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Plano do setor cacaueiro visa aumentar produção e diminuir dependência do mercado externo

Medidas que vão permitir a revitalização estão previstas em relatório do GT da nova Ceplac

Domingos Matos, 07/10/2017 | 12:33
Editado em 07/10/2017 | 12:36

Com maior apoio aos cacauicultores, reestruturação institucional do Departamento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investimentos por meio de crédito rural, entre outras medidas de incentivo, o governo trabalha para revitalizar a economia cacaueira, no prazo de cinco anos. A expectativa é de que a produção de amêndoas no Brasil seja ampliada em até 50%, atingindo 300 mil toneladas anuais.

A meta faz parte do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) da Ceplac, que discute a nova configuração do departamento no âmbito da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria que trata do assunto foi editada pelo ministro da Agricultura em exercício, Eumar Roberto Novacki, no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 2.

“A sinalização de que o grupo está no caminho certo em prol da Ceplac e do cacauicultor foi a aprovação das medidas e a publicação da portaria”, disse Jair Marques, coordenador do GT-Ceplac. “Outro indicativo de que o grupo tem muito a contribuir, é a determinação de contratar, por meio de edital, consultoria especializada para formatar novo modelo organizacional da Ceplac com colaboração do IICA”, afirmou o coordenador.

Mantido pela Ceplac nos estados da Bahia, Pará e Rondônia, o maior Banco Ativo de Germoplasma (BAC) de cacau do mundo também foi contemplado pelo relatório com indicação de estudo da situação atual de seu acervo. O banco possui mais de 4.500 acessos com 70 mil plantas, configurando o mais importante do setor.

De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, o apoio à cacauicultura deverá manter a qualidade dessa produção, principalmente nos biomas amazônico e da Mata Atlântica. “As medidas de apoio à cadeia produtiva são fundamentais, pois ajudarão no melhoramento e aumento da produção do cacau”, enfatizou.

A cultura do cacau gera mais de 70 mil empregos diretos e em torno de 5 mil indiretos. O PIB da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de R$ 15 bilhões de reais.

Em 2017, o país deverá importar 60 mil toneladas de amêndoas e o grande desafio do setor é deixar de ser importador de amêndoas africanas para melhor atender a indústria nacional.

(Fonte: MAPA)

Isaquías Queiroz entre dois rios: o de Contas e o das medalhas

A expectativa é conquistar três medalhas e chamar a atenção para a revitalização do rio de Contas

Domingos Matos, 31/05/2016 | 17:15

O canoísta Isaquias Queiroz, bicampeão mundial e campeão pan-americano, aproveitou a folga no feriado Corpus Christi, para rever familiares e amigos em Ubaitaba, no Sul da Bahia.

Isaquias, que está realizando a preparação para as Olímpiadas Rio 2016 em Minas Gerais, é forte candidato a obter medalhas para o  Brasil nas modalidades C1 200 metros, C1 1000 metros e C2 1000 metros, está ao lado do também sulbaiano de Ubatã, Erlon de Souza, com que já dividiu o ouro no Mundial de Canoagem, em Milão, Itália.

Em conversa com o Blog do Thame, às margens do Rio de Contas, onde iniciou a carreira na Associação Cacaueira de Canoagem, Isaquias Queiroz afirmou que “estou treinando firme, porque é a reta final pra competição mais importante da minha vida, disputar os Jogos Olímpicos em casa é uma coisa única, especial”.

“A expectativa é conquistar  três  medalhas e fazer história para o Brasil na canoagem. Os nossos resultados em mundiais mostram que essas medalhas são possíveis, mesmo enfrentando grandes atletas”, destacou o canoísta.

As provas de canoagem serão realizadas de 16 a 20 de agosto, no Rio de Janeiro. “A ansiedade é grande, o foco total nas Olímpiadas, para dar essa alegria aos sulbaianos e aos brasileiros”, disse.

Isaquias também aproveitou para fazer um alerta para a necessidade de conservação do Rio de Contas, um dos principais polos de canoagem, do Brasil:

-Devo minha carreira ao Rio de Contas e fico triste ao ver o rio afetado pelo desmatamento das margens e pela poluição, que prejudicam não só os atletas mas os moradores da região. Espero que haja uma grande mobilização do governo e da comunidade para evitar a degradação desse rio tão importante para todos nós.

Do Blog do Thame

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