Tag: professores

Quase 3 mil aprovados no concurso para professor e coordenador pedagógico são nomeados na Bahia

Domingos Matos, 16/01/2019 | 07:01

O Governo do Estado, por meio das secretarias da Administração (Saeb) e da Educação (SEC), publica nesta quarta-feira (16), no Diário Oficial do Estado (DOE), a nomeação de 2.289 professores e coordenadores pedagógicos aprovados no concurso para a rede estadual de ensino na Bahia. A relação também estará disponível no Portal do Servidor (www.portaldoservidor.ba.gov.br), no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br) e no site da organizadora do certame, a Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br).

O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa durante entrevistas concedidas nos dias 10 e 11 de janeiro, assegurando a nomeação dos habilitados em observância ao previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Também serão publicadas no DOE desta quarta-feira (16) a relação de candidatos que solicitaram remanejamento para o final da lista, além da exclusão de candidatos que não realizaram a entrega de documentos e daqueles que não possuem requisito para ingresso.

Lançado em novembro de 2017, o concurso ofertou 3.760 vagas, sendo 3.096 para professores e 664 para coordenadores pedagógicos. O concurso recebeu 103,5 mil inscritos, com mais de 41 mil habilitados. Os 2.089 professores e 200 coordenadores pedagógicos nomeados no dia de hoje (16) serão distribuídos entre 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTE), situados em Salvador e outros 26 municípios do Estado, de acordo com a ordem de classificação.

É importante ressaltar que a nomeação deste quantitativo observa o disposto na LRF. Neste momento, os gastos com pessoal do Estado, apurados no segundo quadrimestre de 2018, estão extrapolando o limite prudencial de 46,17%. Desta forma, a administração baiana fica impedida de nomear mais coordenadores pedagógicos.

Professores terão remuneração total de R$ 3.426,92, enquanto que coordenadores pedagógicos receberão R$ 3.520,18. As vagas de professor são para lecionar Arte, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia.

A Fundação Carlos Chagas (FCC) foi contratada para a organização do certame. O concurso tem validade de um ano, prorrogável por igual período. A nomeação dos aprovados será realizada pela Secretaria da Educação, conforme a conveniência da administração pública.

Rui anuncia nomeação de professores aprovados em concurso e tabela de pagamento de servidores

Domingos Matos, 11/01/2019 | 11:05

O governador Rui Costa anunciou na quinta-feira (10), em entrevista ao programa Bahia Meio Dia, da Rede Bahia, que será publicado nesta sexta-feira (11), no Diário Oficial do Estado (DOE), o calendário anual de pagamento dos servidores ativos, pensionistas e aposentados das administrações direta e indireta para o ano de 2019, mantendo as datas de crédito sempre dentro do mês trabalhado. 

Durante a entrevista, o governador também anunciou que, na próxima quarta-feira (16), será publicada no DOE a nomeação dos professores aprovados no concurso público realizado em 2018 para assumirem seus cargos. Segundo Rui, os novos professores irão atuar nos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTE) espalhados por Salvador e outros 26 municípios da Bahia. 

Rui destacou, ainda, que a publicação da tabela anual de pagamento do servidor e o seu rigoroso cumprimento pelo Estado, assim como ocorreu em 2018, assegura que os servidores públicos baianos possam organizar a sua vida financeira, o que não tem acontecido com o funcionalismo de outras unidades da federação, que atrasam e até mesmo parcelam as suas folhas de pagamento. Não é raro, entre estados vizinhos, que o pagamento de um mês trabalhado só ocorra na segunda quinzena do mês seguinte.

A tabela de pagamento do servidor público poderá ser consultada por meio do Portal do Servidor, mas, de posse de qualquer calendário, é fácil identificar a data do pagamento, já que este sempre ocorre no último dia útil de cada mês. De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), o Governo desembolsa por mês mais de R$ 1,6 bilhão com o pagamento da folha, para aproximadamente 274 mil beneficiários, entre ativos, aposentados e pensionistas. 

Servidores com os mais altos salários de Ilhéus estão na lista dos afastados por sentença judicial

Domingos Matos, 10/01/2019 | 08:31

Entre os 268 servidores afastados pela Prefeitura de Ilhéus, na segunda-feira (7), por força de sentença judicial proferida pelo juiz Alex Venicius, da 1ª Vara da Fazenda Pública, estão os detentores dos mais altos salários da folha de pagamento do município. Com o cumprimento da decisão judicial, a administração municipal economizará R$ 1.590.155,88 mensais, totalizando R$ 19 milhões por ano.

O prefeito Mário Alexandre lamenta a situação. “É um momento muito delicado da nossa gestão, termos de afastar pessoas conhecidas e até amigas que contribuíram durante anos com a cidade de Ilhéus”, enfatiza. A herança deixada por gestões anteriores, numa sequência de erros administrativos e jurídicos lesou os cofres públicos e produziu distorções salariais consideradas injustas por funcionários municipais e a população.

As disparidades entre funções e salários são evidentes na lista incluída no decreto de cumprimento da decisão judicial publicado no Diário Oficial do Município no último dia 7. Assistentes administrativos com salários entre R$7 e R$10 mil, guardas municipais recebendo de R$8 a R$10 mil, técnicos administrativos com remuneração de até R$13 mil, professores com salários acima de R$10 mil, odontólogo recebendo R$ 20 mil, entre outras distinções.

Concursados - A mesma sentença, no entanto, também obrigou o Município a nomear os candidatos aprovados no concurso público realizado em 2016. Com a convocação, serão preenchidas 196 novas vagas em níveis médio e superior, para trabalhar nas secretarias municipais de Administração, Educação, Desenvolvimento Social, Saúde, Agricultura e Pesca, Fazenda, Infraestrutura, Transporte e Trânsito, Turismo, Cultura, Planejamento e Desenvolvimento Sustentável.

O prefeito Mário Alexandre destaca que o afastamento dos 268 servidores não estáveis, em um universo de 3.317 funcionários efetivos, não coloca em risco a continuidade do serviço público. “Estamos consternados com a obrigatoriedade de cumprimento da decisão judicial, e ainda vamos fazer o que for possível para ajudar esses servidores não estáveis, mas os concursados que se encontravam ansiosos para serem nomeados chegam com todo o gás e motivados para prestar um bom serviço à cidade”, diz ele.

O chefe do Executivo ilheense destaca também os esforços da administração municipal para beneficiar os servidores não estáveis com o Programa de Desligamento Voluntário (PDV), que oferece o benefício do pagamento de 35% da média salarial do servidor nos últimos 12 meses, durante 20 anos. Segundo dados do Departamento de Recursos Humanos do município, até o momento já foram autorizadas 400 concessões de indenização. Os servidores que aderiram ao PDV e foram incluídos na lista do cumprimento da decisão judicial podem se aposentar com o benefício, assim que seus processos forem concluídos e receberem a carta de deferimento do INSS.

Mais de 2 mil vagas para formação de professores em 2019 na Bahia

Domingos Matos, 08/01/2019 | 07:31

A Secretaria da Educação do Estado ofertará 2.872 vagas para a formação de professores da rede estadual em instituições de Ensino Superior, em 2019. A iniciativa faz parte do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), gerenciados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que desenvolve cursos de nível superior e de pós-graduação por meio da modalidade de Educação a Distância (EAD). Ao todo serão cursos distribuídos em 20 polos, ofertados por 10 instituições de Ensino Superior. As inscrições estão previstas para iniciarem em fevereiro nos sites das instituições com cursos de especialização, bacharelado, licenciatura, tecnólogo, em áreas de Cultura, Ciência, Tecnologia, Ciências Naturais e Linguagens.

O subsecretário da Educação do Estado, Nildon Pitombo, explicou que houve um alinhamento com as instituições ofertantes para que os cursos estivessem vinculados às demandas do novo perfil de oferta da rede estadual de ensino. “Nós privilegiamos especializações e graduações na área da Cultura em sintonia com ações da Secretaria da Educação, como o projeto Escolas Culturais. Trazemos a novidade de cursos específicos das Ciências Naturais, aprofundando diversos tópicos neste campo como prevê o Plano Estadual e Nacional de Educação, com ofertas de Química e Biologia, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIFASV)”, destacou. Outros destaques para 2019 serão cursos de Gestão em Saúde, Tecnologias Digitais, Gestão de Escolas do Campo, Direitos Humanos, com foco nos estudos étnico raciais. “Ainda em diálogo com os municípios estaremos ofertando cursos de Administração Pública”, ressaltou o subsecretário.

As formações buscam o aperfeiçoamento dos educadores em alinhamento com diretrizes da Secretaria no sentido de fortalecer o eixo pedagógico das escolas. “Fundamentalmente queremos promover a melhoria da atuação dos professores em determinados campos, que são chaves nos Planos Estadual e Nacional de Educação, sobretudo na educação digital, no aperfeiçoamento do ensino de Ciências Naturais, onde temos pouco aprofundamento nas escolas sobre o assunto em todo Brasil e na questão da cultura, com a licenciatura de Música Popular Brasileira e Teatro. Outro ponto é o bacharelado em Biblioteconomia para criarmos um quadro que possa contribuir para a organização das bibliotecas escolares. Nessa parceria tivemos uma boa resposta das instituições, sejam as universidades estaduais e federais, e do Instituto Federal da Bahia (IFBA)”, contou Pitombo.

 

 

Itabuna: Secretaria de Educação anuncia fim de convênio com o CISO

Domingos Matos, 07/01/2019 | 11:00

A prefeitura de Itabuna decidiu romper o convênio com o Colégio Estadual Sesquicentenário (CISO). O anúncio foi feito pela secretária de Educação do município, Nilmecy Gonçalves, durante uma reunião na manhã da última sexta-feira (04), no gabinete do prefeito Fernando Gomes.

Participaram da reunião a secretária de Governo, Maria Alice, representantes do Conselho Municipal de Educação (CME), do Fórum dos Secretários Municipais (FOSEC), da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (AMURC) e do Sindicato do Magistério (SIMPI).

Segundo a secretária Nilmecy Gonçalves, a decisão de rompimento com o convênio entre o município e o colégio CISO se deu pela necessidade de reordenar a rede, como também de otimizar os espaços públicos e reduzir despesas. A estratégia do Governo é investir no Instituto Municipal de Educação Aziz Maron (IMEAM), que figura como o maior espaço de ensino do município e que este ano completa 40 anos. “Nós temos 17 salas ociosas no IMEAM, que seriam plenamente suficientes para receber os 900 alunos que estão alocados no prédio do CISO. Além disso, com o término do convênio economizaremos R$ 124.641,12 por ano com aluguel e R$ 11.500,00 com gastos de energia”, justificou Nilmecy Gonçalves.

O representante do Conselho Municipal de Educação, Edivaldo Alves, enfatizou que o colégio CISO não possui as condições necessárias para dar aos alunos o devido lazer e segurança. Além disso, declarou que se o IMEAM apresentar melhorias em suas instalações para receber esses alunos, será uma forma de resgatar a história e prestígio de uma das escolas mais tradicionais do município de Itabuna.

A presidente do SIMPI, Carminha Oliveira, disse que compreende os motivos do reordenamento, mas que o município precisa se atentar aos direitos dos 70 profissionais que estão atualmente lotados no CISO, como também criar as condições para que os alunos transferidos possam estudar sem qualquer prejuízo. “Essa discussão de rompimento de contrato de aluguel com o CISO, para efeito de redução de despesas, já ocorria desde 2015, mas fatores políticos impediram que a ex-secretária à época tomasse um posicionamento conclusivo. Enquanto sindicato estaremos acompanhando todo esse processo para que não haja predileções ou injustiças nas remoções dos professores”, afirma a líder sindical.

Quanto à escolha do IMEAM para recepcionar os alunos, o governo acredita ser esta a melhor opção, tendo em vista que a escola fica próxima ao bairro de Fátima, possui fácil acesso e área de lazer e de estudo suficiente para comportar até 1.600 alunos.

Na quarta-feira (09), a secretária Nilmecy Gonçalves vai promover um encontro com os 70 profissionais lotados no CISO e o colegiado escolar no auditório da USEMI às 14h para esclarecer como se dará essa transição.

Concurso da Ufba vai contratar quase 100 professores;salários podem chegar a mais de R$ 9 mil

Domingos Matos, 28/12/2018 | 16:16

Um concurso público vai contratar 98 professores – auxiliar, assistente e adjunto- para os campi de Vitória da Conquista, Camaçari e Salvador da Universidade Federal da Bahia (Ufba). As inscrições estão abertas até o dia 04 de fevereiro, custam entre R$ 150 a R$ 200 e podem ser feitas pela internet, na página de concurso da Ufba.

O prazo para os candidatos que querem solicitar a isenção do pagamento é até o dia 4 de janeiro. Vale lembrar que para ter direito a esse benefício, é precisar estar inscrito no Cadastro Único.

A depender da carga horária e titulação do profissional, a remuneração pode chegar até R$ 9.585,67. Os candidatos inscritos serão submetidos a provas teórico-prática ou escrita, com peso três e de caráter eliminatório e classificatório; didática, com peso três e de caráter classificatório; de títulos, com peso dois e de caráter classificatório; defesa de Memorial, com peso dois e de caráter classificatório.

As datas do concurso, que será realizado na Ufba, ainda não foram divulgadas, mas a previsão é de que o certame aconteça até 21 de junho de 2019.

Pronatec e Conjunto Penal de Itabuna promovem curso de padeiro

Domingos Matos, 05/10/2018 | 18:19
Editado em 05/10/2018 | 18:44

Terá início nos próximos dias, no Conjunto Penal de Itabuna (CPI), um Curso Profissionalizante de Padeiro, ministrado pelo Pronatec, em parceria com a unidade prisional. Na manhã de sexta-feira (5) foi realizada a aula inaugural, com a equipe de professores do programa e profissionais da área de ressocialização do CPI. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foi criado pelo Governo Federal em 2011, e forma milhares de técnicos por todo o país.

A primeira turma será formada por 15 participantes, todos do regime semiaberto, que assistiram à aula inaugural e já se declararam ansiosos para o início das aulas. O curso será ministrado por profissionais da área de panificação, além de uma equipe multidisciplinar, que coordenará os aspectos pedagógicos, nutricionais e de gastronomia, além de um psicólogo e um chef de panificação.

O evento foi aberto pelo diretor do CPI, Capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva, e teve a participação do diretor-adjunto, Bernardo Cerqueira Dutra, do coordenador de Segurança, Fábio Vivas, e da gerência da empresa Socializa – Soluções em Gestão, Yuri Damasceno (operacional) e João Sobral (administrativo), além de representantes de todo Corpo Técnico e equipe de Ressocialização da unidade. Participaram ainda o coordenador estadual do Pronatec, Thiago Guedes Viana, e o coordenador local, Lucaseri Limoeiro Ribeiro, além dos professores que ministrarão o curso nos próximos dias.

O diretor observou que essa é uma grande oportunidade que é oferecida a cada um dos cursistas, que podem transformar sua história a partir do conhecimento que irão adquirir. “Se cada um dos senhores acreditar e se dedicar, com certeza terão condições de dar um novo rumo a suas vidas a partir desse conhecimento. Vocês sairão daqui habilitados a trabalhar em qualquer panificadora. Portanto, se dediquem e aprendam, porque o conhecimento adquirido, só Deus tira”.

O curso foi resultado de um esforço da Superintendência de Ressocialização Sustentável junto à coordenação do Pronatec no estado. “Destaco e agradeço aqui o esforço do superintendente de Ressocialização Sustentável, Dr. Luiz Antônio, que não mediu esforços para que este momento se tornasse realidade. Este é mais um grande passo na trilha da ressocialização, que é o fim maior de qualquer unidade prisional e à qual o interno é apresentado desde sua chegada”.

Investimentos

O Conjunto Penal de Itabuna possui uma unidade de panificação, que fornece pães e outros alimentos para os internos. Essa unidade acaba de receber investimentos em seu maquinário e equipamentos, a exemplo de uma massadeira, cilindro, mesa e armários inox.

O empresário Júlio César Santos, da empresa Requinte Pães, que opera o serviço de panificação na unidade, diz que o investimento vai melhorar o atendimento às demandas do Conjunto Penal e também do curso de padeiro. “Quero parabenizar a direção do presídio e a empresa Socializa e dizer que, como empresário do setor, observo que essa mão-de-obra qualificada faz grande diferença”.

Para ele, um padeiro qualificado hoje não fica desempregado, porque há uma grande escassez desses profissionais no mercado. “Eu, mesmo, emprego pelo menos 15 profissionais oriundos do sistema prisional, e sei que vou precisar de outros, assim como o mercado como um todo”, afirmou Júlio César.

Barracas de camelôs são retiradas da praça Adami

Domingos Matos, 08/09/2018 | 23:00

Após uma semana marcada pela tensão com lideranças dos camelôs, a prefeitura de Itabuna está fazendo, nesse momento, a retirada das barracas da praça Adami, no centro de Itabuna.

Os ambulantes reclamam das condições físicas do novo camelódromo, que não estaria pronto para recebê-los. O Município alega que esses reparos devem ser arcados pelos próprios camelôs, uma vez que estes sempre usaram o espaço público, sem pagar aluguel. Teria o Poder Público, portanto, um crédito com a categoria.

Um agravante para essa tensão teria sido a "homenagem" que os comeciantes informais fizeram ao prefeito Fernando Gomes, na quinta-feira (6), durante ato de campanha do governador Rui Costa, na avenida do Cinquentenário.

Na ocasião, um grupo formado por ambulantes, professores e militantes de oposição ao orefeito, ouxaram um coro de "Fora, Cuma". Dois dias depois, num sábado a noite, a retirada das barracas tem todo jeitão de fim do "diálogo" com os camelôs.

Em tempo: o prédio para onde seriam transferidos os informais acabou desabando parcialmente, antes de ser ocupado. A prefeitura está promovendo sua demolição - também parcial - e não há decisão sobre o destino do espaço.

Estudantes de Itabuna se destacam nacionalmente pela criação de aplicativos de grande alcance social

Domingos Matos, 31/08/2018 | 15:45
Editado em 01/09/2018 | 14:22

A estudante Ana Carolina Souza Neris, 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Félix Mendonça, em Itabuna, virou personagem para vídeo do Google Education, graças à criação de um aplicativo voltado para o acesso a informações em postos de saúde. Nesta semana, ela viajou acompanhada do secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, da diretora, Rose Guerra, e da vice-diretora, Helena Carvalho, do Félix Mendonça, e da professora Carla Almeida, que coordena o projeto Caravanas Digitais, da Secretaria da Educação do Estado e que também participa do vídeo do Google, para apresentar o App Hack Saúde, durante o Google for Education no Inovar para Brasil, realizado na terça e quarta-feira (28 e 29), em São Paulo.

No vídeo disponibilizado pelo google no YouTube (https://youtu.be/vZgfibCYJDI) e, também durante o encontro em São Paulo, Ana Carolina explica como idealizou o App e como foi criado com alguns colegas e professores, a partir do programa e-Nova Educação, desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado em parceria com o Google. No e-Nova, que está sendo implantado em mais de 500 escolas da rede estadual, os estudantes utilizam ferramentas do Google em sala de aula, através de chromebooks. Os computadores foram criados pelo Google e funcionam totalmente baseado na web. O seu uso pedagógico dinamiza o processo de ensino e aprendizagem, a partir de conteúdos interativos.

O App Hack Saúde visa otimizar o atendimento nos postos de saúde, contendo informações sobre o perfil do usuário, como tipagem sanguínea, patologias e cartão de vacina virtual. No aplicativo, o usuário também acessará informações que circulam no posto, para que possa fazer seus agendamentos de consulta online. A estudantes Ana Caroline falou sobre o e-Nova e a repercussão alcançada pelo App. “O e-Nova mudou a minha relação com a tecnologia e é uma ferramenta que auxilia no meu estudo. Hoje não uso apenas a tecnologia para as redes sociais, mas também para obter conhecimento. Estou realizando um sonho, tendo reconhecimento de algo que foi plantado por mim e por minha equipe e isto é muito gratificante”, afirmou.

O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, falou que o e-Nova está mudando a relação da comunidade escolar com a tecnologia. “Estamos acabando com aquela ideia de que lugar de tecnologia é na sala de informática. Com o e-Nova, a tecnologia está sendo usada como ferramenta pedagógica em sala de aula e em todo ambiente escolar, despertando o interesse dos estudantes em aprender de forma lúdica, interativa e com inovação, a partir de projetos que eles mesmo desenvolvem. Além disso, estamos potencializando esta ação com a maior formação de professores do Brasil no uso de tecnologias educacionais, para mais de 23 mil educadores da rede estadual, em parceria com a Universidade Federal da Bahia”, afirmou.

Mais aplicativos - Outros protótipos de aplicativo já foram criados pelos estudantes do Félix Mendonça com o mesmo alcance social, pois buscamsolucionar problemas existentes na sociedade e que revelam o olhar empreendedor e criativo dos estudantes da rede estadual de ensino. As estudantes Anna Karoline Pinheiro, 14, e Anabelly Santos, 17, por exemplo, criaram o aplicativo “ASF – Acompanhe Seu Filho”, no qual os pais dos alunos poderão acompanhar a vida escolar dos filhos, como notas, frequência e avisos. A ideia é voltada para as Secretarias de Educação e o aplicativo poderá ser acessado pelo número de matrícula do estudante de cada unidade escolar cadastrada. Com este aplicativo, as estudantes conquistaram a etapa regional e a final da etapa Brasil do Technovation Challenge Brazil, competição de desenvolvimento de aplicativos para meninas de 10 a 18 anos dos Ensinos Fundamental, Médio e Técnico.

Outro projeto de destaque foi o “Bio Protect”, que significa “Proteja a Vida”, criado pela estudante Shauany Gomes, 16, e as demais integrantes de sua equipe. “Ele foi criado porque analisamos que o mundo em que vivemos hoje com o avanço tecnológico tem sido prejudicado. O aplicativo contém um quiz (jogo) onde o participante pode assinalar algumas alternativas e, com base nas suas respostas, será mostrado um texto sobre o tema abordado no qual o participante poderá fazer uma autorreflexão sobre suas atitudes com o meio ambiente. Além disso, também são indicadas algumas plantas medicinais que podemos cultivar em nossa casa para ajudar na nossa saúde”, explica a estudante.

A diretora do Félix Mendonça, Rose Guerra, falou sobre o impacto do usa das ferramentas do Google em sala de aula. “Apostar nos projetos envolvendo a tecnologia e os saberes de nossos adolescentes é estimular e oportunizar que eles ousem criar soluções que impactem a comunidade”.

Feira de Saúde proporciona dia especial de cidadania no Conjunto Penal de Itabuna

Domingos Matos, 28/03/2018 | 13:57

Se em quantidade elas não se comparam aos homens recolhidos, em disposição dão um verdadeiro show. As cerca de 75 mulheres custodiadas no Conjunto Penal de Itabuna participaram ativamente da 1ª Feira de Saúde da Mulher realizada na unidade prisional e, literalmente, correram todos os oito estandes disponibilizados. Tanto que a organização fez uma conta simples: foram 71 mulheres usando todos os serviços oferecidos, o que resultou na soma de 568 atendimentos.

A Feira de Saúde da Mulher foi organizada pela empresa Socializa, por meio do Corpo Técnico do CPI, em parceria com a faculdade de Enfermagem da Unime e com apoio da casa de perfumaria e cosméticos O Boticário. Estudantes do 6º semestre, junto com professores e profissionais do Conjunto Penal, proporcionaram às internas um dia diferente, com atendimentos diversos, a exemplo de exames preventivos (citologia), orientações sobre parto humanizado, prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) dentre outros. 

Também foram oferecidos testes rápidos para detecção de aids, sífilis e hepatite, orientações para o autoexame da mama (prevenção ao câncer de mama), além de momentos de beleza, com maquiagens e tratamentos de cabelo. Ainda foi realizada uma pequena exposição dos diversos cursos profissionalizantes e produtos, realizados e apresentados pelas próprias internas.

“Esse momento foi a culminância de um projeto desenvolvido ao longo do mês de março. Já tivemos, no dia 16, uma parte mais lúdica e reflexiva, com a participação de uma psicóloga convidada, que trabalhou a questão da autoestima. Hoje, percebemos inclusive um resultado daquele momento, com a participação quase total de nossas internas no evento”, observou o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva.

Mas, a programação destinada à mulher não se encerrou com o evento. Além das internas, também estão sendo beneficiadas as mulheres visitantes, com um estande de orientação sobre prevenção a doenças como câncer de mama e as chamadas ISTs.

Participaram do evento o chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), Carlos Eduardo Sodré, e a representante da 7ª Diretoria Regional de Saúde (7ª Dires), Dina Lúcia de Almeida.

Baiana de Macaúbas - quem é a estudante que viralizou com discurso em formatura na PUC-SP

Domingos Matos, 20/02/2018 | 11:55
Editado em 20/02/2018 | 11:59

Publicado na Nova Escola

Diante de um auditório lotado no Citibank Hall, gigantesca casa de shows da capital paulista, uma aluna de uma das graduações mais tradicionais do país toma o microfone para um discurso duro. “Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica”.

Ela falava em nome dos alunos bolsistas do curso de direito da PUC-SP, em que as mensalidades são de 3.130 reais. “Somos moradores de periferia, pretos, descendentes de nordestinos e estudantes de escola pública”, enumerou. Descrevendo uma experiência de solidão e preconceito, a oradora apontava as dificuldades do convívio com alunos e professores de uma outra classe social:

“Resistimos às piadas sobre pobres, às críticas sobre as esmolas que o governo nos dá. À falta de inglês fluente, de roupa social e linguajar rebuscado. Resistimos aos desabafos dos colegas sobre suas empregadas domésticas e seus porteiros. Mal sabiam que esses profissionais eram, na verdade, nossos pais.”

Migrante e filha da escola pública

A fala, aplaudida de pé, viralizou em áudio e vídeo nas redes sociais. NOVA ESCOLA conversou com exclusividade com a autora do discurso. Seu nome é Michele Maria Batista Alves, de 23 anos. Natural de Macaúbas, cidade de 50 mil habitantes no centro-sul baiano, ela é uma dos milhares de estudantes de classe popular que chegaram à faculdade a partir da criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2004. É também um exemplo das dificuldades dessa trajetória.

Filha de mãe solteira, criada com a ajuda do avô, Michele veio para São Paulo aos 12 anos, para tratar de uma depressão. Sua família se estabeleceu numa casa alugada em Itapevi, cidade da Grande São Paulo onde mora até hoje, e de onde leva duas horas para ir e voltar ao centro da capital. A intenção inicial era regressar à Bahia, mas dois anos depois a descoberta de um tumor no pescoço adiou indefinidamente os planos. “Hoje estou curadíssima, mas por causa da doença fomos ficando. Minha mãe trabalhava de doméstica e eu comecei a ajudar no Ensino Médio como monitora numa escola infantil”, conta.

Sua história na Educação Básica foi toda em escola pública. “Estudei numa escola estadual perto de casa. Tive professores bons, mas a estrutura dificultava. Faltava água sempre, não tinha como ir ao banheiro, as classes eram lotadas e havia brigas. Eu sentia o quanto era difícil lecionar ali”, lembra ela, que diz nunca ter tido uma aula de Química – a professora só existia no papel, mas nunca apareceu. “Por tudo isso, acho muito difícil um aluno de escola pública entrar direto na faculdade.”

“Percebi que era pobre”

Ela própria teve de fazer cursinho. Duas vezes, a primeira delas num comunitário. “Foi uma experiência fundamental”, conta. “Tive vários professores de origem popular que me mostraram a diferença entre classes. Era a primeira vez que eu me reconhecia como pobre.”

A segunda foi no ingresso na PUC-SP. “Não tinha ninguém do meu círculo social. Não tinha recepção para bolsistas”, diz. No primeiro dia, uma menina contava animadamente sobre a viagem de férias à Europa. No terceiro, uma professora fez um comentário sobre métodos de estudos que deveriam ser evitados porque até a filha da empregada dela estudava assim. O impacto virou trecho do discurso:

“Naquele dia, soube que a faculdade não era para mim. Liguei para a minha mãe, que é doméstica, e disse que queria desistir. Ela me fez enxergar o quanto precisava resistir àquela situação e mostrar o quanto eu era capaz de obter aquele diploma”.

Espelho da realidade

Professores da PUC confirmam a situação narrada por Michele. “Ouvi de alguns bolsistas que a maior dificuldade não era preencher as lacunas de formação, mas conviver com a discriminação por parte de colegas”, diz Leonardo Sakamoto, professor do curso de jornalismo. “Se a PUC tivesse mais estudantes como eles, faria mais diferença do que faz hoje. Alguns dos meus melhores alunos foram bolsistas.”

“Os alunos beneficiários de bolsas são os mais dedicados, pois vêem no diploma da PUC a única chance de fugir de um destino cruel, previamente estabelecido”, confirma Adalton Diniz, professor do curso de Ciências Econômicas, que compara sua própria trajetória com o cenário atual. “Nasci no Jardim São Luiz, na periferia de São Paulo, fui operário metalúrgico e filho de uma dona de casa e um trabalhador que apenas completou o ensino primário. Estudei na PUC nos anos 1980 e não me recordo de ter enfrentado, de modo significativo, resistência, preconceito e hostilidade. Creio que a sociedade brasileira era mais generosa na época.”

Michele Alves seguiu em frente, mas não sem dificuldades. Passou os seis primeiros meses sem falar com ninguém. “Também por minha conta, porque antes eu era mais radical, mais intolerante. Acho que a gente tem de ser radical, mas não radical cego. Isso eu só aprendi depois, ao perceber como as pessoas me enxergavam e como eu poderia me aproximar delas. Aos poucos, fui criando métodos para dialogar com quem era diferente de mim. Ficar sem falar é muito ruim.”

Choro, apreensão – e aplausos

O episódio do discurso nasceu dessa espécie de diálogo radical. Com colegas, Michele fundou um grupo para discutir a situação dos bolsistas na PUC. A formatura se tornou uma pauta importante, porque o custo da colação de grau e do baile – na casa dos 6 mil reais – era proibitivo. Uma negociação com a comissão do evento garantiu quatro ingressos para cada bolsista e o direito do grupo a ter um orador.

Michele foi a escolhida. “Fiz o texto numa única noite. Chorei muito. É um relato carregado de histórias não só minhas, mas de todos os bolsistas, que eu revivia conforme ia escrevendo. Ensaiei 12 vezes e só na última consegui ler sem chorar”, conta.

Chegou o 15 de fevereiro, data da colação, e Michele aguardava sua vez de subir ao palco. O orador oficial fez um discurso leve, contando ‘causos’ do curso e arrancando risadas da plateia. Michele gelou. “Pensei: ‘e agora, como vai ser? Vou vir com um tapa na cara, agressivo, não sei como vão reagir’”. De cima do palco, tentou procurar a família – cunhado, uma amiga do Chile, três colegas de trabalho e a mãe, aniversariante da noite. Não viu ninguém. Leu tudo de um fôlego só.

Ao terminar, ainda meio atordoada, correu de volta para seu assento. “Achei estranho meus colegas se levantando. Depois entendi. Estavam me aplaudindo”, diz ela, contente também com a repercussão de sua fala nas redes sociais. “É uma vitória saber que minha reflexão está chegando a lugares que antes não debatiam esse assunto. Quem sabe cause algum impacto na vida dos bolsistas que virão depois de mim.”

Aulas na rede estadual de ensino começam nesta segunda-feira

Domingos Matos, 16/02/2018 | 15:00

O ano letivo na rede estadual de ensino começa nesta segunda-feira (19) para mais de 807 mil estudantes matriculados em 1.251 unidades escolares distribuídas nos 417 municípios da Bahia. Para marcar o início das aulas, a Secretaria da Educação do Estado realiza, na próxima quarta-feira (21), o Programa de Abertura do Ano Letivo - Aula Inaugural, a partir das 8h30, no auditório do Centro Educacional Carneiro Ribeiro - Escola Parque, no bairro da Caixa D´Água, em Salvador. O programa será transmitido, ao vivo, pela TVE Bahia (Canal 10.1).

A programação envolverá apresentações de experiências estudantis, em suas diversas linguagens, entrevistas e exibições de vídeos artísticos desenvolvidos pelos alunos das escolas estaduais. Entre as atrações estarão as apresentações da experiência do Projeto Smartcam – ‘Dispositivo de segurança para ultrapassagem’, premiado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), e do Grupo Black Dance, do Colégio Estadual Professora Elisabeth Chaves Veloso. Também será feita uma entrevista com a estudante Fabíola Rocha Pereira, premiada melhor atriz no III Festival de Cinema Escolar de Alvorada (RS). Neste ano, o Programa de Abertura do Ano Letivo homenageará os criadores do trio elétrico Dodô & Osmar, com a participação especial dos irmãos Macedo.

Segundo o secretário Walter Pinheiro, o Programa de Abertura do Ano Letivo busca valorizar o protagonismo estudantil. “A realização do evento será toda conduzida todo por estudantes e professores, para que possamos mostrar todo o dinamismo das atividades desenvolvidas nas escolas estaduais, seja no campo das artes, da ciência, da tecnologia, do empreendedorismo, do esporte e do meio ambiente”. Ele acrescenta que, durante a Aula Inaugural, serão apresentadas algumas novidades no que se refere à Inovação e à Tecnologia para o fortalecimento do eixo pedagógico nas escolas.

Após bom desempenho no Enem, internos do Conjunto Penal de Itabuna participam do Sisu

Domingos Matos, 24/01/2018 | 21:36

Mais uma vez, candidatos custodiados no Conjunto Penal de Itabuna que concorreram a uma vaga no ensino superior por meio do Enem, obtiveram um bom desempenho nas provas, o que os credencia a pleitear a matrícula pelos instrumentos de seleção, como Sisu e Prouni. A inscrição dos candidatos que possuem boas chances nos dois sistemas de seleção já foi requerida pelo setor de Educação do CPI, após autorização da direção do presídio.

Não é a primeira vez que internos do Conjunto Penal de Itabuna vivem a expectativa de cursar o ensino superior. Em 2017, três foram matriculados e autorizados a estudar em uma instituição de nível superior, justamente por meio da aprovação (bom desempenho) nas provas do Enem.

De acordo com o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome, a Educação é um poderoso instrumento de ressocialização, daí a importância que a direção, junto com a empresa Socializa, que administra o presídio em regime de cogestão com o Estado, dispensam a essa ferramenta.

“Essa é uma demonstração de que sistema penitenciário baiano dá respostas e mostra que, com o esforço de todos, bons resultados na ressocialização são perfeitamente possíveis, como temos visto em Itabuna. Em 2017 matriculamos três internos em cursos de grande concorrência na região”, observa o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome.

Preparação

As provas do Enem foram aplicadas no mês de novembro (dias 12 e 13). Antes disso, o setor de Educação preparou um “Aulão do Enem”, em que foram abordadas preocupações comuns a todos os candidatos, especialmente atenção ao estilo dos enunciados, cuidados com a compreensão das questões etc.

Os candidatos ainda contaram com apoio psicológico, prestado pelo psicólogo Alessandro Peixoto, do próprio CPI. As dúvidas pedagógicas foram trabalhadas por professores que atuam nas escolas que funcionam na unidade.

CPI realiza ações e palestras de prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo

Domingos Matos, 25/09/2017 | 22:13
Editado em 29/09/2017 | 09:13

Com uma série de palestras e outras intervenções, a exemplo de dinâmicas de grupo e distribuição de cartilha educativa, profissionais da equipe de Psicologia e Psiquiatria realizaram um trabalho de alerta e prevenção ao suicídio junto a reeducandos do Conjunto Penal de Itabuna.

Na sexta-feira (22) ocorreu, no Centro de Ressocialização, a culminância do projeto, com a palestra “Suicídio – Entender para Prevenir”, proferida pela psicóloga Solange Prates, reunindo mais de 100 internos. A psicóloga, especialista em Saúde Mental, faz parte da Secretaria de Saúde do Município de Itabuna.

A iniciativa envolveu a direção do Conjunto Penal e toda equipe da Socializa, da Gerência à Segurança, incluindo a equipe multidisciplinar de ressocialização. O trabalho fez referência ao Setembro Amarelo – o mês de setembro é mundialmente dedicado à prevenção do suicídio.

Ação externa

Além da ação com os internos do CPI, a Socializa desenvolveu uma ação externa, em parceria com a Escola Estadual General Osório. A empresa cedeu um de seus profissionais da Psicologia para realizar uma palestra sobre Ressocialização, durante seminário que abordou a violência no ambiente escolar, no esporte e na sociedade.

O psicólogo Alessandro Peixoto falou do trabalho de ressocialização desenvolvido com os internos e abordou o Setembro Amarelo no âmbito do CPI. Foi realizada ainda a distribuição de cartilhas de prevenção ao suicídio – a mesma com que a equipe trabalhou com os internos – para professores e estudantes do Ensino Médio.

Diretor do Conjunto Penal de Itabuna participa de debate com alunos do IFBA

Domingos Matos, 18/09/2017 | 22:31
Editado em 19/09/2017 | 00:41

O diretor do Conjunto Penal de Itabuna, capitão PM Adriano Jácome, participou, na manhã de sábado (16), de uma discussão sobre Estado, Violência e Criminalização, no auditório do Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus Ilhéus. A Mesa Redonda teve debates sobre encarceramento dos jovens negros e discutiu diversos aspectos dos temas propostos, desde conceitos de violência e crime até atuação do crime organizado na região.

O evento, promovido pelos professores da área de Humanas, teve ainda como convidados o doutor em Sociologia, Antônio Luz, e a doutora em Comunicação, Célia Regina. Também contou com a participação de estudantes dos diversos cursos oferecidos em grau de Ensino Médio, com intervenções artísticas como música, teatro e poesias, sempre discutindo a violência contra mulheres, jovens e população negra.

O diretor Adriano Jácome considerou que eventos como esse são enriquecedores para o debate franco de questões como criminalidade e criminalização, encarceramento e outras questões sociais que ajudam a criar a situação que se verifica hoje no sistema penitenciário, sugerindo caminhos para seu enfrentamento. “A instituição que dirijo tem capacidade para 670 internos, mas estamos com cerca de 1.280”.

Ele destacou a oportunidade de debater esse e diversos outros aspectos pertinentes ao tema. “Embora já soubéssemos que seria impossível esgotar a discussão, saímos de lá com a sensação de que esse é o caminho: trazer a juventude para o debate, porque serão eles que, em breve, estarão no comando da sociedade. Por isso devem estar munidos do máximo de informações sobre os graves problemas da contemporaneidade”.

Acesse com seus dados:

ou
Ainda não tem acesso?
Registre-se em nosso Blog.