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Nova lista suja do trabalho escravo tem 14 empregadores baianos

Domingos Matos, 09/10/2019 | 15:06
Editado em 09/10/2019 | 13:52

Quatorze empregadores da Bahia, entre pessoas físicas e jurídicas, integram a nova lista suja do trabalho escravo, divulgada no último dia 3 pelo Governo Federal.

Nela, estão os empregadores autuados por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravo. Todos os empregadores da lista foram flagrados submetendo empregados a situações degradantes e tiveram o processo administrativo de autuação pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia concluído antes da divulgação.

A lista contém 190 nomes de pessoas físicas e empresas que passaram por todas as etapas do processo de notificação autuação e aplicação de multa. Além das sanções administrativas, elas respondem a processos na Justiça do Trabalho movidos pelo Ministério Público do Trabalho e a ações criminais, de responsabilidade do Ministério Público Federal. O número elevado de empregadores baianos na lista (7,4% do total do país) se deve às constantes operações de combate ao trabalho escravo promovidas no estado através da reunião de diversas instituições na Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA)

Um dos empregadores baianos que apareceram pela primeira vez na relação foi a Vaquejada de Serrinha, a mais tradicional do estado e uma das mais conhecidas no Brasil. Uma inspeção feita em 2016 pelo Ministério Público do Trabalho e por auditores-fiscais do trabalho encontrou 17 trabalhadores em situação de análoga à escravidão, dormindo em redes dentro de um curral, ao lado de fezes de animal. O ambiente era degradante e não tinha geladeira, mesa nem cadeira.

A Bahia está entre os cinco estados com maior número de trabalhadores resgatados, de acordo com o Observatório Digital do Trabalho Escravo, e é considerada referência internacional no combate ao trabalho escravo. As ações fiscais na Bahia seguem um cronograma e um planejamento anual, mas ainda enfrentam dificuldades. Além da reforma trabalhista, o que também sufoca a atuação dos órgãos de fiscalização do trabalho é o corte de recursos orçamentários, a extinção do Ministério do Trabalho, a ampliação do porte e da posse de arma na zona rural, além do discurso que tenta deslegitimar as ações fiscais dos auditores do trabalho.

Quem são os 14 empregadores baianos na lista suja do trabalho escravo

Alan Cassio Ramos Santos
Residencial Ecológico Juerana, Avenida João da Sunga, s/n, Porto Seguro/BA
1 trabalhador resgatado

Amarílio Souza Santos
Fazenda Cachoeira do Espinho e Fazenda Samanta, rod. BA-506, zona rural SN, Vila da Jangada, Cardeal da Silva/BA
4 trabalhadores resgatados

Associação Comunitária Cultural e Recreativa do Distrito Stela Dubois
Obra de construção de casas populares/Assentamento Vila PA, região do Beira Rio, Zona Rural, Santa Rita de Cássia/BA
6 trabalhadores resgatados

Haroldo Gusmão Cunha
Fazenda Rancho Fundo, Região do Capinal, zona rural, Vitória da Conquista/BA
5 trabalhadores resgatados

João das Graças Dias
Fazenda Lagoa do Severiano, zona rural, Presidente Jânio Quadros/BA
1 trabalhador resgatado

Márcia Nascimento Dias
Fazenda Eldorado, Distrito de Vila Brasil, Una/BA
3 trabalhadores resgatados

Marcos José Souza Lima
Rodeio 100 limites, São José do Jacuípe/BA
9 trabalhadores resgatados

Maria Elena Martins
Fazenda Marília, Povoado Matinha, Distrito de Inhobim, zona rural, Vitória da Conquista/BA
1 trabalhador resgatado

Parque de Vaquejada Maria do Carmo Ltda./EPP
Av. Valdete Carneiro s/n, Bairro Vaquejada, Serrinha/BA
17 trabalhadores resgatados

Passos 3 Construções e Serviços LTDA/EPP
Obras no Porto de Ilhéus e Alojamento de trabalhadores situado na Rua Rotary, Cidade Nova, Ilhéus/BA
5 trabalhadores resgatados

Projecamp Engenharia Ltda./ME
Obra na Praça Desembargador Montenegro, nº 07, Centro, Camaçari/BA
5 trabalhadores resgatados

Sandiney Ferreira de Souza
Fazenda Prazeres, Distrito de Monte Alegre, zona rural, Riachão das Neves/BA
6 trabalhadores resgatados

São Miguel Construções Ltda.
Obra do Centro Esportivo Unificado, Bairro Nossa Senhora da Vitória, Ilhéus/BA
9 trabalhadores resgatados

Soebe Construção e Pavimentação S. A.
Alojamento Estrada de Rainha e Alojamento Rua da Lama, Salvador/BA
10 trabalhadores resgatados

Acesse aqui a lista completa

Homem é preso suspeito de estuprar filha há cinco anos na Bahia; vítima e irmãos eram mantidos em cárcere privado

Domingos Matos, 03/04/2019 | 08:21

Um homem de 28 anos foi preso na última terça-feira (2) suspeito de abusar sexualmente da filha há cinco anos, na cidade de Barreiras, no oeste da Bahia. De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima, que tem 12 anos, era estuprada desde os 7. A menina morava com o pai e outros dois irmãos.

"Ela [a menina] estava tendo uma vida quase que de casal com o pai, dormindo no mesmo quarto, na mesma cama. Ela relatou todos os acontecidos. Levamos para a perícia técnica e constatou que ela vinha sendo abusada há algum tempo. Tinha lesões recentes e lesões antigas. Ela é uma criança de 12 anos, mas com corpo de 9", disse o delegado Rivaldo Luz, coordenador regional da Polícia Civil.

O caso foi descoberto após denúncia de vizinhos da família. Conforme a polícia, as crianças eram mantidas em cárcere privado, em situação de miséria, e tinham hematomas nos corpos. "A casa estava em uma situação de bastante miséria. Só tinha lâmpada em um lugar da casa. As roupas sujas. Muito pouca comida. As crianças estavam sendo muito maltratadas. Eram três crianças: uma de 12, uma de 7 e uma de 4. O que demonstra o total menosprezo do pai pelos filhos", contou o delegado.

O suspeito foi encaminhado para a delegacia da cidade. A prisão preventiva dele foi solicitação à Justiça. A mãe das crianças não foi encontrada. Os meninos foram levados para o Conselho Tutelar. "Segundo depoimento das próprias crianças, tem quase cinco anos que ela [mãe] abandonou o lar, em virtude das violências e do ciúme do pai. Ficou comprovado depois que ele [pai] tinha a mesma relação de ciúme com a filha, dizendo que quando ele saía para trabalhar ela colocava outros homens dentro de casa", falou o delegado. (Com informações do G1)

Vereador vai convocar ex-secretário da Saúde para explicar carta-delação

Domingos Matos, 24/03/2017 | 23:24

Deu no Pimenta

O presidente da Comissão de Saúde, vereador Enderson Guinho (PDT), quer que seja ouvido, na Câmara, o ex-secretário de Saúde de Itabuna Vitor Lavinsky. Em carta aberta, Lavinsky fez críticas ao prefeito Fernando Gomes (DEM), citando “propostas indecentes” e afirmava não abrir mão da “transparência e da honestidade”.

Enderson disse querer, com a convocação de Lavinsky, esclarecer pontos da carta. “Nela, há termos fortes como propostas indecentes, jogadas sujas e mumunhas políticas”, frisou Guinho. Entre os significados dicionarizados de mumunha, constam negócio ilícito e corrupção. “A presença dele na Casa seria de muita valia para a cidade”.

Na sessão ordinária da quarta (22), vereadores como Jairo Araújo, Antônio Cavalcante, Ricardo Xavier endossaram a importância de ouvir Lavinsky. Ainda na sessão, foram tratados temas como abandono de postos de saúde e o fim do atendimento psiquiátrico no Hospital de Base. De acordo com a médica Célia Kalil, que usou a Tribuna Popular, o setor de psiquiatria itabunense atendia, por ano, 20 mil pacientes.

Antes, O Trombone havia publicado: A lava-jato, o caso Ilheus e a saida de Vitor do Amor (...)"Uma delação informal, não há dúvidas. Resta saber quem se interessa por ela."

Parece que o vereador Enderson Guinho se interessou, como afirma o Pimenta. Observemos o interesse desse interesse.

Secretário pede pra sair e aponta possíveis irregularidades no governo

Vítor do Amor diz que pedidos "fora dos preceitos da legalidade" motivaram saída

Domingos Matos, 22/03/2017 | 21:55

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE ITABUNA E À IMPRENSA

Senhoras e Senhores,

Informo que, a partir desta quarta-feira (22), não mais faço parte da equipe de trabalho da Prefeitura Municipal de Itabuna, tendo pedido a minha exoneração do cargo de Secretário de Saúde, durante reunião com a equipe de trabalho, com participação do prefeito desta cidade. Este comunicado visa alguns objetivos, os quais enumero:

1 – Esclarecer que ao atender o convite para assumir a SMS, deixei claro ser um gestor do sistema, portanto, um técnico, sem nenhum envolvimento político e, naquele momento, aceitava a tarefa planejar a recuperação da rede de saúde, que, de acordo com as informações passadas pela autoridade maior do município, precisava de adequações urgentes às necessidades exigidas pela população. Várias foram as reuniões, os contatos, todos deixando claro o objetivo técnico do meu trabalho. As promessas de que não havia envolvimento político partidário foram reforçadas a cada um desses encontros e, como demente à Deus, procurei acreditar;

2 – Ao longo dos primeiros dias de atividade, busquei levantar problemas decorrentes de problemas na gestão passada, que não se adequavam às diretrizes estabelecidas pela atual gestão. Uma das missões, foi trabalhar para as devidas correções, sem a preocupação de publicidade do que estava ou não errado. Naquele momento, muito mais importante que criticar o passado, era pensar no presente e no futuro, pois a cidade carecia de um sistema que pudesse transformar hospitais e postos de saúde, em ambientes propícios ao atendimento das necessidades da população, especialmente a mais carente. Os 32 Postos de Saúde, 12 Unidades de Média e Alta Complexidade e um Hospital Municipal, 3 Centros de Atenção Psicossocial, Odontocentro e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(Samu), foram alvo da atenção de toda a equipe de trabalho, com levantamento das ações necessárias para oferecer dignidade a população, a exemplo de abertura de processos licitatórios para reformas que, por vezes agradaram, outras, não, mas, que tiveram um objetivo único: recuperar a autoestima da população da cidade em relação a um dos setores mais importantes da vida de Itabuna.

Ao longo dos pouco mais de quase três meses de contato com a cidade de Itabuna e com o seu gestor, comecei a encarar algumas dificuldades, algumas inerentes ao próprio cargo, outras por falta de total visão do prefeito em relação ao que deveria ser uma gestão voltada para os compromissos técnicos. E nesses conflitos que começamos a travar, notei algo que foge totalmente dos meus princípios: a falta de humanização nas relações e de respeito ao próximo.

Apesar de ainda jovem, aprendi que não é com gritos, gestos bruscos, atitudes com único objetivo de menosprezar as pessoas ou propostas indecentes que devemos basear as nossas vidas, especialmente quando o bem público está colocado sob a nossa responsabilidade. Temos, enfim, um compromisso com a população, ávida por dias melhores, insatisfeita com o atendimento em todas as unidades de saúde e, a principal missão de alguém com respaldo moral, é, no mínimo, diminuir esse sofrimento. E isso só pode ocorrer com trabalho, feito à base da honestidade.

A forma sugerida, muitas vezes, fugia ao que mandam os preceitos da legalidade e disso sempre fugi e estarei distante, sempre. Este meu comportamento pode ser atestado em órgãos onde trabalhei – Hospital Geral do Estado(HGE-Salvador), Hospital Roberto Santos(HRS-Salvador), Hospital Albino Leitão(São Sebastião do Passé) e Secretaria de Saúde de São Sebastião do Passé, da qual fui titular durante três anos.

A administração pública, na minha visão, sempre exigiu transparência e honestidade e disso nunca abri mão. Por isso, em todos os órgãos por onde passei, tive o grande mérito de ver as contas avaliadas e aprovadas pelo Tribunal de Contas da União, o que não significou nenhum tipo de favor. Afinal, a obrigação do gestor público, é cuidar do bem da população com total honestidade.

Sou brasileiro e, como tal, estou, a exemplo da população, cansado das “mumunhas” políticas, das jogadas sujas, dos dribles desconcertantes que a população tem encarado, todas dadas por gente que sempre busca o melhor para as suas vidas e sequer se importa com os caminhos sujos que seguem e com as práticas delituosas.

Por fim, agradeço a todos pelo carinho de gente que conheci há pouco tempo, mas entendeu as razões das mudanças que, naquele primeiro momento eram necessárias. Deixo um projeto de trabalho honesto e espero que ele seja levado adiante, ao menos nesse item – honestidade no trato com o dinheiro público.

Ao prefeito municipal, a expectativa de que possa cumprir com fidelidade as suas promessas e oferecer um serviço público de saúde à altura da população itabunense.

Aos veículos de comunicação, o agradecimento pelas notícias, entrevistas, destaques e, confesso ter entendido as cobranças. Os gestores públicos são obrigados a encarar com atenção às críticas que saem desses veículos de massa, pois são interlocutores dos anseios da população.

Obrigado a todos,

Vitor do Amor Santos Lavinsky

A nova Ceplac esperada, após 30 anos de crise!

Domingos Matos, 03/01/2017 | 00:04

Por Juvenal Maynart

Quando a Ceplac foi criada, a revolução verde se baseava em agrotóxicos, as bibliotecas usavam somente papel, a genômica ainda não existia, computadores só eram vistos no seriado O túnel do tempo, e as redes eram apenas instrumentos de pescadores ou de balanço para um bom descanso. A Bahia tinha uma única universidade e apenas dois doutores em ciências agrárias.

O mundo mudou; a Ceplac, idem. Se o mundo e a nossa instituição mudaram, o que estaria errado para que se justifique uma nova Ceplac? A resposta está no tempo do verbo. Sim, o mundo não mudou – o mundo muda a cada instante, todos os dias. A Ceplac, não. Ela mudou, mas parou de mudar. E isso é um atraso imensurável, na era da Tecnologia da Informação e Comunicação,  mesmo que a última mudança tenha ocorrido há dez dias ou há dez anos.

A Ceplac que estamos buscando, em parcerias com o mundo da ciência, inovações e academia hodiernas, terá na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e na e-agricultura as ferramentas da instantaneidade. Estão aí a GigaSul e a Rede Nacional de Educação e Pesquisa – RNP, do MCTI, para proverem o fazer científico em altíssima velocidade.

Sim, queremos uma ciência viabilizada por meio de redes digitais, a transparência e soluções instantâneas dos editais pautando suas demandas, e extensão por aplicativos. Queremos respostas imediatas, visto que o produtor não tem porquê esperar uma visita “in loco”. O custo tempo nas presenças físicas serão exceções.

A Ceplac tem inserção produtiva nos dois principais biomas de mata e floresta do país – a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. Tanto numa região como noutra, o espaço produtivo será o definidor das necessidades. A roça de cacau cederá lugar a um espaço produtivo, complexo, que tanto produzirá amêndoa quanto chocolate, madeira certificada em casos específicos, ou turismo rural. Com tecnologia e informação em tempo real, surgirá um novo produtor, consciente das potencialidades de seu espaço. Um produtor que perseguirá a sustentabilidade de seu negócio e terá na Ceplac o agente fomentador e o suporte tecnológico de que necessita para gerar riquezas.

O Brasil possui uma vasta legislação que busca zero trabalho escravo e uma legislação trabalhista (CLT) que garante ao trabalhador o respeito aos seus direitos. Tem uma indústria consolidada. Uma rede de educação ampliada e inclusiva – hoje, um índio concluindo o curso de Medicina não choca, estimula.

Não podemos pensar em criar e incentivar apenas produtores de commodity cacau. Podemos, devemos e seremos dominadores de toda cadeia produtiva. Em rede, com informação, inovação e tecnologia. Teremos chocolateiros e muito mais. O PCTSul (Parque Científico e Tecnológico do Sul-baiano) será estímulo ao empreendedorismo local. Afinal, segundo Schumpeter, “o capitalismo – para vingar – só precisa de crédito e empreendedorismo”.

Para encerrar, fragmento de Tabacaria, do mestre Fernando Pessoa:

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.

Juvenal Maynart é diretor-geral da Ceplac

Temer financiou relator da PEC 241, a do congelamento de gastos sociais

Deputado Darcísio Perondi recebeu 100 mil reais do presidente na eleição de 2014. Doação tornou Temer

Domingos Matos, 25/10/2016 | 14:49
Editado em 25/10/2016 | 14:51

Por André Barrocal, na Carta Capital

O deputado gaúcho Darcísio Perondi (PMDB) é relator na Câmara da PEC 241, a proposta do governo de congelar por 20 anos os investimentos públicos em saúde, educação e assistência social, entre outros. Deu parecer favorável ao texto, que deve ser votado de novo pelos deputados nesta terça-feira 25, e até incluiu o salário mínimo na mira da limitação. Uma atuação digna de recompensar a fé financeira de Michel Temer em sua candidatura na eleição de 2014.

Naquela campanha, Perondi (na foto ao lado, com o doador) recebeu 100 mil reais de Temer, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Metade doada pelo presidente na condição de pessoa física, um cheque em 30 de setembro de 2014. E metade – um cheque de 2 de outubro – doada por Temer por meio de uma empresa que ele tinha criado com a finalidade exclusiva de ajudar os amigos na eleição.

Por trás das duas contribuições financeiras a Perondi, há histórias curiosas.

A doação do Temer “pessoa física” colaborou para o presidente ser hoje um político “ficha suja”, proibido de candidatar-se. O título foi-lhe concedido em junho passado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), após um julgamento em maio terminar por condená-lo.

Além dos 50 mil a Perondi, o Temer “pessoa física” dera a mesma quantia a outro candidato a deputado federal pelo PMDB gaúcho, Alceu Moreira, igualmente eleito. O total de 100 mil reais representou 11,9% da renda que o presidente declarou ter tido em 2013. Pela lei eleitoral vigente naquela campanha, os brasileiros podiam doar no máximo 10% da renda declarada do ano anterior.

Por ter excedido o limite, Temer foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral e sentenciado pelo TRE-SP a pagar multa e a ficar inelegível por oito anos.

A condição de “ficha suja” ainda pode ser revogada. O presidente do TRE-SP, Mário Devienne Ferraz, reuniu-se com Temer no Palácio do Planalto no mesmo dia em que os deputados votavam em plenário, pela primeira vez, na segunda-feira 10, o relatório de Perondi sobre o congelamento das verbas sociais.

Já a doação feita a Perondi pelo Temer “pessoa jurídica” foi na verdade um repasse de recursos obtidos pelo presidente com uma família de suas relações, os Borges Torrealba.

A família tem desde 1998 uma concessão pública para operar um terminal no Porto de Santos, por meio de uma empresa chamada Libra. Temer até hoje exerce influência política no porto. Via apadrinhados, garantiu em setembro de 2015 a renovação da concessão de Libra por 20 anos, apesar de a empresa ter uma dívida bilionária com o Porto.

Na eleição de 2014, os Borges Torrealba depositaram 1 milhão de reais em uma conta de campanha de Temer, que naquela eleição concorria a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Um ótimo investimento, a julgar pela renovação da concessão um ano depois.

Financiar campanhas no Brasil é um investimento de retorno garantido...

A Tarde reconhece: Geraldo Simões não está em lista do TCU

Domingos Matos, 28/06/2016 | 15:33
Editado em 28/06/2016 | 15:36

Há duas semanas o jornal A Tarde publicou, em duas editorias  - coluna Tempo Presente (dia 11), e em reportagem de Patrícia França (13) – que o ex-deputado e ex-prefeito Geraldo Simões (PT) estaria impedido de registrar sua candidatura a prefeito nas eleições deste ano, porque estaria inscrito na lista suja do TCU. Não era - e não é - verdadeira a informação, como reconheceu, na edição de hoje, o próprio A Tarde.

Geraldo Simões não é citado na lista encaminhada pelo Tribunal de Contas da União ao Tribunal Superior Eleitoral. Também não possui qualquer condenação que enseje impedimento de disputar cargos eletivos.  Diz o A Tarde que as notas foram produzidas a partir de uma lista em que o nome constava, mas que já não consta mais, e culpa o TCU pelo erro. "A verdade é que não há pendências", resume o próprio Geraldo.

Em um momento em que o mundo político tem sua credibilidade posta em xeque, tais afirmações certamente podem causar prejuízos à imagem de um pré-candidato a prefeito. "Felizmente a verdade veio à tona e o jornal se retratou".

Simões possui reconhecidos serviços prestados em Itabuna como servidor público federal, deputado estadual, prefeito por dois mandatos, secretário estadual da Agricultura e deputado federal por três mandatos entre outros.

Emasa dá presente de Natal ao Conceição: torneiras secas, para variar

Domingos Matos, 25/12/2011 | 10:17
Editado em 25/12/2011 | 10:23

Mais um presente da Emasa para os cidadãos itabunenses. Dessa vez, especial: as famílias da rua Bela Vista, assim como boa parte do bairro Conceição, estão sem água nas torneiras, porque a empresa não liberou o abastecimento.

Justo na época em que as casas estão abarrotadas de visitantes, em que se sujam mais utensílios e em que o calor se torna mais insuportável.

Pra quem achava o seu Geraldo Briglia a cara do bom velhinho sem barbas, eis a resposta.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 04/09/2011 | 19:44
Editado em 04/09/2011 | 20:23

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Velhos problemas

Cyro de Mattos, quando soube do estranho Edital para seleção de 35 profissionais para atender a cursos promovidos pela FICC (VER), elaborado na calada da noite e sem mesmo ser publicado tempestivamente, disse que não sabia de nada e que determinara a devida apuração das responsabilidades junto à Procuradoria-Geral do Município.

Ótima oportunidade de a Presidente da FICC mostrar à comunidade o andamento das apurações. Pelo que sabemos o resultado da fraude continua.

Uma auditoria interna, como caldo de galinha, não faria mal a ninguém.

Roberto de Souza

A ele atribuída a indicação da esposa para presidir a FICC, como cota do PR de César Borges. Até prova em contrário, o vereador pretenderá a reeleição.

Se imaginava contar com apoio da FICC pode ir tirando o cavalo da chuva.

A FICC já tem candidato. Em campanha. Utilizando justamente as atividades beneficiadas pelo edital fraudulento.

Fichas de inscrição para oficinas (antes 16, hoje 35) sumiram da FICC e estariam sob controle de um diretor candidato.

Em tempo de murici

Mundo “civilizado” e “industrializado” em crise. Cortes nos gastos públicos. Até os ricos sugerem impostos para si. No Brasil o governo recomenda economizar. Diz faltar dinheiro para a emenda 29, para a PEC 300.

Mas, o Judiciário quer até 56% de aumento.

Como diria Tormeza: “Em tempo de murici, cada um (Judiciário) cuida de si”!

Desde 1º de junho

A greve no Judiciário Trabalhista já ultrapassou três meses. Pedimos, humildemente: exibam os senhores grevistas seus contracheques. O povo precisa saber desses minguados vencimentos!

Congresso do PT

Quarto Congresso. Os companheiros discutem. De cargos ao futuro. Sob esse particular, se vão mais à direita ou aliam-se de vez aos que sempre criticaram.

Ninguém espere as propostas do Primeiro Congresso, imediato à fundação, como a taxação sobre as grandes fortunas ou mesmo um mais efetivo olhar sobre o capital especulativo.

Não é proibido sonhar

A oposição elogia Dilma. Diaboliza Lula. Espera criar um “clima” de desavença entre ambos. Sonhos de uma noite de verão. Os dois estão mais afinados do que nunca.

Perdida mesmo, até o momento, sem rumo e sem bandeira, a oposição. Sobre ela a espada de Dâmocles: ou reeleição de Dilma ou retorno de Lula.

Na falta do que fazer

Acabam de aprovar, na Câmara Federal (deputado Hugo Leal, do PSC, como relator), uma proposta originária do Senado, que proíbe o transporte de bebidas alcoólicas na cabine de veículos. Já não mais proibido o consumo para quem dirige, também o transporte sobre rodas.

Ao que parece, coisa do FEBEAPÁ (Festival de Besteira que Assola o País). Diria Stanislaw, depois de ouvir Tia Zulmira: certamente os cientistas do congresso descobriram que olhar para a bebida também causa males à saúde.

Itororó

Quem critica a iniciativa do prefeito de Adroaldo Almeida pelo fato de reivindicar e lutar pela inclusão dos distritos de Bandeira do Colônia e São José do Colônia ao município de Itororó passa ao largo das distorções por que vive a atual divisão territorial do Estado da Bahia.

Bandeira do Colônia dista 30 quilômetros de Itapetinga e o início de seu perímetro urbanos está apenas a 5 ou 6 metros do de Itororó. Basta atravessar o rio.

São José do Colônia dista 80 quilômetros de Itambé (sem acesso rodoviário direto) e está a 5 de Itororó, para onde convergem sua produção, seus negócios e necessidades.

O Prefeito de Itororó está certo!

A capa disse tudo

capaCada uma com seu sorriso. E a plebe, nós outros, com a alegria que nos cabe e a indignação que nos resta.

Essa turma

Andaram mexendo com o Ministro Negromonte e deslancharam pelo PP. Carlos Newton, no Tribuna da Imprensa on line de segunda 29 articula: “Ministro Negromente só esqueceu de dizer os nomes dos 10 parlamentares do PP que têm ficha suja e dos outros oito que estão respondendo a processos”, honrosa relação que dispõe de nomes como Paulo Maluf, Espiridião Amin, Beto Mansur, dentre outros. E por lá inseriu:

Luiz Argôlo (PP-BA) Responde a inquérito que apura captação ilícita de votos/corrupção eleitoral no STF, onde também é alvo de inquérito que apura uso de documento falso. Responde a uma ação civil pública no TJ-BA, Comarca de Entre Rios, movida pelo Ministério Público Estadual e de ação de execução fiscal movida pela União; O TRE-BA reprovou a prestação de contas referente às eleições de 2002; no TCM-BA, foi multado por irregularidades cometidas quando presidente da Câmara de Vereadores."

Maldade dessa gente do Sul Maravilha, como diria Henfil!

Rejeição

A rejeição de Azevedo é alta. Para certos padrões estatísticos – científicos, pois – inviabiliza sua reeleição.

Entretanto, estatística em política não a vemos com o rigorismo matemático, justamente por envolver humores da política, leia-se eleitores.

Tanto que deixamos aos analistas e pesquisadores um questionamento sobre o particular da rejeição a Azevedo: teria os mesmos componentes, já inalteráveis, absolutos, que alcançam nomes como Fernando Gomes e Geraldo Simões?

Estaria consolidada ou é reversível a patamares toleráveis?

Rejeição e rejeição

A rejeição na política se altera, conforme os humores do povo. Estes humores não estão na memória de fatos passados – antes que se sedimentem.

Se assim o fosse fatos que macularam a imagem de Fernando no passado (1989-1992) não lhe assegurariam eleição a qualquer tempo futuro.

No entanto, se elegeu outras três vezes.

República Velha

A “profissionalização” político-partidária das administrações, assaltada pelo fisiologismo, faz com que convivamos, aqui e ali, com figuras desconhecidas ocupando cargos nos mais diversos municípios.

Não mais pertence o comando da administração à realidade político-partidária local, mas – o que se tem visto – a este ou aquele chefe político estadual ou nacional.

Dá saudades dos coronéis da República Velha. Pelo menos lutavam pelos afilhados locais em cada lugar que lhes assegurasse os “votos de cabresto”.

Lá como aqui

ciaO filme de espionagem marcou a geração que tinha a tela grande como referência, ao lado de dramas, romances, comédia e policiais. O investigador/espião e o investigado/espionado, o gato e o rato, formavam torcida.

Hoje não se investiga. Mata-se. Dá menos trabalho. E chamam a isso Civilização!

Não á toa, em efeito dominó. Da CIA à polícia nacional.

PT Ilhéus, saudações

No momento, o PT em Ilhéus alinha-se com o PSB, tem secretários no governo municipal. A oposição municipal, em sua maior expressão (Jabes Ribeiro) confabula para ver o PT de Ilhéus com sua candidatura em troca do apoio do PP itabunense à petista.

Ocorre que, em Ilhéus, a disputa entre tendências petistas é fato concreto. Diferentemente de Itabuna, onde manda Geraldo Simões. Lá na praieira não há unidade e o controle do partido está nas mãos de Josias Gomes.

Rodapeando: o PT de Ilhéus – sem interferência de Wagner – pode melar o PT de Itabuna.

Dor de cabeça, hoje, para Geraldo Simões.

A não ser...

Que a fritura ensaiada se materialize. Nome do prato amaciado em fogo lento: Alisson Mendonça.

Leitura elementar: entre o aliado ilheense e o apoio do PP itabunense a Juçara, Geraldo Simões aumentará o fogo na fritura.

E servirá Alisson de bandeja a Jabes Ribeiro.

PT Itabuna, Saudações

A eleição de 2012, sob a ótica do Governador Wagner, deve contribuir para assegurar a eleição de um petista em 2014 para sucedê-lo. Ampliar prefeituras com os partidos que integram a base do governo torna-se fundamental. Joga em terreno pantanoso – muitos dizem – por depender de um leque partidário como o que pretende construir para sustentar esse projeto, que passa por neoprogressistas oriundos do carlismo.

Mas é o projeto. Para tanto ele governador renunciará a única vaga para o Senado a fim de sustentar a composição, que envolve ainda a vice-governadoria.

Mas a turma que aderiu, experiente (pensando em retornar ao poder), sabe que não pode esperar somente isso. Precisa fazer um bom cacife a partir de 2012.

Geraldo conta com isso para ter o apoio do PP à sua pretensão.

Não contará é com o integral respaldo de Wagner se o nome do PT em Itabuna for Juçara.

Nando Luz

O baiano Nando Luz, que prepara o lançamento do espetáculo “Mautnerianas”, com canções de Jorge Mautner, para novembro, musicou poemas de Manoel Bandeira para o projeto “Acenando com Bandeira”, que está à disposição do público para contratações.

Contatos através do Tel (12)3911-8134, Cel. (12) 8111-2341 ou do e-mail dinhaluz@hotmail.com

Lançamento

Na quinta 1º, no Centro de Cultura Adonias Filho, foi exibido o curta metragem "A Fórmula", direção de Henrique Filho, com direito a show dos músicos que  fizeram a trilha sonora.
Atores da região (Alessandra Barreto, Eva Lima, Carlos Betão, Jefinho,Mither, Victor Aziz, Valderez do Salobrinho), de Salvador (Ciro Sales, Gil Vicente Tavares, Luiza, Caco Monteiro) e participação especial de Vladimir Brichta.

Produção cuidadosa, mesmo antes de estrear oficialmente, já participa de diversos Festivais de Cinema, começando pelo Festival Internacional de Cinema da Bahia, neste inicio de setembro, em Salvador.

Carinhosamente

Em tempos bicudos para a boa música trazemos esse duo de Marisa Monte e Paulinho da Viola, para “Carinhoso”, o clássico de Pixinguinha e João de Barro (Braguinha).

E para confirmar que ainda há vida inteligente neste Brasil, o Grupo Balaio e “Riacho de Areia” (no Sr. Brasil), na adaptação feita por Consuelo de Paula sobre temas de canoeiros do Vale do Jequitinhonha e cantos dos congadeiros de Pratápolis (MG).

Cantinho do ABC da Noite

cabocoNaquele sábado fervilhava pelo Beco todo tipo de proposta para a jogatina. Do bicho a federal nada escapava:

– Não quer fazer um bolão, Cabôco? – propõe o freguês.

– Não, Cabôco – explica Alencar – eu não tenho fermento. 

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Estreia - Jorge Araujo

Domingos Matos, 27/02/2011 | 13:22
Editado em 27/02/2011 | 13:27

A quem serve o Carná?

Jorge de Souza Araujo

Jorge AraujoNa sociedade do espetáculo que nos atravessa, a tudo tornando show e feira e festa e consumo de imagens, nem mesmo a Igreja se permitiu imunizar, consagrando os dois últimos papas em cerimônias coalhadas de pompa e circunstância, bem distante da franciscania comportamental dos cristãos primitivos. A resposta é uma só: a era midiática a tudo impõe um rito e as coisas simples quase se travestem em injúria, de tão heréticas já se assemelham a olhos gulosos de luz, cor, som e ação televisivo-cibernéticos.

Sob olhares complacentes dos governos, submetidos aos pulsos e compulsões de agências patrocinadoras de farras e índices, o custo de vida reajusta ao sem limite suas tarifas de abuso. Isso num modelo que não respeita sazonalidades quando o assunto é reajuste de salário. Bancos e banqueiros, empresas e empresários permanecem em berço esplêndido de impunidades e os usuários, desesperados, continuam buscando soluções para seus eternos problemas. Em vão, porque tais assuntos, sem pauta oportuna de novidades no front da mídia, não oferecem palatabilidade, aliás, assuntos desconformes quando tudo na vida é carnaval.

Vão me tachar de operador de ociosas arquitexturas ou macaco moreno em loja de conveniências. Corro o risco, mesmo em desacerto com os inúmeros contextos de elogios aos carnavais, com suas mais que azeitadas trezentas atrações, toneladas de decibéis, farelos de ilusões em meio a tantas ausências. Não suporto ser o idiota da objetividade, tampouco o consumista de subjetividades contrafeitas, mas não tenho como me furtar à pergunta insidiosa, face ao monte de declarações embevecidas dando conta do sucesso do empreendimento momesco, sobretudo os fora do período convencional. Afinal, a quem serve a festa?

Se as prefeituras estão falidas — conforme insistentemente acentuam vitoriosos alcaides em gloriosos dias de mandato —, como será possível encaixar tantas milhas de reais para paga das milhares de atrações, os tantos risos, tantas alegrias? Resta-nos concluir que carnaval é sempre carnaval — e se o povo só quer festa, tome-lhe delírio e êxtase, que a vida real anda muito difícil e o estresse da vida moderna precisa ser debelado com a queima de calorias no asfalto. Se falta pão na mesa do pobre, dê-lhe o pão do espírito na fartura do circo. Inda mais quando alguns mil palhaços se exilaram do salão da honradez, compactuando com o que antes execravam, em razão da loja-política de conveniências, que aponta todo ano como ano de redenções, tricas e futricas da moda, compreendem?

Carnaval tem glamour, mesmo em períodos fora do Carnaval — essa praga que toma conta do Oiapoque ao Chuí, desobrigando autoridades de um pouco de vergonha na cara suja de suas administrações —, asseguram-nos os peritos em festas populares. Mas prefeituras falidas, se têm dinheiro para assegurar a fortuna de bandas e bandos locupletários com desanuviadas inflexões financeiras em poucas horas de folia, por que resistem a cumprir outros roteiros culturais que salvariam da vergonha e do constrangimento escolas desalentadas, bibliotecas desaparelhadas, cidades sem circo real, sem cinema na praça, sem feiras de livro, sem teatro regular, sem galeria de arte, sem festivais de folclore, sem museu, sem agenda, sem calendário, sem política de cultura que não seja pré-, pós-, ou carnavais fora do contexto carnavalesco propriamente dito?

Resposta para as redações? Talvez não, que as redações estarão ocupadas com outro estilo de preocupação. Penso que as respostas deveriam ser encaminhadas ao Artista Popular, que nada de braçadas contra a correnteza, próximo da asfixia, mas com a responsabilidade e a altivez de agentes culturais que pensam na cultura como prática das liberdades públicas, liberdade de sonhar, de pensar, de ler, de aprender. Respostas também para as Academias de Letras, que parecem pertencer a uma insólita ordem dos mendicantes, tal sua sorte de dependência dos humores governamentais. Contas de luz, de água, do telefone em desuso? Paguem os sócios, imortais que só o são porque não têm onde cair mortos. Circos, Folias, Festas Populares? Matemos uma vez mais os idealistas que, como pedras que rolam na estrada, imaginaram cidades como Atenas redivivas, a revigorar de ânimo os trabalhadores pelas causas da cultura sem adereços.

E quanto ao pré, durante ou pós-carná, que felizmente não mais me rompem os tímpanos com sua fúria sonora e seu gostinho de repetição até à náusea, a quem é que eles servem em cidades sem folgas financeiras para grandes projetos? Servem a quem deles se servem e cevam, comendo a carne e lambuzando os ossos, conforme a praxe.

Jorge de Souza Araujo é poeta, ficcionista, ensaísta e dramaturgo, mestre e doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ, Professor Adjunto da UEFS, tem 35 livros publicados

Itabuna dentro: Geraldo está garantido na Câmara

Domingos Matos, 30/11/2010 | 22:59
Editado em 30/11/2010 | 23:01

Acabou a agonia para o deputado federal reeleit0 Geraldo Simões (PT-BA). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de liberar o registro de candidatura do parlamentar. O tribunal analisava um recurso do PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima que tentava incluir o deputado entre os fichas-sujas e, assim, impedir a sua posse.

A defesa de Geraldo insistiu na tese de que os fatos que levaram à reprovação de contas como prefeito de Itabuna, por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) não caracterizavam dolo, mas erro técnico. Geraldo Simões foi reeleito com 75.977 votos e vai cumprir o seu terceiro mandato como federal.

O texto é do Pimenta.

Ministro alerta: ''cidade suja terá foco de dengue''

Domingos Matos, 25/11/2010 | 09:41
Editado em 25/11/2010 | 09:48

temporãoO ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira (25) que a proliferação das larvas do mosquito transmissor da dengue está diretamente relacionada à falta de saneamento e à falta de informação.

Em entrevista nesta manhã ao programa “Bom Dia Ministro”, da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, Temporão respondeu perguntas feitas por jornalistas de emissoras de rádio do país. Segundo o ministério, o número de mortes provocadas pela dengue aumentou 89,7% neste ano (entre janeiro e 16 de outubro) em relação a todo o ano passado. Em 2009, foram registradas 312 mortes, e 592 entre janeiro e 16 de outubro deste ano.

“Dengue tem a ver com habitação precária, falta de acesso à água. Cidade suja é cidade que vai ter surto de dengue. Cidade em que as pessoas não têm acesso à água, as pessoas precisam estocar água, e ao não vedar os recipientes, isso se torna foco do mosquito. Isso acontece muito no Norte e Nordeste. Na região Sudeste, o foco está na casa das pessoas. Tudo isso junto, integrado, falta de acesso à água, falta de informação, de educação e falta de saneamento, auxilia na proliferação da doença", disse.

Informações do G1.com

Réus confessos

Domingos Matos, 21/11/2010 | 11:07
Editado em 21/11/2010 | 11:14

Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br

walmirPela leitura dos jornais do final de semana (20 a 22), em Itabuna, dá para se ter uma ideia dos rumos que têm tomado nossa sociedade. A manchete do Jornal AGORA traz uma matéria na qual o presidente da Câmara Municipal de Itabuna, Clóvis Loiola, assume a condição de réu confesso e diz que o esquema de fraudes na instituição que dirige “tungou” mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos.

E Loiola vai além e confessa, publicamente, que existe a possibilidade de pagar por isso na cadeia, mas faz uma ameaça a seus pares: “Posso ir preso, mas levo todos os vereadores comigo”, estampa a manchete das páginas centrais do AGORA. Essa afirmação, por si só, já é um libelo de acusação, mas que vem passando ao largo das instituições que devem evitar os desvios de conduta da sociedade, notadamente o Ministério Público (fiscal da sociedade) e o Poder Judiciário.

Mais estranho, ainda, é que essas declarações têm sido feitas pelo ainda presidente da Câmara, Clóvis Loiola, na presença dos seus advogados, profissionais escolhidos “a dedo” pelos porões do Centro Administrativo Firmino Alves, onde se escondem alguns membros do Poder Executivo. Digo estranhar esse fato pela defesa, baseado no princípio constitucional de que um cidadão (qualquer) não está obrigado a produzir provas contra si.

Quem também está sempre presente às declarações de Loiola da sua participação na fraude do dinheiro público é o “homem” responsável pela sua apuração e condutor do setor de Recursos Humanos da Câmara (mas que trata das finanças). É outra indicação do Poder Executivo para manter o Poder Legislativo debaixo das botas.

Do alto da minha “santa ignorância”, nunca conseguiu vislumbrar as causas que despertam o interesse dos vereadores em se manterem subordinados ao Poder Executivo, mesmo possuindo todas as garantias constitucionais de ser um “fiscal da administração municipal”. Como se isso fosse pouco, a Constituição Federal ainda garante “Inviolabilidade dos vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do município”.

Não consigo entender e “minha burrice nesse tema chega a ser científica”, como gostava dizer o saudoso Carlito Alemão, o motivo desse complexo de “vira-latas” que assola os vereadores. Por simples submissão não deve ser, pois como dizem os entendidos em política, nas câmaras municipais só tem gente sabida, já que os bestas não conseguiram uma vaga nesse tão seleto grupo.

Tudo indica que há nesse relacionamento mais interesses do que possa enxergar a míope visão dos entendidos políticos. Há quem diga e jure de pés juntos, que o relacionamento é incestuoso, haja vista qualquer cidadão de perfeito juízo não desprezar, jogar na lata do lixo, o artigo 2º (Cláusula Pétrea, é bom que se diga), da nossa Carta Magna que estatui: “São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

Passo os olhos em outro jornal, o A REGIÃO, e não consigo ler notícias mais amenas, pelo contrário, além das mazelas praticadas pelos nossos bravos vereadores, vislumbramos as fraudes cometidas pelo Poder Executivo contra a Receita Federal e os coitados dos servidores municipais. A título de lembrança, a apropriação indébita cometida pelo Capitão Azevedo, oficial da Polícia Militar, que tem o dever de defender a lei e não infringi-la, o que já contamos aqui em artigo anterior.

Entre uma leitura e outra, me veio à mente ser todos esses desmandos fruto da consagrada (lá entre eles) impunidade que assola o país. O Executivo, acossado pela fiscalização contra o esquema de corrupção fincada no governo, “compra” a cumplicidade do Legislativo (há quem diga que não paga conforme contrato), e transfere as “baterias” da imprensa e outros organismos de pressão social para a Câmara.

É perfeitamente factível essa modesta tese, pois todas as variáveis descritas neste despretensioso artigo combinam, fecham questão. Nesse caso, além do complexo de vira-latas, teremos também a síndrome de Estocolmo, um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro. No caso em questão, a síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do opressor.

Já que nem o Ministério Público ou o Judiciário se mostraram dispostos a acudir a sociedade, livrando a Nação de fichas-sujas no comando dos órgãos públicos, somente resta às organizações sociais assumirem uma grande campanha de mobilização para evitar a perpetuação e institucionalização do roubo do dinheiro público. E olha que poderá vir ainda mais dinheiro para isso, por conta da CPMF.

Será uma fartura só!

Walmir Rosário  é jornalista, advogado e editor do site www.ciadanoticia.com.br

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 07/11/2010 | 09:07
Editado em 07/11/2010 | 17:04

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Debate imprescindível I

Ao encerrar o penúltimo bloco do programa Fórum em Debate (TV Itabuna), presente o deputado eleito Josias Gomes, os jornalistas Maurício Maron, Joel Filho e Marival Guedes, Ederivaldo Benedito abordou, sinalizando para uma discussão futura ou, como mais nos pareceu, emitiu um raciocínio em torno da panaceia que começa a ser construída: o controle social dos meios de comunicação. Expressou, com todas as letras, que o governo Lula e o de Wagner “querem controlar a imprensa”. Este assunto tem reverberado na imprensa local, sem o devido conhecimento e aprofundamento, reproduzindo “preocupações” postas pelos grandes controladores da imprensa nacional.

“Bené”, um dos poucos jornalistas que assumem polêmicos temas e enfrenta os que o enfrentem, considerando a repercussão do que expresse, precisa acautelar-se em torno deste tema, ou reduzi-lo aos limites da verdade factual, que não é aquela difundida e que está próxima da defesa de interesses muito mais particulares que da sociedade.

Debate imprescindível II

O comentado PNDH 3 – que não passa de uma repercussão de decisões tomadas pela sociedade brasileira através de conferências locais, regionais, estaduais e nacional – contempla a necessidade de um controle da sociedade sobre os meios de comunicação, não no sentido de controle de conteúdo (isso fere a liberdade de expressão) mas de fazer valer o previsto na Constituição Federal (arts 221 e 222), ainda aguardando regulamentação, o que implica em estabelecer um marco regulatório, que o diferencia, de água para vinho, de controle de conteúdo, o que é expressamente vedado pela Carta Maior.

Rescaldo I

fhcDa série para não esquecer, o “esquecimento” de José Serra, no pronunciamento ao término da apuração que assegurava a vitória de Dilma Roussef, em relação aos nomes de Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso. Temos que, para Neves, pela falta de empenho; para FHC, pelo excesso de empenho.

FHC ainda foi salvo pelo gongo, que tem o nome da filha (de Serra) Verônica.

Rescaldo II

Buscando a Europa para continuar sua campanha, caiu na besteira de verberar contra Lula. Foi interrompido por um “por que não te calas”, como nos remete oleitor Henrique Chaves.

Nós outros, pobres mortais, os que podemos ir à Europa (não o caso deste escriba), sabemos quão admirado e exaltado é o Presidente Lula por lá.

Serra, externando o inconsciente (Freud explica), sublimando os elogios que fez a Lula internamente (contrariado), inclusive em sede de programa eleitoral, imaginou que o “primeiro mundo” estivesse próximo de seu discurso.

Falou mal do Brasil e de Lula e se deu mal.

Inferno X purgatório

hblemEvitar que o HBLEM se torne um inferno é meio de impedir que a Saúde itabunense se torne sucursal do purgatório. Quanto dos recursos da receita do município destinados, por lei, à Saúde vem sendo regiamente aplicados? A Secretaria de Finanças estaria transferindo corretamente tais recursos para o custeio da Saúde, a cargo da Secretaria específica? E a parcela que caberia ao município de Itabuna para custear o HBLEM tem sido entregue à gestão do hospital?

No contexto de perguntas e mais perguntas, certo é que no embate presente e permanente no Centro Administrativo, vence até agora Carlos Burgos.

No futuro Azevedo pode ser levado a constrangimentos. Se não a coisa mais grave!

Com Saúde não se brinca!

Dinastia I

tiagoAnunciam possível candidatura de Thiago Feitosa a vereador em Salvador, para onde estaria transferindo seu domicílio eleitoral, contando com apoio do deputado Estadual J. Carlos.

Análises à parte, Thiago pode estar pretendendo vereança em Itabuna em 2012.

Aqui e lá, no entanto, trará sérios prejuízos e desgastes para a campanha de 2012 em Itabuna, seja Geraldo ou seja Juçara o candidato a Prefeito.

Discurso melhor a oposição não encontrará: “A dinastia GS – como começar a derrubá-la”.

Dinastia II

A posição de GS diante do sonho político do filho será uma demonstração do que pretende politicamente para o futuro: a garantia da expressão política e o poder pessoal como instrumento de benefícios para o povo ou o asseguramento de poder para a família Feitosa Simões.

O tempo dirá.

Itororó I

Não bastasse o que vive o município de Itororó em índices de homicídios, até os que mourejam fora dele estudando são alcançados pela violência.

Carregam o carma nas costas. Atraem. Haja descarrego.

Vade retro, Satanás!

Itororó II

Serra bateu Dilma em Itororó no segundo turno, onde perdera no primeiro. O Prefeito Adroaldo Almeida que dispõe de um programa de rádio na Itapuhy FM (copiando governo federal e estadual) poderá explicar ao povo o que aconteceu.

Inclusive porque demitiu funcionários no período compreendido entre o primeiro e o segundo turno.

Marcos Maurício

magarefeAs charges de Marcos Maurício (marcosmauricio.blogspot.com) situam-se entre as melhores deste Brasil. O traço já se apresenta inconfundível, com especial destaque para um particular domínio dos sinais físicos dos retratados que os identifica.

Rimos a cântaros com a última – Hospital de Base -Vagas Para Médicos – envolvendo a mais recente crise do HBLEM (ver, a propósito, matéria neste O TROMBONE). Diante da ameaça de demissão de médicos a realidade do povo vista pelo chargista reflete a excelência do trabalho de Maurício.

Do Brasil para o mundo

Da série ninguém segura este Brasil, lemos em http://www.advivo.com.br/luisnassif/ que Mônica Bérgamo publicou na quinta 4, que “Massa pode ser preso” se der passagem para seu companheiro de Ferrari, Fernando Alonso. Ameaça concreta do Promotor Paulo Castilho, do Juizado Especial Criminal paulista, com base no Estatuto do Torcedor.

Diante do iminente risco de prisão caberá a Felipe Massa tão somente deixar a manobra para a equipe nos boxes.

Já o Promotor conseguirá seus quinze minutos de fama. Aguardamos, apenas, que utilize o mesmo Estatuto do Torcedor para coibir os abusos no mundo do futebol.

O mais inacreditável

Até quando redigíamos estas notas o silêncio persistia. Outra Macondo no imaginário ou tudo aconteceu em Antares, onde nada ocorreu. Houve ou não a agressão cometida contra uma líder do assentamento D. Hélder Câmara no município de Ilhéus, invadido por um pelotão da Polícia Militar da Bahia por volta das 14:00 horas do dia 23 outubro, sábado, que resultou em tortura, abuso de autoridade, violência contra a mulher e intolerância religiosa?

Se ninguém desmente, tudo é verdade. E o é, sabemos. Inclusive este O TROMBONE publicou manifestação da CUT denunciando a violência e o assunto já reverbera pela internet.

No entanto, surdos, mudos e calados os vários segmentos da mídia impressa e televisiva regional. E não cremos que seja a pedido das autoridades responsáveis pela apuração das violações denunciadas, até porque não se pode conceber que fatos como estes convivam com o Estado de Direito.

Ovo de serpente

A contundente denúncia de Eduardo Anunciação (DIÁRIO BAHIA, de quinta 4) espanta, pela mesquinhez e sordidez do personagem: o presidente da FICC, Cyro de Mattos, buscou o Prefeito José Nilton Azevedo para pedir a cabeça da atriz e produtora cultural Eva Lima, que exerce função naquele órgão, o que teria sido imediatamente repelido pelo alcaide.

Se é este o modo de dirigir os destinos do órgão incumbido de administrar e divulgar a cultura itabunense, o prefeito Azevedo está criando típico ovo de serpente.

Hora de assumir

cyro de mattosPelo que temos visto está na hora de Cyro de Mattos assumir a FICC, promovendo projetos – e não extinguindo-os – e buscar recursos para a cultura local. Imaginar, como pensam alguns, que a promoção da cultura local esteja vinculada tão somente à transferências do erário do município não corresponde à realidade. Dentre as suas funções a FICC é uma fonte de angariar recursos.

Como ocorre em todas as dimensões e movimentos sociais a busca junto ao Ministério da Cultura, que fomenta uma gama de atividades, desde que estejam amparados em propostas consistentes, é coisa corriqueira. Para teatro, cinema, biblioteca, pontos de cultura etc. não falta dinheiro.

No caso de Cyro de Mattos, um simples olhar sobre os trabalhos existentes ao tempo em que assumiu a FICC parece demonstrar que tudo está em desalinho e paradeiro. Temos ouvido de atores da cultura local, que em muito dependem da ação da FICC, e só escutamos lamentos diante da inoperância de Cyro de Mattos. Se o Prefeito Azevedo quiser sentir o que hoje representa a contribuição da FICC em desgaste para sua administração converse com alguns artistas.

A vaidade de Cyro de Mattos é tanta que se arvora de juiz diante de projetos que lhe são apresentados, tornando-se júri de um só em suas conclusões para negar míseros reais a muitos jovens que buscam a FICC como centro de esperança para sua autoestima.

Cyro de Mattos não incentiva, apenas centraliza em torno de si o belo propósito da instituição que preside. Dói na alma ver-se que funcionando mesmo na FICC só a propaganda pessoal do Presidente e suas viagens inócuas às custas da FICC.

Talvez não tão inócuas para ele!

Dilma na Bahia

Evidente que a escolha do território baiano para descanso da Presidente eleita ratifica a vocação de nossa costa praieira para reposição de forças de governantes brasileiros. Aécio Neves, por exemplo, nos diz um seu vizinho, sempre voa para os lados da Baía de Maraú. Lula quase sempre esteve por aqui, não necessariamente na Costa do Cacau.

Itacaré, no entanto, ficará marcada pela circunstância. Aguardemos que Dilma retorne depois de empossada.

Pelo menos para inaugurar o complexo intermodal.

Avenida Jorge Amado

saulo pontesEste o futuro – não necessariamente visionário – da hoje rodovia Jorge Amado. O complexo viário resultante da denominada duplicação a tornará uma grande avenida, uma vez que o tráfego pesado alcançará os novos aeroporto e porto de Ilhéus através de grandes semi-anéis e a rodovia tende a ampliar a oferta de espaço para instalação de empreendimentos vários.

É o que pudemos abstrair do engenheiro Saulo Pontes, em conversa recente.

Fale com Saulo

Saulo, reconheçamos, é o grande elaborador de um projeto viário de anel e semi-anéis no entorno de Itabuna. Esteve sempre envolvido nos grandes projetos viários nestes últimos anos.

Quem pretender informação precisa – para não andar escrevendo bobagem – fale com Saulo Pontes.

Reprise

Em 1996 e 2004, Davidson Magalhães e Renato Costa, respectivamente, em que pese jurarem de pés juntos que não, asseguraram a eleição de Fernando Gomes para prefeito de Itabuna. As disputas visando 2012 parecem já haver começado, internas, divisionistas.

Ainda permanece a grande indagação: quem efetivamente detém densidade eleitoral para enfrentar Fernando Gomes nas hostes ditas à esquerda?

No momento – claro que o quadro pode mudar – Davidson, Renato, Wenceslau, Roberto de Souza, Luís Sena, Josias Gomes (se dispuser de domicilio eleitoral) etc. disporiam de força nas urnas para disputar com um Fernando sempre forte (assim o tem demonstrado)?

A não ser que seja relegado ao limbo como ficha-suja. A mácula que já começam, segundo divulgam, imputar a Geraldo Simões.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

as traçastraços

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Direto do blog Tijolaço: terrorismo de Serra em forma e conteúdo sem precedentes! (Dá nojo, mas é preciso ver)

Domingos Matos, 30/10/2010 | 11:13
Editado em 30/10/2010 | 11:22

Por Brizola Neto, editor do Tijolaço

A colunista Eliane Catenhede referiu-se aos blogs pró-Dilma como "os cães da internet".

José Serra chama-os de "blogs sujos".

Quero saber o que irão falar do que a campanha de Serra – sim, a campanha de Serra, que colocava este blog "Vou de Serra 45″ na sua capa de seu site oficial – publica com o mais nítido sentido de terrorismo eleitoral, com uma produção que é evidentemente eleitoral.
Um vídeo chamado "2012, o fim está próximo" é um crime, sob todos os aspectos.

Figura o Brasil sob uma ditadura, até com ameaça de invasão de tropas estrangeiras.

Coisa de canalhas. Quem age assim, sob um regime democrático e às vésperas de uma eleição livre e democrática.

Pessoas assim, sim, são terroristas. Porque não estão lutando contra a tirania, estão lutando contra o voto livre da população, usando como arma o medo, a mentira e, sobretudo, a covardia.

Vou colocar o vídeo, repugnado. Porque ele está sendo publicado por dois dos grandes veículos de comunicação, O Globo e o Estadão, em seus portais, nas colunas Radar Online e no Noblat. E sem uma palavra de condenação. (atualização: postado também no corpo de O Globo).
Por isso publico, porque é necessário reagir, e não fingir que isso não é nada.

Foi por "não ser nada" que o nazismo se desenvolveu até ir ao poder.

Eu desconsideraria, se não tivesse sido publicado, como disse, sem uma palavra de condenação por dois órgãos de imprensa gigantescos, que, ao faze-lo, difundiram a centenas de milhares de pessoas o conteúdo do esgoto.

Sei que o assunto está no setor jurídico do PT.

Em nome da democracia, suplico que tomem uma atitude, já que se tornou inútil esperar que o Ministério Público Eleitoral aja.

Tem que haver limites para a baixaria e a sordidez.

Não se trata de reprimir a liberdade e o direito de crítica, consagrados na Constituição, vedado o anonimato.

O blog, mesmo sendo anônimo, encontrou abrigo na página da campanha de José Serra.

Assim, juridicamente, ele o subscreveu.

Não é um comentarista ou alguém que, informalmente, diz ali coisas exageradas.

É um trabalho profissional, não obra de amador. Foi postado num canal do youtube criado especialmente para isso, na quarta-feira.

Nunca pedimos ações contra garotos que fazem baixarias. Coisa bem diferente é isso ser patrocinado pela campanha tucana. Que fez, lamentavelmente, desta a campanha eleitoral mais suja que já assistimos.

P.S.: O Trombone também publica (abaixo) o vídeo de forma crítica. Esse blogueiro se declara absolutamente enojado com o que acaba de assistir. Já foram cerca de 150 mil exibições.

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