 | 22:00
Editado em 25/01/2019 | 15:26

As mulheres custodiadas no Conjunto Penal de Itabuna (CPI) participam, com orientação do Serviço de Enfermagem da unidade, do programa de planejamento familiar, preconizado pelo Ministério da Saúde e Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho é realizado mensalmente pela equipe e atende a todo o público feminino em idade fértil e com vida sexual ativa. O presídio é operacionalizado pela empresa Socializa - Soluções em Gestão, em regime de cogestão com o governo do Estado, por meio da Seap.

O objetivo é garantir à mulher o direito de decidir quanto à concepção ou não de filhos, uma vez que muitas delas possuem companheiros na própria unidade prisional, ou possuem visitantes externos durante o período que passam sob a custódia do Estado.

As profissionais de Enfermagem explicam às mulheres a importância de prevenir gravidezes indesejadas, bem como orientam sobre sexo protegido, discutem questões de gênero, conhecimento do corpo e sexualidade. O atendimento é feito de forma individualizada, e cada mulher opta pelo método com o qual melhor se adapta.

Os quatro métodos contraceptivos utilizados pelas reeducandas no CPI são os mesmos preconizados pelo Ministério da Saúde em toda a rede pública do país. Incluem, além da pílula, o preservativo de látex (masculino e feminino), e os injetáveis – mensais e trimestrais.

Informações

Complementando as informações passadas às internas, na segunda-feira (21), a médica do CPI, Drª Marcela Carvalho, reuniu as participantes do programa para explicar como agem os métodos contraceptivos, especialmente aqueles à base de hormônios.

A ação coletiva foi uma resposta a questionamentos de algumas pacientes, e teve objetivo de informar a cada uma os efeitos desejados, possíveis reações, bem como as características de cada medicamento.

Lei prevê mensagens sobre uso de álcool e drogas em eventos de Ilhéus

Domingos Matos, 10/01/2019 | 09:01

Agora é lei. Promotores de shows, eventos culturais e esportivos voltados ao público infanto-juvenil na cidade deverão inserir mensagens educativas sobre o uso indevido de álcool e drogas no seu decorrer e respectivos ingressos, contendo informações sobre os malefícios das drogas e o uso abusivo de álcool. De autoria do vereador Aldemir Almeida, a lei nº 3.985/2018 foi sancionada em outubro último pelo prefeito Mário Alexandre, passou a ser obrigatória desde a da data de publicação no Diário Oficial do Município.

Durante os eventos, painéis, faixas, cartazes, outros meios audiovisuais e viva voz, devem replicar a comunicação. Segundo o autor, a luta contra a droga deve ser responsabilidade de toda a sociedade. Esses eventos constituem excelentes oportunidades para a divulgação. O descumprimento do disposto nesta lei sujeita os infratores às penalidades no Código de Defesa do Consumidor, Lei Federal nº 8.078 de 1990.

Ato ilícito – As famosas frases “É só uma dose” ou “é só um golinho” têm sido incentivos inofensivos para o início do consumo de álcool pelos adolescentes. De longe, o consumo de álcool por adolescentes tem se tornado cada vez mais comum, e por vezes esquecido como um ato ilícito. Muitos jovens começam a beber na companhia de amigos mais velhos ou até mesmo junto com a família, em um almoço de domingo, sem ninguém ver perigo nisso.

Importante ressaltar que é proibida a comercialização de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e considerar que o álcool etílico é a droga mais consumida no Brasil e no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários estudos apontam que o álcool também é a substância psicotrópica mais utilizada por crianças e adolescentes, com aumento do consumo e iniciação cada vez mais precoce entre os jovens.

 

Detran da Bahia libera 600 carros e motos para leilão por preços baixos

Lances começam na internet e opções de motos ocupam maior parte dos lotes

Domingos Matos, 21/08/2018 | 14:40
Editado em 24/08/2018 | 16:54

Para abrir as portas dos pátios, três leilões no Estado da Bahia apresentam cerca de 600 veículos, entre carros, motos e automóveis para reaproveitamento de peças. A lista traz os modelos que foram apreendidos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) da Bahia e que, agora, podem ir para as mãos de novos proprietários. Os lotes já estão recebendo lances na BRbid no site http://bit.ly/leiloesbahia . Os leilões presenciais estão marcados para as próximas sexta (24) e segunda-feira (27), em Feira de Santana e Teixeira de Freitas, respectivamente. 

Uma moto do modelo Honda Pop 100 tem lance inicial por R$ 403 e está na lista dos veículos no leilão de Feira de Santana. Por lá também é possível disputar a propriedade de uma moto importada Suzuki EN 125 com a primeira martelada por R$ 209. Na internet a disputa já começou e o pregão presencial será no auditório do Hotel Caju de Ouro, na avenida Presidente Dutra, 3300, no bairro Santa Mônica.

Em Teixeira de Freitas, dá para tentar arrematar carros nacionais como um Volkswagen Gol 1.0 com lance inicial por R$ 2.948. Na cidade, o leilão presencial será no auditório do Espaço D Cerimonial, na avenida Santa Isabel, 655, no bairro Monte Castelo. Nas duas cidades, também é possível adquirir sucata de automóveis e motocicletas para o reaproveitamento de peças ou outras destinações. Todos os pregões presenciais serão comandados pelo leiloeiro Oscar de Menezes.

As fotos dos 600 veículos disponíveis podem ser visualizadas, juntas com outras informações, no site www.brbid.com.br . Para tirar dúvidas sobre como funciona um leilão, avaliar vantagens e conferir dicas sobre essa modalidade de compra, o arrematante pode acessar o blog blog.brbid.com.

A dramaturgia de Aninha Franco

Domingos Matos, 05/03/2018 | 07:47

Por Adroaldo Almeida

Vez por outra Aninha Franco tenta falar sobre política em seus artigos, mas o que sempre sai é um arremedo de crítica monotemática, repetidamente contra o PT e seus dirigentes, como agora neste burlesco “A dramaturgia de Jaques Wagner”. Ao que parece, Aninha, a escritora e dramaturga, acha que pertence a uma categoria que chegou ao Planeta para atacar os que pensam diferente dela, inclusive em questões de estética, arquitetura e decoração de interiores. Preconceituosa e enviesada, sugere que a esquerda deve morar para sempre na Cabana do Pai Tomás.

Outro desencontro da personagem política de Aninha é se valer de um jornal, o Correio da Bahia, notório adversário e inimigo imperdoável de Wagner por ter infligido a maior e mais humilhante derrota aos seus proprietários em 2006. Assim fica fácil. Isso é sabujice do pior teatro serviçal.

Neste Brasil véi sem fronteira, muita gente faz teatro como Aninha; alguns, inclusive, a favor dos poderosos; outros, na trincheira da vanguarda contra o atraso; porém há aqueles, que não são nem uma coisa nem outra, mas personagens de si mesmos, e escrevem repetitivos monólogos enfadonhos que adormecem a plateia. Agora, tudo indica, suponho, que Aninha, premiada roteirista, não entende patavina de cinema. Pois quando Geddel apareceu chorando diante de um juiz federal em cadeia nacional do JN da TV Globo, Aninha nada falou. Nem, tampouco, quando Rocha Loures foi flagrado correndo com uma mala de dinheiro para Temer, numa cena de perseguição à noite pelas ruas do Rio de Janeiro. Também se calou quando um helicóptero, pertencente ao Senador Perrela, foi filmado pousando no Espírito Santo com meia tonelada de cocaína pura. Ou, quem sabe, ela não aprecie as produções de “terrir” (o terror cômico dos filmes B). Quem sabe? O certo é que a crítica “republicana” de Aninha não se interessa pela atuação dos atores e diretores a quem o PT combate. Pelo visto, nem com duas batidas de Molière ela acertaria o fim do espetáculo dos vampirões que tomaram o país.

Adroaldo Almeida é advogado, escritor e político

Baiana de Macaúbas - quem é a estudante que viralizou com discurso em formatura na PUC-SP

Domingos Matos, 20/02/2018 | 11:55
Editado em 20/02/2018 | 11:59

Publicado na Nova Escola

Diante de um auditório lotado no Citibank Hall, gigantesca casa de shows da capital paulista, uma aluna de uma das graduações mais tradicionais do país toma o microfone para um discurso duro. “Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica”.

Ela falava em nome dos alunos bolsistas do curso de direito da PUC-SP, em que as mensalidades são de 3.130 reais. “Somos moradores de periferia, pretos, descendentes de nordestinos e estudantes de escola pública”, enumerou. Descrevendo uma experiência de solidão e preconceito, a oradora apontava as dificuldades do convívio com alunos e professores de uma outra classe social:

“Resistimos às piadas sobre pobres, às críticas sobre as esmolas que o governo nos dá. À falta de inglês fluente, de roupa social e linguajar rebuscado. Resistimos aos desabafos dos colegas sobre suas empregadas domésticas e seus porteiros. Mal sabiam que esses profissionais eram, na verdade, nossos pais.”

Migrante e filha da escola pública

A fala, aplaudida de pé, viralizou em áudio e vídeo nas redes sociais. NOVA ESCOLA conversou com exclusividade com a autora do discurso. Seu nome é Michele Maria Batista Alves, de 23 anos. Natural de Macaúbas, cidade de 50 mil habitantes no centro-sul baiano, ela é uma dos milhares de estudantes de classe popular que chegaram à faculdade a partir da criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2004. É também um exemplo das dificuldades dessa trajetória.

Filha de mãe solteira, criada com a ajuda do avô, Michele veio para São Paulo aos 12 anos, para tratar de uma depressão. Sua família se estabeleceu numa casa alugada em Itapevi, cidade da Grande São Paulo onde mora até hoje, e de onde leva duas horas para ir e voltar ao centro da capital. A intenção inicial era regressar à Bahia, mas dois anos depois a descoberta de um tumor no pescoço adiou indefinidamente os planos. “Hoje estou curadíssima, mas por causa da doença fomos ficando. Minha mãe trabalhava de doméstica e eu comecei a ajudar no Ensino Médio como monitora numa escola infantil”, conta.

Sua história na Educação Básica foi toda em escola pública. “Estudei numa escola estadual perto de casa. Tive professores bons, mas a estrutura dificultava. Faltava água sempre, não tinha como ir ao banheiro, as classes eram lotadas e havia brigas. Eu sentia o quanto era difícil lecionar ali”, lembra ela, que diz nunca ter tido uma aula de Química – a professora só existia no papel, mas nunca apareceu. “Por tudo isso, acho muito difícil um aluno de escola pública entrar direto na faculdade.”

“Percebi que era pobre”

Ela própria teve de fazer cursinho. Duas vezes, a primeira delas num comunitário. “Foi uma experiência fundamental”, conta. “Tive vários professores de origem popular que me mostraram a diferença entre classes. Era a primeira vez que eu me reconhecia como pobre.”

A segunda foi no ingresso na PUC-SP. “Não tinha ninguém do meu círculo social. Não tinha recepção para bolsistas”, diz. No primeiro dia, uma menina contava animadamente sobre a viagem de férias à Europa. No terceiro, uma professora fez um comentário sobre métodos de estudos que deveriam ser evitados porque até a filha da empregada dela estudava assim. O impacto virou trecho do discurso:

“Naquele dia, soube que a faculdade não era para mim. Liguei para a minha mãe, que é doméstica, e disse que queria desistir. Ela me fez enxergar o quanto precisava resistir àquela situação e mostrar o quanto eu era capaz de obter aquele diploma”.

Espelho da realidade

Professores da PUC confirmam a situação narrada por Michele. “Ouvi de alguns bolsistas que a maior dificuldade não era preencher as lacunas de formação, mas conviver com a discriminação por parte de colegas”, diz Leonardo Sakamoto, professor do curso de jornalismo. “Se a PUC tivesse mais estudantes como eles, faria mais diferença do que faz hoje. Alguns dos meus melhores alunos foram bolsistas.”

“Os alunos beneficiários de bolsas são os mais dedicados, pois vêem no diploma da PUC a única chance de fugir de um destino cruel, previamente estabelecido”, confirma Adalton Diniz, professor do curso de Ciências Econômicas, que compara sua própria trajetória com o cenário atual. “Nasci no Jardim São Luiz, na periferia de São Paulo, fui operário metalúrgico e filho de uma dona de casa e um trabalhador que apenas completou o ensino primário. Estudei na PUC nos anos 1980 e não me recordo de ter enfrentado, de modo significativo, resistência, preconceito e hostilidade. Creio que a sociedade brasileira era mais generosa na época.”

Michele Alves seguiu em frente, mas não sem dificuldades. Passou os seis primeiros meses sem falar com ninguém. “Também por minha conta, porque antes eu era mais radical, mais intolerante. Acho que a gente tem de ser radical, mas não radical cego. Isso eu só aprendi depois, ao perceber como as pessoas me enxergavam e como eu poderia me aproximar delas. Aos poucos, fui criando métodos para dialogar com quem era diferente de mim. Ficar sem falar é muito ruim.”

Choro, apreensão – e aplausos

O episódio do discurso nasceu dessa espécie de diálogo radical. Com colegas, Michele fundou um grupo para discutir a situação dos bolsistas na PUC. A formatura se tornou uma pauta importante, porque o custo da colação de grau e do baile – na casa dos 6 mil reais – era proibitivo. Uma negociação com a comissão do evento garantiu quatro ingressos para cada bolsista e o direito do grupo a ter um orador.

Michele foi a escolhida. “Fiz o texto numa única noite. Chorei muito. É um relato carregado de histórias não só minhas, mas de todos os bolsistas, que eu revivia conforme ia escrevendo. Ensaiei 12 vezes e só na última consegui ler sem chorar”, conta.

Chegou o 15 de fevereiro, data da colação, e Michele aguardava sua vez de subir ao palco. O orador oficial fez um discurso leve, contando ‘causos’ do curso e arrancando risadas da plateia. Michele gelou. “Pensei: ‘e agora, como vai ser? Vou vir com um tapa na cara, agressivo, não sei como vão reagir’”. De cima do palco, tentou procurar a família – cunhado, uma amiga do Chile, três colegas de trabalho e a mãe, aniversariante da noite. Não viu ninguém. Leu tudo de um fôlego só.

Ao terminar, ainda meio atordoada, correu de volta para seu assento. “Achei estranho meus colegas se levantando. Depois entendi. Estavam me aplaudindo”, diz ela, contente também com a repercussão de sua fala nas redes sociais. “É uma vitória saber que minha reflexão está chegando a lugares que antes não debatiam esse assunto. Quem sabe cause algum impacto na vida dos bolsistas que virão depois de mim.”

Ceplac e a síndrome da Gabriela

Editorial do Jornal Agora, publicado nessa sexta-feira (24)

Domingos Matos, 24/02/2017 | 07:13
Editado em 28/02/2017 | 10:06

Se nada tivesse dito além de admoestar os dirigentes da Ceplac na Bahia quanto à síndrome da Gabriela que acomete aquele órgão federal, o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação, José Vivaldo Mendonça, já teria cumprido um bom papel durante a solenidade de comemoração dos 60 anos do departamento que cuida do cacau no Brasil, registrados na segunda-feira (20).

Disse Vivaldo (não literalmente): “A Ceplac precisa deixar a síndrome da Gabriela – ‘eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim’”. A citação à icônica personagem de Jorge Amado é uma referência à “Modinha para Gabriela” (1975), composição de outro gênio baiano, Dorival Caymmi, imortalizada na voz da diva Gal Costa.

Pois bem. Nunca antes na história da Ceplac houve uma reação tão forte contra um diretor, como o ataque que se verifica contra Juvenal Maynart nas últimas semanas. Em apenas uma ação, pelo menos três interesses estão em jogo: o do presidente do PMDB, Pedro Arnaldo, por motivos pessoais – segundo o próprio confidencia a interlocutores. O de um grupo de ceplaqueanos, notadamente de alguns auditores fiscais federais – os que antes eram identificados apenas como “os agrônomos” e eram os “donos” do órgão. E, por último, aquela conhecida reserva de mercado do corpo diretivo da Ceplac, que, ao contrário do servidor comum, rejeita tudo o que não é ele mesmo. Nesse caso, a síndrome é outra, de Narciso.

O pano de fundo é a manutenção de um espaço físico, o prédio do Centro de Extensão (Cenex), que os auditores fiscais federais estimulam servidores e dirigentes sindicais e representantes de entidades de funcionários, a “defenderem” contra a “sanha” de Juvenal. Afirmam que o diretor é insensível ao sentimento de pertencimento que eles têm ao prédio, a casa a partir de onde a Ceplac expandiu suas fronteiras, nos idos dos anos 1960, levando a tecnologia produzida pelo Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec).

O prédio em questão tem quatro mil metros quadrados – usando a “medida-padrão” da Rede Globo, seria equivalente a quatro campos de futebol – e ali já trabalharam 200 servidores, nos tempos áureos. Hoje são 71. Desses, porém, apenas 32 são ligados à atividade-fim. Os demais são do setor burocrático, agentes de portaria, de transportes etc., e serão todos remanejados para outros postos, a partir da centralização administrativa promovida pelo Ministério da Agricultura – lembremos que a Ceplac foi transformada em um departamento, na gestão do último diretor, Sérgio Murilo, por sinal um grande opositor de Maynart nesse processo.

Calma que ainda reduz mais: dessas 32 almas, duas estão de saída. Uma será cedida à Justiça Eleitoral e outra está assumindo um cargo no governo estadual. Ficaria, portanto, o prédio do Cenex, habitado por apenas 30 bravos extensionistas – auditores fiscais federais e agentes de atividades agropecuárias, os antigos técnicos agrícolas.

Ora, num momento em que o país clama por boas práticas e que sejam observados ao máximo os princípios da economicidade, da eficiência e da razoabilidade na administração pública, é no mínimo uma demonstração de bom-senso apoiar a transferência desses guerreiros de outrora a um novo espaço, menos dispendioso para os bolsos do cidadão-contribuinte. Deem-se-lhes as medalhas e comendas merecidas. Mas, não estimulem essa grave síndrome que acomete a nossa velha senhora da cacauicultura.

(Publicado originalmente no jornal Agora, edição de 24.02)

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Atualização: Diferente do que foi publicado no texto original (no Agora), a medida de 4.000 m² não corresponde a quatro campos de futebol. A confusão se deu pela comparação do campo de futebol (algo em torno de 10.800 m²) ao hectare, sendo que um hectare tem 10.000 m² - daí a referência, equivocada, à "medida-padrão da Rede Globo", que sempre faz essa associação. Por outro lado, a OIT preconiza 6 metros quadrados como necessários e suficientes para cada trabalhador de escritório. Quando ficarem os 32 guerreiros previstos, seriam necessários 192 metros quadrados para acomodá-los com o devido conforto. Como a Ceplac sempre foi generosa com espaços, admitamos o dobro, 400 m², prevendo salas de reuniões, sanitários, áreas de convivência etc. Os atuais 4.000 m² parecem, sim, um desperdício de dinheiro público.

Conjunto Penal de Itabuna é aprovado em inspeção da Corregedoria do TJ-BA

Domingos Matos, 21/02/2017 | 22:53
Editado em 21/02/2017 | 22:54

O Conjunto Penal de Itabuna (CPI), administrado em parceria de cogestão entre o governo do Estado e a empresa Socializa, passou por uma inspeção da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado, na quinta-feira (16). A juíza Liz Rezende, corregedora de presídios do TJ, foi a responsável pela visita, na qual inspecionou toda a unidade prisional. Na avaliação da magistrada, o CPI foi aprovado nos diversos aspectos analisados.

A visita, da rotina da Corregedoria de Presídios para todas as unidades no estado, verificou as condições de tratamento, as ações e projetos de ressocialização e remição, educação e a vida processual dos internos. "A empresa cumpre o que foi contratado com o estado. A unidade promove a ressocialização, garante serviços de saúde, assistência social, cursos e educação", observou a juíza Liz Rezende em seu relatório.

Ela avaliou que tanto a direção do Estado – diretor, diretor-adjunto e coordenador de Segurança - e a empresa que faz a co-gestão, a Socializa Gestão Prisional, realizam o trabalho de acordo com o que preconiza a legislação. A corregedora disse que alguns detalhes podem ser melhorados, e isso foi indicado à direção, mas nada que comprometa a avaliação.

"O mais importante é a pré-disposição da direção e da empresa de fazerem aquilo que indicamos. Ouviram e entenderam que são indicações pertinentes e necessárias, embora não comprometedoras. Mas a vontade de corrigir eventuais problemas conta muito nessa avaliação".

Ela destacou o papel que a OAB e a Defensoria Pública devem ter no processo de aperfeiçoamento das rotinas do presídio. "É muito importante a atuação da OAB e da Defensoria Pública, para garantir que seus clientes e assistidos tenham todos seus direitos observados pelas unidades prisionais', recomendou.

Ela ainda destacou que vai indicar a necessidade de que se faça um levantamento da vida processual de cada interno. Os relatórios serão enviados aos juízes das comarcas de origem de cada interno para que a vida processual seja adequada, quando houver o que se adequar, em relação a garantia de direitos, como julgamento, progressão etc. Ela esteve acompanhada do juiz da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas da comarca de Itabuna, Antônio Carlos Maldonado.

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