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Inadimplência cresce 2,00% em agosto, apontam CNDL/SPC Brasil

Domingos Matos, 19/09/2019 | 19:39

Em ritmo de desaceleração, o número de consumidores com nome sujo continua crescendo. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que em agosto houve um avanço de 2,00% na quantidade de inadimplentes ante o mesmo mês do ano passado. Em contrapartida, o volume de dívidas apresentou queda de 0,83%. Essa retração resulta em uma discreta diminuição do número médio de dívidas contraídas por pessoa física, que caiu de 2,2 em janeiro de 2010 para 1,9 no dado mais recente.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o cenário econômico não tem favorecido a redução da inadimplência, muito embora o crescimento do número de pessoas com contas em atraso aconteça de forma moderada. “Há uma frustração quanto à retomada da economia e os reflexos positivos na vida do consumidor. Com o desemprego elevado e o achatamento da renda, a capacidade de pagamento das famílias ainda não voltou a pleno vapor. A expectativa é de que a inadimplência comece a recuar a partir de 2020”, analisa.

 

Contas básicas de água e luz seguem puxando ranking de atrasos

Somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.277,74. Pouco mais da metade (53,0%) tem dívidas de até R$ 1.000 e 47,0% acima desse valor. Já descontando os efeitos da inflação, os valores observados agora são menores do que se observava no início da série histórica, em 2010. Nesse intervalo, houve forte enxugamento do crédito.

De acordo com o indicador do SPC Brasil, apesar da queda no total de dívidas, houve avanço em alguns setores. Considerando as contas de serviços básicos, como água e luz, foi registrado um avanço expressivo de 17,6% no volume de atrasos na comparação com agosto de 2018. O segmento de bancos também apresentou alta de 2,8%, enquanto comunicação e comércio, por sua vez, tiveram quedas de 19,5% e 4,7%, respectivamente.

“O consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais elevados, como cartão de crédito ou cheque especial. Atrasar contas de serviços básicos, como água e luz, pode traz problemas de corte do fornecimento, embora os juros sejam baixos. O ideal é organizar o orçamento para evitar o ‘rodízio’ de contas, em que se escolhe a cada mês qual será paga em detrimento de outra”, orienta a economista-chefa do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Mais de 12 milhões de consumidores sofreram alguma fraude financeira nos últimos 12 meses, aponta pesquisa

Domingos Matos, 15/08/2019 | 07:04

Sejam consumidores, empresas ou governos, as fraudes financeiras representam um risco para a segurança de diversos setores da economia. E com o avanço tecnológico, as oportunidades e os métodos para fraudar também vêm se tornando cada vez mais sofisticados, causando danos financeiros em um número cada vez maior de pessoas. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 46% dos internautas brasileiros foram vítimas de algum tipo de golpe financeiro nos 12 meses anteriores ao estudo, o que equivale a um universo aproximado de 12,1 milhões de pessoas.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, é importante que o consumidor tome cuidados básicos para evitar transtornos com as fraudes e desconfie de facilidades ofertadas. “O comércio eletrônico tem crescido consistentemente no Brasil, em grande medida, devido a uma combinação entre diversidade, preços competitivos, comodidade e segurança nos mais diversos segmentos de consumo. Entretanto, muitas pessoas não tomam os cuidados necessários nas transações on-line o que contribui para que sejam enganadas. São comuns, por exemplo, ofertas com valor muito abaixo da média praticada no mercado, o que já mostra um indício de que pode ser se tratar de tentativa de golpe”, alerta o Costa.
 
 

Prejuízos gerados pelas fraudes equivalem a R$ 1,8 bilhão

Pouco mais da metade (51%) dos entrevistados afirma ter sofrido algum prejuízo financeiro com a fraude, sendo o valor médio do dano de R$ 478,00. A estimativa é de que o prejuízo total decorrente de fraudes financeiras nos 12 meses anteriores à pesquisa chegue a cerca de R$ 1,8 bilhão. Dentre os fatos que antecederam a fraude, a pesquisa revela que os mais comuns foram perda de documentos pessoais (24%), roubo, assalto ou furto (21%), perda de cartão de débito ou crédito (18%) e fornecimento acidental de dados pessoais para terceiros por telefone, e-mail, WhatsApp ou em sites (13%).

Considerando aqueles que disseram ter fornecido acidentalmente dados pessoais ou cópias de documentos pessoais para terceiros, 40% cadastraram seus dados em sites falsos de promoção, 39% se inscreveram em suposta vaga de emprego, 22% realizaram compra em site falso sem perceber, 21% receberam um contato telefônico de uma pessoa se passando por funcionário da instituição financeira, 18% receberam notificação falsa para quitação de débito e 18% receberam falso e-mail de banco ou empresa pedindo atualização de dados cadastrais ou bancários.
        
 

Perfil das vítimas: maioria mora no Sudeste com idade média de 37 anos

As vítimas de fraudes financeiras estão distribuídas quase que igualmente entre mulheres (53%) e homens (47%). A média de idade de 37 anos. Considerando a renda familiar, os entrevistados estão divididos em três intervalos principais: 23% ganham de R$ 999,00 a R$ 1.996,00, outros 22% de R$ 2.995,00 a R$4.990,00 e 20,5% recebem de R$ 1.997,00 a R$ 2.994,00. Pouco menos da metade reside no Sudeste (47%) e 23% estão no Nordeste.
 

Polícia investiga empresa de pagamento de valores por fraude fiscais em Una

Domingos Matos, 14/08/2019 | 09:15

A Polícia Civil investiga a empresa de pagamento de valores Pague Rápido por fraudes fiscais, no município de Una, no sul da Bahia. Conforme a polícia, 21 moradores registraram ocorrências na delegacia da cidade após pagarem contas de água, energia elétrica e boletos de cartão de crédito que não tiveram valores repassados para os prestadores de serviço.

Alguns moradores tiveram a água e energia elétrica cortadas e o nome negativado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

“Pagava o cartão de crédito da minha sogra lá [Pague Rápido], água, energia. Quando eu descobri eu estava com a fatura do cartão da minha mulher em aberto e [a dívida] já estava em R$ 628. O nome da minha mulher até ficou sujo, foi para o SPC”, disse um morador da região, que preferiu não se identificar.

De acordo com o delegado Renato Fernandes, que investiga o caso, a polícia já identificou 191 boletos pagos, através da empresa, que não tiveram os valores repassados aos credores.

“Ele abria uma empresa irregular, ou seja, um ponto comercial, e utilizava aplicativos de pagamentos de contas, que hoje é só baixar pelo celular. Ele recolhia o dinheiro das pessoas e não repassava para a empresa pagadora, então os clientes continuavam com as contas em aberto", explicou o delegado.

Segundo informações do delegado, o inquérito deve ser concluído em até 15 dias. “Ele vai ser indiciado por estelionato, falsificação de documento particular, apropriação inepta qualificada e crime contra a defesa do consumidor e contra a economia popular”.

Em resposta, o dono da empresa Pague Menos, Heverton Cruz, informou que foi constatado falhas no repasse de alguns pagamentos feitos entre 1° e 29 de junho.

“A partir do momento em que foi constatado [falta de repasse de pagamentos] isso, de imediato nós tomamos as medidas cabíveis. Fizemos o levantamento do histórico dos três últimos meses e foi constatado que entre 1° de junho deste ano e 29 de junho, ocorreu falhas. Não foram em todas as contas. As contas que foram constatados, nós reprocessamos”, disse Heverton Cruz.

O dono da empresa disse ainda que está ressarcindo todos os clientes que foram prejudicados com a falta do repasse dos pagamentos. Os moradores precisam levar o comprovante de pagamento que foi entregue pelos funcionários da loja, na sede da empresa, que fica na Avenida Antônio Carlos Magalhães, no bairro Sucupira, em Una.

“Munidos do comprovante, se dirigir ao local que hoje está funcionando na faculdade, na sede da faculdade, com o comprovante para que possa ser ressarcido”, disse. (Com informações do G1)

 

Cartão de crédito clonado é principal fraude sofrida por consumidores nos últimos 12 meses, aponta levantamento 

Domingos Matos, 18/04/2019 | 09:09
Editado em 18/04/2019 | 10:13

Quase nove milhões de brasileiros foram vítimas de golpes entre março do ano passado e este ano. SPC Brasil dá dicas para evitar prejuízos com ação de estelionatários e libera monitoramento de CPF gratuito por 30 dias

O cartão de crédito é hoje uma das formas mais populares de pagamento no mundo inteiro, principalmente pelas facilidades que oferece. Mas seu uso exige alguns cuidados. Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 8,9 milhões de brasileiros foram vítimas de fraude nos últimos 12 meses, sendo que a maior parte dessas ocorrências(41%) está ligada à clonagem de cartão de crédito.

Já o segundo golpe mais comum observado pelo estudo é o recebimento de boletos falsos, com 13% das menções. Além desses tipos de fraudes, também aparecem clonagem de cartão de débito, contratação de empréstimos e financiamento, todos com o mesmo nível de incidência (11%), respectivamente.

De acordo com o levantamento, metade (48%) das fraudes se deu em transações ou compras feitas pela internet. Outros 20% dos golpes aconteceram nas operações realizadas em agências bancárias ou financeiras e 15% em lojas físicas.  Quanto às principais consequências enfrentadas pelas vítimas de ações fraudulentas estão as compras indevidas em nome da pessoa (37%) e os prejuízos financeiros (24%). Há ainda problemas relacionados à perda de tempo com processos burocráticos para regularizar a situação e a inclusão em cadastros de inadimplentes, deixando a pessoa com o nome sujo e impossibilitando a realização de compras por meio do crédito — ambas situações com 22% das citações.

Crimes como esses podem causar sérios danos ao consumidor que tem suas informações pessoais utilizadas para fins fraudulentos. Na avaliação do superintendente de produtos e operações do SPC Brasil, Nival Martins, os transtornos ocasionados por estelionatários podem comprometer não apenas a saúde financeira dos consumidores que acabam caindo nesses golpes. “Além dos prejuízos financeiros, existe o constrangimento de, muitas vezes, ser incluído indevidamente em cadastros de devedores. Sem contar a burocracia para abrir boletim de ocorrência e avisar os órgãos competentes sobre o ocorrido”, alerta.

Diretores da Emasa fizeram clubinho da autoconsignação com antecipações de salários

Domingos Matos, 04/07/2016 | 18:51
Editado em 04/07/2016 | 18:52

Clubinho de autoconsignação. Sem juros. Sem cobranças. Um negócio da China, do tempo em que na China o deus-mercado não cobrava sua parte em juros e correção monetária. Assim poderia ser descrito o que o Ministério Público investiga como "antecipação de salários, no período compreendido entre janeiro de 2013 e junho de 2016", e cujos processos de pagamentos foram alvo de mandado de busca e apreensão na última quinta-feira (30), na sede da Emasa.

Funcionava assim: os diretores pediam para "o próprio si" vultosos adiantamentos de salários, que depois diluíam em suaves prestações, refinanciáveis a perder de vista, sem juros, sem consulta ao SPC e Serasa, enfim, sem prestar contas a ninguém. 

Uma frase atribuída ao promotor Inocêncio Oliveira por quem participou de uma das audiências resume a patranha: "A presidente Dilma caiu por muito menos que isso". Ou seja, é um crime de responsabilidade, um atentado ao serviço público e ao dinheiro do povo.

Diretor preso

O processo que investiga esse e outros crimes corre em segredo de justiça na 2ª Vara Crime de Itabuna. Já levou para a cadeia, em prisões preventivas, o ex-diretor de Planejamento e Expansão, José Antônio dos Santos, e o chefe do Serviço de Combate a Vazamentos, Pedro Barreto. Ambos foram transferidos para o Conjunto Penal de Itabuna no dia 30.

Segundo o blog apurou, mais duas pessoas ligadas à cúpula da Empresa Municipal de Águas e Saneamento devem ter sua prisão preventiva decretada nos próximos dias.

Crédito consignado, a eterna dor de cabeça dos servidores

Domingos Matos, 10/11/2011 | 13:28
Editado em 10/11/2011 | 14:19

Imagine você comprar algo, pagar em dia e ter seu nome incluído no SPC e no Serasa. Esse é o caso de muitos servidores municipais de Itabuna, que tomaram empréstimos nos bancos conveniados com a prefeitura, têm seus salários capados no fim do mês, mas estão com os nomes 'sujos' no comércio e na rede bancária.

É que o município, que sofre de amnésia crônica, se 'esquece' de repassar os valores descontados do contracheque do trabalhador aos bancos credores.

E todos sabemos como agem os bancos quando o seu capital está na berlinda...

Termina a greve dos servidores municipais

Domingos Matos, 21/09/2010 | 14:36
Editado em 21/09/2010 | 14:38

greve pmiAs principais reivindicações dos servidores municipais foram atendidas em reunião hoje pela manhã na sede do Ministério Público do Trabalho em Itabuna. A audiência no MPT foi solicitada pelo Sindserv com o objetivo de que o executivo municipal se comprometesse em resolver pendências com a categoria, a exemplo dos cortes de horas extras, comissões e adicionais, além de outras questões do funcionalismo.

Participaram da audiência, além de Karla Lúcia, presidenta do Sindserv, Francisco André, representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/Regional Sul da Bahia), Antonio Vieira, secretário municipal de Saúde, Gilson Nascimento, secretário de Administração, Maurício Athayde, secretário de Planejamento, Carlos Burgos, secretário da Fazenda e do subprocurador da Prefeitura, Dr. Marcos Conrado. A audiência foi mediada pelo promotor Dr. Emerson Resende.

Na reunião ficou decidido que a administração municipal irá rever as medidas tomadas,que na prática reduz os salários dos servidores em cerca de 60%, com os devidos pagamentos até o final deste mês, a exemplo das horas extras e do desdobramento de horas para os profissionais de saúde do PSF e do PACF. O Executivo garantiu que encaminhará para a Câmara de Vereadores, num prazo de 15 dias, o projeto que regulamenta as 40 horas para o PSF e o PACF.

Outra vitória conseguida através da luta dos trabalhadores foi a garantia de que amanhã os vereadores estarão apreciando e votando a questão do reajuste de  5,3% retroativo  da campanha salarial passada e que até agora a Prefeitura não realizou o pagamento. Além disso, ficou acordado o abono dos dias parados da greve.

Em relação aos servidores lotados na Fundação Marimbeta e na FICC será constituída uma comissão com representantes da Prefeitura e técnicos indicados pelo Sindserv para resolver a questão das perícias de adicional de risco. A administração municipal garantiu que o pagamento dos salários do setor será creditado até o 5º dia útil de cada mês, respeitando a CLT.

Ficou decidido também que os servidores que estão com o nome negativado pelo SPC e Serasa, devido ao recolhimento dos empréstimos pela Prefeitura e o não repasse para as instituições financeiras, deverão procurar a  sede do Sindserv até a próxima sexta feira, 24 de setembro, munidos dos três últimos contracheques além da carta de cobrança. O Sindserv vai provocar ação junto ao Ministério Público em relação à questão.

“Apostamos na mobilização e conseguimos o apoio e a unidade dos servidores para a luta pelos nossos direitos. Toda a categoria está de parabéns e deve continuar mobilizada para que possamos garantir e consolidar nossas conquistas”, comemora Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.

Informações do Sindserv; foto: Fábio Roberto/Pimenta

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