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Fundac qualifica jovens e adolescentes para mercado de trabalho

Domingos Matos, 03/12/2019 | 20:39

Ingressar no mercado de trabalho será uma tarefa menos difícil para 267 jovens e adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação na Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac). Neste mês de dezembro, eles recebem certificados nos cursos profissionalizantes de panificação e confeitaria, eletricista industrial, manutenção e instalação de ar-condicionado e de auxiliares de edificação. Os 60 primeiros certificados foram entregues em cerimônia nesta terça-feira (3), na Case Salvador. 

No evento, o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Deivison Magalhães, destacou que não existe ressocialização sem a incorporação e uma vida social. "Nós temos um levantamento de que mais da metade dos internos que passam por esse processo de ressocialização e têm a oportunidade de se qualificar profissionalmente são reintroduzidos do ponto de vista social. Por isso, com essa parceria com a Fundac, nós estamos oferecendo aos internos em processo de ressocialização diversos cursos de qualificação", disse. 

Segundo a diretora-geral da Fundac, Regina Afonso, a instituição cuida da saúde integral do interno, física e mental. “É um conjunto de ações que levam à ressocialização. Nós oferecemos vagas de qualificação profissional para que, quando o jovem ou adolescente terminar de cumprir a medida socioeducativa, ele possa ter acesso ao mercado de trabalho e até mesmo ser um pequeno empreendedor", explicou. 

De acordo com o professor de panificação e confeitaria, Reinaldo Souza, a proposta é qualificar os educandos e já há egressos no mercado de trabalho. “A gente está ajudando esses jovens para que eles estejam preparados para o mercado. Muitos, quando saem, já estão qualificados e são indicados pelo Programa de Atendimento a Egressos da Fundac para um posto de trabalho formal”.

Um dos internos, que está há um ano e oito meses na Fundac, já faz planos para quando sair. “Eu recebi o certificado do curso de refrigeração e manutenção de ar-condicionado. É uma oportunidade que eu não tive fora da Fundac. Esse tempo que eu estou passando aqui é importante para eu refletir. O que estou aprendendo aqui pode me ajudar muito quando eu sair, para que eu possa cuidar da minha família", afirmou. 

 

Acordo de cooperação

Durante a cerimônia de certificação também foi assinado um termo de cooperação técnica, entre a Fundac e Secretaria da Educação do Estado, que vai proporcionar Educação Básica e Profissional para os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de internação e medida cautelar de Internação Provisória (IP). 

Estudantes de Itororó e Gandu apresentam experiências das fábricas-escolas de chocolate e de carne do sol em Salvador

Domingos Matos, 28/11/2019 | 17:38

As representações das fábricas-escolas da Carne do Sol, do Centro Tecnológico de Educação Profissional (CETEP) do Médio Sudoeste da Bahia, localizado em Itororó, e, de Chocolate, do CETEP do Baixo Sul, situado em Gandu, estão chamando a atenção dos participantes da 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária (FEBAFES), que acontece até o dia 1º de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador. As iniciativas servem como laboratórios para que os estudantes que fazem os cursos técnicos de nível médio tenham aulas práticas e possam desenvolver projetos, pesquisas e intervenções sociais, aperfeiçoando a formação profissional. As duas estruturas estão instaladas no local do evento para que estudantes e professores compartilhem suas experiências com os visitantes da feira.

Na fábrica-escola do Chocolate, os estudantes mostram como é feita a produção de barras de chocolate compostas por 50% e 70% de cacau da região, com direito a degustação. Já na Fábrica-escola da Carne do Sol, além de provar a carne, que é considerada a melhor da Bahia, os visitantes aprendem sobre como é produzida a carne do sol e de que forma os estudantes colocam em prática o que aprendem em seus respectivos cursos.



A estudante Giovana Cristina Gomes, 15, do curso técnico em Nutrição, do CETEP do Baixo Sul, falou do trabalho realizado na Fábrica-escola do Chocolate durante a feira. “A fábrica é muito importante não só para o CETEP, como também para a comunidade, pois nos proporciona uma experiência única de aprendizado prático e de ampliação de conhecimentos. Trouxemos a fábrica para mostrar para as pessoas o quão é bonito a arte de fazer chocolate natural e saudável”, afirmou.

Paola Silva Santos, 18, do curso técnico em Zootecnia, do CETEP Médio Sudoeste da Bahia, também falou sobre a experiência. “É muito bom estar aqui falando sobre a história da carne do sol, desmistificando este nome, pois a carne do sol não fica exposta ao sol. Esta carne é importante, pois é a base da economia da nossa cidade, que é Itororó. É gratificante estar aqui divulgando a nossa carne, a nossa cultura e o trabalho do CETEP realizado com a fábrica”, explicou a estudante.

A estudante Ataisia dos Santos, 17, 9º ano, do Colégio Estadual de Nova Esperança, localizado em Salvador, fez questão de conferir de perto as duas fábricas-escolas juntamente com seus colegas durante visita guiada na feira. “Eu achei muito interessante como é o processo de fabricação da carne do sol, pois gosto muito e, também do chocolate, que realmente possui um sabor natural do cacau. Além disso, tudo o que está sendo exposto na feira serve para mostrar a cultura rica da Bahia e eu estou gostando muito de participar”, revelou.

O superintendente da Educação Profissional e Tecnológica, Ezequiel Westphal, falou da importância da participação dos estudantes no evento. “A feira é extremamente importante para os nossos estudantes, principalmente da área de Recursos Naturais, do curso de Agroecologia e de Agricultura para partilharem suas experiências, demonstrar os resultados dos projetos de pesquisa, do trabalho realizado nas fábricas-escolas e, acima de tudo, o desenvolvimento das tecnologias sociais, dando uma outra perspectiva de pensar o mundo rural integrando com a Educação Básica e a Educação Profissional e Tecnológica”, ressaltou.

Programação – O evento também conta com visita guiada até sexta-feira (29), no turno vespertino. Os estudantes do curso técnico em Guia de Turismo do CEEP em Gestão e Negócios e Turismo Luiz Navarro de Brito apresentam a Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária ao público visitante, especialmente às caravanas escolares, mostrando a importância do evento, bem como a valorização e disseminação da Agricultura Familiar e economia solidária do Estado.

Na Cozinha Show, no dia 29, estudantes dos cursos de técnicos em Cozinha, Técnico em Nutrição e Dietética e Técnico em Panificação do Centro de Educação Profissional Empreende Bahia vivenciarão a prática relacionada aos cursos. Outro destaque é o estande do Programa Primeiro Emprego, que apresenta experiências exitosas com a presença de jovens beneficiados pelo programa.

 

Uesc recebe recebe Encontro da Pequena Empresa e do Empreendedor Individual

Incrições estão abertas e podem ser feitas no local do evento

Domingos Matos, 24/11/2019 | 09:07

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) será palco, no próximo dia 25, a partir das 13 horas, do Encontro Regional da Pequena Empresa e de Novos Empreendedores. As incrições podem ser feitas no local, ou clicando AQUI

O evento, promovido pela Associação das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais do Estado da Bahia (Ampesba), contará com várias palestras, entre as quais a do empresário Delson Mesquita.

Dono da Gráfica Mesquita, Delson vai falar sobre o mundo dos negócios e é, por sinal, um dos palestrantes mais esperados, segundo o presidente da Ampesba, Valdir Ribeiro (foto). “Ele é uma referência de sucesso empresarial em nossa cidade e região, e vai mostrar o caminho das pedras para nosso público, assim como os demais palestrantes, cada uma em sua área de atuação. Por isso é muito importante a participação de todos”, ressaltou Valdir.

De acordo com Ribeiro, o Encontro, com o tema Empreendedorismo com Inovação, será mais uma oportunidade para microempresários e empreendedores individuais aprender e aperfeiçoar suas práticas, para enfrentar um ambiente extremamente desafiador, que é o dos negócios para pequenos empreendedores.

São parceiros do evento a Conampe, Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC, Banco do Nordeste, Axé da Sorte, Incamilho, Freire Pré-Moldados, Águia Branca e Gráfica Mesquita.

Estudantes baianos chegam a torneio internacional mostrando o alcance da transformação pela educação

Domingos Matos, 21/11/2019 | 16:37

Em dezembro de 2018, um grupo de seis estudantes do SESI Bahia foi convidado a participar de um novo desafio de robótica educacional: o Fórmula 1 nas Escolas (F1 In Schools, na sigla em inglês). Era o começo de uma aventura que eles não tinham ideia do quanto iria transformar suas vidas.

A proposta era, em três meses, montar um projeto de empreendedorismo, estudar conceitos de aerodinâmica e engenharia automotiva para construir um carrinho de corrida para fazer bonito no Festival Nacional de Robótica, organizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI).

Foram envolvidos no projeto o professor de Robótica Robson Nunes, técnico da equipe, e os estudantes Beatriz Mota, líder, Beatriz Valongo, diretora de finanças, João Victor Dias, designer de engenharia, Geovane Santos, responsável pela captação de patrocínio e divulgação, Franciele Moraes, diretora de Marketing e RP e Ícaro Canela de Almeida, o engenheiro de manufatura.

No Festival SESI de Robótica, que aconteceu no Rio de Janeiro e reuniu competidores de todo o Brasil, no mês de março, a equipe não apenas fez bonito. Voltou da competição colecionando prêmios – foram cinco no total – e trazendo para a Bahia o lugar de campeã nacional da competição. A aventura, que ocupou as tardes de Verão da equipe – já que entre dezembro de 2018 e março deste ano, em vez de sol e praia, eles preferiram passar as tardes na escola se preparando para o torneio nacional –, virou um desafio muito maior.

ETAPA INTERNACIONAL

Ontem (20), os campeões da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, localizada no Largo do Retiro, em Salvador, vão embarcar para uma aventura ainda mais emocionante, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes. Além de representar o Brasil na etapa mundial do F1 In Schools, eles vão estar cara a cara com a elite da Fórmula 1 internacional e poderão conhecer como funciona uma prova de velocidade na modalidade esportiva que teve no brasileiro Airton Senna um dos seus principais ícones.

Mais que isso, eles voltarão da viagem trazendo uma experiência única na bagagem e aprendizados que ficarão para toda a vida. A gerente de Educação e Cultura do SESI Bahia, Cléssia Lobo, explica que para o SESI Bahia, ver seus estudantes chegarem tão longe é resultado de um esforço coletivo que tem como origem uma metodologia e um processo educacional que precisa ser celebrado. Ela destaca o importante papel de cada profissional envolvido na rede de apoio que permitiu que os estudantes conseguissem se preparar para uma competição internacional.

Ela destaca o comprometimento da equipe pedagógica, incluindo coordenação, direção da escola SESI Reitor Miguel Calmon, equipe técnica de robótica e professores como parte deste esforço coletivo. "Nós investimos para oferecer aos nossos estudantes a oportunidade de competir em igualdade com as equipes dos países mais avançados porque acreditamos que é a educação que transforma e leva as pessoas a se desenvolverem. Os nossos estudantes vão para uma competição, mas o que nós, educadores, acreditamos é que eles estão em processo de aprendizagem e que esta experiência irá somar para a construção do conhecimento nas habilidades que o futuro da educação exige que é protagonismo, capacidade técnica e criatividade", complementa.

Os aprendizados são muitos. Geovane explica: “Tenho 17 anos e aprendi que precisamos sempre ir atrás do que queremos e não nos deixar abater por um não”, revela o jovem, que descobriu também o quanto gosta de finanças e matemática e agora sonha em fazer licenciatura na disciplina. Responsável pelo disparo do carrinho de corrida na competição, Geovane diz estar preparado. “Tenho consciência do desafio que é participar de uma competição internacional, mas treinei muito e confio na minha capacidade. Vou tirar de letra”, declara, com autoconfiança.

Mais jovem integrante da Sevespeed, Ícaro é o único da equipe de 2019 que vai continuar na escola em 2020, já que ainda está terminando o 2º ano do ensino médio. Sua missão daqui para a frente vai ser compartilhar todo o aprendizado com os novos integrantes da Sevespeed, que há alguns meses já acompanham os treinos da equipe. “Pretendo passar a experiência para os novos meninos e a experiência internacional porque acho que vai agregar muito para a equipe”, explica Ícaro, que ganhou a vaga de engenheiro por se interessar por tecnologia. “Não tinha nenhuma noção de engenharia automotiva, só gostava da ideia de estudar o assunto e comecei a aprender sobre o processo e engenharia”, explica o jovem, que se sente mais “adulto” depois de tudo o que viveu e está vivendo na equipe. “A gente aprende a saber lidar com pessoas”, explica.

 

OPORTUNIDADE

Ícaro, que até o ano passado não tinha noção de que carreira seguir, agora já sabe que quer fazer engenharia mecatrônica. Em uma palavra ele sintetiza o que representa fazer parte da Sevenspeed: “oportunidade”.

Para Beatriz Valongo, a experiência com finanças fez com que ela passasse a contribuir mais para a gestão do orçamento da família. “Aprendi muito mais como controlar o dinheiro e fazer ele render para conseguir abranger todos os gastos, saber no que se está gastando e como”, detalha a estudante. Com o aprendizado, sonha fazer engenharia de produção. “Descobri que gosto dessa parte de finanças e controle de produção”, complementa.

Já Beatriz Mota exercitou com sua voz tranquila, mas assertiva, a função de liderança. “Tudo aconteceu muito rápido. Foi um ano de grandes mudanças: estou terminando o ensino médio, realizando esse sonho de ir para um torneio internacional, atingi a maioridade. A Sevenspeed e o F1 me ensinaram a lidar com tudo isso e aprendi que a pressão se combate com foco e tranquilidade”, revela Beatriz. Sobre a experiência de liderar, ela aprendeu que mesmo que haja limitações, pessoais ou profissionais, “o importante é saber lidar com as diferenças”.

Na função de liderança, ela teve que apoiar os colegas nas diversas áreas. Com isso, acredita que todos amadureceram juntos. Outro ganho, na avaliação dela, foi o fortalecimento da amizade entre os integrantes. “A gente está junto o tempo todo, inclusive nos finais de semana”, conta. E o futuro? Para Beatriz, no momento, é entrar no curso de engenharia mecânica e seguir em frente.

João também acredita que a experiência na equipe Sevenspeed o levará ainda bem longe. Designer da equipe, ele se prepara para ingressar na universidade para cursar engenharia automobilística. “A competição de F1 me ajudou a decidir o que quero fazer para o resto da minha vida”, revela, acrescentando que se tornou mais responsável e aprendeu a focar no aprendizado para atingir seus objetivos. “Estou confiante e sabendo que a gente deu nosso melhor”, complementa João.

Para Franciele Moraes, participar do torneio internacional representa também uma “oportunidade única, rica em conhecimento e experiências”, destaca. “É algo que eu não esperava e sinto orgulho de cada um que fez parte dessa história, da qual eu pude participar com muito ânimo e alegria”.

Orgulhoso com as conquistas individuais de seus alunos e tudo o que superaram para chegar até aqui, o professor Robson Nunes conta o que significou para ele embarcar nesta aventura. “Foi para mim também um novo desafio. Não conhecia esta modalidade (F1 In Schools) e tive que mergulhar fundo nas regras, ponto por ponto, junto com a equipe”, explica. Para ele, 2019 acabou sendo um ano de muito trabalho e a expectativa que “só não são maiores do que o orgulho de estar indo representar a Bahia e o Brasil e ver também estes alunos crescendo e  serem transformados pela educação. O brilho nos olhos, a vontade de vencer deles nos enche de orgulho. É maravilhoso”, complementa o mestre.

Inovação será tema de Encontro da Microempresa e do Empreendedor Individual na Uesc

Domingos Matos, 20/11/2019 | 16:28

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) será palco, no próximo dia 25, a partir das 13 horas, do Encontro Regional da Pequena Empresa e de Novos Empreendedores.

O evento, promovido pela Associação das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais do Estado da Bahia (Ampesba), contará com várias palestras, entre as quais a do empresário Delson Mesquita.

Dono da Gráfica Mesquita, Delson vai falar sobre o mundo dos negócios e é, por sinal, um dos palestrantes mais esperados, segundo o presidente da Ampesba, Valdir Ribeiro (foto). “Ele é uma referência de sucesso empresarial em nossa cidade e região, e vai mostrar o caminho das pedras para nosso público, assim como os demais palestrantes, cada uma em sua área de atuação. Por isso é muito importante a participação de todos”, ressaltou Valdir.

De acordo com Ribeiro, o Encontro, com o tema Empreendedorismo com Inovação, será mais uma oportunidade para microempresários e empreendedores individuais aprender e aperfeiçoar suas práticas, para enfrentar um ambiente extremamente desafiador, que é o dos negócios para pequenos empreendedores.

São parceiros do evento a Conampe, Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC, Banco do Nordeste, Axé da Sorte, Incamilho, Freire Pré-Moldados, Águia Branca e Gráfica Mesquita.

Sala do Empreendedor leva projeto de formalização aos bairros de Ilhéus

Domingos Matos, 20/11/2019 | 07:01

Integrar ações da proposta “Construindo ações através do caminho”. Objetivo principal que levou a Prefeitura, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, ao distrito de Sambaituba e ao bairro Nossa Senhora da Vitória, na última semana. A iniciativa contou com a parceria do Banco do Nordeste, e nos CRAS Norte e Sul, interessados receberam orientações sobre a melhor maneira de formalizar o seu negócio.

Os autônomos aprenderam as variadas ações de fomento ao empreendedorismo, além de conferir informações sobre empréstimos e financiamentos. De acordo com o chefe da Sala do Empreendedor e agente de Desenvolvimento, Camila Moreira, além da formalização dos microempreendedores individuais, aqueles que já são formalizados receberam orientações sobre seus negócios.

Oportunidade para os que sonham em ter o próprio negócio, esclarecimento sobre a importância da formalização de um Microempreendedor Individual. As vantagens da regularização das atividades a nível tributário, previdenciário e administrativo foram abordadas ainda no encontro. Também, uma exposição sobre o Crediamigo, programa de microcrédito solidário e produtivo, oferecido de forma facilitada pelo Banco do Nordeste aos microempreendedores.

Os microempreendedores contaram com orientação financeira para a melhor aplicação dos seus recursos e o sucesso como resultado. A Sala do Empreendedor é um espaço físico situado na Prefeitura, em parceria com o SEBRAE. A unidade foi instalada com o objetivo de facilitar a relação entre os cidadãos empreendedores e a Administração Pública, de modo a viabilizar, de forma menos burocrática, o registro e licenciamento de microempresas.

 

Mulher transportava 100 kg de maconha em ônibus

Domingos Matos, 18/11/2019 | 18:41
Editado em 18/11/2019 | 17:18

A Polícia Rodoviária Federal prendeu na noite de domingo (17) uma mulher que transportava 100 Kg de maconha em um ônibus, interceptado num trecho da BR-116, em Jequié, no sudoeste da Bahia. A suspeita de 34 anos não teve o nome divulgado pela PRF.

A acusada viajava em um ônibus que partiu de São Paulo (SP) com destino Arapiraca (AL). O flagrante ocorreu durante fiscalização da Operação Proclamação da República, na altura do KM 677. Os 183 tabletes da maconha estavam distribuídas em duas malas, no compartimento de bagagens

Ao ser interrogada pelos policiais, a mulher relatou que receberia R$ 6 mil para transportar a maconha da região do Brás, em São Paulo, onde recebeu o material, até Aracaju.

Ela foi presa em flagrante e levada para a Delegacia de Jequié. Os tabletes de maconha foram apreendidos e levados para a polícia.

 

Professor da UFSB realiza testes com barreiras de contenção em praias de Caravela afetadas pelo óleo

Domingos Matos, 11/11/2019 | 17:31

Depois do desastre ambiental que envolveu a chegada de uma grande quantidade de óleo a praias do Nordeste, alguns questionamentos se tornaram recorrentes a toda população: "É possível conter o óleo antes de sua chegada à areia?", "Qual é o melhor método de barragem?" e "Os animais podem ser prejudicados com as barreiras?" são apenas uma parte dos questionamentos que se têm ouvido. Tentando responder a essas perguntas, o professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, Anders Schmidt, testou a utilização de barreiras de contenção, no município de Caravelas, no extremo Sul da Bahia. Para pontuar a suas conclusões, ele confeccionou uma nota técnica sobre primeiros resultados desse teste. A nota visa relatar a experiência para orientar atores de outras localidades na utilização de métodos semelhantes para atenuar os impactos ambientais decorrentes do derramamento de óleo.

 

Como foi o experimento

O experimento utilizou 250 m de barreiras flutuantes de contenção de óleo do tipo “cerca” . A barreira tem 84 cm de altura, sendo que 42cm submersos e 42 cm emersos. Ela não contém qualquer tipo de rede que possa prender animais marinhos e é feita de uma lona sintética resistente estruturada por barras de aço verticais. Ao longo de toda a sua margem inferior, fica uma corrente de lastro e na parte superior existem flutuadores não infláveis . A barreira não é contínua, mas sim formada por módulos conectados por mosquetões e velcro, que dá versatilidade para dividi-la em barreiras de vários tamanhos.

Os testes se iniciaram no dia 1º de novembro, na Ilha do Pontal, e teve parte de sua estrutura remanejada para o extremo sul da praia da Barra de Caravelas, adjacente ao riacho do Aracaré, última praia antes do começo dos manguezais, com profundidade inferior a 1 m durante a preamar e com a zona inferior com predomínio de substrato lamoso.

A barreira foi instalada com 75º de inclinação em relação à praia, de modo que, na maré enchente, as manchas e partículas de óleo eram carreadas para a área de sacrifício onde se acumulavam, facilitando a coleta e impedindo a entrada pela barra e o consequente impacto nos manguezais adjacentes.

Durante os testes, foi constatado que a manobra de instalação da barreira deve ser realizada no estofo da preamar para diminuir a resistência no momento da puxada, e para que seja evitada a formação de seio na barreira, o que dificulta muito a manobra pela embarcação e puxada.

Para a instalação, um dos punhos da barreira foi amarrado em uma poita de 3 toneladas instalada no canal pelo rebocador da HM (empresa que presta serviços para a Suzano). Uma embarcação de alumínio com motor de 15hp conduziu o outro punho da barreira até onde a profundidade permitiu e, a partir deste ponto, a barreira foi puxada por um grupo de cerca de 20 voluntários até a linha de preamar, quando então ela foi amarada em duas árvores na restinga adjacente.

De acordo com o professor, durante a maré enchente, pode-se constatar a eficiência da barreira, observando que inúmeros fragmentos de óleo que chegavam flutuando vindos de nordeste, encontravam a barreira e eram carreados para a praia, podendo ser facilmente coletados com luvas na areia ou com peneiras e redes dentro d’água.

“A quantidade de fragmentos diminuía substancialmente da praia em direção ao canal, e eram raros no canal principal após a barreira, indicando a adequação da localização da mesma. No lado protegido da barreira, foi observado apenas 1 fragmento. Fragmentos submersos foram procurados no lado protegido com o auxílio de uma peneira e nada foi encontrado, o que comprova que não havia óleo passando por baixo da barreira”, afirmou Anders em seu relatório.

No estofo da preamar, os fragmentos de óleo deixavam de ser carreados em direção à praia, parando ao longo de toda extensão do lado exposto da barreira. Com o início da vazante, alguns fragmentos que passaram pela barreira retornavam parando no lado protegido da barreira. Assim, nesta situação, com o auxílio de uma pequena embarcação e uma rede de mão, foi possível coletar fragmentos de óleo ao longo dos dois lados da barreira.

Embora as ações da natureza, como aumento da força dos ventos e correnteza, levassem à criação de novos métodos de trabalho, as adaptações foram realizadas de maneira rápida e eficiente, demonstrando, ao longo dos dias, a eficácia da barreira de contenção.

 

As barreiras realmente são eficazes?

Ao final do teste, o grupo de trabalho concluiu que, escolhendo local adequado, com angulação correta, com a utilização de cabos corretos, realização de manutenção diária e observando a força dos ventos, as barreiras de contenção flutuantes do tipo cerca podem ser eficazes para evitar que fragmentos de óleo cheguem a ecossistemas sensíveis, conduzindo-os para áreas de sacrifício onde podem ser facilmente coletados.

Embora nem sempre seja possível encontrar uma praia arenosa com poucas ondas, como a utilizada neste teste, o desempenho da barreira indica a viabilidade de instalação em locais mais abrigados de ecossistemas sensíveis, como manguezais e recifes. No entanto, nesses casos em que não existem praias de sacrifício, é necessária a coleta contínua do óleo carreado para a margem.

Estes testes só foram possíveis graças ao apoio da Suzano Papel e Celulose, da HM Engenharia Costeira e Portuária e de diversos voluntários, na instalação e manutenção da barreira de contenção.

Encontro da Microempresa e do Empreendedor Individual será dia 25

Domingos Matos, 09/11/2019 | 11:13

Será realizado no próximo dia 25, na Uesc , o Encontro Regional da Pequena Empresa e de Novos Empreendedores. O Encontro é uma realização da Associação das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais do Estado da Bahia (Ampesba).

Para falar sobre sua participação no evento, e contar sobre o mundo dos negócios, o empresário Delson Mesquita, da Gráfica Mesquita, que será um dos palestrantes, concederá entrevista, na segunda-feira (11), às 10h30min, ao radialista Cacá Ferreira, na Radio Difusora Sul da Bahia.

De acordo com o presidente da Ampesba, Valdir Ribeiro, “será mais uma ótima oportunidade para microempresários e empreendedores individuais aprender, aperfeiçoar suas práticas, para enfrentar um ambiente extremamente desafiador, que é o dos negócios para pequenos empreendedores”.

Valdir destaca que a palestra de Delson Mesquita é uma das mais aguardadas. “Ele é uma referência de sucesso empresarial em nossa cidade e região, e vai mostrar o caminho das pedras para nosso público, assim como os demais palestrantes, cada uma em sua área de atuação. Por isso é muito importante a participação de todos”.

O Encontro Regional da Pequena Empresa e de Novos Empreendedores conta com apoio da Conampe, Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC, Banco do Nordeste, Axé da Sorte, Incamilho, Freire Pré-Moldados, Águia Branca e Gráfica Mesquita.

 

A conta negra chegou para todos

Domingos Matos, 04/11/2019 | 11:18

Por Luciano Veiga

Com o avançar dos dias de luta pelo combate ao óleo bruto nos mares e praias do nordeste, os municípios começam a sentir o preço deste desastre ambiental nos três pilares – ambiental, social e econômico. Estes elementos não foram só atingidos pelo mar de óleo que chega as praias, mas também pela falta de uma governança ampliada e articulada dos poderes federativos, em especial da União, que atua timidamente em face da extensão e propulsão alcançada pelo petróleo bruto.

Recursos financeiros, de pessoal e equipamentos ofertados pelo Governo Federal, são insuficientes para fazer face às necessidades impostas pela chegada do óleo à costa e às praias dos municípios do nordeste, cabendo de forma direta aos municípios arcarem com esta conta. Se não fosse a participação dos voluntários em conjunto com os municípios e os Estados, o óleo cru estaria contaminando as nossas praias, manguezais e estuários em maiores proporções.

Se no primeiro momento os voluntários e os municípios agiram, para fazer o primeiro combate, agora cabe à União, através do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, Marinha e Exército, comitês do plano de ação de incidentes com óleo, conjuntamente com os entes federados, Estados e municípios, assumirem os seus papéis e responsabilidades de forma integrada e compartilhada para agirem e aprenderem. Este dois elementos – AGIR e APRENDER – são essenciais. O preço que ora estamos pagando tem que, pelo menos, nos servir de aprendizado, conhecimento e expertise. Se um navio fez tanto estrago, imagine estarmos em uma rota de várias embarcações que transportam de tudo, até óleo cru de alta contaminação.

Os voluntários, bravos guerreiros e guerreiras começam literalmente a sentir na pele o ardor desta luta, que não tem dia e nem prazo certo para acabar. Pescadores e marisqueiros têm os seus produtos rejeitados pelos consumidores, por falta de informações via poder público, sobre a qualidade do pescado. E aí cabe ao Dr. Analista Esperto: “O peixe é um bicho inteligente. Quando ele vê uma manta de óleo ali, capitão, ele foge, ele tem medo”. Medo! Temos sim desta análise advinda de uma autoridade.

Com o cheque negro nas mãos, precisam as autoridades atuar para atacar os problemas presentes e futuros de frente, e não de lado, como tem feito, infelizmente.

A liberação de mais recursos – financeiros, de pessoal e equipamentos – se faz urgente. É o mínimo de reposta que se pode dar a uma população que está utilizando das suas próprias mãos para fazer o papel do Estado. Não está sendo coletado lixo nas praias, mas um material altamente tóxico, o que em tese somente pessoas altamente capacitadas e equipadas é que poderiam fazer.

É preciso refletir, se temos empresa que detém a maior e melhor tecnologia na extração de petróleo em águas profundas. Precisamos também ser referência no combate a desastre de óleo no mar.

Que aprendamos com a dor. Nós somos uma nação da vida e não da morte.

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Luciano Veiga é advogado, administrador e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc)

Acusados de matar delegado durante assalto na Bahia são capturados

Domingos Matos, 24/09/2019 | 09:09
Editado em 24/09/2019 | 08:37

Policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, de Feira de Santana (DRFR/Feira) prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (23), a dupla responsável pelo latrocínio do delegado Gesta Dermeval Costa Santos, 58 anos, ocorrida naquele município, no sábado (21).

Wilder Conceição de Jesus, o “Nego Lindo”, de 18 anos, foi encontrado no bairro Rua Nova. O autor do disparo, Kaio Henrique dos Santos França, o “Orea”, 18, foi preso no bairro Brasília. Imagens de câmera de vigilância ajudaram a polícia a chegar até os criminosos.

De acordo com o titular da DRFR/Feira, delegado André Luís Gomes Ribeiro, a dupla confessou o crime e um dos autores tem passagens pela polícia. “Eles assumem a autoria do latrocínio. Wilder Conceição tem histórico criminal por homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo”, explica.

 

Terceiro envolvido se entrega 

Com mandado de busca e apreensão, pela prática de latrocínio, Elenilton Oliveira de Almeida, o “Leo”, 19 anos, o terceiro envolvido no crime se entregou aos policiais da Delegacia de Homicídios (DH) de Feira de Santana, na tarde de ontem (23). 

Elenilton Oliveira foi encaminhado para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), onde teve o mandado cumprido pelo titular da unidade especializada, André Luís Gomes Ribeiro. “Além do cumprimento deste mandado, nós solicitamos a prisão preventiva dele junto a Justiça local pelo latrocínio”, comentou o delegado.

O criminoso indicou aos policiais onde estava o revólver calibre 38, utilizado no latrocínio, além de cinco munições intactas, recuperados pelas equipes da DRFR/Feira. Elenilton confessou sua participação no crime. “Ele informou que emprestou a arma para Wilder Conceição de Jesus e Kaio Henrique dos Santos França”, explicou o delegado. Além de Wilder e Kaio, Elenilton segue preso à disposição da Justiça. 

 

Pacientes da radioterapia da Santa Casa de Itabuna recebem visita de alunos do Colégio Sistema

Domingos Matos, 13/09/2019 | 15:39

Como forma de levar um pouco de alegria, calor humano e esperança, alunos do 2º ano das turmas A e B do Colégio Sistema, visitaram nos dias 11 e 12 de setembro, o setor de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna.

A visita foi uma iniciativa da professora de Biologia, Michelle Fürst, para que os alunos pudessem vivenciar na prática o que eles aprendem em sala sobre doenças genéticas e identificar novas realidades a partir dessa experiência na instituição.

Os adolescentes distribuíram lanches (conforme a dieta permitida) para os pacientes e seus acompanhantes e contaram com o auxílio das irmãs Auxiliadoras e Religiosas da Santa Casa. Conversaram, tocaram violão, cantaram, dançaram e encheram de alegria o local. A emoção tomou conta dos alunos que não se intimidaram ao expressar a gratidão pelo momento que viveram na radioterapia.

Para a aluna Bruna Lins, a visita foi muito gratificante. “Os pacientes da radioterapia são muito alegres e demonstram uma força imensa. A gente aprendeu com eles a não reclamar tanto e a sorrir, independente de tudo. Quando estávamos lá, uma paciente tinha acabado de passar pela avaliação do médico e bateu o sino, pois estava curada do câncer”, declarou.

A paciente em questão, é a Nilzete Leite de Menezes, de 61 anos, que teve câncer de mama e após 9 meses de tratamento com quimioterapia e radioterapia comemorou o fim do tratamento.

Anne Miracy disse que estava transbordando de felicidade por ter levado um pouco de alegria e satisfação para aquelas pessoas. “Falo por mim e pela sala, foi incrível e emocionante de verdade, gratificante ver o sorriso de pessoas que estão em uma rotina sempre cansativa. Foi muito bom passar a manhã com eles e, sinceramente, não queria sair de lá”, disse a aluna.

Maria Eduarda Lemos falou que vai carregar com ela o momento prazeroso que foicompartilhado. “Tive o prazer de poder ver mais de perto a realidade de muitas pessoas que diariamente lutam para sobreviver. Ter levado amor, alegria e empatia foi fundamental para mostrar a essas pessoas que elas não estão sozinhas e o quanto são capazes de vencer. Uma experiência incrível, não só para o meu aprendizado, mas para a minha vida”, concluiu.

 

Itacaré: Escola de Taboquinha inicia projeto para jovens empreendedores

Domingos Matos, 13/09/2019 | 14:33

Como parte de uma parceria firmada entre a Prefeitura de Itacaré, através da Secretaria Municipal de Educação, e o Sebrae, o Grupo Escolar Bom Jesus, do distrito de Taboquinhas, realizou nesta manhã desta sexta-feira (13) um desfile para o lançamento do Projeto Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP). que tem como objetivo possibilitar que a criança aprenda e desenvolva habilidades e comportamentos empreendedores.

No desfile, acompanhado pela Fanfarra de Percussão de Taboquinhas, os alunos mostraram como funcionará o programa e a importância do JEPP na formação de jovens empreendedores. A educação empreendedora proposta pelo Sebrae para o Ensino Fundamental incentiva os alunos a buscar o autoconhecimento, novas aprendizagens, além do espírito de coletividade.

A ideia é a de que a educação deve atuar como transformadora desse sujeito e incentivá-lo à quebra de paradigmas e ao desenvolvimento das habilidades e dos comportamentos empreendedores. O curso procura apresentar práticas de aprendizagem, considerando a autonomia do aluno para aprender, além de favorecer o desenvolvimento de atributos e atitudes necessários para a gestão da própria vida.

A secretária de Educação, Eliane Camargo, e a sub-subsecretária Alessandra Machado consideram o programa como de fundamental importância na formação dos estudantes de fato em jovens empreendedores. Por esse motivo que a Prefeitura de Itacaré aderiu ao projeto do Sebrae e desde então vem cumprindo todas as etapas para o desenvolvimento do JEPP.

Recentemente as professoras Marileuza Palafoz, coordenadora do Fundamental, e Nadja Almeida, coordenadora da Educação Infantil, foram capacitadas pelo Sebrae em Salvador como multiplicadoras, para que a metodologia seja repassada aos professores. Nesse primeiro momento serão contemplados 1000 alunos do ensino fundamental I e fundamental II da rede municipal de Itacaré.

Hortas escolares reforçam desenvolvimento pedagógico na rede estadual 

Domingos Matos, 10/09/2019 | 14:51

O manejo do solo e o plantio de mudas de hortaliças, frutas e flores vêm transformando a relação de estudantes com o espaço escolar. A partir do projeto 'Hortas Escolares - plantar, cuidar e cuidar-se', mais de 400 mil alunos da rede estadual passaram a ter contato com a terra nas próprias escolas. Uma delas é o Colégio Estadual Alaor Coutinho, em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 

"O Horta nas Escolas vem na perspectiva de atender ao Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, com o objetivo de promover uma alimentação mais saudável, tendo como ponto de partida o fazer pedagógico. As hortas são criadas e utilizadas pelos nossos estudantes e professores como laboratório vivo", explica o coordenador estadual de Educação Ambiental e Saúde, Fábio Barbosa. Em 2019, a iniciativa recebe um investimento de R$ 300 mil do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação.

No Alaor Coutinho, 12 estudantes do ensino médio participam do projeto às terças-feiras. Eles plantam coentro, tomate, pimenta e alface, além de flores. Os alimentos colhidos são utilizados no preparo da merenda escolar. "Eles aprendem sobre a rotação de cultura e as técnicas de manejo e cultivo. Nós também fazemos um trabalho sobre os defensivos naturais, para não utilizar nenhuma parte química de contaminação do solo. Eles conseguem identificar quando há necessidade de adubação e também o período de colheita. É um trabalho muito enriquecedor", conta a professora responsável pelo projeto, Patrícia Figueiredo.

Em períodos específicos, como a colheita, o número de participantes aumenta. A diretora do Alaor Coutinho, Maria do Socorro Aquino, destaca que a iniciativa "contribui para o aprendizado de conteúdos, mas também para o exercício da cidadania. Os estudantes passam a valorizar o trabalho que é feito com a terra. Eles compreendem a importância da alimentação mais saudável, de cuidar da escola e a entender a horta como um espaço que, além do aprendizado, revitaliza o convívio na escola". 

Para a estudante Ingrid Santos, 19 anos, do 3º ano, o projeto favorece a integração com os colegas. "A gente não se falava. Só andávamos no corredor, mas não sabíamos quem era quem. E, nesse tempo todo de horta, a gente consegue se dar bem, falar, plantar e colher", afirma. 

Também aluno do 3º ano, Carlos Eduardo Santana, 18, considera a experiência um incentivo para aumentar a qualidade de vida dos estudantes. Graças ao projeto, ele já entende, por exemplo, a diferença entre o alimento com agrotóxicos e o orgânico. "Dá para perceber a diferença no sabor, tamanho e coloração". 

Internos do CPI são certificados em curso de Instalação e Manutenção de Ar-condicionado

Domingos Matos, 09/09/2019 | 20:01

Foi realizada, na manhã de segunda-feira (9), uma cerimônia para certificação de 11 internos do Conjunto Penal de Itabuna (CPI), no curso de Instalação e Manutenção de Ar-condicionado. Ao todo, 8 dos concluintes receberam o certificado, uma vez que três deles já foram beneficiados com a progressão de regime e já se encontram em liberdade – estes receberão o documento em outro momento.

Ministrado pela empresa Ciqprol Cursos Profissionalizantes, o curso teve carga horária de 56 horas e foi realizado durante o mês de agosto. O instrutor Flávio Lima destacou o aproveitamento dos alunos e manifestou o desejo de desenvolver a parceria com o CPI formando novas turmas. O curso foi coordenado pela terapeuta ocupacional Gabriela Gonçalves, e oportunizado pela Socializa – Soluções em Gestão, empresa cogestora que operacionaliza o Conjunto Penal de Itabuna.

O diretor do CPI, major PM Adriano Valério Jácome da Silva, disse que outros cursos como este serão organizados, sempre com o objetivo de garantir ao reeducando uma oportunidade de reintegração social com uma perspectiva de sustentabilidade econômica. “É nosso objetivo garantir que o maior número possível de reeducandos tenha acesso a cursos como esse, bem como a todos os nossos programas e projetos de ressocialização”, garante o diretor.

Como forma de garantir a retenção dos conhecimentos adquiridos, além de possibilitar a prática constante daquilo que aprenderam no curso, o diretor Adriano Jácome autorizou que a manutenção de aparelhos de ar-condicionado na unidade prisional seja feita, prioritariamente, pelos concluintes. “Havendo condições, eles serão chamados a realizar os serviços de manutenção. Isso vai garantir que retenham e ampliem seus conhecimentos, com a vivência na prática daquilo que aprenderam no curso”, destaca.

Participaram, ainda, da cerimônia, o diretor-adjunto Bernardo Cerqueira Dutra, o coordenador de Segurança Fábio Vivas, a representante da Ciqprol, Elisângela Pereira, além de representantes do Corpo Técnico e toda a equipe de ressocialização da unidade.

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