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Tradição e animação marcam festejos juninos em Ilhéus; veja programação

Domingos Matos, 21/06/2019 | 07:09

O ritmo das festividades juninas durante o mês marca as comemorações com forró, comidas típicas, brincadeiras e valorização da cultura e das tradições. Para receber o período na cidade, a Prefeitura de Ilhéus apoia iniciativas comunitárias e institucionais, que costumam reunir famílias e visitantes de diversos lugares para celebrar os festejos de São João em volta da fogueira. Ruas, avenidas, distritos e instituições montaram uma programação diversificada.

Os eventos tradicionais começaram na quarta-feira (19), com a festa junina da APAE e no Colégio da Polícia Militar (CPM). Além disso, os festejos também aconteceram na Catedral de São Sebastião, no centro. Já no sábado (22), o forró acontece na Rua Monsenhor Evaristo, na Conquista, a partir das 10h da manhã. Também às 10h, a alegria invade à Rua Nossa Senhora das Graças, no Malhado.

Ainda no sábado (22), às 10h, o arrastapé fala mais alto com o tradicional Forró do Pontalzinho, na Conquista. Durante a tarde, a partir das 13h, o forro come solto no Alto do Coqueiro, no Malhado. Do outro lado da cidade, bairro Hernani Sá, três dias de festejos, com início no sábado, a partir das 15h e encerramento na segunda (24). Já no domingo (23), às 10h e vai até a segunda-feira (24), o chamego acontece na Avenida Governador Roberto Santos.

Moradores do distrito de Ponta do Ramo, na zona norte de Ilhéus vão forrozear na Associação Ágape, no domingo (23), a partir das 9h. No mesmo dia, na Ponta da Tulha, a tradição junina inicia logo às 10h. Domingão promete com a Festa dos Criativos do Hernani Sá, às 10h. O Residencial Moradas do Porto reúne suas famílias para celebrar o período também no domingo de São João, a partir das 10h.

Pensa que acabou? Pra não deixar barato, moradores do Residencial Sol e mar prometem dois dias de festividades (23 e 24), às 11h. Na zona oeste da cidade, a festança reúne moradores do Banco da Vitória, na segunda-feira (24), às 9h na matina. Para encerrar, os festejos invadem o mês de julho (1º), às 15h, quando a descontração fica por conta da animação dos moradores do Residencial Vilela.

 

 

Tradição indígena marca abertura dos Jogos Estudantis Tupinambá de Ilhéus

Domingos Matos, 17/05/2019 | 10:37

Jovens indígenas do sul e extremo sul da Bahia participam, até o próximo domingo (19), de mais uma edição dos Jogos Indígenas Estudantis Tupinambá de Ilhéus. O ato de abertura realizado na manhã de quinta-feira (16), contou com as presenças dos secretários de Cultura, Pawlo Cidade; Comunicação, Hélio Ricardo; diretor do Centro de Cultura do Estado, André Reis e da coordenadora geral dos jogos, Amandyara Tupinambá.

Sons de chocalhos e cânticos Tupy predominaram na Estância Hidromineral de Olivença, que amanheceu em clima de festa. Jovens de diferentes tribos e etnias se reuniram na praça Claudio Magalhães, durante a abertura do evento. Cacique Valdelice comenta sobre o orgulho por ver a tradição de seu povo sendo abraçada com carinho e respeito pelos jovens.

Ritual – Amandyara Tupinambá comemora a concretização de mais uma edição dos jogos. “Através da interação que o esporte promove, esses meninos e meninas propagam a tradição, cultura e perseverança da nossa gente para todos, em uma troca de saberes e experiências com humildade e respeito”, enfatizou.

Os índios desfilaram ao redor da praça com cânticos e se deslocaram em direção à arena, na Praia do Batuba, local dos jogos. No caminho, acenderam a pira que permanecerá acesa até o final dos jogos. Na arena, em uma grande roda humana, mais cânticos e orações com pedidos de proteção, os caciques com seus cachimbos exalavam a fumaça da paz.

Serviços – A Secretaria de Saúde do município disponibilizou uma ambulância para o local, permanecendo até o término do evento. O espaço também conta com profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), para a vacinação dos índios que ainda não participaram da campanha, além da presença do efetivo de Bombeiros Civis.

Durante os quatro dias de atividades, serão realizadas competições de arco e flecha, arremesso de tacape, futebol, zarabatana, natação, luta corporal, corridas de tronco e rústica, dentre outras modalidades esportivas nas categorias masculina e feminina.

Os jogos têm o patrocínio do governo da Bahia, através da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com o apoio da Prefeitura de Ilhéus, do Programa Educar para Transformar e Centro de Culturas Populares Identitárias da Bahia.

 

Ilhéus: cultura, tradição e realidade se misturam em exposição da artista Nadja Alves 

Domingos Matos, 01/02/2019 | 09:08

Apesar dos serviços de restauração e pintura iniciados esta semana no Teatro Municipal de Ilhéus, o maior espaço de expressão cultural do município abre as portas para a exposição de 11 telas da artista plástica itabunense, Nadja Alves, na próxima segunda-feira (4). As peças estarão expostas no foyer, até o final de fevereiro, das 8 às 18 horas, com entrada gratuita.

São pinturas que trazem um colorido especial e remetem a lugares, afazeres e sentimentos, em um mix de cultura, tradição e realidade. Nadja Alves descobriu a pintura em 2011, e desde então vem mostrando seus trabalhos em várias cidades do interior e na capital. Em Ilhéus, já expôs duas vezes consecutivas no Cana Brava Resort e quatro no TMI. “São pinturas que representam a região cacaueira, a simplicidade e o cotidiano de seu povo”, diz a artista.

Segundo a chefe municipal dos Espaços Culturais, Jeniffer Horrana, a programação do TMI está suspensa até março, por conta das intervenções necessárias que são realizadas no local nos meses de janeiro e fevereiro.

 

Fernando mantém a tradição de ser notícia nacional - agora pelo nepotismo

Domingos Matos, 09/01/2017 | 09:30

O prefeito Fernando Gomes (DEM) foi citado em matéria do jornal Folha de S. Paulo que retrata diversos casos de nepotismo Brasil afora. O prefeito destinou, até agora, três secretarias para parentes -- Sandra Neilma, esposa, para a Secretaria de Assistência Social; Sérgio Gomes, filho, para o Trânsito; e Dinailson Oliveira, sobrinho, para a Administração.

Fernando Gomes, segundo a matéria, argumenta que o nepotismo no primeiro escalão é permitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por se tratar de nomeação política.

Lapso

A Folha, porém, não deve ter associado o nome à pessoa. A mídia nacional sempre lembra que Fernando Gomes já foi apontado como o maior marajá do Brasil, com salário maior que o do presidente dos Estados Unidos. Dessa vez, parece ter esquecido desse fato extremamente abonador no currículo de FG.

Mas o itabunense, de difícil memória por natureza -- essa é a quinta vez de Fernando como prefeito... -- deve atentar para um detalhe: não querendo o prefeito figurar como marajá novamente, num momento em que só se fala em reduções de salários, é autoexplicativo o fenômeno de tantos parentes e parceiros de negócios nos cargos-chave do governo.

Voltaremos ao assunto.

 

Orçamento de 2011 promove primeira contradição

Domingos Matos, 07/01/2011 | 11:48
Editado em 07/01/2011 | 12:05

Matéria divulgada hoje, no jornal Agora, dá conta de que o orçamento de Itabuna para 2011 é uma peça cômica. Não pelo que diz o texto da página 3, que em si não trata das contradições por detrás dos números absolutos (400.624.000,00 para serem divididos entre as secretarias, fundações e empresas).

O que chama a atenção é o subtítulo: "A FICC terá mais recursos do que a Secretaria de Transporte e Trânsito". O que o redator quis dizer? Está claro: A FICC, que muito pouco produz, terá muito mais grana do que a Settran, que vem salvando a cara do governo e terá muto mais a fazer em 2001, com o caos do trânsito instalado no centro, muito em função das obras do canal do Lava-pés.

Cutucada certeira.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 17/10/2010 | 11:50
Editado em 17/10/2010 | 13:03

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Serra não defendeu nem a mulher

monica serraNo debate da Bandeirantes Dilma Roussef  afirmou que a “baixaria” eleitoral de que era vítima tinha matriz no PSDB e deu nome a um dos “bois”: Mônica Serra, coincidentemente a esposa do tucano, que teria propalado, na baixada fluminense, de que a petista era “a favor de matar criancinhas”, em clara alusão ao tema do momento (abortamento) explorado à exaustão, com laivos de hipocrisia pela campanha de José Serra.

Acuado pela veemência de Dilma, Mônica não encontrou nenhuma defesa do marido. O que significa ser verdadeira a acusação de Dilma Roussef.

Para Ciro Gomes, Serra passa por cima de qualquer um para conseguir o que quer.

Nem a mulher fica de fora!  

Debate I

Para quem assistiu o debate na TV Bandeirantes sabe que a tônica do evento foi dada pela incisiva intervenção de Dilma Roussef acuando José Serra em torno de temas como as privatizações e a comparação entre os governos de FHC e Lula. Essa postura deu o mote dos próximos debates.

No entanto, o Jornal da Band de segunda e terça, 11 e 12, editou somente a última parte do debate, as considerações finais, valorizando a participação de José Serra.

Serra, ao contrário da edição do Jornal da Band, foi um fracasso, ao fugir de responder em torno de temas que diziam respeito ao período FHC, quando foi Ministro do Planejamento, fato em muito instado por Dilma, quando lhe cobrava posições atuais diante do passado.

Quando se falou em privatizações Serra fugiu do tema como o Diabo da cruz.

Debate II

dilma bandDilma desmistificou a propaganda eleitoral de Serra, no assunto clínicas para tratamento de viciados em crack. Afirmou que, apesar de o Estado de São Paulo ter milhares de viciados (em torno de 300 mil), o governo tucano oferecia apenas 96 vagas. Serra, disse que não era verdade, pois chegavam a 300 – confessou. Ou seja, não atinge 0,01% das efetivas necessidades! Regiamente “multiplicadas” na propaganda eleitoral.

Serra ficou sem responder (dentre muitas sem resposta) à pergunta de Dilma sobre as recentes declarações de Zilberstein (ANP no Governo FHC) de que o ideal é privatizar o pré-sal.

Urnas e apoio popular I

Algumas urnas desmistificam a popularidade de Lula como fator preponderante para a transferência de votos, demonstrando que a realidade local prevalece com idiossincrasias, conflitos, ranços e paixões. Até mesmo a evidente melhoria das condições de vida de cada população beneficiada pelas políticas sociais do Governo federal não são o condão da certeza de reconhecimento a ser traduzido em votos.

Em Itororó, por exemplo, em que pese setores de informação afirmarem ter o Prefeito Adroaldo Almeida mostrado “bastante força” política – levando em consideração as votações de seus candidatos Geraldo Simões (3.504 = 33,03%) e Rosemberg Pinto (4.653 = 43,16%) – Dilma Roussef atingiu 4.836 votos, alcançando os 47,61% (pouco mais que a votação de Rosemberg,), enquanto José Serra recebeu 4.498, ou seja, 44,28%.

Imagine o leitor de quem a festa!

Urnas e apoio popular II

Rápida análise em torno dos números publicados pela Justiça Eleitoral da Comarca de Itororó revela os seguintes dados, para Dilma e José Serra: Firmino Alves – 1.468 (54,31%) X 1.077 (39,84%) – Itaju do Colônia – 2.135 (67,61%) X 679 (21,50%).

Comparando, a maior votação de José Serra foi justamente em Itororó, sendo acachapado em Itaju do Colônia e fazendo média maior que a nacional em Firmino Alves. Naturalmente, a menor votação de Dilma, em Itororó.

Detalhe: a votação de Rosemberg Pinto superou a de José Serra na terra da carne de sol.

Itabuna e Censo 2010

Esse o título de artigo de nossa lavra, publicado neste O TROMBONE (de 04 agosto), refletindo em torno da distorção visível entre as populações de Itabuna e Ilhéus, quando destacamos a possibilidade de manipulações em levantamentos pretéritos que beneficiaram a praieira, tema voltado à baila no DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 05 de setembro (“O verdadeiro ‘feito’”).

E concluíamos: “Com o evidente aperfeiçoamento na forma de recrutar, não fora os avanços tecnológicos que remetem ao quase imediato monitoramento dos dados coletados (antes registrados em planilhas, a lápis) Itabuna pode aguardar o retorno da realidade no que diz respeito à sua concentração populacional que não pode ser, ou continuar, tão desigual como a registrada nas últimas décadas em relação a Ilhéus”.

Pouco mais de dois meses passados (com 78% do trabalho de campo realizado, que apontam população em torno de 170 mil) e são anunciados números que permitem concluir que a população ilheense será reduzida a prováveis 180 mil habitantes, quando o levantamento anterior acusou cerca de 220 mil.

Dez anos depois, prováveis 40 mil a menos. Ou, mais precisamente, “o retorno à realidade”, quando Itabuna tende a superar os 200 mil habitantes

Quando os tempos são outros I

No jogo de denúncias que alimenta a campanha eleitoral, temos nos defrontado com “fatos” noticiados sob o pálio do anonimato, escrachando candidatos (em dimensão injuriosa). Inegavelmente Dilma Roussef tem sido alvo de insidiosa campanha contra a sua imagem, que distorce a realidade e alimenta o clima fundamentalista que ora norteia a campanha de José Serra.

No contraponto, algumas revelações estarrecem, como a de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Mônica Serra (esposa de José Serra) de que esta afirmou em sala de aula para um grupo de alunas, em 1992, que praticara abortamento, no quarto mês de gestação, quando em dificuldades materiais, ao tempo em que ela e o marido vivenciavam dificuldades no exílio (todos os detalhes em www.conversaafiada.com.br, inclusive o texto publicado no Correio do Brasil).

Quando os tempos são outros II

Temos que o assunto é particular, pessoal, pois cada um sabe o que se passa com sua vida, em que pese, particularmente, sermos contra a prática do abortamento. No entanto, é a mesma Mônica Serra que, no interior do Estado do Rio de Janeiro, fazia propaganda contra Dilma Roussef denunciando-a como “a favor de matar criancinhas”, numa clara alusão à candidata como defensora de práticas que atentam contra a vida.

Punha na boca da candidata Dilma palavras que esta não dissera, para ajudar a campanha do marido, com quem gerara o feto abortado no quarto mês. Fato esse que ele, José Serra, não pode desconhecer. (Cai o pano).

No entanto, quando os tempos são outros, de campanha, a conveniência fala mais alto que a ética.

Andorinhas voltando

Infância e adolescência deixam em nós coisas para a eternidade. O revoar de andorinhas e seus mirabolantes devaneios estéticos nos fizeram refém da espera anual de seus retornos. Desapareceram quase completamente. Ou escolheram outras paragens, em busca de paz e apreciadores.

Aqui em Itabuna ainda alcancei seu chilrear e voos na Otaciana Pinto, dando outro matiz à Catedral, ainda que por segundos.

Neste 2010 redescubro na Avenida Ilhéus os clássicos arpejos andorínicos, dispensando elaboradas harmonias humanas, privilegiando moradores e transeuntes. Onde ainda encontram árvores. E ausência de rojões.

Não sabemos até quando!

Ferradas e o Centenário de Jorge Amado

Festa na antiga Vila de Dom Pedro de Alcântara, reduto da história regional e do Brasil, como o afirma Gustavo Veloso em seu “Ferradas: Um Capítulo da História do Brasil” (Via Litterarum), lançado nesta sexta-feira 15.

São 195 anos de existência reconhecida e os festejos integram a programação do centenário de nascimento de Jorge Amado, dentro do projeto Irmão JORGE, 100 anos AMADO, promovido e coordenado pela ACODECC - Associação Comunitária de Cultura e Cidadania de Ferradas e pela ACARI.

Ferradas viva

Todos precisam descobrir a força e a capacidade de mobilização da comunidade ferradense. Não de hoje, sem qualquer apoio oficial, Ferradas realiza um São João que desperta a atenção não só de itabunenses, realizado em bases inteiramente tradicionais.

Os ferradenses revivem valores culturais que se encontram aos poucos perdendo espaço para comodidade da televisão e da internet como instrumentos de lazer. Encontram nos antigos moradores os registros que vão trazendo à tona muito do que vivemos e as novas gerações estão perdendo.

A comemoração dos seus 195 anos traz as mais díspares manifestações culturais, que resgatam a memória e fixam na geração que desponta o compromisso da continuidade de reconhecimento do que é e do que representa para a nossa História. É só conferir, in loco.

Ferradas vive! Carece, apenas, de que vivamos com ela o que nos oferece. 

Falou para o vazio

Se dependêssemos do PiG para conhecer as declarações recentes de Marina Silva (registro acima) trazidas ao noticiário por http://www.jb.com.br/eleicoes-2010/noticias/2010/10/14/marina-pela-minha-tradicao-eu-seria-favoravel-a-apoiar-o-pt/ (“Pela minha tradição eu seria favorável a apoiar o PT”) certamente de nada saberíamos.

Apesar de sua presença haver assegurado o segundo turno para Serra e viver embalada pelos microfones e textos, ao deixar de representar importância (esgotou seu prazo de validade para a grande imprensa, como ocorreu com Heloisa Helena em 2006) a declaração acima declinada não mereceu qualquer referência.

Marina falou para o vazio. Só voltará aos holofotes se apoiar Serra, se negar a “tradição”.

Para ler e pensar

Acompanhando a edição do debate entre os presidenciáveis por ela promovido, nas edições do próprio Jornal da Band, entendemos por repetir – e acrescer – o que neste espaço transcrevemos semana passada. 

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.(Paulo Henrique Amorim). Traduzindo, com alguns exemplos: jornais Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo; revistas Veja, IstoÉ e Época; rede Globo de Televisão. E agora a rede BANDEIRANTES.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traças

traçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Bassuma, o fígado, o oráculo e a utopia

Domingos Matos, 16/10/2010 | 12:02
Editado em 16/10/2010 | 12:11

Adylson Machado

Adylson MachadoDe Política, Pesquisa e Literatura, de 05 de outubro (agenorgasparetto.zip.net): “hoje, Bassuma, candidato do PV na Bahia, já disse que apoiará, por razões pessoais, José Serra”.  O que engrossaria o rol de preocupações da candidatura Dilma Roussef na conquista de apoios em nível do Partido Verde para assegurar os 4% de que precisa para fechar o returno da presidencial.

No plano pessoal não tiramos as razões de Bassuma em não seguir o PT. A propósito, escrevemos em sua defesa (ver “Bassuma punido – olhar sobre a decisão do PT”, Pimenta na Muqueca, de 18 set 2009) quando levado pela estúpida postura e arrogância partidária a se afastar da sigla onde sempre militara.

Reconheça-se que o desligamento do PT não se deu por aspectos programáticos de setores petistas, mas pela tentativa de cerceamento às convicções do baiano, cristão espírita, contrário à liberação do abortamento. Se houvesse de ser pela postura das diretrizes partidárias, não teria ingressado no Partido Verde que defende, entre outras coisas, não só o polêmico “aborto”, como o casamento gay e a descriminalização da maconha.

Entretanto, cumpre-nos cobrar de Bassuma – e os que imaginamos a ele semelhantes – o político coerente, no que diga respeito ao futuro do País, cuja discussão passa por reconhecer os avanços no modelo econômico de gestão da coisa pública efetivados pelo PT e Lula.

O momento do político Bassuma é circunstancial e, certamente, presume-se, não fez mudar suas convicções, adquiridas no curso da existência. Apoiar José Serra, no entanto, contribuirá para o que idealisticamente negou, contrariando o que defendeu durante sua vida.

O Partido Verde (nisso que chamamos de balaio de gatos), como partido político, não é um paradigma de mudança diante dos postulados ansiados pelo povo, haja vista a dimensão de suas alianças pontuais. Nada contra elas, opções internas, mas que nele se reconheça a mesma postura fisiológico-partidária que tem norteado a política nacional. Nesse liame, igual aos outros.

No entanto, custa crer que pensares, que se encontram mais próximas dos avanços alcançados pelo governo atual, alguns que podem ser consideradas como políticas de Estado – como o controle do pré-sal e a aplicação dos seus recursos (em torno de 10 TRILHÕES de reais), pelo sistema de partilha, para atender saúde, educação, infraestrutura e pesquisa científica nas próximas décadas, diferentemente da proposta neoliberal, defendida pelo PSDB-DEM de entrega das riquezas à iniciativa privada pelo sistema de concessão, onde caberia ao País reduzida participação através da arrecadação tributária – venham, em defesa do passado e de suas consciências, a optar por um projeto nefando e nefasto aos interesses nacionais mais imediatos.

Bassuma não está adstrito aos humores figadais quando se puser diante do altar da consciência escolhendo dentro do que sempre defendeu como melhor para o País. Antes de tudo tem compromisso com o futuro e as futuras gerações.

A não ser que algum ente, oriundo de outro plano, afirme que o PSDB-DEM, e seu acólito José Serra, tornaram-se com sua práxis a redenção para o Brasil.

Caso isso aconteça, explique, convença o eleitorado e os que, particularmente, sempre o admiraram.

Mais lúcida Marina Silva (ainda que aguarde a definição do PV em relação ao segundo turno) ao afirmar: “Pela minha tradição eu seria favorável a apoiar o PT” – http://www.jb.com.br/eleicoes-2010/noticias/2010/10/14/marina-pela-minha-tradicao-eu-seria-favoravel-a-apoiar-o-pt/

E não seria proselitismo afirmar que, antes de tudo, não se trataria de “tradição”, mas de coerência com um projeto de vida, amparado na utopia de um mundo melhor. Que, ainda com percalços, tem sido assumido pelo Governo de Luís Inácio Lula da Silva. E como política de governo traduz programas do Partido dos Trabalhadores.

A isso Bassuma será chamado a explicar à sua consciência!

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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