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Candidatos têm até esta sexta para se inscrever no ProUni

Domingos Matos, 14/06/2019 | 16:17

Hoje (14) é o último dia para que os interessados em concorrer a uma bolsa de estudos em instituição de ensino superior particular se inscrevam no Programa Universidade para Todos (ProUni). A inscrição deverá ser feita pela internet, no site do Prouni, até as 23h59, no horário de Brasília. Até o final do prazo de inscrição, os candidatos podem alterar as opções de curso. Cada estudante pode escolher até duas opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

 

Quem pode se inscrever

Podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem. O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas, dividida por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

Já estão abertas as inscrições para o Prouni; estão sendo oferecidas 169 mil bolsas de estudo

Domingos Matos, 11/06/2019 | 11:02

Começam hoje (11) as inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni). Ao todo, serão ofertadas, para o segundo semestre deste ano, 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais e 101.139 parciais. O prazo para participar da seleção vai até 14 de junho. A inscrição deverá ser feita pela internet, no site do Prouni.

Os participantes podem escolher até duas opções de curso. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

As bolsas de estudo ofertadas pelo ProUni são parciais, de 50% do valor da mensalidade, e integrais, de 100%. As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais contemplaram os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

Podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

É preciso ter obtido ainda uma nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem. O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas do exame e, depois, dividindo por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

 

Nota de corte

Diariamente o sistema do Prouni calcula a nota de corte, que é a menor nota para ficar entre os potencialmente pré-selecionados de cada curso, com base no número de bolsas disponíveis e no total de candidatos inscritos no curso, por modalidade de concorrência.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento da inscrição. Ela não é garantia de pré-seleção para a bolsa ofertada. O sistema do Prouni não faz o cálculo em tempo real. A nota de corte é modificada de acordo com a nota dos inscritos.

 

Calendário

A divulgação do resultado da primeira chamada está prevista para 18 de junho. Já a segunda chamada será no dia 2 de julho.

O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de ensino superior para comprovação das informações no período de 18 a 25 de junho, caso tenha sido selecionado na primeira chamada, e de 2 a 8 de julho na segunda.

O prazo para participar da lista de espera é de 15 a 16 de julho. A lista fica disponível no site para consulta pelas instituições no dia 18 de julho.

 

Enem: candidatos sem isenção têm até quinta-feira para pagar inscrição

Domingos Matos, 20/05/2019 | 17:35

Finalizadas as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, os estudantes que não obtiveram isenção têm até a próxima quinta-feira (23) para pagar a taxa de inscrição. O valor é de R$ 85 e pode ser pago em agências bancárias, casas lotéricas e Correios.

Quem teve direito à isenção do pagamento da taxa e concluiu a inscrição no prazo tem participação garantida.

As inscrições para o Enem foram encerradas na última sexta-feira (17) com 6.384.957 de inscritos. O total de participantes confirmados será divulgado no dia 28 deste mês. As provas serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

Instituições têm até segunda para manifestar interesse no ProUni

Domingos Matos, 17/05/2019 | 18:49

As instituições de educação superior que desejarem participar da edição do Programa Universidade para Todos (ProUni) do segundo semestre deste ano têm até o dia 20 para manifestar interesse, por meio do Sistema Informatizado do ProUni, o SisProUni, na internet. A formalização é obrigatória para aquelas que desejam participar do programa tanto no caso de primeira adesão quanto de renovação.

Após a manifestação de interesse, a adesão ao ProUni deverá ser feita até o dia 27. A adesão é facultativa apenas para as mantenedoras que não têm registro no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Também não é obrigatória a renovação das que comprovarem a quitação de tributos e contribuições administrados pela Receita Federal.

O número de bolsas a serem ofertadas em cada curso pelas instituições será informado nos termos de adesão ou aditivos. As informações constam do edital do programa, publicado no final de abril, no Diário Oficial da União.

O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Em contrapartida, as instituições recebem isenção de tributos.

Na primeira edição deste ano foram ofertadas 243.888 bolsas de estudo em 1.239 instituições particulares de ensino. Do total de bolsas, 116.813 eram integrais e 127.075 parciais, de 50% do valor das mensalidades. (Com informações da Agência Brasil)

Estudantes têm até hoje para se inscrever no Enem 2019

Domingos Matos, 17/05/2019 | 07:09

Hoje (17) é o último dia para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As inscrições podem ser feitas pela internet, na Página do Participante, até as 23h59.

A dica do Ministério da Educação é não deixar para se inscrever na última hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos.

Também termina hoje o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira. No dia 22 será divulgado o resultado do pedido de atendimento especializado e específico.

Taxa de Inscrição

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção deve fazer o pagamento, até o dia 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e Correios.

Provas

O Enem será aplicado em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas serão divulgados até o dia 13 de novembro. O resultado sairá em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Enem já tem 5 milhões de inscritos

Domingos Matos, 16/05/2019 | 14:31

Cinco milhões de estudantes se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de acordo como Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até as 11h40 de hoje (16). As inscrições terminam amanhã (17), às 23h59, no horário de Brasília, e devem ser ser feitas pela internet, na Página do Participante.

Uma dica, de acordo com o Inep, é não deixar para se inscrever em cima da hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos. 

O exame custa R$ 85 neste ano. O pagamento deve ser feito até o dia 23 de maio. De acordo com o Inep, do total de inscritos até o momento, 53% tiveram a isenção aprovada. Para receber a isenção, os participantes que atendiam aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC) tiveram que solicitar o não pagamento. Para participar do exame, esses candidatos devem também fazer a inscrição até amanhã.   

Inscrições pelo celular 

Neste ano, os participantes estão usando mais o celular e o tablet para fazer a inscrição no Enem. De acordo com o Inep, até ontem (15), cerca de 60% dos candidatos haviam feito a inscrição por esse meio. Em 2018, apenas 30% do total de inscritos usaram as plataformas móveis. 

Enem 2019

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). * Com informações da Agência Brasil

 

Mais de 3,6 milhões de estudantes pediram isenção da taxa do Enem 2019

Domingos Matos, 12/04/2019 | 13:38

Ao todo, 3.687.527 estudantes solicitaram a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, de acordo com balanço divulgado hoje (12) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O resultado final, ou seja, se os pedidos foram aceitos ou não, será divulgado no dia 17 de abril, na Página do Participante. 

Também no dia 17 será divulgado o resultado das justificativas dos estudantes que não pagaram o Enem 2018 e que, por algum motivo, faltaram às provas. Para pedirem isenção novamente este ano, esses estudantes tiveram que apresentar uma justificativa da ausência. 

Para consultar o resultado, será necessário informar o CPF e senha criada na hora de fazer a solicitação. O prazo para pedir a isenção da taxa do Enem terminou na última quarta-feira (10). A taxa de inscrição deste ano é R$ 85.

Os estudantes que não tiverem a solicitação aceita poderão entrar com recurso, no período de 22 a 26 de abril, também na na Página do Participante. O resultado do recurso será divulgado, no mesmo endereço, a partir de 2 de maio.

Para participar do exame, os estudantes, com ou sem isenção da taxa, devem fazer a inscrição no período de 6 a 17 de maio.

Estudantes isentos 

Têm direito à isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio em 2019 em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, o que, em valores de 2019, equivale a R$ 1.497.

São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 499), ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 2.994).

Enem 2019

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado, conforme o edital, em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). - Com informações da Agência Brasil

Vagas remanescentes Prouni: prazo para não matriculados termina nesta sexta

Domingos Matos, 29/03/2019 | 08:09

Estudantes que não estão no ensino superior, mas almejam uma vaga com bolsa de estudo do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até esta sexta-feira (29), para concorrer às bolsas remanescentes do Prouni referente ao primeiro semestre de 2019. Para participar do processo seletivo é preciso ter feito alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtido nota igual ou superior a 450 pontos, maior que zero na redação e se enquadrar nos demais critérios do programa. As inscrições estão abertas desde a terça, 26.

Professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de pessoal permanente da instituição pública também podem se candidatar para cursos na modalidade licenciatura. O prazo para os candidatos já matriculados na faculdade segue até 30 de abril. Mais detalhes podem ser conferidos no edital.

 

Prouni 2019 abre inscrições para número recorde de bolsas de estudos

Domingos Matos, 31/01/2019 | 10:07

A edição do primeiro semestre de 2019 do Programa Universidade para Todos (Prouni) abriu na madrugada desta quinta-feira (31) o período de inscrições para candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 concorrerem a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas do Brasil.

Para se candidatar às bolsas é necessário acessar o site do programa. As inscrições terminam às 23h59 deste domingo (3).

Nesta edição, são oferecidas 243.888 bolsas de estudo, um recorde histórico desde o início do programa, em 2005, segundo o Ministério da Educação. Desse total, 116.813 são bolsas integrais e 127.075 são parciais, distribuídas em 1.239 instituições de educação superior de todo o país.

O MEC decidiu alterar as datas de inscrições do Sisu, Prouni e Fies depois de instabilidades no sistema do Sisu 2019. Antes, o prazo final estava previsto para 01/02. Agora, a inscrição estará disponível até às 23h59 do dia 03 de fevereiro. (Com informações do G1)

Resultado do Enem será divulgado nesta sexta-feira às 10h

Domingos Matos, 17/01/2019 | 18:01

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 serão disponibilizados nesta sexta-feira (18), às 10h. O horário foi confirmado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

As notas individuais poderão ser acessadas pela Página do Participante ou pelo aplicativo Enem 2018. É preciso informar CPF e senha.

O Inep também divulgará os resultados gerais, com a proficiência média das quatro áreas de conhecimento e da redação, no portal da autarquia.

O Enem foi aplicado nos dias 4 e 11 de novembro de 2018. Desde o dia 14 de novembro, estão disponíveis as provas e os gabaritos oficiais.  Também estão disponíveis vídeos com os enunciados e as opções de respostas da videoprova em língua brasileira de sinais (Libras).

O Inep divulgará, no dia 18 de março, o espelho da redação, ou seja, detalhes da correção dessa prova. Isso é feito após os processos seletivos dos programas federais. A correção tem função apenas pedagógica e não é possível interpor recurso.

A nota dos treineiros, aqueles que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram a prova apenas para testar os conhecimentos, também será divulgada no dia 18 de março.

Com o Enem, os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). - Com informações da Agência Brasil

 

Baiana de Macaúbas - quem é a estudante que viralizou com discurso em formatura na PUC-SP

Domingos Matos, 20/02/2018 | 11:55
Editado em 20/02/2018 | 11:59

Publicado na Nova Escola

Diante de um auditório lotado no Citibank Hall, gigantesca casa de shows da capital paulista, uma aluna de uma das graduações mais tradicionais do país toma o microfone para um discurso duro. “Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica”.

Ela falava em nome dos alunos bolsistas do curso de direito da PUC-SP, em que as mensalidades são de 3.130 reais. “Somos moradores de periferia, pretos, descendentes de nordestinos e estudantes de escola pública”, enumerou. Descrevendo uma experiência de solidão e preconceito, a oradora apontava as dificuldades do convívio com alunos e professores de uma outra classe social:

“Resistimos às piadas sobre pobres, às críticas sobre as esmolas que o governo nos dá. À falta de inglês fluente, de roupa social e linguajar rebuscado. Resistimos aos desabafos dos colegas sobre suas empregadas domésticas e seus porteiros. Mal sabiam que esses profissionais eram, na verdade, nossos pais.”

Migrante e filha da escola pública

A fala, aplaudida de pé, viralizou em áudio e vídeo nas redes sociais. NOVA ESCOLA conversou com exclusividade com a autora do discurso. Seu nome é Michele Maria Batista Alves, de 23 anos. Natural de Macaúbas, cidade de 50 mil habitantes no centro-sul baiano, ela é uma dos milhares de estudantes de classe popular que chegaram à faculdade a partir da criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2004. É também um exemplo das dificuldades dessa trajetória.

Filha de mãe solteira, criada com a ajuda do avô, Michele veio para São Paulo aos 12 anos, para tratar de uma depressão. Sua família se estabeleceu numa casa alugada em Itapevi, cidade da Grande São Paulo onde mora até hoje, e de onde leva duas horas para ir e voltar ao centro da capital. A intenção inicial era regressar à Bahia, mas dois anos depois a descoberta de um tumor no pescoço adiou indefinidamente os planos. “Hoje estou curadíssima, mas por causa da doença fomos ficando. Minha mãe trabalhava de doméstica e eu comecei a ajudar no Ensino Médio como monitora numa escola infantil”, conta.

Sua história na Educação Básica foi toda em escola pública. “Estudei numa escola estadual perto de casa. Tive professores bons, mas a estrutura dificultava. Faltava água sempre, não tinha como ir ao banheiro, as classes eram lotadas e havia brigas. Eu sentia o quanto era difícil lecionar ali”, lembra ela, que diz nunca ter tido uma aula de Química – a professora só existia no papel, mas nunca apareceu. “Por tudo isso, acho muito difícil um aluno de escola pública entrar direto na faculdade.”

“Percebi que era pobre”

Ela própria teve de fazer cursinho. Duas vezes, a primeira delas num comunitário. “Foi uma experiência fundamental”, conta. “Tive vários professores de origem popular que me mostraram a diferença entre classes. Era a primeira vez que eu me reconhecia como pobre.”

A segunda foi no ingresso na PUC-SP. “Não tinha ninguém do meu círculo social. Não tinha recepção para bolsistas”, diz. No primeiro dia, uma menina contava animadamente sobre a viagem de férias à Europa. No terceiro, uma professora fez um comentário sobre métodos de estudos que deveriam ser evitados porque até a filha da empregada dela estudava assim. O impacto virou trecho do discurso:

“Naquele dia, soube que a faculdade não era para mim. Liguei para a minha mãe, que é doméstica, e disse que queria desistir. Ela me fez enxergar o quanto precisava resistir àquela situação e mostrar o quanto eu era capaz de obter aquele diploma”.

Espelho da realidade

Professores da PUC confirmam a situação narrada por Michele. “Ouvi de alguns bolsistas que a maior dificuldade não era preencher as lacunas de formação, mas conviver com a discriminação por parte de colegas”, diz Leonardo Sakamoto, professor do curso de jornalismo. “Se a PUC tivesse mais estudantes como eles, faria mais diferença do que faz hoje. Alguns dos meus melhores alunos foram bolsistas.”

“Os alunos beneficiários de bolsas são os mais dedicados, pois vêem no diploma da PUC a única chance de fugir de um destino cruel, previamente estabelecido”, confirma Adalton Diniz, professor do curso de Ciências Econômicas, que compara sua própria trajetória com o cenário atual. “Nasci no Jardim São Luiz, na periferia de São Paulo, fui operário metalúrgico e filho de uma dona de casa e um trabalhador que apenas completou o ensino primário. Estudei na PUC nos anos 1980 e não me recordo de ter enfrentado, de modo significativo, resistência, preconceito e hostilidade. Creio que a sociedade brasileira era mais generosa na época.”

Michele Alves seguiu em frente, mas não sem dificuldades. Passou os seis primeiros meses sem falar com ninguém. “Também por minha conta, porque antes eu era mais radical, mais intolerante. Acho que a gente tem de ser radical, mas não radical cego. Isso eu só aprendi depois, ao perceber como as pessoas me enxergavam e como eu poderia me aproximar delas. Aos poucos, fui criando métodos para dialogar com quem era diferente de mim. Ficar sem falar é muito ruim.”

Choro, apreensão – e aplausos

O episódio do discurso nasceu dessa espécie de diálogo radical. Com colegas, Michele fundou um grupo para discutir a situação dos bolsistas na PUC. A formatura se tornou uma pauta importante, porque o custo da colação de grau e do baile – na casa dos 6 mil reais – era proibitivo. Uma negociação com a comissão do evento garantiu quatro ingressos para cada bolsista e o direito do grupo a ter um orador.

Michele foi a escolhida. “Fiz o texto numa única noite. Chorei muito. É um relato carregado de histórias não só minhas, mas de todos os bolsistas, que eu revivia conforme ia escrevendo. Ensaiei 12 vezes e só na última consegui ler sem chorar”, conta.

Chegou o 15 de fevereiro, data da colação, e Michele aguardava sua vez de subir ao palco. O orador oficial fez um discurso leve, contando ‘causos’ do curso e arrancando risadas da plateia. Michele gelou. “Pensei: ‘e agora, como vai ser? Vou vir com um tapa na cara, agressivo, não sei como vão reagir’”. De cima do palco, tentou procurar a família – cunhado, uma amiga do Chile, três colegas de trabalho e a mãe, aniversariante da noite. Não viu ninguém. Leu tudo de um fôlego só.

Ao terminar, ainda meio atordoada, correu de volta para seu assento. “Achei estranho meus colegas se levantando. Depois entendi. Estavam me aplaudindo”, diz ela, contente também com a repercussão de sua fala nas redes sociais. “É uma vitória saber que minha reflexão está chegando a lugares que antes não debatiam esse assunto. Quem sabe cause algum impacto na vida dos bolsistas que virão depois de mim.”

Após bom desempenho no Enem, internos do Conjunto Penal de Itabuna participam do Sisu

Domingos Matos, 24/01/2018 | 21:36

Mais uma vez, candidatos custodiados no Conjunto Penal de Itabuna que concorreram a uma vaga no ensino superior por meio do Enem, obtiveram um bom desempenho nas provas, o que os credencia a pleitear a matrícula pelos instrumentos de seleção, como Sisu e Prouni. A inscrição dos candidatos que possuem boas chances nos dois sistemas de seleção já foi requerida pelo setor de Educação do CPI, após autorização da direção do presídio.

Não é a primeira vez que internos do Conjunto Penal de Itabuna vivem a expectativa de cursar o ensino superior. Em 2017, três foram matriculados e autorizados a estudar em uma instituição de nível superior, justamente por meio da aprovação (bom desempenho) nas provas do Enem.

De acordo com o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome, a Educação é um poderoso instrumento de ressocialização, daí a importância que a direção, junto com a empresa Socializa, que administra o presídio em regime de cogestão com o Estado, dispensam a essa ferramenta.

“Essa é uma demonstração de que sistema penitenciário baiano dá respostas e mostra que, com o esforço de todos, bons resultados na ressocialização são perfeitamente possíveis, como temos visto em Itabuna. Em 2017 matriculamos três internos em cursos de grande concorrência na região”, observa o diretor do CPI, capitão PM Adriano Valério Jácome.

Preparação

As provas do Enem foram aplicadas no mês de novembro (dias 12 e 13). Antes disso, o setor de Educação preparou um “Aulão do Enem”, em que foram abordadas preocupações comuns a todos os candidatos, especialmente atenção ao estilo dos enunciados, cuidados com a compreensão das questões etc.

Os candidatos ainda contaram com apoio psicológico, prestado pelo psicólogo Alessandro Peixoto, do próprio CPI. As dúvidas pedagógicas foram trabalhadas por professores que atuam nas escolas que funcionam na unidade.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 07/08/2011 | 19:09
Editado em 08/08/2011 | 10:47

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Existindo...

No próximo dia 21 este DE RODAPÉS E DE ACHADOS completa um ano de existência neste aguerrido O TROMBONE. Naquela oportunidade situávamo-nos no rodapear e no achar por entender que descobríamos um filão não tão explorado, tanto que nosso “editorial”, curto e grosso/objetivo, expressava a inspiração/motivo, a razão e a filosofia do espaço: “No correr destes dias alguns fatos trazidos a lume dispensam comentário mais apurado. Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além”.

... e lembrando

rodaDestacamos na semana de estreia: Ederivaldo “Bené” Benedito impedido de exercer a atividade jornalística no Hospital de Base, quando gravava programa para a TVI, o que justificou o rodapé “Rabo preso”. Estranhamos “Polícia prendendo polícia”, e acompanhamos a inauguração em Itabuna do comitê político de Lídice e Pinheiro em “Quem tem os olhos fundos começa a chorar mais cedo”, aventando no rodapear a possibilidade do então imbatível César Borges tornar-se “cavalo paraguaio” na corrida para o Senado.

Para a posteridade aquela foto (rep. à esq.) franciscana do secretário Jorge Solla, “reunido em Itaici” quando discutia por estas bandas a situação do HBLEM.

Pontuamos a pérola de Eduardo Anunciação “Dilma Rousseff, subindo a serra” e aquela “briga de foice no escuro” que vitimava a porta da sala da presidência da Câmara Municipal de Itabuna, em “Porta pede proteção”.

Não há de puxar brasa para nossa sardinha, mas reler DE RODAPÉS E DE ACHADOS pode avivar a memória recente.

Vencer com quem cara-pálida?

A sucessão municipal em Ilhéus e Itabuna em muito interessa ao Governador Jaques Wagner, que pretende vencer nos dois municípios – nos diz confiável interlocutor petista. Como os tempos da esquerda são outros, e a considerar que o próprio governador pretende renunciar a uma candidatura a senador em 2014 para fazer valer os acordos celebrados com os aliados que conquistou (leia-se, carlismo adesista), não sabemos se o real significado da expressão “vencer” diz respeito a sê-lo com o PT.

Como ganhar com o “carlismo” parece ser o conceito de Wagner, não à toa Geraldo Simões se torna um “autêntico” do PT contemporâneo, ao trilhar os “caminhos de Compostela” que o levam ao santuário Fernando Gomes.

Cooperação

A propósito de rodapé publicado na edição passada (Cooperação) dando conta de um informe publicitário da EMASA na página 6 da edição do Diário Bahia de terça 26 “Aditivo de Contratos”, de 12 contratos de locação de veículos celebrados com a Cooperativa Regional dos Proprietários de Veículos Alugados, que não apresentavam nenhuma referência a valores, a empresa corrigiu a omissão.

Na próxima edição debulharemos os valores. Ainda que permaneçam em nós as dúvidas sobre a singular cooperação.

Lição

Para Artur Bernardes, quem exerce poder não vende nada, não compra nada, não aceita nada. Não se compra nada, porque querem cobrar menos do que vale. Não se vende nada, porque querem pagar mais. Não se aceita nada por razões óbvias.

Os políticos da atualidade, em quase a totalidade, tornaram-se “caixeiros” dos balcões de negócios. E muita gente boa gostando. Apartamentos milionários, “presenteados” naquela forma de comprar excusada por Bernardes.

Pesquisa interessante

Para nossos leitores/observadores recomendamos uma boa atividade: comparar as posses de políticos próximos para averiguar, a partir da sua evolução patrimonial, quem lê na cartilha de Artur Bernardes.

Para eles (políticos) destinaremos o prêmio “nem tudo está perdido”.

Antecipamos

Como havíamos dito, o PSD em Itororó estava em mãos de Edineu Oliveira. Através de Gilton Alves, nome mais leve e sem problemas na Justiça.

Tudo sinalizado neste espaço em “Itororó” e “Paulo Magalhães e o PSD”, de 29 de maio e 12 de junho.

Jobim: uma página virada

jobimO desafio de Nelson Jobim nos remete apenas a duas conclusões: insensatez ou Quixote de uma ala que enfrenta o governo sem argumentos que convençam a população. Jogando para a imprensa comprometida com as elites o ex Ministro da Defesa pavimentou os últimos trechos de sua estrada no desrespeito a quem o escolhera para assessor. Covarde se tornou – se não concordava com o que vivia – ao não pedir exoneração, permanecendo nele como um vil quinta-coluna, ou, em expressão mais amena, um “infiltrado”.

Se a sua biografia já se fizera manchada por haver manipulado a Carta da República quando de sua elaboração – ao inserir no texto o que não fora discutido para beneficiar o sistema financeiro – e não bastasse a saída não tão honrosa da Suprema Corte do país, investe no papel de jacobino a serviço da direita.

Enem

A matéria de Roger Sarmento para a TV Santa Cruz a propósito da adoção da avaliação do ENEM para 50% das vagas da UESC, deixou lições. De alguns, na defesa pura e simples de interesses, vinculados às escolas privadas, que têm o vestibular como instrumento de faturamento comercial. Que fazem transparecer a idéia de que o aluno de certos cursinhos tem vaga garantida na universidade.

De outros, a ausência de conhecimento da matéria, mais reproduzindo os interesses de uma elite à qual não interessa que os menos favorecidos tenham acesso à graduação. É a turma do contra – o ENEM, o PROUNI, as cotas etc.

Opiniões como a de que o número de vagas se reduziria para a região só para quem desconhece a realidade uesquiana, para onde acorrem alunos de todo o país (já tivemos, particularmente, alunos de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais etc.).

Muito triste foi ouvir de alunos das escolas públicas revelações como a de que o sistema não interessava, porque a “pública” de outros estados levaria a melhor sobre a baiana.

Lucidez

Dentre os entrevistados das escolas privadas, a lucidez do professor Edmundo Dourado fez refletir a realidade. Disse o professor que até o momento de pleno aproveitamento do exame do ENEM as escolas terão que se adaptar ao novo processo, o que significa, inclusive, reordenar o atual projeto pedagógico – que está voltado, como sabemos, para preparar máquinas para o funil do vestibular.

Lúcido!

Leituras para a moralidade baiana

A propósito dos rodapés “Haikai I” e “Haikai II”, “Estranha Moralização” e “Por essas e outras...” (DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 24 de julho), quando denunciamos a esdrúxula atuação do Estado da Bahia quanto à participação de servidores em projetos culturais custeados pelo governo, remetidos ao limbo da expressão das idéias ao serem impedidos de participar de eventos tais, recebemos de Gustavo Felicíssimo (autor de projeto) a seguinte observação, que a se materializar, demonstra que a “moralização” pretendida não envolve parentes de políticos da base do governo:

“Adylson, a sensação de ganhar, depois de passar por duas diligências e não levar é frustrante. A impressão que tenho é que fomos sabotados pela FPC, pois os sócios da P55, editora concorrente que também teve seu projeto aprovado é de propriedade de filhos de Claudius Portugal, servidor público, irmão de Alice Portugal. Esses aí, com certeza, receberão o valor do edital”.

Trocando em miúdos: “aos parentes até segundo grau, bem como cônjuges e companheiros...” de servidores (Lei Estadual 9.431/2005, art. 14, IV e § 1º) tudo é negado; aos de políticos tudo é permitido.

Com a palavra, para as devidas explicações, a Fundação Pedro Calmon. Na letra fria da lei moral.

Golpe

Não pode ser posto em dúvida que Geraldo busca apoios em todas as vertentes. Seguindo a atual cartilha do PT (que o diga o Governador Wagner que admite romper com uma tradição – governador candidato a senador – para não faltar aos compromissos) GS não incorre em “infidelidade”. Mas tão somente envereda como aprendiz de diretor de um filme de terror antes inimaginável. Mas, como à produção cinematográfica, o que interessa é a bilheteria.

Assim, ao não anunciar ou mesmo insinuar a retomada das obras do Centro de Convenções, o governador coloca na geladeira um trunfo de Geraldo Simões para cooptar Fernando Gomes.

No fundo, no fundo, por incrível que pareça, a continuidade das obras do Centro de Convenções passa por Geraldo Simões.

Se sair candidato a prefeito.

“À espera de um milagre”

frankComo compensação, vislumbra o deputado, pelo menos conseguir dissidentes de Fernando para compensar os do PT que bandearam de sua orientação. A eleição de 2010 não sinalizou a possibilidade. Mas, como todo santo ajuda, quem sabe o milagre ocorreria?

Na dúvida trará o diretor francês Frank Darabont, do grande “The Green mile” (1999), para coordenar a campanha.

Cartas na mesa I

Geraldo afirma que Juçara é a candidata do PT para 2012. Óbvio que a peremptória afirmação contraria uma gama de vertentes, do Governador a escalões do PT local. Sabe ele que tem plena liberdade para decidir pela candidatura da esposa. Sabe-o também que não encontrará uma resposta de apoios como a que ele candidato encabeçaria.

No momento em que escrevemos tem consciência de que não encontrará respaldo de alguns tradicionais aliados em campanhas passadas. Como o tem de que alguns destes aliados desejam esfolar sua base que escasseia no âmbito de cargos, por ele antes inteiramente dominada em postos-chave.

Cartas na mesa II

Sabe, por fim, Geraldo Simões que a cartada que joga pode ser decisiva para seu futuro político, com repercussões bastante distintas daquela que pôs na mesa no processo de reeleição.

Ainda que tributemos sua derrota em 2004 à fraude eleitoral e à grande contribuição do “PT do tapetão” – um especial fogo amigo – naquela oportunidade GS se via acossado por muitos dos aliados de 2000, alguns dos quais se desvencilhara para não sucumbir à exigências que entendia descabidas e altamente pretensiosas.

Jogou e perdeu. Mas isso não impediu de alçar vôos a partir da CODEBA e da Secretaria de Agricultura. Hoje não tem CODEBA nem SEAGRI.

Só a sua ousadia. Ou, teimosia.

Privilegiado

Fernando Gomes, na arquibancada da sucessão, assiste o desenrolar dos fatos. Cômoda circunstância de procurado, paparicado, de peça que pode decidir os rumos em 2012.

Observado atentamente por correligionários e adversários, pode assumir candidatura, que afetaria diretamente a reeleição de Azevedo e abrir caminho para a eleição de Juçara. Este o objetivo secundário – não tão secundário assim – de Geraldo Simões ao ensaiar aproximação com o arquiinimigo.

Ao não anunciar a continuidade das obras do Centro de Convenções Wagner sela a sorte de Geraldo naquilo que prometera a Fernando. Esta a única moeda de que dispunha GS: atender aos interesses de FG.

Quando nada a aliança possibilitaria a Fernando assumir posição de indiferença no processo, deixando-se ficar em Vitória da Conquista e liberando aliados estratégicos para trabalhar em favor dos interesses de Geraldo.

Reação

Aliados, no entanto, estrilaram. Sabendo que poderiam não encontrar espaço com Geraldo. Foram ajudados por Wagner, até agora. Que pode mudar de idéia, caso GS assuma a candidatura. Quando não lavará as mãos.

Geraldo vai ter que buscar o “compadre” Lula.

Ubaldo

Justificadamente empolgado (o “melhores dias virão” daquele outdoor fala mais que qualquer rodapear), Ubaldo Dantas se faz no páreo tantas eleições depois, como nome para encabeçar a majoritária local. Mas, tudo depende de Geddel Vieira Lima. Que o tem, provavelmente, como a segunda opção.

Para Geddel, a primeira é Fernando Gomes(?), de quem diz ter ressentimentos.

Uma aliança com um outro nome pode ser a melhor opção. Ubaldo como vice(?) Com chances de vitória.

Itororó

Considerando o amor que tem pelo torrão natal vinculamos Nando Luz à terra da carne de sol, em que pese o texto a ele se referir. Trata-se de um dedicado e estudioso da música, aliado de nomes como Toni Garrido, Chico César e Jorge Mautner, que diz dele: “A música de Nando Luz irradia a beleza característica de sua terra natal que é a Bahia. O som vai fluindo pelo ar e é uma mistura de ritmos, feitiços, encantamentos e doçuras fabricados pela sua alquimia interior. São várias paisagens feitas de música, de emoção, de poesia e a sensação que se tem ao ouvi-las é querer mais, muito mais". Melhor amostra do seu trabalho não pode existir.

No momento se apresenta pelo Brasil com “Madonna mudaria minha vida”, e seu próximo trabalho já tem nome: “Mautnerianas”, com canções de Jorge Mautner, a partir de novembro.

Itororó

Em que pese contratar duplas sertanejas e quejandos que nada têm a ver com a realidade junina e abrir espaço para as mais estranhas apresentações em tempo de Festsol, Itororó não lembra de seu filho Nando Luz.

Uma tristeza.

Dois momentos de um ícone

Ney Matogrosso completou 70 anos no primeiro de agosto. Trazemos “O vira”, para nós a melhor marca de Ney no plano da tessitura vocal, e um duo com Ângela Maria, em Babalu.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoZélia Lessa, a dedicada mestra de tantas gerações, voz e destino do Coral Cantores de Orfeu, recebia as homenagens de expressões diversas na manhã abecedarina, quando o cliente lembrou:

– O Coral já completou 56 anos.

Cabôco não dispensou a oportunidade:

– Aí não é mais coral, Cabôco, mas cascavel. E explicou:

– Tá contando os anos pelos anéis do chocalho.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Baiana de Macaúbas - quem é a estudante que viralizou com discurso em formatura na PUC-SP

Domingos Matos, 20/02/2011 | 00:00
Editado em 20/02/2018 | 11:56

Publicado na Nova Escola

Diante de um auditório lotado no Citibank Hall, gigantesca casa de shows da capital paulista, uma aluna de uma das graduações mais tradicionais do país toma o microfone para um discurso duro. “Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica”.

Ela falava em nome dos alunos bolsistas do curso de direito da PUC-SP, em que as mensalidades são de 3.130 reais. “Somos moradores de periferia, pretos, descendentes de nordestinos e estudantes de escola pública”, enumerou. Descrevendo uma experiência de solidão e preconceito, a oradora apontava as dificuldades do convívio com alunos e professores de uma outra classe social:

“Resistimos às piadas sobre pobres, às críticas sobre as esmolas que o governo nos dá. À falta de inglês fluente, de roupa social e linguajar rebuscado. Resistimos aos desabafos dos colegas sobre suas empregadas domésticas e seus porteiros. Mal sabiam que esses profissionais eram, na verdade, nossos pais.”

Migrante e filha da escola pública

A fala, aplaudida de pé, viralizou em áudio e vídeo nas redes sociais. NOVA ESCOLA conversou com exclusividade com a autora do discurso. Seu nome é Michele Maria Batista Alves, de 23 anos. Natural de Macaúbas, cidade de 50 mil habitantes no centro-sul baiano, ela é uma dos milhares de estudantes de classe popular que chegaram à faculdade a partir da criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2004. É também um exemplo das dificuldades dessa trajetória.

Filha de mãe solteira, criada com a ajuda do avô, Michele veio para São Paulo aos 12 anos, para tratar de uma depressão. Sua família se estabeleceu numa casa alugada em Itapevi, cidade da Grande São Paulo onde mora até hoje, e de onde leva duas horas para ir e voltar ao centro da capital. A intenção inicial era regressar à Bahia, mas dois anos depois a descoberta de um tumor no pescoço adiou indefinidamente os planos. “Hoje estou curadíssima, mas por causa da doença fomos ficando. Minha mãe trabalhava de doméstica e eu comecei a ajudar no Ensino Médio como monitora numa escola infantil”, conta.

Sua história na Educação Básica foi toda em escola pública. “Estudei numa escola estadual perto de casa. Tive professores bons, mas a estrutura dificultava. Faltava água sempre, não tinha como ir ao banheiro, as classes eram lotadas e havia brigas. Eu sentia o quanto era difícil lecionar ali”, lembra ela, que diz nunca ter tido uma aula de Química – a professora só existia no papel, mas nunca apareceu. “Por tudo isso, acho muito difícil um aluno de escola pública entrar direto na faculdade.”

“Percebi que era pobre”

Ela própria teve de fazer cursinho. Duas vezes, a primeira delas num comunitário. “Foi uma experiência fundamental”, conta. “Tive vários professores de origem popular que me mostraram a diferença entre classes. Era a primeira vez que eu me reconhecia como pobre.”

A segunda foi no ingresso na PUC-SP. “Não tinha ninguém do meu círculo social. Não tinha recepção para bolsistas”, diz. No primeiro dia, uma menina contava animadamente sobre a viagem de férias à Europa. No terceiro, uma professora fez um comentário sobre métodos de estudos que deveriam ser evitados porque até a filha da empregada dela estudava assim. O impacto virou trecho do discurso:

“Naquele dia, soube que a faculdade não era para mim. Liguei para a minha mãe, que é doméstica, e disse que queria desistir. Ela me fez enxergar o quanto precisava resistir àquela situação e mostrar o quanto eu era capaz de obter aquele diploma”.

Espelho da realidade

Professores da PUC confirmam a situação narrada por Michele. “Ouvi de alguns bolsistas que a maior dificuldade não era preencher as lacunas de formação, mas conviver com a discriminação por parte de colegas”, diz Leonardo Sakamoto, professor do curso de jornalismo. “Se a PUC tivesse mais estudantes como eles, faria mais diferença do que faz hoje. Alguns dos meus melhores alunos foram bolsistas.”

“Os alunos beneficiários de bolsas são os mais dedicados, pois vêem no diploma da PUC a única chance de fugir de um destino cruel, previamente estabelecido”, confirma Adalton Diniz, professor do curso de Ciências Econômicas, que compara sua própria trajetória com o cenário atual. “Nasci no Jardim São Luiz, na periferia de São Paulo, fui operário metalúrgico e filho de uma dona de casa e um trabalhador que apenas completou o ensino primário. Estudei na PUC nos anos 1980 e não me recordo de ter enfrentado, de modo significativo, resistência, preconceito e hostilidade. Creio que a sociedade brasileira era mais generosa na época.”

Michele Alves seguiu em frente, mas não sem dificuldades. Passou os seis primeiros meses sem falar com ninguém. “Também por minha conta, porque antes eu era mais radical, mais intolerante. Acho que a gente tem de ser radical, mas não radical cego. Isso eu só aprendi depois, ao perceber como as pessoas me enxergavam e como eu poderia me aproximar delas. Aos poucos, fui criando métodos para dialogar com quem era diferente de mim. Ficar sem falar é muito ruim.”

Choro, apreensão – e aplausos

O episódio do discurso nasceu dessa espécie de diálogo radical. Com colegas, Michele fundou um grupo para discutir a situação dos bolsistas na PUC. A formatura se tornou uma pauta importante, porque o custo da colação de grau e do baile – na casa dos 6 mil reais – era proibitivo. Uma negociação com a comissão do evento garantiu quatro ingressos para cada bolsista e o direito do grupo a ter um orador.

Michele foi a escolhida. “Fiz o texto numa única noite. Chorei muito. É um relato carregado de histórias não só minhas, mas de todos os bolsistas, que eu revivia conforme ia escrevendo. Ensaiei 12 vezes e só na última consegui ler sem chorar”, conta.

Chegou o 15 de fevereiro, data da colação, e Michele aguardava sua vez de subir ao palco. O orador oficial fez um discurso leve, contando ‘causos’ do curso e arrancando risadas da plateia. Michele gelou. “Pensei: ‘e agora, como vai ser? Vou vir com um tapa na cara, agressivo, não sei como vão reagir’”. De cima do palco, tentou procurar a família – cunhado, uma amiga do Chile, três colegas de trabalho e a mãe, aniversariante da noite. Não viu ninguém. Leu tudo de um fôlego só.

Ao terminar, ainda meio atordoada, correu de volta para seu assento. “Achei estranho meus colegas se levantando. Depois entendi. Estavam me aplaudindo”, diz ela, contente também com a repercussão de sua fala nas redes sociais. “É uma vitória saber que minha reflexão está chegando a lugares que antes não debatiam esse assunto. Quem sabe cause algum impacto na vida dos bolsistas que virão depois de mim.”

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 14/11/2010 | 11:54
Editado em 15/11/2010 | 16:26

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Festas cívicas I

Vem-nos um passado distante. Não aquele decorrente da inexorabilidade que nesta dimensão conflita espaço-tempo. Os anos são alguns, muitos para curta existência.

E nos vimos desfilando, calça azul-marinho e camisa branca, pelas ruas da província para enaltecer a República, cantando seu hino. Recitávamos poemas, fazíamos discursos. Quando alcançamos o ginásio, nos idos de 1960, aprendemos a solfejá-lo, como conteúdo da disciplina Canto Orfeônico. Em outras datas o Hino ao Dois de Julho, o da Independência, o da Bandeira etc.

E nos víamos, como parte viva deste País, no hinário que expressávamos com alegria.  

Festas cívicas II

Defendemos a necessidade da unidade nacional. Esquecemos que não se pode nela pensar sem história, sem memória, sem a música hinária que nos fazia orgulhosos de ser brasileiros.

Hoje pouco sabemos de nossa História, ainda que aquela capenga oriunda da literatura oficial. Mais nos debruçamos sobre o importado. Até o Hino Nacional muitos cantam em outro andamento, como se fora o americano. Aliás, nossos Saci, Boitatá, Curupira perdem espaço para o Halloween.

Onde a luz, onde a escola?

Da mesquinhez ao aprendizado

A gana das redes de televisão, acentuadamente a Globo, por tornar fatos menores em tragédia ocorreu com o modo de tratar o problema que envolveu cerca de 0,003% de candidatos que prestaram exame para o ENEM. Menos que a previsível circunstância (exames para OAB, para vestibulares e concursos vários tem padecido de idêntica mácula) o fato foi transformado em ação deletéria do Governo Federal, capaz de detonar toda uma política oficial de inserção de parte da população no universo da graduação.

Não fora a entrevista concedida (ver vídeo) pelo Ministro da Educação Haddad e não saberíamos muita coisa. Que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU – tornado cavalo de batalha pelo PiG (Partido da Imprensa Golpista, como o diz Paulo Henrique Amorim) – dispõe de duas vertentes para análise da Educação, uma que avalia dez anos anteriores e outra o último decênio. Desta forma o avanço de 3 pontos conseguido pelo Brasil adquire mais méritos, o que a grande imprensa – secundada por nanicos a fora – não quer enxergar.

No fundo, tivemos oportunidade, com a entrevista do Ministro ao Bom dia Brasil de terça-feira 9, de descobrir atabalhoados entrevistadores invadindo seara que demonstraram desconhecer, emudecidos diante do desafio para um debate com quem entenda de educação.

E vamos aprendendo que não ver a Globo pode contribuir para uma melhor informação.

Luta necessária

Construir a identidade nacional sem desconstituir o amálgama das diversas identidades culturais que existem no Brasil são lições e sonhos de Darcy Ribeiro, Manoel Bonfim, Caio Prado, Joaquim Nabuco, Sérgio Buarque de Holanda à espera de ações concretas da sociedade e através do governo federal nas políticas de Estado.

A maioria das redes de televisão e rádio centralizadas no Sudeste têm pouco contribuído para essa construção. Buscam o controle hegemônico para submeter os vários e variados brasis ao Brasil pensado sob a ótica do sudeste. Ou paulista particularmente.

Não à toa que saímos de uma eleição que adquiriu foros segregacionistas. A não aceitação de resultados por um punhado de expressões que têm muito mais a pretensão à submissão alheia que do desenvolvimento de todos demonstra a existência ainda de uma casa-grande ensaiando aflorar quando a senzala há muito despertou e descobriu a sua força.

Diferentemente daquela, não para subjugar, mas para participar.

Preconceito

Vemos por trás do massacre ao ENEM, inclusive com o que temos como precipitada decisão judicial que suspendia o certame e a publicação dos resultados, uma vitória de setores privilegiados (a elite branca, de Cláudio Lembo) que imaginam que os menos aquinhoados estão fadados a permanecer como reserva de mão de obra.

E que alcançar a universidade é coisa somente para privilegiados que possam ingressar em cursos preparatórios.

Naturalmente particulares!

Em defesa do ENEM

enemA sociedade precisa organizar-se para enfrentar os que trabalham contra conquistas alcançadas pelo povo. O ENEM, ao possibilitar ingresso na Universidade Pública sem carecer de “cursinhos” particulares, incomoda a indústria que fatura com educação.

A quem interessa cercear o ingresso de alunos em universidades públicas? Essa a resposta que a minoria não quer oferecer. A anulação de provas atenderia interesses desta minoria, que vive de fomentar a indústria do vestibular, de cursinhos etc., sem compromissos além da certificação

Vincular o ENEM ao PROUNI, por exemplo, incomoda muita gente. Eis um dos “xx” da questão.

Omissão

As grandes redes de televisão esconderam da sociedade o seminário internacional, em solo brasileiro, voltado para discutir as comunicações eletrônicas e convergência da mídia. Palestrantes da UNESCO, dentre outros temas, defenderam a necessidade de uma regulamentação e responsabilidade social em torno do assunto.

Para o PiG isto seria censura.

Preferimos aguardar a regulamentação dos artigos 221 e 222 da Constituição.

De conceitos à realidade

Debruçado sobre alguns blogs, durante a semana (destacando o de Nassifi e o de Paulo Henrique Amorim), chamaram-nos a atenção duas matérias – “As Famílias do Judiciário” e “Justiça condena Protógenes e deixa Daniel Dantas solto”.

Refletem preocupações neste Estado de Direito singular, que é o Brasil. Particularmente temos concluído que muitas instituições não têm servido ao povo, mas aos privilegiados. E não há radicalismo ou maniqueísmo na afirmação.

A propósito, Norbeto Bobbio já sinalizou que a Democracia muito deve à sociedade: a isonomia conceitual que não alcança, na prática, os menos favorecidos.

Do ridículo à palhaçada

promotorAlguns agentes do Ministério Público, sob o pálio da defesa da sociedade, estão beirando o ridículo.

O Promotor de Justiça Maurício Lopes, que exigiu comprovação da escolaridade do palhaço Tiririca, não está satisfeito com o resultado da avaliação, aceito pelo Juiz (estadão.com.br,). Segundo ele, por considerar que o acerto do avaliado no ditado foi inferior a 30%. Pretende recorrer.

No conceito do ilustre Promotor escrever e errar torna o individuo analfabeto. Ainda que demonstre capacidade para ler, como ocorreu com o palhaço.

Em tempos de permanente FEBEAPÁ (precisa-se reeditar com urgência a obra de Stanislaw Ponte Preta) entre o Promotor e o Tiririca não sabemos quem mais está dado a palhaçadas.

Com o palhaço correndo sério risco de perder o emprego.

O lado positivo da palhaçada

Por outro lado, considerando a imperiosa necessidade de reformulação do conceito de analfabeto, como o insinua a postura do Promotor Maurício Lopes, disporíamos de oportunidade ímpar para melhorar a qualidade intelectual de uma gama de políticos deste Brasil varonil: avaliação nos moldes do Promotor Maurício!

Que poderia aproveitar a oportunidade e arranjar um jeitinho de avaliar muitas toupeiras, começando por algumas encasteladas no Congresso Nacional.

Didático

Uma relação de nomes e valores publicada por Nogueira Lopes na Tribuna da Imprensa on line de quinta 11, nos despertou para uma provocação: a publicação pelos diversos candidatos oriundos desta intimorata Região, que tende a deixar de ser cacaueira, do total dos gastos na campanha e  a fonte dos recursos, se do fundo partidário, se da iniciativa privada.

Com a palavra Josias Gomes, Geraldo Simões, Rosemberg Pinto, Félix Jr., Coronel Santana, Augusto Castro.

Para facilitar ousamos disponibilizar O TROMBONE para a publicação.

Cremos que será muito didático. Inclusive para uma discussão que se avizinha: o financiamento público de campanhas políticas.

Lições do didático

A publicação acima, que destacou dez políticos eleitos no Rio de Janeiro, traz dados interessantes: Jandira Feghali (PCdoB) superou 1,8 milhão em gastos; Romário (PSB), beirou 400 mil; Chico Alencar (PSOL) quase alcançou os 190 mil; Anthony Garotinho (PR), ultrapassou 2,5 milhões; Eduardo Cunha (PMDB), mais de 4,7 milhões.

Deduzimos que no plano financeiro, com dinheiro público do fundo partidário ou com recursos da iniciativa privada, partido político não tem cor.

Tem verdinha, amarelinha...

Rede nacional e realidade local

nblogsSomos dos que defendem o fortalecimento da realidade regional. Não podemos entender como um país plural em decorrência em muito da vastidão territorial que possibilita abrigar uma gama de culturas distintas entre si, interagidas pela unidade nacional, não encontre um meio de fortalecimento da realidade local.

A idéia de rede nacional (de rádio e TV) tem construído distorções justamente por delimitar para todo o Brasil a realidade do eixo Rio-São Paulo, que encontrou adiantado avanço por concentrar o Poder que durante décadas privilegiou aquela região.

Sob este prisma tem singular significação o programa N BLOGS, que estreou nesta sexta 12, pela TV CABRÁLIA. Um evidente reconhecimento ao que é produzido pela internet local.

Cabe-nos apenas levantar uma dúvida: o horário disponibilizado faz parte da cota local ou da nacional? Se da nacional, corremos o risco de vê-lo desaparecido, como aquela saudosa programação da pioneira.

Ainda o inacreditável

Até que enfim a imprensa regional sinalizou divulgação em torno da agressão de prepostos da Polícia Militar a uma comunidade rural do município de Ilhéus. Entretanto, à exceção do “Repúdio” de Ramiro Aquino em sua coluna do DIÁRIO BAHIA, todo o divulgado estava no script do release do Governo do Estado. Refrescando a memória, o fato correu no dia 23 de outubro e foi noticiado neste O TROMBONE logo no dia 30.

A defesa da sociedade contra abusos de qualquer espécie não pode depender de release, mas de jornalismo investigativo.

Bilhete único

Anunciadas mudanças na área de transporte coletivo da cidade de Itabuna, incluindo a possibilidade de instituição do bilhete único. A iniciativa, experimentada em outras oportunidades Brasil a fora, sempre encontrou uma barreira: concessionárias de serviço público de transporte ou, simplesmente, as empresas de ônibus.

Marta Suplicy, quando prefeita de São Paulo comeu o pão que o Diabo amassou ao instituir o bilhete único, não pela unidade tarifária, mas pelos desdobramentos, como o de exigir melhor atendimento ao consumidor do serviço.

Se não houver uma participação efetiva da comunidade em defesa da inovação, continuaremos com serviço sofrível e oneroso para o bolso do usuário.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traças

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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