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Itabuna: criança de 11 anos e adolescente de 13 são vítimas de bala perdida após tiroteio perto de igreja

Domingos Matos, 14/09/2019 | 22:21
Editado em 14/09/2019 | 22:47

Uma criança de 11 anos e um adolescente de 13 foram vítimas de bala perdida após um tiroteio na cidade de Itabuna, na noite de sexta-feira (13). Segundo informações da Polícia Militar da cidade, o caso aconteceu perto de uma igreja, no bairro Maria Pinheiro.

De acordo com testemunhas, o tiroteio aconteceu entre facções rivais da cidade. Os dois meninos, de 11 e 13 anos, foram socorridos por populares e levados para um hospital da região. As vítimas foram atendidas e liberadas ainda na noite de sexta.

A polícia não soube informar se teve mais pessoas feridas. Ninguém foi preso até a publicação desta reportagem. (Com informações do G1)

 

Itabuna: Tiroteio em frente à Escola Pedro Jerônimo assusta professores e alunos

Domingos Matos, 19/08/2019 | 12:42
Editado em 19/08/2019 | 19:15

Um tiroteio que aconteceu no final da manhã desta segunda-feira (19), assustou a direção, funcionários, professores e estudantes do Grupo Escolar Municipal Pedro Jerônimo, no bairro Pedro Jerônimo, em Itabuna. A ação fez com que professores e alunos, principalmente, passassem boa parte do tempo de aula no interior da escola, completamente abaixados, como forma de proteção contra possíveis balas perdidas, durante a troca de tiros. 

Assim que começou o trioteio, a direção acionou a Polícia Militar (PM/BA) e entrou em contato com a secretária municipal da Educação, Nilmecy Gonçalves, para explicar a suspensão das atividades no dia de hoje, mesmo porque houve o aceno por parte de envolvidos de que o ataque seria revidado. 

Em contato com a Central 190 da Polícia Militar, a Secretaria Municipal de Educação de Itabuna (SME) foi informada que as rondas foram intensificadas na localidade, mas nenhum integrante envolvido nos disparos foi identificado. Também não há informações, segundo a Polícia Militar, se está acontecendo algum “toque de recolher” no bairro ou nas imediações. 

A orientação da Polícia Militar, diante do ocorrido, é a de que “até que a Polícia Militar esteja segura de que a situação está controlada, moradores, transeuntes e até lojistas evitem situações que podem transformá-los em possíveis alvos”. 

Para a professora Nilmecy Gonçalves, “é inaceitável que esse tipo de ocorrência aconteça em nossa cidade, a ponto de interferir diretamente no cotidiano de uma escola de Educação Infantil. A imagem de crianças da Escola Pedro Jerônimo todas abaixadas, com medo dos tiros não é a imagem que queremos para as nossas escolas. Estaremos em contato com o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, e, juntos, forças de segurança, prefeitura, Secretaria da Educação e sociedade estarão unidos para que esse tipo de situação não volte a acontecer”. 

Informações ainda não confirmadas dão conta de que o tiroteio teve um tempo de duração de cerca de dez minutos. 

Republicação da entrevista de Ottoni Silva a 'O Trombone'

Domingos Matos, 22/08/2011 | 16:20
Editado em 22/08/2011 | 16:46

Com grande pesar, recebemos a notícia do falecimento do jornalista Ottoni Silva. No ano passado, este blogueiro teve a honra de entrevistar o jornalista, num fim de tarde de maio, na varanda de sua casa. Foi, ao que conhecemos, a última entrevista de Ottoni, que atendeu à equipe do blog com uma simpatia digna de registro. Foram momentos deliciosos, que reproduzimos na entrevista que vai republicada a seguir. Ottoni será enterrado amanhã, às 16 horas, no cemitério Campo Santo, em Itabuna, cidade que escolheu para viver epela qual lutou como poucos. O velório está sendo realizado em sua casa, no bairro Pontalzinho (Rua Ottoni Silva, 14).

Domingos Matos - Editor

ottoniO blog O Trombone teve o prazer de entrevistar o jornalista Ottoni Silva, um dos símbolos do que se pode traduzir como amor pelo jornalismo nessa jovem cidade. Contam-se nos dedos das mãos o número de  pessoas que, como Ottoni, dedicaram suas vidas a informar e formar opinião por essas bandas, independente do retorno financeiro dessa tarefa muitas vezes inglória, que é manter um veículo de comunicação, contra tudo e contra todos.

Aos 13 anos, ele já trabalhava em uma gráfica. Chegava a trabalhar, na juventude, por 16 horas diárias. Com apenas o 3º ano elementar, Ottoni Silva, hoje com 94 de idade, se tornou uma das personalidades intelectuais das mais importantes nesse primeiro século de vida de Itabuna, com atuação na Maçonaria, Lions, Santa Casa e outras entidades.

Ilheense de nascimento, casado com dona Eva Barreto Silva há 70 anos, esse itabunense de coração brigou por Itabuna contra o domínio da antiga Ilhéus, que tudo possuía. "Nossa briga era com Ilhéus. Tudo era de lá, até a nossa comarca era lá. Então, tudo que fazíamos era para ver Itabuna crescer".

A entrevista a seguir foi gentilmente concedida ao blogueiro Domingos Matos, editor, e ao diretor Íris Augusto, que fez as vezes de fotógrafo. A conversa foi na varanda da casa de Ottoni, na rua que leva seu nome, no Pontalzinho, no fim de tarde da última quinta-feira [20 de maio de 2010]. A seguir, os principais trechos.

O senhor começou cedo nas oficinas gráficas. Lembra de seu início?

Ah, eu tinha 13 anos, e comecei na oficina do jornal A Época. Um homem sem instrução, apenas com o 3º ano elementar, mas que ao longo do tempo descobriu que tinha muito o que fazer por Itabuna. Não me pergunte de datas, que eu já não me lembro de todas.

Não há problema. Como era fazer jornalismo naquela época?

A gente teve que compreender a nossa época, que eram os tempos dos jagunços. Você veja que as pessoas eram assim. O próprio Henrique Alves, dono do jornal O Intransigente, onde eu realmente exerci primeiro a função de jornalista, era um homem elegante, usava uma cartola luxuosa, bengala de osso, terno sob medida, com uma corrente de ouro atravessando o peito. Por baixo disso tudo, uma peixeira desse tamanho! Essa era a nossa época, de pessoas elegantes, mas que estavam dispostas a tudo.

O Intransigente era um jornal combativo. Como o senhor lembra de sua participação nele?

Era um jornal que lutava por Itabuna. E nossa luta era contra Ilhéus, que tinha tudo. Aqui, não tínhamos nada. Tudo era lá. Até nossa comarca era em Ilhéus. Então, tudo que fazíamos era para ver Itabuna crescer.

Qual foi o fato que marcou o senhor, como jornalista, nesses anos todos?

Uma vez, na década de 30, a gente ia ter um comício aqui na cidade. João Mangabeira ia ser um dos oradores. Ele era um dos maiores oradores do país. Mas, aí, no meio da multidão, a gente via que tinha uns 100 jagunços, de algum político contrário. E João Mangabeira, quando percebeu a movimentação, aquele buchicho, iniciou seu discurso: "Ouço, ao longe, o coachar dos sapos...". Foi o suficiente. Começou um tiroteio terrível. No outro dia, eu botei o jornal [O Intransigente] na rua, com a manchete: "BANDIDOS!".

Esse título, claro, contrariava a muitos...

Muitos, principalmente àqueles coronéis que mandaram os jagunços para lá. No outro dia, o jornal vendeu de um jeito... Também, a praça amanheceu coalhada de chapéus, bengalas, óculos, sapatos. As pessoas saíram de um jeito, que deixaram tudo para trás.

otoni e esposaÉ verdade que o senhor quase foi prefeito de Itabuna?

Eu recusei a prefeitura por duas vezes. Um emissário de Getúlio Vargas, homem de sua confiança aqui, me ofereceu a prefeitura e eu recusei. Eu era contra Getúlio, não podia aceitar ser prefeito com o seu aval, com seu favor.

Voltando à luta pelo progresso de Itabuna. A Rádio Clube foi outra grande contribuição que o senhor deu a essa cidade...

Inauguramos a rádio, foi aquele sucesso, mas quando não mais pudemos continuar, fizemos questão de doar ela para um pessoal de Feira de Santana, com a única condição de implantar as Ondas Curtas, para que o nome de Itabuna fosse levado para o Brasil todo. Veja bem: não vendi, eu dei. Hoje, essa rádio já passou por tantos donos, sempre sendo vendida... Antes de morrer, eu queria saber como foi que isso se deu.

O senhor nos dizia que Itabuna precisa de uma universidade federal...

Precisa, e muito. Uma universidade federal aqui é a oportunidade do pobre estudar, de crescer. E, outra: sem esse negócio de universidade do sul da Bahia. Tem que ser em Itabuna. Porque aqui é o pólo, é daqui que as coisas vão para os outros municípios. E com esse nome que estão querendo, ela pode ser construída em qualquer lugar da região. Tem que ser em Itabuna. Outro dia, ouvi no rádio um deputado defendendo essa universidade regional. Quero saber do deputado Geraldo Simões se essa defesa é dele ou se é de outro.

Se for dele...

Eu vou falar para ele mudar isso. Já conversamos e ele sempre defendeu uma universidade para Itabuna. Tenho certeza que ele também pensa como eu.

O senhor acompanha o noticiário? O que acha de como as coisas caminham hoje?

O que eu vejo é a imprensa apática. Veja essa questão da barragem. De quando é que falam que essa barragem é necessária, que vai garantir água por mais 50 anos... Daqui uns dias chega os 50 anos e a barragem não sai. [A imprensa] tem que cobrar, tem que ferir. O governador veio, prometeu, e agora cabe a gente cobrar sempre.

Como o senhor está percebendo essa administração de Itabuna, do prefeito Capitão Azevedo?

Só sei de uma ponte. Tanto falaram nessa ponte, que eu, ‘cego' como estou, fiz questão de ir lá ver. Mas, qual ponte! É aquela coisinha estreita, parece aquela do Conceição (risos).

Aquela que não passa carros?

É. Mas ali passava, um de cada vez. Parecia essa. Aquela ponte foi um presente do Banco Econômico para Itabuna. Naquele tempo era assim, até os bancos amavam a nossa cidade. Hoje...

Itabuna está para completar 100 anos. O que o senhor sonhou para essa cidade, nessa época? Como o senhor imaginou que ela estaria aos 100 anos?

Assim, mesmo. Desenvolvida. Mas sonhei sem as coisas negativas. Sonhei tudo isso, Itabuna crescendo, mas com o pobre participando das coisas boas.

EUA comemoram a morte de Osama bin Laden

Domingos Matos, 02/05/2011 | 08:21
Editado em 02/05/2011 | 08:24

osamaO líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, está morto e seu corpo foi resgatado por autoridades dos Estados Unidos, informou a rede de televisão CNN no fim da noite do domingo. De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, Bin Laden morreu durante um ataque dos EUA a uma mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, país vizinho ao Afeganistão.

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez por volta da 0h30 desta segunda-feira (horário de Brasília), um pronunciamento anunciando oficialmente a morte do líder terrorista de origem saudita Osama bin Laden.

De acordo com Obama, o governo dos EUA havia obtido informações na semana passada sobre a localização de Bin Laden em um complexo na periferia de Islamabad, capital do Paquistão. “Na semana passada determinamos que tínhamos informação suficiente [para conduzir um ataque conta Bin Laden]. Na noite de hoje [domingo], um pequeno time de soldados americanos levou a cabo a operação. Após um tiroteio, esses soldados mataram Bin Laden e capturaram seu corpo. Nenhum americano foi ferido e houve cuidado para que nenhum civil fosse ferido durante a operação”, disse Obama no pronunciamento.

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DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 26/12/2010 | 10:58
Editado em 26/12/2010 | 12:48

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Preocupações à vista I

Os incidentes envolvendo integrantes da Polícia Militar da Bahia deixam o cidadão que os remunera com a pulga atrás da orelha. Principalmente depois das declarações atribuídas ao representante classista, soldado Agnaldo Pinto (“PEC 300: opinião de Wagner desagrada PMS”, em www.pimenta.blog.br de 25 de novembro) considerando “que Wagner ‘desrespeitou os policiais’ e piorou o clima na polícia baiana”, o que nos parece ensaiar desafio à autoridade do Governador.

Invectivas contra Cel. Ivo Silva Santos, do Comando Regional, postas através da imprensa, como se não houvesse Corregedoria e caminhos outros, sinalizam mais que a existência de insatisfações.

Recentemente teria um policial chutado uma imagem religiosa durante protesto na Governadoria. E não custa lembrar de fatos como a perseguição com tiroteio que resultou na morte de uma criança, em Salvador ou a agressão a uma líder do Assentamento D. Hélder Câmara, em Ilhéus.

O trabalho dos comandantes será exigido para contornar os problemas causados por alguns subordinados.

Preocupações à vista II

Algo no horizonte, onde esses fatos aparentam ser pontuais. Há pouco tempo, testemunhamos: restaurante local costumava fornecer, a pedido, quentinhas para policiais militares que faziam a ronda no quarteirão. No dia em que suspendeu, alertado de que alimentava velada forma de corrupção, ouviu de um deles que precisavam daquilo porque ganhavam pouco. Como retrucasse que o problema não era dele, foi surpreendido: – Quem mandou vocês votarem nesse governador?

Detalhe: isso ocorreu antes do primeiro turno. E gratuitamente foi vinculado o governo.

Tudo isso também pode ser saudade da cultura do chicote, atualmente retirada das ações governamentais. Como naquela história do cão que todo dia apanhava. No dia em que não foi surrado mordeu o dono.

Dilma sinaliza

dilmaAo compor a equipe ministerial a Presidente Dilma Rousseff parece ter ocupado alguns espaços que para ela são estratégicos. Um, muito significativo, traduz a perda do controle da Globo sobre o Ministério das Comunicações, ainda mantido através de Hélio Costa; a tomada do Ministério da Saúde do PMDB entregando-o a Alexandre Padilha reflete também a possibilidade de domínio sobre área estratégica.

Lula sinaliza

LulaAo admitir candidatar-se em 2014 temos que Lula prepara um golpe de mestre para assegurar a governabilidade para Dilma, que de imediato enfrentará problemas com um jeito diferente de governar e sem o carisma do antecessor.

O recado de Lula está dado a empresários, latifundiários, sistema financeiro, grandes grupos em geral que sejam contrários e imaginem retomar o poder com o desgaste que venham a impingir ao novo governo: não pensem que bater em Dilma assegurará o retorno do PSDB-DEM ao poder, porque estou pronto para retornar por mais oito anos.

Para quem detém quase 90% de aprovação não deixa de ser um senhor recado.

Novidade

O servidor buscou a DIREC de Itabuna onde pretendia registrar uma senha para acesso ao contracheque. Foi informado de que a determinação doravante é de que seria fornecida através do Banco do Brasil. Ainda que questionasse que a senha era para acesso ao contracheque foi-lhe reafirmado a mudança.

Que possa até significar uma facilidade, estranhou que uma relação eminentemente entre servidor e a máquina do Estado, mais precisamente Secretaria de Administração do Estado da Bahia, tenha sido transferida para o sistema bancário. Ou seja, ao banco uma delegação de função típica do aparelho estatal.

Não tarda o servidor receber o contracheque através do banco. Ou na agência, ou em casa; pagando módica tarifa. Se não já que tiver que pagar pelo fornecimento da senha!

José Alencar

alencar e lulaDe grande simbolismo se revestiria a descida da rampa do Palácio do Planalto de José Alencar ao lado de Lula. O coroamento de uma antes inimaginável aliança capital-trabalho com a presença ao vivo de um lutador pela vida na batalha que enfrenta contra o câncer.

E, certamente, seria o maior presente para Lula.

Que Deus o permita!

Coisas da Globo

A Globo desenvolveu um formato televisivo de alta qualidade, tornando-se referência. Suas novelas e minisséries marcam época, tornam-se espelho para outras emissoras. Recentemente levou ao ar capítulos de “As Cariocas”, inspirados na obra homônima de Sérgio Porto (única assinada pelo próprio Sérgio e não pelo antológico Stanislaw Ponte Preta), dirigidos por Daniel Filho.

Em que pese a qualidade questionável de alguns momentos – “A Desinibida do Grajaú” já encontrou melhor resultado em outro instante global – fomos surpreendido com o inusitado trazido ao ar justamente no último capítulo (“A Traída da Barra”) por um detalhe particular: desafiar a nossa capacidade de tolerância a aceitar Angélica e Luciano Huck como atriz e ator. Foi de lascar!

Desse jeito o padrão Xuxa vai ocupar a programação. Aí é decadência total, digo, global!

Da Globo para O Globo I

“A Polícia Federal concluiu que não houve grampo ilegal nos telefones do então Presidente do STF, Gilmar Mendes, no episódio em que foi divulgado diálogo com o Senador Demóstenes Torres (DEM-GO). – Ilmar Franco – O Globo de 25.12.2010.”

O material acima foi pinçado de http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif neste 25 de dezembro – “A Farsa do Grampo sem Áudio: Um Crime Impune”. Encerra uma camuflagem para a realidade que pode ser expressa simplesmente: NÃO HOUVE GRAMPO. Mas como O Globo integra o PiG (Partido da imprensa Golpista, para Paulo Henrique Amorim)  o texto esconde a verdade e a armação então cometida.

O alegado grampo, sem áudio, denunciado pela Veja, levou o Ministro Gilmar Mendes – na franciscana fase de conceder habeas corpus a Daniel Dantas – a “chamar às falas” o Presidente da República, numa postura desrespeitosa e anti-republicana, alimentando uma farsa que visava desconstituir a atuação do Delegado Protógenes Queiroz e do Juiz Fausto de Sanctis, justamente as autoridades encarregadas de apurar os crimes de Daniel Dantas.

Da Globo para O Globo II

Onde está a mentira? A nota de O Globo diz “que não houve grampo ilegal”. Presumir-se-ia que tenha sido legal. Por este viés, como somente o próprio Supremo Tribunal Federal poderia autorizar o grampo nas suas instalações ou escuta de qualquer de seus integrantes ou foi por ele concedido ou não existiu. Portanto, a nota de O Globo encobre uma verdade desviando o sentido.

O porquê de todo esse rodapé: a nefanda postura do arrogante Ministro Gilmar Mendes não dará em nada e teremos que suportá-lo até que alcance a compulsória. E nos faz cada dia mais defensor de um mandato temporário para Ministros e Desembargadores.

Ah! outro objetivo: não esquecer o que esta gente faz de errado, se apresentando como paradigma da moralidade. Lá e cá. No fundo, sepulcros caiados!

Quando a razão padece

congressoAtribui-se a Afonso Arinos de Melo Franco haver dito que ao legislador federal bastava votar o orçamento da Nação para haver cumprido com seu dever parlamentar, tamanha a importância que lhe atribuía o grande mineiro. Na quarta 22, o Orçamento da República, superando 2 trilhões de reais, foi aprovado com o Congresso vazio, simbolicamente. O Deputado Fernando Chiarelli (PDT-SP) denunciou a ausência de quorum e pedira que a sessão não tivesse continuidade.

Regimentalmente não encontrou apoio, mas a moralidade e a Ética cobriram-no de razão

E querem acabar com a Voz do Brasil

Ginaldo “Tonelada” dos Santos, sergipano de Maruim, dedicado funcionário da Pousada Copacabana ali na saída de Ilhéus para Olivença. Pouca conversa, tipo que só entra onde é chamado. Sempre foi eleitor de Geraldo Simões. No entanto tomara uma atitude neste 2010 e a expressou para um amigo nosso. – Não vou votar em Geraldo – disse ao surpreso amigo. Indagado da razão por que tomava aquela postura já que dizia gostar do político itabunense soltou a sua sinceridade: – Não “vejo” ele na Voz do Brasil. Ou seja, nunca ouviu qualquer fala de Geraldo no radiofônico oficial. Isso para sua leitura denotava ineficiência.

“Tonelada” é desses milhões de brasileiros que sabem da existência de uma lei muito antes de advogados e juristas, ouvido colado no rádio. Que acompanham a atuação de deputados e senadores, conforme sejam citados ou “discursem” no rádio. Que valorizam e respeitam o Poder Legislativo como instituição.

Desmentindo muita gente por aí que afirma não existir audiência para “A Voz do Brasil”.

Paranóia I

Ubaldo, o Paranóico – de Henfil – faria a festa com o incidente ocorrido com a Oi, materializado no incêndio que atingiu suas instalações, que cheira à armação e a prejuízo para o erário. Considerando o que representa o sistema de telefonia e sinais elétricos para a sociedade moderna, entrelaçado desde o agora simples e primitivo telefonar à gama de atividades que hoje lhe são tributárias (pagamentos, consultas, compras etc.) não se pode imaginar que mínimos detalhes envolvendo a segurança do sistema não se façam presentes. Tampouco que não haja um sistema de reserva que possa ser acionado imediata e concomitantemente.

Por causa disso, sei não! Ubaldo, o Paranóico, pode ter razão!

Paranóia II

PS.: Havíamos escrito o rodapé quando nos deparamos, nesta sexta 24, com “Jereissat e a BrOI devem $ 640 ao Louro” em http://www.conversaafiada.com.br/ e que os prejuízos montam a 400 milhões.

De imediato nos lembramos de que a junção das duas empresas tem aporte de recursos do BNDES, amparado em estórias cabulosas, o que inclui precipitada anuência do Governo Federal, sem falar-se que em alguma “moita” do processo está escondido Daniel Dantas.

Por causa disso, Ubaldo, o Paranóico, tem razão!

Idéias que não justificam o nome

Não pode ser considerado fruto da racionalidade humana a iniciativa da administração do Shoping Jequitibá de iniciar a ampliação de suas instalações no imediato das compras de Natal. Não porque não devesse fazê-la, mas por iniciá-la com a restrição do espaço oferecido para estacionamento.

Mais está para afastar o consumidor que para atrair. Ou alimentar a atividade médico-psiquiátrica e laboratórios a ela afins tanto o estressamento a que expõe a vítima consumidora.

O que justifica o internamento da mente fulgurante que idealizou o início das obras para esse instante.

Orestes Quércia

orestesCerto que em necrológio de políticos não cabe lembrar toda a sua história. Mais por compaixão para com a dor dos que ficam e usufruirão sua herança material. Mas, não dá para esquecer tudo, mormente diante de um proeminente exemplo de política patrimonialista.

Justifica um sussurrado eppur si muove, como se atribui a Galileu Galilei quando saía do Tribunal do Santo Ofício onde negara sua teoria helioocêntrica para salvar o próprio lombo da prisão, circunstância bem melhor que a de Giordano Bruno, assado na fogueira da Inquisição.

Não custa sussurrar: não foi só isso, não é bem assim!

Idéias que não justificam o nome

A Paulino Vieira, quarta 22, às 19h25min tinha seu último quarteirão de acesso à Otávio Mangabeira fechado. Tomado de mesas e cadeiras de plástico, instrumentista, teimoso repertório e esperança de interpretação, como sói ocorrer nestas noites grapiúnas de música ao vivo.

A engenharia de tráfego do Município, como não havia impedimento de acesso a partir da Olinto Leone, alimentava a piração de induzir o motorista a buscar a Camacã e fazê-lo manobrar para refazer o trajeto pela Cinqüentenário caótica.

Não dá para entender.

Reforma administrativa

Diante de tantos percalços, a reforma administrativa que dizem estar em andamento na Prefeitura – não se ouve do próprio Prefeito qualquer menção a ela – além de tardia não parece fadada a convencer. Mais ensaia “freio de arrumação” em veículo lotado e mal dirigido, onde peças serão trocadas para manter o status quo.

É aguardar para ver. E comentar!

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Cantinho do ABC DA NOITE

cabocoAparentando amalucado, olhar rútilo e sibilino, circulava no passeio em frente ao ABC da Noite, para cima e para baixo, tornando em quilômetros o traçado de quatro metros naquele trecho do Beco do Fuxico. Gesticulando e balbuciando, olhando para um lado e para outro, dava idéia de que buscava algo ou esperava alguém que não chegava apesar da hora marcada. Voltou a olhar para o boteco. Fixou-se na placa. Riu. A essa altura observado por todos os freqüentadores do ABC, despertados pelo estranho comportamento. Voltou a olhar para a placa, gargalhou e desandou fala:

– ABC da Noite... e me chamam de doido!

Mais intrigou. Repetiu a faina e novamente sorriu, com ar vitorioso de quem anuncia um axioma:

– ABC da Noite. Cabôco só abre de dia... e o doido sou eu!

A turma entendeu o recado e pediu mais uma a Cabôco Alencar. Antes que a noite chegasse.

(Delicie-se com o Cabôco Alencar lendo O ABC DO CABÔCO – Via Litterarum).

Depois de tudo

Rir pra não chorar!traços

traçasAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Guerra de traficantes teria matado um menor

Domingos Matos, 03/11/2010 | 22:29
Editado em 03/11/2010 | 22:56

 - Confronto é entre bandidos dos morros do Cuscuz e do ''Galo Vermelho''

Chuva de tiros, nas noites de ontem e hoje nos bairros de Fátima e Califórnia, periferia de itabuna. Desde ontem, traficantes do morro onde se localizava o antigo restaurante Galo Vermelho, no Fátima, disputam com os rivais do Alto do Cuscuz, no Califórnia, a expansão de seus domínios e promovem verdadeira guerra naquela área.

A consquência mais drástica teria sido, hoje à noite, a morte de um menor de 15 anos além de mais dois que foram feridos, no morro do Cuscuz.

A guerra teria começado depois da prisão de um traficante que domina o morro do Galo Vermelho, identificado como Diego, o que alvoroçou os rivais do Cuscuz.

Nesse momento, dezenas de famílias ainda estão aterrorizadas com a violência dos tiroteios. "Ouvi mais de 40 tiros. Parecia uma guerra", afirma uma dona de casa, que teve o desprazer de estar passando próximo ao local do embate justo na hora do tiroteio mais intenso.

Após a chegada da polícia, o clima parece calmo na área, relata a própria dona de casa.

Tiroteio na Amélia Amado fere dois

Domingos Matos, 15/09/2010 | 14:50
Editado em 15/09/2010 | 15:05

tirosUma tentativa de homicídio agora há pouco deixou dois feridos na avenida Amélia Amado, atrás da FTC. Um motoqueiro abriu fogo na tentativa de matar um mototaxista, identificado apenas por "Willian" - ou "Cabeça".

Três disparos atingiram "Cabeça". Um dos tiros acabou por ferir uma mulher que estava ao seu lado, identificada apenas, até o momento, por Kelly. Ela trabalha em um quiosque de chaveiro, próximo ao local do atentado e foi ferida no abdôme.

Os dois foram socorridos pelo Samu e encaminhados para o Hospital de Base.

Sexta-feira violenta tem dois homicídios

Domingos Matos, 17/07/2010 | 10:35
Editado em 17/07/2010 | 10:39

Dia violento em Itabuna, ontem, sexta-feira. Por volta das 14h50min, após informações de um tiroteio na rua Belo Horizonte, bairro Santa Inês, uma guarnição da PM esteve no local, mas só encontrou a vítima José Roberto Mendes dos Santos, 26 anos, conhecido como "Beto".

Ele residia na rua São José, 156, Antique, e foi alvejado por três disparos de arma de fogo, na cabeça. Os tiros foram deflagrados por dois indivíduos não identificados, que estavam numa moto Honda Twister, azul, placa não anotada, que fugiram após a execução.

À noite, por volta das 23 horas, outro crime, este na rua Guarani, Califórnia. Paulo Sergio Santos Araújo, 20 anos, morador da rua Rio Branco, s/n, Califórnia, foi morto, alvejado por dois disparos de arma de fogo, nas costas.

Mesmo tendo sido socorrido por familiares e encaminhado para o Hospital de Base, Paulo Sérgio não resistiu aos ferimentos. Segundo informações de populares à PM, o indivíduo identificado como Willian Nascimento Pereira dos Santos teria cometido o crime.

Diego Souza morre após confronto com a PM

Domingos Matos, 03/07/2010 | 21:30
Editado em 03/07/2010 | 21:52

A polícia militar apresentou, no Complexo Policial, na madrugada desse sábado, por volta das 2h20min, o corpo do assaltante e acusado de homicídio Diego Souza Batista, 21 anos.

Segundo informativo da PM distribuído à imprensa, Diego resistiu à voz de prisão e abriu fogo contra os policiais, que revidaram.

Diego ainda foi levado pela própria polícia para o Hospital de Base, onde recebeu os primeiros - e últimos - socorros, mas não resistiu aos ferimentos.

Junto com o cadáver, foi apresentado no plantão da polícia civil um revólver Rossi, com capacidade para cinco tiros, com dois cartuchos intactos.

Não há, porém, informação de quantos tiros o meliante teria disparado contra a guarnição. O boletim da Polícia Militar também não esclarece a hora nem o local em que ocorreu o tiroteio.

Como sobrevive no cargo o presidente da Emasa

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 19/04/2010 | 15:56

alfredoQuem ouve o engenheiro Alfredo Melo (foto) falar, tem a certeza de estar diante de um homem culto e de vasto conhecimento em sua área. Não é à toa que, mesmo tendo sido candidato a vice-prefeito de Itabuna em uma chapa que, em tese, era contrária à do Capitão Azevedo, vitorioso em outubro de 2008, Melo foi chamado pel atual prefeito para um dos mais importantes cargos da administração - embora indireta -, a presidência da Empresa Municipal de Água e Saneamento.

Só que, ser presidente da Emasa é estar sob constante tiroteio. E olhe que no caso de Melo, esses bombardeios aparecem de todos os lados, até de dentro de seu partido, o PV. Isso constantemente ocorre, tendo origem no radialista e ex-presidente daquela sigla, Val Cabral, e no verador Gérson Nascimento, que às vezes também integra a bancada de apoio ao prefeito Azevedo.

Qual seria então o segredo de Alfredo Melo para se manter no cargo, já que várias datas foram 'marcadas' para a sua queda? Isso sem falar nessa briga de aliados a desgastar o governo do capitão... Simples: Alfredo Melo, como dissemos, sabe o que faz.

Basta reparar. Toda vez que surge uma polêmica em torno da conta da água, o presidente da Emasa é bombardeado, principalmente pela Câmara Municipal. Quando todos o acusam de estar majorando as tarifas dos mais pobres, ele manda, com aparente displicência, ao vereador inquiridor: "Mas essa planilha está na Câmara, todos os vereadores tiveram acesso".

Ou seja: Alfredo Melo é tão seguro de si - e está tão seguro no cargo - porque simplesmente aposta que nenhum vereador vá ler seus estudos de tarifa, planilhas ou relatórios, que estão, realmente, mofando na Câmara.

Outra: vem aí mais uma cacetada na população de baixa renda, quando serão extintos direitos como isenção para cidadãos que não podem pagar a conta de água. Novamente, muitas vozes já se levantaram, especialmente de vereadores.

Sabe o que ele respondeu sobre isso ao vereador e radialista Roberto de Souza, no sábado, no programa Resenha da Cidade? "Mas esse estudo de tarifa está lá, na Câmara, desde 2009. Está tudo previsto nele".

Fazer o quê? O prefeito Azevedo deve dar é risada quando lhe pedem a cabeça do presidente da Emasa. "Aponte uma falha, que eu demito", deve até dizer o alcaide, como é do seu perfil. Quem apontará, se os documentos que Alfredo espalha pela cidade, mais que lhe garantirem um salvo-conduto, asseguram-lhe fama de gestor organizado e preparado para o cargo?

Isso se resume às pressões políticas. Quanto às explicações técnicas, especialmente sobre a falta de água na cidade, é bom nem perguntar nada. O homem dá de goleada, e o pobre do reclamante vai pra casa querendo tomar banho com uma garrafa pet, como já sugeriu um ex-dirigente da Emasa, de mais triste memória ainda.

Nova Califórnia vive noite de terror: lei do silêncio impera

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 06/05/2010 | 09:36

tiroDepois de vários dias sem registrar um homicídio, a relativa calmaria que imperava em Itabuna foi quebrada da forma mais violenta possível. Um homicídio, com todos os indícios de execução sumária - tiros nas costas e na cabeça - e uma tentativa de assassinato, também a tiros, marcaram uma noite especialmente aterrorizante no bairro Nova Califórnia.

O primeiro crime ocorreu por volta das 22h50min, quando populares ligaram para a polícia militar informando sobre tiroteio no bairro. Quando a polícia chegou, a vítima Ronaldo Santos Farias, aparentando cerca de 40 anos, residente naquele bairro, já foi encontrada sem vida.

Já a tentativa de homicídio ocorreu logo depois, por volta das 23 horas. Ronielle Almeida de Souza, 26 anos, morador do bairro Califórnia, foi ferido por um disparo de arma de fogo nas costas, desferido por autor não informado durante tiroteio também no bairro Nova Califórnia.

Ele foi atendido no Hospital de Base. A polícia civil investiga as ocorrências, mas ainda não se sabe se há ligações entre os crimes. Como sempre ocorre em situações como essa, com indícios de crime ligado ao tráfico, a lei do silêncio impera no local.

Estudante morto pode ter sido vítima da 'guerra do Parque Boa Vista'

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 20/05/2010 | 20:04

denissonO crime que chocou a população de Itabuna, em que foi vítima de homicídio o estudante José Denisson da Silva Neto, de 17 anos, pode ter ligação com a guerra que é travada nas fronteiras dos bairros Parque Boa Vista, Califórnia e Nova Califórnia, pelo controle do tráfico naquela região.

As duas últimas semanas foram de tiroteios, prisões e homicídios naquela área. José Denisson, estudante do Ciso, morava no Parque Boa Vista. A polícia afirmou que, pelas caraterísticas do crime, trata-se de uma execução - mais uma - e a associação natural de um crime desses, hoje, em Itabuna, logo é feita ao flagelo do tráfico e consumo de drogas no município, especialmente do crack.

De acordo infomações do vice-diretor do Ciso, Eugênio Filho, o comportamento que o adolescente apresentava aos professores e direção da escola não faziam suspeitar de alguma ligação dele com o mundo do crime. Não tinha histórico de violência, nem faltas excessivas, mas não foi às aulas hoje.

José Denisson foi assassinado por volta das 16h30min, por dois homens que chegaram em uma moto e abriram fogo contra ele, que estava sentado no passeio da escola. Pelo menos quatro tiros foram disparados - a vítima apresentava esse número de perfurações por balas. O Ciso suspendeu as aulas do noturno. E o Parque Boa Vista continua sitiado.

Com informações e foto do Pimenta.

O Trombone entrevista Ottoni Silva, um homem que não se rendeu ao poder

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 21/05/2010 | 16:39

OttonniO Trombone prepara para este sábado uma entrevista com um dos principais personagens da história centenária de Itabuna, o jornalista Ottoni Silva, 95 anos.

Fiel a seus princípios progressistas, Otonni lembra com orgulho de ter recusado, por duas vezes, o comando da prefeitura de Itabuna: "quem me ofereceu foi Getúlio Vargas, através de seu homem de confiança em Itabuna. Recusei, porque eu era contra Getúlio".

O bate-papo com o blogueiro Domingos Matos revelou ainda que aquela não era apenas uma entrevista de um mestre para um aprendiz, mas de alguém que sente orgulho de ser jornalista e que é, por isso mesmo, uma referência para qualquer um que queira, hoje, botar palavras em folhas de papel ou em telas de computador.

Toca qualquer um ver um jornalista, depois de 80 anos, se lembrar com orgulho do titulo corajoso que deu a uma materia de página inteira: "BANDIDOS!". Escrito assim, em letras garrafais, na década de 1930, n'O Intransigente. O alvo? Jagunços que promoveram tiroteio durante um comício em que João Mangabeira era um dos oradores.

A íntegra será publicada nesse espaço amanhã (sábado,22).

"Tudo que fazíamos era para ver Itabuna crescer"

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 23/05/2010 | 17:43
ottoniO blog O Trombone teve o prazer de entrevistar o jornalista Ottoni Silva, um dos símbolos do que se pode traduzir como amor pelo jornalismo nessa jovem cidade. Conta-se nos dedos das mãos pessoas que, como Ottoni, dedicaram suas vidas a informar e formar opinião por essas bandas, independente do retorno financeiro dessa tarefa muitas vezes inglória, que é manter um veículo de comunicação, contra tudo e contra todos.

Aos 13 anos, ele já trabalhava em uma gráfica. Chegava a trabalhar, na juventude, por 16 horas diárias. Com apenas o 3º ano elementar, Ottoni Silva, hoje com 95 de idade, se tornou uma das personalidades intelectuais das mais importantes nesse primeiro século de vida de Itabuna, com atuação na Maçonaria, Lions, Santa Casa e outras entidades.

Ilheense de nascimento, casado com dona Eva Barreto Silva há 70 anos, esse itabunense de coração brigou por Itabuna contra o domínio da antiga Ilhéus, que tudo possuía. "Nossa briga era com Ilhéus. Tudo era de lá, até a nossa comarca era lá. Então, tudo que fazíamos era para ver Itabuna crescer".

A entrevista a seguir foi gentilmente concedida ao blogueiro Domingos Matos, editor, e ao diretor Íris Augusto, que fez as vezes de fotógrafo. A conversa foi na varanda da casa de Ottoni, na rua que leva seu nome, no Pontalzinho, no fim de tarde da última quinta-feira (20). A seguir, os principais trechos.

O senhor começou cedo nas oficinas gráficas. Lembra de seu início?

Ah, eu tinha 13 anos, e comecei na oficina do jornal A Época. Um homem sem instrução, apenas com o 3º ano elementar, mas que ao longo do tempo descobriu que tinha muito o que fazer por Itabuna. Não me pergunte de datas, que eu já não me lembro de todas.

Não há problema. Como era fazer jornalismo naquela época?

A gente teve que compreender a nossa época, que eram os tempos dos jagunços. Você veja que as pessoas eram assim. O próprio Henrique Alves, dono do jornal O Intransigente, onde eu realmente exerci primeiro a função de jornalista, era um homem elegante, usava uma cartola luxuosa, bengala de osso, terno sob medida, com uma corrente de ouro atravessando o peito. Por baixo disso tudo, uma peixeira desse tamanho! Essa era a nossa época, de pessoas elegantes, mas que estavam dispostas a tudo.

O Intransigente era um jornal combativo. Como o senhor lembra de sua participação nele?

Era um jornal que lutava por Itabuna. E nossa luta era contra Ilhéus, que tinha tudo. Aqui, não tínhamos nada. Tudo era lá. Até nossa comarca era em Ilhéus. Então, tudo que fazíamos era para ver Itabuna crescer.

Qual foi o fato que marcou o senhor, como jornalista, nesses anos todos?

Uma vez, na década de 30, a gente ia ter um comício aqui na cidade. João Mangabeira ia ser um dos oradores. Ele era um dos maiores oradores do país. Mas, aí, no meio da multidão, a gente via que tinha uns 100 jagunços, de algum político contrário. E João Mangabeira, quando percebeu a movimentação, aquele buchicho, iniciou seu discurso: "Ouço, ao longe, o coachar dos sapos...". Foi o suficiente. Começou um tiroteio terrível. No outro dia, eu botei o jornal [O Intransigente] na rua, com a manchete: "BANDIDOS!".

Esse título, claro, contrariava a muitos...

Muitos, principalmente àqueles coronéis que mandaram os jagunços para lá. No outro dia, o jornal vendeu de um jeito... Também, a praça amanheceu coalhada de chapéus, bengalas, óculos, sapatos. As pessoas saíram de um jeito, que deixaram tudo para trás.

otoni e esposaÉ verdade que o senhor quase foi prefeito de Itabuna?

Eu recusei a prefeitura por duas vezes. Um emissário de Getúlio Vargas, homem de sua confiança aqui, me ofereceu a prefeitura e eu recusei. Eu era contra Getúlio, não podia aceitar ser prefeito com o seu aval, com seu favor.

Voltando à luta pelo progresso de Itabuna. A Rádio Clube foi outra grande contribuição que o senhor deu a essa cidade...

Inauguramos a rádio, foi aquele sucesso, mas quando não mais pudemos continuar, fizemos questão de doar ela para um pessoal de Feira de Santana, com a única condição de implantar as Ondas Curtas, para que o nome de Itabuna fosse levado para o Brasil todo. Veja bem: não vendi, eu dei. Hoje, essa rádio já passou por tantos donos, sempre sendo vendida... Antes de morrer, eu queria saber como foi que isso se deu.

O senhor nos dizia que Itabuna precisa de uma universidade federal...

Precisa, e muito. Uma universidade federal aqui é a oportunidade do pobre estudar, de crescer. E, outra: sem esse negócio de universidade do sul da Bahia. Tem que ser em Itabuna. Porque aqui é o pólo, é daqui que as coisas vão para os outros municípios. E com esse nome que estão querendo, ela pode ser construída em qualquer lugar da região. Tem que ser em Itabuna. Outro dia, ouvi no rádio um deputado defendendo essa universidade regional. Quero saber do deputado Geraldo Simões se essa defesa é dele ou se é de outro.

Se for dele...

Eu vou falar para ele mudar isso. Já conversamos e ele sempre defendeu uma universidade para Itabuna. Tenho certeza que ele também pensa como eu.

O senhor acompanha o noticiário? O que acha de como as coisas caminham hoje?

O que eu vejo é a imprensa apática. Veja essa questão da barragem. De quando é que falam que essa barragem é necessária, que vai garantir água por mais 50 anos... Daqui uns dias chega os 50 anos e a barragem não sai. [A imprensa] tem que cobrar, tem que ferir. O governador veio, prometeu, e agora cabe a gente cobrar sempre.

Como o senhor está percebendo essa administração de Itabuna, do prefeito Capitão Azevedo?

Só sei de uma ponte. Tanto falaram nessa ponte, que eu, ‘cego' como estou, fiz questão de ir lá ver. Mas, qual ponte! É aquela coisinha estreita, parece aquela do Conceição (risos).

Aquela que não passa carros?

É. Mas ali passava, um de cada vez. Parecia essa. Aquela ponte foi um presente do Banco Econômico para Itabuna. Naquele tempo era assim, até os bancos amavam a nossa cidade. Hoje...

Itabuna está para completar 100 anos. O que o senhor sonhou para essa cidade, nessa época? Como o senhor imaginou que ela estaria aos 100 anos?

Assim, mesmo. Desenvolvida. Mas sonhei sem as coisas negativas. Sonhei tudo isso, Itabuna crescendo, mas com o pobre participando das coisas boas.

Chacina no Gogó da Ema

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 23/05/2010 | 10:53

A madrugada desse domingo começou com crime bárbaro, numa das regiões mais carentes e mais violentas do município, o local conhecido como Gogó da Ema, próximo ao Maria Pinheiro. Homens armados e encapuzados invadiram uma casa e abriram fogo contra um grupo de pessoas que estavam em seu interior.

Por volta da 01h25min, a Polícia Militar recebeu a informação de um tiroteio no local, em que quatro pessoas haviam sido alvejadas. Na verdade, quatro homens executados por disparos de escopeta calibre 12, pistola e, possivelmente, de uma pequena metralhadora.

O crime ocorreu no interior de uma residência na rua Hélio Aragão. Ainda não se tem a identificação dos autores nem de todas as vítimas. Vizinhos disseram que todos tinham envolvimento com o mundo das drogas.

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