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Estudante baiano cria bebida que auxilia no tratamento de diabetes

Domingos Matos, 11/09/2019 | 08:05
Editado em 11/09/2019 | 00:31

Poucas pessoas tem um olhar para enxergar um desafio e buscar uma solução inovadora. Esse é o caso de Diogo Regis, 17 anos, estudante do Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Rio Grande (Cetep), em Barreiras, no oeste da Bahia, que desenvolveu, em seu trabalho de iniciação científica, uma bebida nutricional à base de um fruto típico da região, o jatobá. 

A bebida pode ajudar na alimentação de pessoas que possuem anemia, diabetes, e outras doenças, por conta do baixo teor de açúcar e do alto teor de nutrientes como ferro e magnésio. De acordo com o jovem pesquisador, a ideia surgiu como uma possível solução para o desperdício que há na região em relação ao jatobá. “Como o jatobá é uma fruta típica aqui de Barreiras, é comum que, em algumas épocas do ano, uma parte seja descartada”, afirma.

Com a matéria-prima abundante e a vontade de melhorar a qualidade de vida das pessoas, Diogo pensou, inicialmente, em submeter a ideia à Feira de Ciências e Tecnologia realizada no Cetep. “Procurei a professora Wilka Miranda, que me ajudou a elaborar o projeto. Após alguns estudos, descobrimos que o jatobá pode atuar na hemoglobina, prevenindo e curando a anemia e na diminuição do açúcar no sangue, prevenindo e controlando a diabetes”.

A iniciativa está em fase de desenvolvimento, através da realização de testes para aperfeiçoamento, mas Diogo já adianta que, quando concluída a fase de testes, os benefícios serão muitos. “Além do apoio na alimentação para a população em geral, a bebida trará benefícios para as comunidades extrativistas que poderão comercializar o fruto, tornando a prática uma fonte de renda”, explica.

A orientadora do projeto, Wilka Miranda, que é engenheira agrônoma, chama atenção para a importância de apoiar iniciativas científicas desde o ensino médio. “Incentivar a pesquisa entre os jovens é fundamental na formação não apenas de profissionais, mas de cidadãos conscientes e preocupados em buscar soluções para melhorar a vida das pessoas e do meio ambiente de forma geral”. Entre os apoiadores que ajudaram na concepção do projeto estão a Faculdade São Francisco de Barreiras (Fasb) e o próprio Cetep BRG.

 

Vereadores dizem estar preocupados com aumento da passagem em Itabuna

Domingos Matos, 14/06/2019 | 16:29

Os vereadores Enderson Guinho e Charliane Sousa mostraram-se preocupados com a possibilidade de um aumento no valor da tarifa do transporte coletivo urbano de Itabuna, no próximo mês de julho. “Na manhã de quinta-feira (13), eu e a vereadora Charliane estivemos presentes à audiência, via vídeo conferência com a Desembargadora Maria de Lourdes Linhares, na Justiça do Trabalho, que culminou com o fim da greve dos rodoviários, iniciada no último dia 03. Ao mesmo tempo que ficamos satisfeitos com o acordo firmado entre empresários e trabalhadores, estamos preocupados com o possível aumento da passagem’, disse Enderson Guinho.

Representando o Legislativo itabunense, os dois vereadores acompanharam as negociações. “No acordo firmado durante a audiência, os rodoviários terão um reajuste de 5% no salário e 10% no valor do tíquete alimentação. Ocorre que os empresários do setor de transporte condicionaram dar esse aumento se o Executivo reajustasse o valor da passagem. Entendemos que o valor de R$ 3,50, que deverá entrar em vigor no próximo mês, penalizará a população, principalmente os trabalhadores e os mais carentes” disse Charliane Sousa.

Enderson Guinho afirmou que “A Câmara de Vereadores esteve presente, ouvindo a população e acompanhando de perto essa situação. A função nossa é defender o que for melhor para o conjunto da sociedade”. Segundo o vereador, “existe a denúncia de que as empresas de transporte de Itabuna pretendem demitir 250 cobradores como alternativa para reduzir custos operacionais".

Relatores da ONU enviam carta sigilosa a Bolsonaro para proteção do cacique Babau

Domingos Matos, 08/06/2019 | 10:36
Editado em 08/06/2019 | 10:38

Relatores da ONU (Organização das Nações Unidas) cobraram uma proteção do governo de Jair Bolsonaro a um dos principais líderes indígenas do país, Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau.

Numa carta confidencial ao governo, os relatores Michel Forst e Victoria Lucia Tauli-Corpuz afirmam que estão preocupados diante das informações recebidas sobre um suposto plano de assassinatos no sul da Bahia contra o líder indígena e mais quatro de seus parentes.(…)

Na carta enviada no dia 4 de abril, os relatores da ONU alertam que essa não é a primeira vez que fazem um apelo para que o Estado garanta a proteção da liderança indígena. Em 2016, um outro apelo foi emitido. Três anos depois, os relatores “lamentam que nenhuma resposta substantiva” até hoje tenha sido enviada pelo Brasil.

Agora, os especialistas da ONU apontam que, no dia 29 de janeiro de 2019, o cacique foi informado sobre um suposto plano para matá-lo, com a participação de fazendeiros locais e representantes da Polícia Militar e Civil.

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Pais ou responsáveis têm 30 dias para atualizar vacinação de alunos da rede municipal de ensino

Domingos Matos, 18/02/2019 | 10:19

A Prefeitura de Ilhéus, através da Secretaria de Saúde (Sesau) está convocando pais e responsáveis de estudantes já matriculados na rede municipal de ensino à comparecerem às salas de vacinas do município para atualização da carteira/cartão de vacinação de crianças e adolescente. De acordo com nota técnica emitida pelo governo estadual, a ausência da declaração não impossibilita a matrícula ou rematrícula. Contudo, os pais ou responsáveis têm que regularizar a situação em um prazo máximo de 30 dias.

Se isso não ocorrer, a escola é obrigada por lei a comunicar a situação ao Conselho Tutelar para providências cabíveis. Em até 60 dias da notificação aos pais, mães e ou responsáveis, as unidades escolares deverão emitir uma lista nominal das crianças e adolescentes em situação vacinal irregular. A ação, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) atende cumprimento da Nota Técnica Nº 02/2019 e a Portaria Conjunta Nº 1 de agosto de 2018, divulgada pelas secretarias da Saúde e de Educação do Estado da Bahia (SESAB/SEC).

Ainda segundo a portaria, a imunização “Pais ou responsáveis que notarem alguma irregularidade na vacinação, deverão procurar as unidades de saúde indicadas pelo município. São consideradas atualizadas, todas as carteiras que estiverem com a data atualizada e assinatura da vacinadora nas últimas páginas. A vacinação é a mais importante forma de proteger a população de doenças infectocontagiosas, preveníveis por vacina”, diz a nota reforçada pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde, e Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

Por sua vez, a coordenadora do Programa Saúde da Criança, Isnalia Landi Matos ressalta que as instituições de ensino têm um importante papel na disseminação de informações de promoção a saúde. Ela salienta ainda que “é obrigatório a apresentação da carteira de vacina de crianças e adolescentes de até dezoito anos de idade, em creches e unidades escolares. Mesmo preocupados com as baixas coberturas nesse público, temos buscado estratégias para ampliar a cobertura vacinal da nossa população”.

O que é a era da pós-verdade

Domingos Matos, 23/11/2016 | 09:21

Por Jean Wyllys

A notícia de que o Facebook – até que enfim – decidiu tomar medidas para limitar a circulação de notícias falsas na rede vem pouco depois de a Universidade de Oxford ter escolhido a “pós-verdade” como a palavra do ano, e das polêmicas suscitadas nos Estados Unidos como consequência da série de boatos espalhados pelas redes sociais que contribuíram para o sucesso eleitoral de Donald Trump.

Ou seja, pela primeira vez, parece que academia, políticos sérios e empresas de tecnologia se mostram realmente preocupados com a contaminação da esfera e da opinião públicas por mentiras e calúnias divulgadas na internet e nas redes sociais por criminosos da política e da religião, com o objetivo de manipular a opinião pública.

Nada disso é novidade para as famílias dos mortos por linchamentos motivados por fofocas na internet. E nada disso é novidade, tampouco, para nosso mandato, que trava uma batalha de seis anos contra o próprio Facebook para por algum freio à avalanche de mentiras e calúnias em relação a mim que corre nas redes sociais.

“Jean Wyllys apresentou um projeto de lei para mudar trechos da Bíblia”, “Jean Wyllys disse que sairia do Brasil se o impeachment fosse aprovado”, “Jean Wyllys defendeu a pedofilia”, “Jean Wyllys disse que os negros não podem ser evangélicos”, “Jean Wyllys quer implantar o ensino da religião islâmica nas escolas”, “Jean Wyllys quer obrigar as crianças a mudar de sexo”.

Cada uma dessas e outras estupidezes, inventadas por criminosos que usam as redes sociais para difamar adversários políticos, “viralizou” por meio do Facebook, que nada fazia para impedir que isso acontecesse.

Antes da vitória de Trump, o resultado do Brexit no Reino Unido, a derrota do acordo de paz na Colômbia e as vitórias de Crivella, no Rio, de Dória, em São Paulo, e do candidato do PSDB, em Belém, já mostraram o poder da “pós-verdade” (da mentira aliada ao preconceito) na política contemporânea.

Embora cada um desses resultados eleitorais tenha vários e complexos motivos, é inegável que a boataria e a “viralização” de mentiras e calúnias nas redes sociais jogaram um papel fundamental na estratégia de campanha dos vencedores e influenciaram seriamente o voto popular.

E, ainda que algumas pessoas ditas “de esquerda” recorram a este expediente, a “pós-verdade” é uma arma sobretudo da extrema-direita e de fascistas, instrumentalizada pela direita tradicional e seus veículos de comunicação.

O triunfo da “pós-verdade” e a destruição que esta causou nas relações familiares e vicinais, jogando as pessoas numa arena de ódio, são também frutos da negligência e, em alguns casos, da cumplicidade do jornalismo e das instituições democráticas com esse expediente.

A Polícia Federal, no Brasil, mostra-se completamente incompetente e ineficaz em conter a rede de difamação quando esta vitima políticos e pessoas de esquerda e progressistas, mesmo em posse de indícios que podem lhe levar aos criminosos. Já o Ministério Público tem movido ações contra essas pessoas – sim, contra as vítimas – baseado em mentiras e calúnias que circulam na internet.

Vejamos alguns exemplos recentes. Em Feira de Santana (BA), a Câmara de Vereadores moveria uma moção de repúdio a mim baseada numa mentira ridícula que circula nas redes sociais (que eu apresentei um projeto para “mudar trechos da Bíblia”).

Uma promotora do MP pediu que eu fosse investigado por um boato de internet sobre “tráfico de influência” para que um filme recebesse fundos da Lei Rouanet (e a informação é tão falsa que não só não houve tráfico de influência como a verdade é que os produtores do filme, que não têm qualquer vínculo comigo, sequer solicitaram – e portanto também não receberam – dinheiro da Lei Rouanet.

Também podemos citar o caso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que sorriu quando um deputado estadual insultou violentamente a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) por conta de uma calúnia contra ela divulgada na internet (um suposto post no Facebook que ela nunca fez).

Outro exemplo aconteceu recentemente, quando uma enquete (ainda que infeliz) realizada pelo programa de Fátima Bernardes na Rede Globo deu lugar a um uso político vergonhoso e contaminado de mentiras: um deputado federal usou as redes sociais para relacionar a enquete à queda do helicóptero da PM na Cidade de Deus e usou essa falsa relação para atacar a apresentadora do programa.

Na Câmara Federal, a desfaçatez com que deputados e deputadas que perpetraram o golpe contra nossa democracia se revezam na tribuna para reproduzir mentiras e calúnias que circulam na internet é assustadora.

O caminho do próprio impeachment da presidenta Dilma foi pavimentado com a “pós-verdade” – e, nesse caso, com a ajuda dos jornais, revistas e telejornais. O MBL e o Revoltados Online – grupelhos proto-fascistas instrumentalizados por partidos de direita como PSDB, DEM, PMDB e Solidariedade – trabalham apenas com a “pós-verdade”.

Nos EUA, o próprio FBI deu subsídio para a rede de mentiras contra Hillary Clinton, para, no final da campanha, quando a “pós-verdade” já havia feito o estrago, negar as insinuações feitas.

Ou seja, as instituições democráticas que poderiam e deveriam deter essa arma letal nada fizeram porque, uma vez compostas de pessoas, estão elas mesmas repletas de preconceituosos, ignorantes, fanáticos e criminosos que se tornaram militantes da “pós-verdade”. A notícia de que o Facebook vai reagir a tudo isso é bem-vinda e traz alguma esperança a esses tempos sombrios.

Jean Wyllys é deputado federal

Via DCM; publicado originalmente na Carta Capital.

Redescobrindo o Sul da Bahia

Domingos Matos, 07/05/2016 | 20:30
Editado em 07/05/2016 | 20:33

Por Walmir Rosário*

Em meio à inundação de notícias desconstitutivas sobre o Brasil como um todo, começamos a vislumbrar que a região do cacau, finalmente, começa a nos mostrar alguma coisa de boa, útil e produtiva. Trata-se da implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) na área Ceplac, às margens da Rodovia Jorge Amado.

Finalmente, a razão, a inteligência e o bom senso conseguiram superar o atraso, o corporativismo maléfico, o provincianismo, as ideias retrógradas, a pequenez e o atraso. E essa tomada de atitude posso credenciar, principalmente, ao então Superintendente de Desenvolvimento da Região Cacaueira do Estado da Bahia (Sueba), Juvenal Cunha Maynart, e o Magnífico Reitor da UFSB, Naomar Monteiro de Almeida Filho.

É a produção de ciência, de conhecimento, implantada no mesmo local que, por décadas, pesquisou e entregou à Nação Grapiúna todo um pacote tecnológico de desenvolvimento. Concebida num tripé de pesquisa, extensão e ensino, a Ceplac foi além de sua proposta inicial de prestar serviços financeiros aos cacauicultores e transformou a socioeconomia regional numa das mais eficientes do Brasil.

Não se conhecia no final da década de 50, toda a década de 60 e 70, região com uma infraestrutura igual ao Sul e Extremo Sul da Bahia. De repente, da luz do candeeiro passamos à energia elétrica; do transporte ao lombo de burros às boas estradas; das demoradas cartas ao telefone e telex; da economia precária à retomada do crescimento agropecuário e comercial.

Tudo isso foi possível com o trabalho eficiente dos técnicos da Ceplac, liderados  por Carlos Brandão e José Haroldo Castro Vieira, Paulo Alvim, dentre outros. Com o passar dos anos, a Ceplac se consolida como instituição científica, muda conceitos e costumes. Como toda grande instituição, sofre com as ingerências, seus técnicos se acomodam. Um novo despertar chega com a terrível descoberta na vassoura-de-bruxa nos cacauais do Sul da Bahia.

A partir desta época, a região já carecia de lideranças capazes de aglutinar os segmentos políticos e produtores em torno de um projeto inovador eficiente. Mesmo assim a região soube sobreviver, agora com a capacidade da iniciativa privada, formada por um novo perfil de cacauicultores, preocupados com os investimentos realizados.

Essa dicotomia permaneceu até a chegada de Juvenal Maynart à Superintendência Regional, apresentando propostas inovadoras, o que causou um certo desconforto em um grupo de servidores e a sensação de alívio para os produtores de cacau. Nada que não fosse possível administrar com o aparecimento dos novos resultados positivos.

A proposta do novo superintendente era bem simples e se calcava em premissas conhecidas no agribusiness internacional que pretende produzir com eficiência, conviver pacificamente com o meio ambiente e agregar valores ao seu produto. Essa inovação aqui já é considerada uma prática vitoriosa em grande parte do mundo.

Preserva-se o que tem, amplia-se a produção com produtividade, evita-se o ataque de pragas e doenças e promove uma defesa fitossanitária eficiente para o aparecimento de novas endemias. Entretanto, essas ações somente serão possíveis a partir do momento em que a agricultura e a ciência caminharem juntas para oferecer um produto inovador ao mercado.

E essa moderna concepção de produção só conseguirá atingir o seu alvo a partir do momento em que a ciência possuir todos os meios de transferir esse conhecimento ao produtor. Tão importante quanto a descoberta de novas tecnologias é saber “vendê-las” a um mercado ávido para “comprá-las”. E aí é que reside o nosso “calcanhar de Aquiles”.

Mesmo com toda a transferência de tecnologia já feita por instituições como Ceplac, Uesc e empresas privadas, os nossos agricultores ainda carecem, e muito, dessas ferramentas para trabalhar. Uns não têm capacidade de contratar recursos, outros não acreditam nessas inovações, e um grupo maior sequer tem conhecimento das novidades.

Daí que acredito ter sido o magistral o salto de qualidade da gestão de Juvenal Maynart na Ceplac ao abraçar e propor parceria à  Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Outras existem, mas a UFSB apresenta uma proposta inovadora, que não basta fazer ciência, mas apresentar o conhecimento para todos, com uma metodologia diferente.

A UFSB, nos moldes pensados sob a liderança do Professor doutor Naomar Monteiro de Almeida Filho, oferece o conhecimento e a ciência para todos, mas prima pela formação de acadêmicos entre a população das várias cidades onde atua. Isto, sim, é a universalização do conhecimento, mudando o conceito de cidade dormitórios para estudantes.

A partir da implantação desse conceito, teremos em praticamente todos os municípios uma massa forjada na academia com capacidade de enfrentar os  desafios e superar as velhas dificuldades. Na área esvaziada da Ceplac passaremos a contar com parque tecnológico atuando em quatro vertentes – Tecnologia da Inovações; Biotecnologias em Alimentos, com ênfase em cacau e chocolate; Logística, e Agroflorestais.

Nas cidades onde estão sendo implantados os Colégios Universitários, os alunos poderão cursas as matérias gerais, agora sem o esforço de enfrentar intermináveis e cansativas viagens de ônibus, o que facilitaria o aprendizado. A população como um todo ganharia, de imediato, na qualidade dos serviços, e no futuro, de uma grande massa pensante capaz de transformar a realidade.

A grande sacada é que em cada um desses colégios deverão ser implantados cursos que completem a vocação da cidade, dentro de diretrizes que apontam  as matrizes econômicas e sociais de desenvolvimento. Essa simbiose entre as ações governamentais, academia e iniciativa privada darão direcionamento às atividades de pesquisa, extensão e ensino.

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* Advogado e jornalista

Ilhéus realiza palestras sobre microcefalia com técnicos da Ufba

Domingos Matos, 26/04/2016 | 17:10

Técnicos do Centro de Diagnóstico e Reabilitação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) vão realizar em Ilhéus palestras sobre microcefalia. O evento, que acontece no dia 29 deste mês, a partir das 15h, no auditório da Faculdade Madre Thais, é dirigido aos profissionais da saúde do município e região, e também aberto ao público. Uma das preocupações se deve ao fato de quase 30% desses casos ter associação à doença provocada por bactérias na gestação, o que pode evidenciar relação entre o vírus da zika e o surto de microcefalia na região nordeste do país.

Os palestrantes serão o neurologista Ailton Melo, a pediatra Larissa Prazeres, os fisioterapeutas Nildo Ribeiro e Adriana Virgínia Barros e a fonoaudióloga Kayra de Souza. O Centro de Diagnóstico e Reabilitação da Ufba atualmente é referência para casos de microcefalia, em Salvador. A equipe leva informações atualizadas aos profissionais e gestores de saúde, no sentido de contribuir com o treinamento de pessoal e fomentar a criação de estabelecimentos de saúde ao portador de microcefalia no interior da Bahia.

De acordo com o secretário de Saúde de Ilhéus, Antonio Ocké, essas informações são importantes para a problemática que o município vivencia. “Em vista disso, a atual gestão tem pretensão de criar junto à sede do Núcleo de Atenção Especializada (Nae), um centro de referência para microcefalia. Inclusive, essa parceria vai contribuir principalmente na capacitação da nossa equipe técnica”.

Antonio Ocké relata ainda que essa condição rara é muito grave, e quando não leva à morte, deixa sequelas graves que limitarão a capacidade funcional da criança pelo resto da vida. “E por isso, precisamos nos preparar para o que poderá advir. Estamos preocupados com essa problemática de interesse público e de grande desafio para a saúde pública de Ilhéus, que juntamente com o município de Itabuna vem liderando número de atendimentos para a tríplice epidemia (dengue, chikungunha e zika vírus)”.

Dados da Sesab

Conforme boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a cada quatro dias 43 novos casos suspeitos de microcefalia são notificados no estado. Desde o dia 13 de fevereiro técnicos da secretaria já contabilizavam um número de 744 casos notificados em 121 municípios. Desses, 161 foram investigados com a realização de exame de imagem, sendo 107 confirmados e 54 descartados.

Alívio para Acilino, esperança para 'novatos'

Domingos Matos, 14/08/2011 | 19:17
Editado em 14/08/2011 | 19:33

A desistência do músico Clóvis Leite, o Kocó, do Lordão, de disputar uma vaga na Câmara Municipal pelo PT trouxe alívio para nomes tidos como fortes para a próxima eleição, mas que estavam extremamente preocupados com o novo filiado.

Um desses casos é o do ex-vereador Emanoel Acilino. Ele, que sempre é tido como candidato fortíssimo, certamente iria perder uns votinhos para o homem do 'vaneirão'.

O PT quer cinco das 21 vagas na Câmara a partir de 2013, e vem com vários 'reforços' na legenda. A saída de Kocó do páreo é comemorada pelos que estão na fila há algum tempo e pelos novos nomes que podem surgir por aí.

Caso de "Ninão", fiel escudeiro do deputado Geraldo Simões, que deve sair dos bastidores para disputar um desses cinco postos.

A propósito da nota abaixo: há quem sinta cheiro de CEI da Saúde

Domingos Matos, 06/04/2011 | 23:25
Editado em 06/04/2011 | 23:30

Eis o texto disponibilizado pela assessoria da Câmara hoje:

Depois de visitarem postos de saúde em Itabuna, os vereadores Wenceslau Junior, Ricardo Bacelar, Gerson Nascimento e Claudevane Leite constataram que além da falta de estrutura, faltam também remédios e médicos para atender à população. O assunto foi levado à sessão plenária de hoje (6), tendo o vereador Gerson Nascimento revelado que os postos estão sucateados e a população reclama de quando tem médico não tem material e vice-versa. Outra queixa é quanto a privilégios na entrega de fichas.

Algumas pessoas são atendidas em detrimento de outras que passam meses sem direito à consulta, ressalta o vereador. Ele também revelou que o governo municipal está atrasando o pagamento de clínicas, sendo que algumas delas estão há mais de um ano sem receber.

Para o vereador Ricardo Bacelar tanto o ex-secretário Antonio Vieira como o atual, Geraldo Magela prometeram em 90 dias resolver o problema da saúde e não cumpriram. Até recursos de um convênio com o PETI não foram aplicados corretamente.

Todos estão muito preocupados com o retorno da Gestão Plena, mas, até agora não mostraram competência para resolver a situação da Atenção Básica. Se não resolvem a Básica como podem pleitear a Plena que envolve a alta e média complexidade, questionou o vereador.

Já o vereador Claudevane Leite acha que está na hora de se convocar o Conselho Municipal de Saúde e o secretário Geraldo Magela prá prestarem esclarecimentos na Câmara de Vereadores. Até porque se necessário as investigações poderão ser aprofundadas através de uma CEI, assinalou.  

Na opinião do vereador Wenceslau Junior a situação também, é crítica na área odontológica uma vez que faltam equipamentos e o atendimento é precário e irregular. Ele observa que os problemas do município passam não só pela saúde como também pela limpeza pública, abastecimento de água e cultura.

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