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Rui Costa assina termo de unificação dos terminais que garante o início das obras do Porto Sul

Domingos Matos, 20/05/2019 | 23:19
Editado em 20/05/2019 | 23:19

Nesta terça-feira (21), às 10h, o governador Rui Costa e representantes da Bahia Mineração (Bamin), assinam o termo de unificação dos terminais do Porto Sul e a constituição da Sociedade de Propósito Especifico (SPE) para a construção do equipamento, localizado em Ilhéus. O evento acontecerá no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Com a assinatura do termo, a expectativa é que as obras iniciem no segundo semestre de 2019. Resultado de investimentos superiores a R$ 2,5 bilhões, o Porto Sul possui todas as licenças ambientais necessárias para implantação.

O termo de unificação garante o aumento da eficiência operacional do Porto, com o uso compartilhado das estruturas marítimas e terrestres do empreendimento por parte do Estado e da Bamin e a capacidade de armazenamento e transporte de até 41,5 milhões de toneladas de minério de ferro/ano.

Petroquímica anuncia a Rui investimento de US$ 90 milhões no Polo de Camaçari

Domingos Matos, 15/05/2019 | 18:35

A Unigel, segunda maior petroquímica do país, vai investir US$ 90 milhões em uma unidade de produção de ácido sulfúrico no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A informação foi divulgada pelo presidente do grupo, Henri Slezynger, em encontro com o governador Rui Costa em Nova York, na última sexta-feira (10). A produção será iniciada em 2021.

"Esse é um investimento importante porque, além de consolidar o Polo Industrial de Camaçari no setor petroquímico, traz para a Bahia um produto que apenas era fabricado aqui como subproduto da Paranapanema. Uma planta desse tamanho reforça a importância do Polo de Camaçari para a indústria da Bahia e do Brasil", afirmou o governador. 

Também presente no encontro, o superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios, Paulo Guimarães, explicou que "a unidade da Unigel será instalada onde antes funcionava a fábrica da Rhodia. É um investimento de US$ 90 milhões para uma produção de 400 mil toneladas por ano".

Produção de grãos na Bahia pode chegar a 8 milhões de toneladas

Domingos Matos, 15/05/2019 | 14:27

Mesmo com o aumento na área plantada, a produção de grãos na Bahia caiu 16,3% e deverá produzir 8 milhões de toneladas na safra 2018/2019. É o que indica o 8º levantamento, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o estudo, a queda ocorreu devido às condições climáticas adversas enfrentadas pelos produtores locais. Na safra passada, o cultivo no estado alcançou 9,7 milhões de t. Com relação à área plantada, os números indicam que esta deve alcançar 3,1 milhões de hectares, o que representa aumento de 1,9% em relação ao mesmo período, no ano anterior.

Os dados foram atualizados pela Conab neste mês e destacaram ainda a produção de mamona no estado, que chegou a 28 mil t, 64,4% a mais que na safra passada. A cultura também teve sua área expandida em 60%, alcançando 16,2 mil ha. Já a produção de algodão em caroço deverá passar de 1,4 milhão de t, cerca de 223 mil t a mais que em 2018. Já as lavouras de milho 1ª safra, soja e sorgo estão apresentando expectativa de redução da produção. Juntas, elas totalizam uma queda de 1,3 milhão de toneladas de grãos nesta safra.

Em nível nacional, o levantamento mostrou também que a produção de grãos no Brasil pode chegar a 236,7 milhões de toneladas, apenas 900 mil toneladas abaixo do recorde de safra registrado em 2016/2017. A área plantada está estimada em 62,82 milhões hectares, com acréscimo de 1,1 milhão de hectares se comparado com o período anterior.

Comitiva de Rui está na China para tratar sobre investimentos do projeto Fiol

Domingos Matos, 15/05/2019 | 10:31

O governador da Bahia, Rui Costa e a comitiva baiana formada de secretários estão em Pequim, na China desde segunda-feira (13) para tratar sobre grandes investimentos para o Estado. A missão baiana em terras chinesas continuou na terça-feira (14), com dois encontros com empresas interessadas no projeto da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e na ponte Salvador-Itaparica. Os compromissos no país asiático seguem até a próxima quarta-feira (15), na cidade de Shenzen.

Na segunda-feira (13), Rui assinou um memorando de entendimento entre o Governo e a empresa chinesa Easteel, que pretende investir U$ 7 bilhões na implantação de um projeto de desenvolvimento integrado que deve gerar mais de 30 mil empregos diretos na Bahia. "Vamos trabalhar de forma firme, dedicada e determinada para que esse projeto marque a história da economia baiana e das relações do Brasil com a China", disse o governador.

Fazem parte do projeto, a construção de um parque industrial integrado, composto por siderúrgica, usina de energia e diversas unidades fabris, uma fábrica de cimento capaz de produzir anualmente 5 milhões de toneladas. Compõem o planejamento, a revitalização do Porto de Aratu, com aplicação de sua capacidade de movimentação, e a construção de uma cidade inteligente nas proximidades do parque industrial, para trabalhadores da empresa e seus familiares.

O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre fez um destaque na última semana sobre a missão internacional do governador, que começou em Washington, na capital norte-americana. “Teremos, em breve, a instalação da empresa Forever Oceans, ou seja, um investimento de sessenta milhões de dólares na criação de peixes na costa de Ilhéus. Já a Fiol é um grande sonho para os ilheenses. Não tenho dúvidas que o crescimento regional passará pelos trilhos do desenvolvimento ”, salientou.

A Fiol - A Ferrovia de Integração Oeste-Leste tem extensão de 1.527 quilômetros, entre Ilhéus e Figueirópolis (TO). O objetivo do empreendimento é especificamente viabilizar o escoamento da produção de minério de ferro produzido na região. Importante corredor de escoamento de minério do sul do estado da Bahia (Caetité e Tanhaçu) e de grãos do oeste baiano, indo ao encontro do objetivo de integração das malhas ferroviárias e melhora das condições logísticas do país.

 

Produtores de cacau devem voltar a acessar crédito rural

Domingos Matos, 12/02/2019 | 15:31

Agricultores familiares produtores de cacau da Bahia devem voltar a fazer financiamento de crédito para implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção, beneficiamento, agroindustrialização do cacau, entre outras ações. A medida foi discutida, nesta terça-feira (12), por dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR) e do Banco do Nordeste, no município de Ilhéus. 

O secretário em exercício da SDR, Jeandro Ribeiro, apresentou as diversas ações que estão sendo realizadas pela secretaria para fortalecer a cacauicultura baiana, como assistência técnica e extensão rural (Ater), apoio à reforma agrária, regularização fundiária, mecanização rural, além dos investimentos realizados por meio de projetos como o Pró-Semiárido e o Bahia Produtiva.

Ribeiro enfatizou que é preciso somar esforços para a região cacaueira: "É um desafio que trazemos, mas essa é uma estratégia de juntar todos os investimentos e potencializá-los como esse acesso ao crédito".

Estiveram presentes técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR) e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), além de agentes das prestadoras de assistência técnica e extensão rural (Ater) dos Territórios de Identidade Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio das Contas e Costa do Descobrimento.
Segundo o superintendente do Banco do Nordeste, José Gomes, com a SDR surgiu a possibilidade de voltar a atender os produtores de cacau: "Estamos aprofundando a discussão para atender os produtores que se encaixarem no perfil para o crédito para que possam retornar as atividades preponderantes na região".

Para operacionalizar crédito para a cacauicultura foram realizados encaminhamentos como visitas às áreas produtivas, capacitação das entidades de Ater e andamento do projeto de conservação produtiva.

*Plano operacional* 
A reunião é desdobramento da estratégia do Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia, lançado pelo Governo do Estado, em novembro de 2018, que atenderá 20 mil agricultores. O plano prevê o desenvolvimento de ações que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano, até 2022, e consolidar a fabricação de chocolates finos com certificado de origem no Sul da Bahia.

 

SDR e Banco do Nordeste promovem encontro em Ilhéus para discutir abertura de linha de crédito

Domingos Matos, 11/02/2019 | 14:01

Dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR) e do Banco do Nordeste se reunirão, nesta terça-feira (12), às  9 horas, na sede do Banco do Nordeste, no município de Ilhéus, Território de Identidade Litoral Sul, com o objetivo de discutir a abertura de uma linha de crédito para agricultores familiares produtores de cacau. Os recursos são destinados ao fortalecimento da base de produção da lavoura cacaueira.

A reunião integra a estratégia do Plano Operacional para o Cacau e Chocolate da Bahia 2018-2022, lançado pelo Governo do Estado, em novembro de 2018, que atenderá 20 mil agricultores,  e prevê o desenvolvimento de ações que permitirão elevar, em cinco anos, a produção de cacau na Bahia para 240 mil toneladas/ano, até 2022, e, consolidar a fabricação de chocolates finos com certificado de origem no Sul da Bahia.

Participam ainda do encontro técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), além de agentes das prestadoras de assistência técnica e extensão rural (Ater) dos Territórios de Identidade Litoral Sul, Baixo Sul, Médio Rio das Contas e Costa do Descobrimento.

 
 
 
 

Plano do setor cacaueiro visa aumentar produção e diminuir dependência do mercado externo

Medidas que vão permitir a revitalização estão previstas em relatório do GT da nova Ceplac

Domingos Matos, 07/10/2017 | 12:33
Editado em 07/10/2017 | 12:36

Com maior apoio aos cacauicultores, reestruturação institucional do Departamento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investimentos por meio de crédito rural, entre outras medidas de incentivo, o governo trabalha para revitalizar a economia cacaueira, no prazo de cinco anos. A expectativa é de que a produção de amêndoas no Brasil seja ampliada em até 50%, atingindo 300 mil toneladas anuais.

A meta faz parte do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) da Ceplac, que discute a nova configuração do departamento no âmbito da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria que trata do assunto foi editada pelo ministro da Agricultura em exercício, Eumar Roberto Novacki, no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 2.

“A sinalização de que o grupo está no caminho certo em prol da Ceplac e do cacauicultor foi a aprovação das medidas e a publicação da portaria”, disse Jair Marques, coordenador do GT-Ceplac. “Outro indicativo de que o grupo tem muito a contribuir, é a determinação de contratar, por meio de edital, consultoria especializada para formatar novo modelo organizacional da Ceplac com colaboração do IICA”, afirmou o coordenador.

Mantido pela Ceplac nos estados da Bahia, Pará e Rondônia, o maior Banco Ativo de Germoplasma (BAC) de cacau do mundo também foi contemplado pelo relatório com indicação de estudo da situação atual de seu acervo. O banco possui mais de 4.500 acessos com 70 mil plantas, configurando o mais importante do setor.

De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, o apoio à cacauicultura deverá manter a qualidade dessa produção, principalmente nos biomas amazônico e da Mata Atlântica. “As medidas de apoio à cadeia produtiva são fundamentais, pois ajudarão no melhoramento e aumento da produção do cacau”, enfatizou.

A cultura do cacau gera mais de 70 mil empregos diretos e em torno de 5 mil indiretos. O PIB da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de R$ 15 bilhões de reais.

Em 2017, o país deverá importar 60 mil toneladas de amêndoas e o grande desafio do setor é deixar de ser importador de amêndoas africanas para melhor atender a indústria nacional.

(Fonte: MAPA)

Produtores de cacau terão R$ 2,13 bilhões para investimentos

Domingos Matos, 14/06/2017 | 19:15

A partir de 1º de julho, os cacauicultores poderão contar com R$ 2,13 bilhões em crédito de investimento para a implantação, melhoramento e manutenção de suas lavouras em sistemas florestais ou agroflorestais. Os recursos fazem parte do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), anunciado no último dia 7 pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2017/2018.

Antes, o plantio com incentivo do ABC só era permitido na Amazônia. Com o novo PAP, foi ampliado para as outras regiões do país, principalmente Bahia e Espírito Santo.

De acordo com o diretor da Ceplac (Departamento da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira) do Mapa, Juvenal Maynart Cunha, financiar o incremento da produção do cacau no sistema de Agricultura de Baixo Carbono é uma visão inovadora. Isto porque, acrescenta, o cacau é uma árvore nativa da Floresta Amazônica e de boa convivência com as florestas nativas. “A Ceplac é detentora da ciência e extensão rural na inserção produtiva, tanto na Floresta Amazônica quanto na Mata Atlântica”, ressalta o diretor.

Os projetos apresentados com essas finalidades às instituições financeiras terão limite de financiamento de até R$ 2,2 milhões por produtor de cacau, com taxas de juros de 7,5% ao ano e com prazo de pagamento de até 12 anos.

Além do cacau, também estão contempladas as plantações de açaí, oliveira e nogueira no Programa ABC.

Desafio

O Brasil é o sétimo produtor de cacau do mundo, atrás da Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Camarões e Nigéria. Em 2017, o país importará 60 mil toneladas de amêndoas. “O grande desafio é deixar de ser importador de amêndoas africanas, para melhor atender a indústria nacional, até mesmo pelos riscos fitossanitários”, destaca Maynart.

Segundo Maynart, o governo está implementando medidas que propiciem novos investimentos para a revitalização da economia cacaueira.

O Brasil tem toda a cadeia produtiva de cacau e chocolate instalada no país, estando previsto para este ano negócios da ordem de R$ 22 bilhões.

De acordo o IBGE, em 2016, a produção brasileira ultrapassou 214,7 mil toneladas de amêndoas secas de cacau, em uma área de 707,2 mil hectares. Os principais estados produtores são Bahia (116,1 mil toneladas), Pará (85,8 mil toneladas), Rondônia (5,2 mil toneladas) e Espírito Santo (5,5 mil t). Atualmente, o consumo interno é de cerca de 190 mil toneladas de derivados de cacau.

Parceria garante retomada das operações do aeródromo de Itabuna

Domingos Matos, 01/03/2017 | 17:32

A parceria entre a Prefeitura de Itabuna, Associação Comercial e Empresarial e o Aeroclube para a reativação do Aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho visando a sua utilização por aeronaves de pequeno porte e unidades de UTI aérea, já começa a dar resultados. Depois de uma audiência com o prefeito Fernando Gomes, homens e máquinas começaram a trabalhar sem custo para o município na retirada de seis carretas de lixo e entulhos, bem como no patrolamento das áreas no entorno da pista do aeródromo.

O presidente do Aeroclube de Itabuna, Francisco Assis Menezes, que é piloto, destaca a importância da decisão do prefeito ao sinalizar para uma ação em conjunto com a iniciativa privada para a reativação do aeroporto, que dependerá de uma homologação do Departamento de Aviação Civil. O processo é acompanhado pela empresa RR76 Aviation, do empresário Ricardo Ramos, que prevê a redução da pista para 1.000 metros, ampliando a margem de segurança para operação com pequenas aeronaves.

Segundo o piloto Olívio Borges, que é diretor financeiro do aeroclube, o aeródromo será reaberto em julho, “graças ao apoio decisivo do prefeito Fernando Gomes, que sinalizou positivamente para o projeto com a iniciativa privada.” Explicou que o aeroclube promoveu a remoção de 240 toneladas de lixo orgânico e de entulhos na margem da pista, “agora estamos utilizando um trator 7D e vamos unir esforços para reabertura do aeródromo até 28 de julho,”  complementou.

O projeto técnico operacional e de segurança do aeródromo está sendo elaborado pela RR76, e além da retomada de voos para pequenos aeronaves, Itabuna deverá contar com uma oficina de uma empresa de manutenção de aviões, a TBA (Tecnologia Brasileira de Aviação)  Aviation, gerando emprego e renda para mão de obra qualificada e que vão atuar no apoio às aeronaves que operam na região.

Prefeito de Itacaré defende fortalecimento da Ceplac nos 60 anos do órgão

Domingos Matos, 21/02/2017 | 11:50

Fortalecer cada vez mais a Ceplac para que volte a ser de fato uma eficiente instituição de pesquisa e apoio aos produtores e a agricultura regional. Essa foi uma das defesas feitas pelo prefeito de Itacaré, presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira e do Consórcio Intermunicipal Litoral Sul, Antônio de Anízio, durante a solenidade de comemoração dos 60 anos da Ceplac, realizado na manhã desta segunda-feira, no auditório do Cepec.

De acordo com Antônio de Anízio, “a Ceplac e o Governo do Estado são fundamentais nesse processo em que se busca agregar valor ao cacau, através da produção de amêndoas de qualidade e da fabricação de chocolate gourmet, ampliando a geração de emprego e renda”. Mas para isso, segundo ele, é preciso dar um novo olhar para a Ceplac, promover mais investimentos e fortalecer a instituição que ao longo dos anos teve uma importância fundamental para o desenvolvimento não somente da região, mas de toda a Bahia.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi teve a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Criada em 1957, a Ceplac entretanto, perdeu, no ano passado, sua autonomia e se tornou um departamento subordinado à Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e hoje passa por um processo de sucateamento avançado.

Governo apresenta parque para desenvolvimento do cacau e chocolate no Sul da Bahia

Domingos Matos, 21/02/2017 | 09:50

A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O evento foi realizado da manhã desta segunda-feira (20), na sede regional da instituição, e contou com as presenças dos secretários estaduais de Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio Ambiente, Geraldo Reis; e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

Articulado pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e a Uesc, o Parque vai funcionar dentro da Uesc com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no Sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto do Parque que irá auxiliar, ainda, na qualificação dos ensinos Técnico e Superior da região. O Parque tem previsão de investimentos de R$ 6,5 milhões até 2019 e possui ainda como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar e manejo e conservação dos recursos florestais. 

A primeira estrutura do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia será inaugurada no mês de março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-quimicas da Uesc.

De acordo com José Vivaldo Mendonça, “a Ceplac é uma referência mundial em pesquisa de cacau. Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz, e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”.

O superintendente regional da Ceplac, Antonio Zugaib, destacou que “a parceria com o Governo do Estado é importante porque envolve não apenas recursos, mas difusão do conhecimento entre as instituições, tendo o Parque Científico e Tecnológico como agente catalizador para o desenvolvimento regional”.

Para o secretário Jerônimo Rodrigues, “o grande desafio é adotar um modelo que garanta a retomada econômica do cacau e, para isso, o Governo do Estado tem estabelecido parcerias que fortaleçam a cadeia produtiva do chocolate e programas de diversificação como agroindústria e fruticultura”.

O secretário Geraldo Reis afirmou que haverá investimentos em técnicas de produção que permitam a conservação ambiental, já que o cacau, por suas características de cultivo, contribui para a preservação da Mata Atlântica.

Já o secretário Vitor Bonfim disse que o Governo está trabalhando em conjunto com a Ceplac para ampliar a produção de cacau e reduzir a dependência da importação de amêndoas da África e da Ásia, que oferecem riscos de introdução de pragas.

A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi encerrada com a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Importação de cacau de Gana coloca em risco agricultura do Brasil

Domingos Matos, 10/01/2017 | 09:14

Diante da entrada de carga de cacau importado de Gana via Porto de Ilhéus, representando forte ameaça sanitária às lavouras baianas, o secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, esteve reunido com representantes da Superintendência Federal da Agricultura da Bahia, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da vinculada Agência de Defesa Agropecuária (Adab), para discutir ações de mitigação dos riscos. A Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil, porém, em consequência da escassez de chuvas prolongada, a produção interna foi comprometida, sendo insuficiente para abastecimento da indústria. Das 170 mil arrobas/ano produzidas no Brasil, 110 mil são da Bahia.

A preocupação é com a carga desembarcada recentemente no Porto de Ilhéus, cerca de 15 mil toneladas de cacau vindas de Gana, com previsão de chegada de mais quatro. Entre as principais ameaças de pragas que podem ser trazidas da África estão a Monilíase do Cacaueiro, ainda mais grave que a vassoura de bruxa, da qual a Bahia é Território Livre; a Striga ssp., e a Phythophora megacarya. A Striga spp., também conhecida como “erva de bruxa”, possui grande potencial de disseminação e parasita várias espécies de plantas cultivadas no Brasil como soja, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, diversas gramíneas utilizadas como pastagens, algumas leguminosas (feijão, caupi), fumo, batata doce, dentre outras. É conhecida como a pior erva daninha do mundo e onde ela ocorre os seus danos são altamente significativos, culminando muitas vezes com o abandono das áreas infestadas, devido à inviabilidade econômica do seu controle.

“Existem medidas a curto prazo que podem ser empreendidas para minimizar os riscos, não podemos nos sobrepor à instrução federal, que regula esta importação, mas serão disciplinados critérios para o desembarque da carga, por parte do governo do Estado. O imprescindível é que ocorra a alteração da IN 47, de competência do Ministério da Agricultura. A partir de estudos, laudos técnicos e larga discussão com o setor produtivo, todos os riscos à produção baiana foram comprovados, e, baseado neles, já elaboramos adequações à normativa, que levarei ao ministro”, declarou Bonfim. Ele destaca que o Porto de Ilhéus está localizado no centro da área de produção de cacau e de biodiversidade, o que agrava ainda mais as ameaças. “É extremamente importante que protejamos a agricultura baiana e brasileira”, concluiu.

A coordenadora do Programa de Prevenção à Monilíase da Adab, Catarina Matos Sobrinho, apresentou alguns dos riscos gerados pela transação comercial, elencando as inadequações da Instrução Normativa do MAPA, a IN 47, que regula a importação e revogou desde 2011 todo o texto da IN 23, de 12 de agosto de 1999 e seu anexo. Entre elas destaca-se a dispensa da presença das missões técnicas do MAPA, responsáveis pelas inspeções fitossanitárias de pré-embarque e dos procedimentos de manejo de risco das partidas de amêndoas fermentadas e secas de cacau, comprometendo fases de avaliação e manejo. Ela destaca também, que a sacaria (material que embala a carga) vinda de Gana, de acordo com a Instrução, pode ser reutilizada, servindo como meio de transporte de doenças, e a análise da carga desembarcada feita de forma visual, o que é insuficiente para detectar estruturas fúngicas e sementes minúsculas de pragas como a striga.

De acordo com a Superintendência Federal de Agricultura, para a indústria é mais viável economicamente importar o cacau de Gana do que de outros países, no entanto, lá é proibido o tratamento de mitigação de riscos com o brometo de metila (inseticida, fungicida e herbicida eficaz no controle de pragas quarentenárias como a striga. A IN 47 reduziu o tratamento fitossanitário aplicado às partidas de amêndoas fermentadas e secas de cacau antes do embarque, com a liberação da exigência do tratamento quarentenário com brometo de metila sob inspeção oficial. No entanto, o uso está autorizado para procedimentos quarentenários e fitossanitários para fins de exportação e importação (IN Conjunta IBAMA/ANVISA/DAS Nº 2 de 14/12/2015). A suspensão deste tratamento sem um substituto aumenta o risco de introdução de pragas quarentenárias que afetam não só da cacauicultura, como também diversas outras cadeias produtivas. As pragas quarentenárias são organismos que estando presentes em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitui ameaça à economia agrícola do país ou região importadora exposta.

Como parte das ações do governo do Estado de apoio à cacauicultura, a Bahia foi o primeiro do Brasil a iniciar o desenvolvimento de um Plano Estadual de Prevenção e Controle da Monilíase do Cacaueiro, através da Secretaria da Agricultura/Agência de Defesa Agropecuária (SEAGRI/ADAB). O agente causador da Monilíase é o fungo Moniliophthora, que provoca uma das mais graves doenças da cacauicultura do mundo. Também estiveram presentes no encontro, representado a Superintendência Federal de Agricultura na Bahia, o chefe da Divisa de Defesa Agropecuária (DDA), Paulo Reis, o chefe substituto, Fernando Brito e o superintendente, Osanah Rodrigues Setúval; o superintendente Regional do Plano da Lavoura Cacaueira do Departamento da CEPLAC/MAPA, Antônio Zugaib; o chefe dos Centros de Pesquisas do Cacau (CEPEC) Raúl René Meléndez; o diretor-geral da ADAB, Marco Vargas, além de técnicos da Agência e da secretaria.

Secretários de estado vistoriam obras da Ferrovia Oeste-Leste

Domingos Matos, 09/01/2012 | 18:44
Editado em 09/01/2012 | 18:45

Os secretários Otto Alencar (Infraestrutura) e Rui Costa (Casa Civil) vistoriaram nesta segunda-feira (9) as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, no trecho entre Jequié e Ilhéus e participaram de encontro onde foi detalhado o cronograma das ações. A previsão é de que as obras da ferrovia estejam concluídas até 2014.

Acompanhados do presidente da Valec, José Eduardo Savóia Castelo Branco, eles observaram o andamento dos serviços e constataram as mudanças nas cidades que integram o traçado da ferrovia, com a geração de empregos e o surgimento de novos negócios nas proximidades dos canteiros de obras.

Atualmente, a Valec realiza obras num trecho de 537 quilômetros entre Ilhéus e Caetité com a geração de 2 mil empregos diretos.

A extensão total da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que ligará Ilhéus (sul da Bahia) a Figueirópolis (Tocantins) é de 1.526 quilômetros - os investimentos chegam a R$ 6 bilhões, com recursos de Plano de Aceleração do Crescimento (Pac).

Segundo o presidente da Valec, a ferrovia vai quebrar um paradigma nos corredores de transporte no Brasil, que sempre convergem para o sudeste, criando um eixo no sentido oeste-leste.

Também será a única ferrovia que será ligada diretamente a um terminal portuário, o Porto Sul.

O secretário e vice-governador Otto Alencar disse que “a ferrovia vai impulsionar a economia no interior do estado, criando novos polos de desenvolvimento. Apenas com o transporte de minérios, serão 40 milhões de toneladas por ano, além da perspectiva da movimentação de grãos e outros produtos”.

Já o secretário Rui Costa afirma que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste e o Porto Sul vão integrar a Bahia às regiões norte e centro-oeste do Brasil, promovendo a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Segundo ele, “o governo da Bahia vem dando todo o apoio para a implantação da ferrovia e do porto, duas das mais importantes obras de infraestrutura e logística do Brasil”.

Atualmente, a Região Metropolitana de Salvador responde por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. Lembrou que “uma realidade que irá mudar com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste e o Porto Sul, com impacto positivo na economia do sul da Bahia, umas das regiões que mais serão beneficiadas”.

Ceplac vai renovar cooperação com Consórcio Médio do Rio das Contas

Domingos Matos, 26/12/2011 | 17:19
Editado em 26/12/2011 | 17:20

A Ceplac está disposta em renovar no próximo ano a cooperação técnica nas áreas de pesquisa, assistência técnica e extensão rural aos agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais do Agropolo de Fruticultura do Vale do Rio das Contas.

O assunto foi tema de encontro nesta segunda-feira (26), entre o presidente do Consórcio Intermunicipal do Médio Rio das Contas e prefeito de Barra do Rocha, Jônatas Ventura, e o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart, no KM 22 da rodovia BR-415 - Jorge Amado, eixo Ilhéus-Itabuna.

Durante o encontro, a Ceplac ainda se comprometeu em ceder um galpão do Núcleo Regional do Centro de Extensão (Cenex), em Ipiaú, para a construção da sede da entidade e Território de Identidade do Médio Rio das Contas.

O superintendente também garantiu participação institucional da Ceplac na promoção do III Simpósio da Graviola, inicialmente programado para abril de 2012, além de aplaudir a proposta de inclusão de agricultores familiares e produtores rurais dos municípios de Aurelino Leal, Ubaitaba e Gandu nos projetos de desenvolvimento da fruticultura do Agropolo.

O prefeito Jônatas Ventura destacou a participação institucional da Ceplac na consolidação da agroindustrialização de polpa de frutas que ancora no Agropolo a cadeia produtiva da fruticultura no sul da Bahia, com cinco agroindústrias responsáveis pela geração de 3.960 empregos diretos, produção de 5.712 toneladas de polpa e receita em torno de R$ 52 milhões, em 2010.

Além disso, a atividade é responsável pelo plantio de 778,8 hectares em desenvolvimento e 451,0 hectares safreiros com valor da produção de R$ 6,5 milhões de receita ao agricultor.

Como eles conseguem?

Domingos Matos, 21/10/2011 | 09:16
Editado em 21/10/2011 | 18:22

londrinaDe Londrina (PR)

A situação do prefeito de Londrina  - Barbosa Neto (PDT) - não é das mais 'gatinhas', como diz o vulgo. O homem enfrenta uma CEI por semana e pelo menos uma Comissão Processante por semestre. Todo mundo detona sua administração, do taxista ao executivo. E mais, dizem que essa é a terceira gestão desastrosa que a cidade enfrenta em sequência.

Aí, é onde surgem as perguntas: se está há 10 anos sofrendo assim, por que não se vê um buraco nas ruas, lixo, nem engarrafamento? Como seus 600 mil habitantes conseguem conservar tudo limpinho e nossos 200 mil parecem querer entulhar a todos com suas toneladas diárias de lixo nas ruas itabunenses?

Talvez a resposta esteja justamente nas três gestões desastrosas. Explicando: foram apenas três, em mais de 70 anos de emancipação. Enquanto que em Itabuna...

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