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Polícia investiga divulgação de fotomontagens com advogada Thatiana Poncino

Ministério Público também investiga o caso

Domingos Matos, 08/10/2019 | 15:51
Editado em 08/10/2019 | 16:28

A Polícia Civil instaurou um inquérito para tentar identificar os responsáveis por espalhar em páginas da internet e nas redes sociais fotomontagens com conteúdo de nudez atribuídas a uma advogada de Itabuna. O Ministério Público (MP) também investiga o caso.

Thatiana Poncino do Nascimento registrou um boletim de ocorrência na quarta-feira (2), embora afirme ser a segunda vez que sofra ataque cibernético. Ela conta já ter sido alvo do mesmo tipo de ação entre 2015 e 2016, época em que não procurou as autoridades por não acreditar que os possíveis criminosos pudessem ser descobertos e punidos.

"Na primeira vez, não tinha esperança de encontrar o responsável. Não tinha a investigação que se tem hoje. Eu também teria que reviver a situação. Mesmo não sendo eu, me senti como sendo aquela pessoa. Era vergonhoso pra mim", desabafou em entrevista ao programa "Encontro com Fátima Bernardes", na manhã de segunda-feira (6).

A advogada divulgou um texto no qual descreve como "constrangedora" a situação por que vem passando. "Situação que entristece, que machuca e que me faz refletir diariamente sobre a maldade humana! Mais uma vez estão circulando na internet fotos de mulheres anônimas nuas juntamente com fotos das minhas redes sociais", escreveu.

Ela explica que as imagens são as mesmas disseminadas anteriormente, e foram adulteradas a partir de fotos retiradas de seu perfil no aplicativo. "O responsável pela montagem cortou a cabeça de mulheres despidas e as enviou juntamente com fotos minhas aqui do Instagram, no intuito de induzir aqueles que as recebem a acreditar que sou eu nas imagens de nudez. Não, não sou eu nessas fotos! Nunca fotografei sem roupa, não pretendo e não vejo problema nenhum em quem gosta desses registros, só não é o meu caso. Eu convido você leitor, por um minuto, a se colocar em meu lugar, a se imaginar sendo vítima dessa conduta criminosa", afirma ela no texto.

A assessoria da Polícia Civil informou que a Deam (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) de Teixeira de Freitas instaurou um inquérito para apurar a denúncia de difamação por meios eletrônicos via redes sociais. "Após o registro, realizado na quarta-feira (2), a delegada Kátia Cielber Garcia já ouviu a vítima e recolheu arquivos digitais para serem analisados e complementarem as investigações, que tem o apoio do Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos (GME)", diz no comunicado.

O MP baiano, por sua vez, afirma que os fatos comunicados e documentos apresentados pela advogada Thatiana Poncino estão sendo analisados pelo Nucciber r (Núcleo de Crimes Cibernéticos) do órgão. As investigações, contudo, correm sob sigilo. "Segundo o promotor de Justiça Moacir Silva do Nascimento Júnior, coordenador do Núcleo de Crimes Cibernéticos (Nucciber) do Ministério Público do Estado da Bahia, estão sendo analisados os fatos comunicados e os documentos apresentados à Promotoria de Teixeira de Freitas pela advogada Thatiana Poncino no último dia 26 de setembro. Ele explicou que, nesse tipo de crime, as investigações correm em sigilo para não prejudicar o resultado das diligências e não causar outros danos às vítimas", afirma.

A Comissão da Mulher da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Itabuna - onde Thatiana atua na área criminal - emitiu nota em que diz repudiar a veiculação de conteúdo criminoso.

Leia AQUI a nota da OAB na íntegra.

Com informações do Universa.

Mulheres do Conjunto Penal participam de ações de cidadania e identidade de gênero

Domingos Matos, 14/03/2019 | 15:44
Editado em 14/03/2019 | 18:41

Com objetivo de fortalecer a discussão sobre gênero, feminismo e identidade, bem como visando à garantia de direitos como saúde, práticas corporais e alimentação saudável, o Conjunto Penal de Itabuna realiza uma série de atividades voltadas às mulheres durante o mês de março. Ao longo do Mês da Mulher no CPI, diversas atividades estão sendo realizadas, entre elas ações voltadas à saúde, cultura e estímulo ao empoderamento feminino como forma de enfrentamento aos estigmas da condição de cárcere em que se encontram.

Nessa perspectiva, já foi realizada, na segunda-feira (11), uma extensa programação, envolvendo atividades físicas (dança, circuito de crossfit), de relaxamento (massagem terapêutica), avaliação nutricional (IMC, dicas de alimentação saudável), e beleza, com as atividades do salão de beleza da unidade realizadas no local do evento. Uma ação do movimento Universal Nos Presídios (UNP) complementou a programação, com a entrega de um kit de higiene feminina, e um reforço no time das nutricionistas, com uma profissional, que se somou às três que já atuam no CPI.

De acordo com o diretor da unidade, capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva, a atividade é de grande importância. “Temos o dever da custódia, mas esta envolve todos os aspectos da vida cotidiana das custodiadas, exceto a liberdade. Ações como esta são importantes para celebrar a passagem de uma data especial, o Dia da Mulher, embora muitas sejam ações que já realizamos cotidianamente. Muitas outras estão programadas para este mês”, adiantou. As atividades são propostas pela empresa Socializa, que administra o presídio, em regime de cogestão com o Governo do Estado.

Programação

A programação terá ainda a participação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Campus Jorge Amado), por meio do Setor de Biblioteca, que no dia 18 irá desenvolver, em parceria com estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais, o II Círculo de Leitura Carolina Maria de Jesus. Após a atividade, que discutirá a obra Quarto de Despejo – Diário de uma favelada, uma apresentação do grupo musical Banda Quente, formado só por mulheres, completará o momento cultural com as mulheres custodiadas na unidade.

No dia 25, as atividades serão voltadas à saúde da mulher, com a realização de exames, diagnósticos e encaminhamentos para aquelas que necessitarem. “Com isso esperamos oferecer às mulheres momentos de reflexão e tomada de consciência de sua condição de cidadã titular de direitos, possibilitando o desenvolvimento de uma forma diferente de encarar não apenas a situação em que se encontram, mas uma elevação de sua autoestima, tão importante para o enfrentamento deste em suas vidas”, observa o diretor Adriano Jácome.

Quem não sabe comunicar, se trumbica*!

Domingos Matos, 08/03/2019 | 11:57

Por Luciano Veiga

O velho guerreiro Chacrinha já dizia “que não se comunica, se trumbica”. No mundo midiático em que vivemos, o nosso querido Guerreiro se aqui estivesse, talvez acrescentaria ao seu jargão a frase “Quem não sabe comunicar, se trumbica”.

A comunicação no universo político viveu nos últimos tempos forte influência do marketing. Quem não se lembra que as últimas eleições foram marcadas com um modelo, que podemos denominar candidato produto. Os marqueteiros acostumados a trabalhar com produtos, tornando-os conhecidos e desejados pelos consumidores, fizeram o mesmo com os candidatos. Pesquisas qualitativas davam o contorno das propostas, do vestir, do falar, do agir, construindo um slogan “eu faço, eu quero, eu posso”.

No período Donald Trump, a mídia social ganha espaço, que seja pela universalização destes veículos de comunicação, do linguajar do pessoal às redes sociais, criando seguidores e devotos em um sistema que chega a todos, quebrando barreiras. Denominada como comunicação direta, foi também protagonizada no Brasil nas últimas eleições.

O que virou cartão de visita, tem-se transformado no cartão de saída.

No Brasil, dizemos quando o candidato é eleito, o mesmo precisa descer do palanque. Hoje, nos tempos modernos, podemos dizer que o mesmo precisa deixar de twittar e dar espaço a comunicação institucional, afinal, a sua comunicação passa a ser inerente ao cargo que ocupa e a instituição que representa.

As mídias sociais considerada pelos críticos como terras de ninguém, têm provocado vítimas entre celebridades, atores, desportistas, políticos e outros, que têm as suas vidas íntimas devassadas, na maioria das vezes quando eles mesmos postam textos e vídeos polêmicos.

Hoje, já se faz uma nova interpretação de preservação de imagem. Vale a pena ter milhares de seguidores ou ter a vida de volta e a instituição preservada. A resposta, talvez esteja em “quem não sabe comunicar se trumbica”, ou seja, não basta se comunicar é preciso SABER SE COMUNICAR.

Daí, como o mundo gira rápido e os valores acompanham estes movimentos, e todo movimento em regra parte de um eixo, logo, o giro volta ao marco inicial. Voltamos então o que dizia os senhores e senhoras na porta de casa, na calçada ou na janela, valores se constrói a partir de casa e se consolida na sociedade. E, cuidar destes valores não tem preço.

Assim como dizia a minha saudosa mãe, cuidado com o que fala, pois as palavras são como pregos, deixam as suas marcas na tábua.

*Trumbica – “Diz-se da ação de copular ou do ato de se prejudicar com algo, "se dar mal".

Luciano Veiga – Administrador e Especialista em Planejamento de Cidades (UESC). Atualmente, Secretário Executivo da Amurc e do CDS-LS.

Conjunto Penal de Itabuna e Igreja Universal promovem cursos de capacitação para internos

Domingos Matos, 11/10/2018 | 22:43

Dois cursos, na modalidade capacitação profissional, estão sendo realizados no Conjunto Penal de Itabuna (CPI), e vão beneficiar dezenas de internos masculinos e femininos. O primeiro, de Artesanato em Biscuit, já teve a primeira aula realizada, na quarta-feira (10), com uma turma de seis internas.

O segundo, de Garçom, já está em fase de formação de turma, o que é feito a partir de avaliação biopsicossocial, pela equipe multidisciplinar do Centro de Ressocialização e do próprio Corpo Técnico do CPI. A avaliação leva em conta, também, as aptidões de cada indivíduo, o que é feito pela terapeuta ocupacional do presídio.

Já a Universal, que possui um ministério dedicado aos presídios e é uma das diversas denominações que atuam na assistência religiosa no CPI, entra com os profissionais e o ferramental necessário. O pastor Wilson Ernando Tavares, responsável por essa área na igreja, diz que o trabalho da Universal em presídios está sendo ampliado para ações de ressocialização, para além da evangelização.

“Esses cursos, por exemplo, são dissociados da questão religiosa, mas não deixam de ser um ato de caridade cristã. Porém, apenas passamos a parte da capacitação, e o Conjunto Penal cuida da parte terapêutica”, observa.

O curso de Biscuit é ministrado pelo professor Wendell Lima, que trabalha há 4 anos com artesanato, com foco nessa técnica, e supervisionado pela equipe técnica do Centro de Ressocialização do CPI, por meio da empresa Socializa – Soluções em Gestão, que operacionaliza a unidade.

Pioneiro no país, Conjunto Penal de Itabuna distribui kits de higiene com controle biométrico

Domingos Matos, 25/07/2017 | 12:59
Editado em 25/07/2017 | 13:01

O Conjunto Penal de Itabuna (CPI) está distribuindo os kits de higiene pessoal e colchões controlados por um sistema de biometria para os internos que cumprem pena na unidade. O presídio itabunense é o primeiro do país com esse sistema. A iniciativa é do Governo do Estado, que faz a administração da unidade em sistema de cogestão com a empresa Socializa Brasil, como forma assegurar a transparência em todas as ações que desenvolve.

A primeira distribuição 100% controlada está sendo feita no presídio desde a terça-feira (18). De acordo com o diretor do CPI, capitão PM Adriano Jácome, essa é uma forma de melhor atender ao princípio da transparência, uma vez que pelo antigo modelo de controle por assinatura há brechas para burlas, como troca de nomes, o que prejudica a universalização dos direitos e isonomia no tratamento da população carcerária.

“Para nós, enquanto órgão de Estado, cumprir a Lei da Transparência em todos os aspectos, é uma obrigação. Esse é o princípio que temos aplicado aqui, através da parceria com a empresa Socializa, que operacionaliza o sistema. Como agente fiscalizador, temos orgulho do pioneirismo e do cumprimento a esse preceito, tão caro à democracia, que é a transparência na execução das ações públicas”, observa o diretor Adriano Jácome.

Compromisso

Ao longo dessa semana estão sendo distribuídos com certificação digital de identidade itens como colchões novos e produtos de higiene pessoal. Assim como na distribuição dos kits, o controle biométrico também é utilizado para o acesso de visitas dos internos na unidade prisional. Além disso, a entrega de materiais de trabalho e equipamentos de proteção individual (EPIs) aos colaboradores do CPI também serão auditados por biometria. 

O controle biométrico é elogiado até pelos internos, a exemplo de Jarbas Gutierri, que destaca o caráter de justiça que o novo sistema proporciona. “É importante, porque há um controle maior. Eu tenho cuidado com minhas coisas, mas nem todos são assim. Então, também cria um compromisso de nossa parte, de conservação, porque tudo fica documentado”.

Cidadão

Recentemente o Conjunto Penal de Itabuna promoveu uma feira de saúde, que atendeu a mais de 350 internos. Outros projetos ressocializadores, parcerias institucionais e a garantia dos direitos à saúde e educação, além de atividades laborais promovidos pelo CPI, ganharam o reconhecimento da comunidade e levaram à proposição e aprovação do nome do diretor Adriano Jácome para receber da Câmara Municipal o título de Cidadão Itabunense.

A honraria é concedida a quem, nascido em outra localidade, tenha prestado relevantes serviços a Itabuna, ao Brasil e/ou à humanidade. A entrega será realizada na próxima quarta-feira (26), em cerimônia no salão de festas da AABB.

Fernando Gomes sinaliza intenção de privatizar Emasa

Domingos Matos, 25/01/2017 | 14:29

Por Erick Maia

Como era de se esperar, foi lançando, no Diário Oficial do Município de Itabuna, ontem (24), a criação do conselho gestor de Parcerias Público-Privadas (PPP). Pelo que tudo indica, trata-se da primeira medida do governo municipal no sentido de privatização da Emasa.

Isso é lamentável e mais uma vez fica claro o interesse privado em detrimento da coletividade. Recentemente fizemos um grande esforço para que o Governo do Estado da Bahia assumisse a operação do sistema de água e esgotamento sanitário, inclusive com absorção de todo o quadro de funcionários da Emasa, mas que, infelizmente, a Câmara de Vereadores rejeitou.

Na ocasião, pela proposta do convênio de cooperação entre o Estado e o Município, o governador Rui Costa havia se comprometido em realizar todos os investimentos necessários para universalização do saneamento em Itabuna.

É bom lembrar que uma das ações mais importantes para que o município de Itabuna tenha segurança hídrica, está sendo conduzida pelo Estado da Bahia com a construção da barragem no rio Colônia, orçada em mais de R$ 100 milhões.

Estávamos convencidos, e ainda estamos, que a solução para os nossos desafios em saneamento básico passava por uma parceira pública que não implicasse em aumentos exorbitantes na tarifa de água, que penaliza principalmente a população mais carente, e que não houvesse demissões de trabalhadores. Não temos dúvidas que tudo isso é improvável com a parceira privada, uma vez que, sem dinheiro público, todos os custos dos investimentos serão repassado diretamente ao consumidor e, certamente, a grande maioria dos trabalhadores serão demitidos.

A título de exemplo, países importantes como a Argentina, Itália e França fizeram o caminho inverso da privatização do saneamento, por entender, dentre outros argumentos, mas principalmente, que a água é um recurso natural estratégico e fundamental e que, assim, deve estar sob o controle estatal.

Portanto, não deixaremos que os interesses de grupos políticos que, por vezes, misturam-se aos interesses privados, prevaleça sobre o interesse do conjunto da sociedade. Estamos preparado para fazer o debate, e demonstrar, que a privatização da Emasa é uma cilada e que não garante melhoria no abastecimento de água a exemplo da cidade de São Paulo. Por adiar investimentos, a SABESP, no intuito de atender aos interesses de investidores privados, fez com que a sua população sofresse uma grave crise de desabastecimento. Isso sem deixar de destacar o enorme problema que é a poluição do rio Tietê.

Entretanto, acreditamos ser possível o diálogo com os vereadores e o executivo municipal, para que o prefeito de Itabuna possa rever essa posição de implementação de Parceria Público-Privada, que, na verdade, é uma privatização disfarçada.

Finalmente, reiteramos e mais uma vez defendemos como alternativa à privatização, que o Governo do Estado da Bahia assuma a operação dos serviços de água e esgotamento sanitário em Itabuna, logicamente, condicionada ao compromisso de absorção dos trabalhadores da Emasa, da dívida da empresa e da destinação de parte da arrecadação dos serviços de água para o município.

Erick Maia é dirigente regional do Sindae.

Redescobrindo o Sul da Bahia

Domingos Matos, 07/05/2016 | 20:30
Editado em 07/05/2016 | 20:33

Por Walmir Rosário*

Em meio à inundação de notícias desconstitutivas sobre o Brasil como um todo, começamos a vislumbrar que a região do cacau, finalmente, começa a nos mostrar alguma coisa de boa, útil e produtiva. Trata-se da implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) na área Ceplac, às margens da Rodovia Jorge Amado.

Finalmente, a razão, a inteligência e o bom senso conseguiram superar o atraso, o corporativismo maléfico, o provincianismo, as ideias retrógradas, a pequenez e o atraso. E essa tomada de atitude posso credenciar, principalmente, ao então Superintendente de Desenvolvimento da Região Cacaueira do Estado da Bahia (Sueba), Juvenal Cunha Maynart, e o Magnífico Reitor da UFSB, Naomar Monteiro de Almeida Filho.

É a produção de ciência, de conhecimento, implantada no mesmo local que, por décadas, pesquisou e entregou à Nação Grapiúna todo um pacote tecnológico de desenvolvimento. Concebida num tripé de pesquisa, extensão e ensino, a Ceplac foi além de sua proposta inicial de prestar serviços financeiros aos cacauicultores e transformou a socioeconomia regional numa das mais eficientes do Brasil.

Não se conhecia no final da década de 50, toda a década de 60 e 70, região com uma infraestrutura igual ao Sul e Extremo Sul da Bahia. De repente, da luz do candeeiro passamos à energia elétrica; do transporte ao lombo de burros às boas estradas; das demoradas cartas ao telefone e telex; da economia precária à retomada do crescimento agropecuário e comercial.

Tudo isso foi possível com o trabalho eficiente dos técnicos da Ceplac, liderados  por Carlos Brandão e José Haroldo Castro Vieira, Paulo Alvim, dentre outros. Com o passar dos anos, a Ceplac se consolida como instituição científica, muda conceitos e costumes. Como toda grande instituição, sofre com as ingerências, seus técnicos se acomodam. Um novo despertar chega com a terrível descoberta na vassoura-de-bruxa nos cacauais do Sul da Bahia.

A partir desta época, a região já carecia de lideranças capazes de aglutinar os segmentos políticos e produtores em torno de um projeto inovador eficiente. Mesmo assim a região soube sobreviver, agora com a capacidade da iniciativa privada, formada por um novo perfil de cacauicultores, preocupados com os investimentos realizados.

Essa dicotomia permaneceu até a chegada de Juvenal Maynart à Superintendência Regional, apresentando propostas inovadoras, o que causou um certo desconforto em um grupo de servidores e a sensação de alívio para os produtores de cacau. Nada que não fosse possível administrar com o aparecimento dos novos resultados positivos.

A proposta do novo superintendente era bem simples e se calcava em premissas conhecidas no agribusiness internacional que pretende produzir com eficiência, conviver pacificamente com o meio ambiente e agregar valores ao seu produto. Essa inovação aqui já é considerada uma prática vitoriosa em grande parte do mundo.

Preserva-se o que tem, amplia-se a produção com produtividade, evita-se o ataque de pragas e doenças e promove uma defesa fitossanitária eficiente para o aparecimento de novas endemias. Entretanto, essas ações somente serão possíveis a partir do momento em que a agricultura e a ciência caminharem juntas para oferecer um produto inovador ao mercado.

E essa moderna concepção de produção só conseguirá atingir o seu alvo a partir do momento em que a ciência possuir todos os meios de transferir esse conhecimento ao produtor. Tão importante quanto a descoberta de novas tecnologias é saber “vendê-las” a um mercado ávido para “comprá-las”. E aí é que reside o nosso “calcanhar de Aquiles”.

Mesmo com toda a transferência de tecnologia já feita por instituições como Ceplac, Uesc e empresas privadas, os nossos agricultores ainda carecem, e muito, dessas ferramentas para trabalhar. Uns não têm capacidade de contratar recursos, outros não acreditam nessas inovações, e um grupo maior sequer tem conhecimento das novidades.

Daí que acredito ter sido o magistral o salto de qualidade da gestão de Juvenal Maynart na Ceplac ao abraçar e propor parceria à  Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Outras existem, mas a UFSB apresenta uma proposta inovadora, que não basta fazer ciência, mas apresentar o conhecimento para todos, com uma metodologia diferente.

A UFSB, nos moldes pensados sob a liderança do Professor doutor Naomar Monteiro de Almeida Filho, oferece o conhecimento e a ciência para todos, mas prima pela formação de acadêmicos entre a população das várias cidades onde atua. Isto, sim, é a universalização do conhecimento, mudando o conceito de cidade dormitórios para estudantes.

A partir da implantação desse conceito, teremos em praticamente todos os municípios uma massa forjada na academia com capacidade de enfrentar os  desafios e superar as velhas dificuldades. Na área esvaziada da Ceplac passaremos a contar com parque tecnológico atuando em quatro vertentes – Tecnologia da Inovações; Biotecnologias em Alimentos, com ênfase em cacau e chocolate; Logística, e Agroflorestais.

Nas cidades onde estão sendo implantados os Colégios Universitários, os alunos poderão cursas as matérias gerais, agora sem o esforço de enfrentar intermináveis e cansativas viagens de ônibus, o que facilitaria o aprendizado. A população como um todo ganharia, de imediato, na qualidade dos serviços, e no futuro, de uma grande massa pensante capaz de transformar a realidade.

A grande sacada é que em cada um desses colégios deverão ser implantados cursos que completem a vocação da cidade, dentro de diretrizes que apontam  as matrizes econômicas e sociais de desenvolvimento. Essa simbiose entre as ações governamentais, academia e iniciativa privada darão direcionamento às atividades de pesquisa, extensão e ensino.

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* Advogado e jornalista

Geraldo critica ação da prefeitura frente à crise da água

Domingos Matos, 19/04/2016 | 17:40

O ex-deputado federal e pré-candidato a prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, está acompanhando a situação da crise de abastecimento de água em Itabuna. Para o polítco, a atual crise é agravada pela falta de investimentos da prefeitura em saneamento básico desde o início da atual gestão e também por ações aparentemente incoerentes do município frente ao problema.

A principal crítica é em relação ao destino que se quer para a Emasa, em meio às turbulências atuais. “Acho incoerente, por exemplo, que, enquanto o governo do estado tem ajudado para minimizar os efeitos da atual crise de abastecimento, o prefeito esteja negociando entregar a Emasa para empresas privadas, como a Odebrecht, Águas do Brasil e Casa Propria Construtora”, observa Geraldo.

Ele destaca que o estado vem atendendo o município com carros-pipa, 130 tanques de 5 mil litros, perfuração de poços e consultoria. “Além de construir uma barragem de R$ 120 milhoes, que resolverá esse problema de forma definitiva”, elenca.

Geraldo prega que a solução mais apropriada é o retorno do controle da Emasa para o governo do estado. “Isso poderia ser feito com o compromisso, em contrapartida, de abreviar a construção da barragem, a universalização da coleta e tratamento de esgoto, além da manutenção dos trabalhadores concursados na estrutura estadual”.

Não vai ter golpe

Domingos Matos, 17/04/2016 | 11:54
Editado em 17/04/2016 | 11:59

Do Conversa Afiada:

O DataCaf mantém a previsão: o Governo tem entre 190 e 200 votos.

E com isso não vai ter golpe!

Desde a última previsão, o movimento nas ruas só aumentou.

O povo sabe o que significa o Golpe, onde chega a Ponte para o Futuro do gatinho angorá dos militares, o Moreira Franco.

O povo sabe por que o Padim Pade Cerra quer o Golpe: para dar o pré-sal aos americanos da Chevron.

É a mesma Casa Grande de Vargas, JK e Jango.

Do mensalão e da Lava Jato.

É o desespero de quem não tem os votos.

São os mesmos torturadores da Dilma - na OBAN e na Câmara, hoje.

Os mesmos, a serviço dos mesmos – da elite!

O povo não é bobo, em várias instâncias.

A fuga de Brasília – prevista pelo senador Requião – desfalca mais os que querem o impeachment mas tem medo de se queimar, do que aqueles que não querem o impeachment mas tem medo de se queimar.

Além disso, quem tem que garantir o quórum são os Golpistas!

Sempre há um elemento a considerar: “o elemento humano”, como diz um informante do Conversa Afiada.

E o “elemento humano” tanto pode ser a covardia como a insuspeitada coragem!

Há a considerar que na Historia Universal da Infâmia, esse talvez seja o pior Congresso da Historia do Brasil supostamente democrata.

O Congresso eleito com o dinheiro de um “bandido” - segundo o deputado Silvio Costa -, o Eduardo Cunha, que, segundo Costa, sabe que vai se afundar, mas quer levar “ela” junto.

É o Congresso do deslavado e lavado dinheiro das empresas, que o Gilmar (PSDB-MT)  tentou preservar.

Segunda-feira, Cunha perdeu a serventia.

E a Justiça (sic) poderá encarcerá-lo.

Itabuna, a verdadeira Casa de Mãe Joana

Domingos Matos, 10/01/2012 | 23:44
Editado em 11/01/2012 | 00:08

Quem comprou um tal passaporte para o parque Universal, que estava funcionando na avenida Princesa Isabel, em Itabuna, e tentou usufruir do ingresso antecipado na noite de hoje, deu com os burros n'água. Apesar de o empreendimento prometer ficar na cidade até o próximo dia 15 - e vender ingressos antecipados até essa data - as carretas com os os brinquedos zarparam hoje.

Recentemente, golpe parecido foi registrado pelas bandas do Shopping Jequitibá. Atraiu milhares de consumidores com uma promoção que dava lindos relógios de pulso. Embora aquele templo do consumo itabunense prometesse trocar notas fiscais no valor de R$ 150 pelos brindes até o dia 24 de dezembro, cerca de 10 dias antes do prazo a brincadeira acabou.

Simplesmente fecharam a birosca, mesmo com as moças do atendimento garantindo que o cliente teria até a véspera do Natal para realizar as trocas. Com essa garantia do Jequitibá - era o shop, a maior instituição itabunense, falando! - muita deixava para pegar o brinde num momento de fila mais convidadtiva...

 Até que, num passe de mágica, sumiu a barraquinha, assim como sumiu o parque essa semana. Mas, não se preocupe, caro leitor trombonauta. Ano que vem, nos mesmos bat-locais, tudo se repetira. Inclusive...

Nem falemos nas "promoções" das lojas de eletro... Alô, Procon! Alô, doutor Sidenilton!

Governo federal divulga dias de feriado nacional e ponto facultativo em 2012

Domingos Matos, 26/12/2011 | 17:29
Editado em 26/12/2011 | 17:30

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (26) publica portaria do Ministério do Planejamento que divulga os dias de feriado nacional em 2012 e estabelece datas de ponto facultativo para os órgãos públicos federais.

Segundo o texto da portaria número 595, de 22 de dezembro de 2011, as datas consideradas feriados nacionais são: 1º de janeiro - Confraternização Universal (domingo), 21 de abril - Tiradentes (sábado), 1º de maio - Dia Mundial do Trabalho (terça-feira), 7 de setembro - Independência do Brasil (sexta-feira), 12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida (sexta-feira), 2 de novembro - Finados (sexta-feira), 15 de novembro - Proclamação da República (quinta-feira) e 25 de dezembro - natal (terça-feira).

Outro feriado divulgado é de 28 de outubro (domingo), em que funcionários públicos comemoram o Dia do Servidor Público, conforme a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

Dentre os pontos facultativos estão: 20 e 21 de fevereiro - carnaval (segunda e terça-feira), 22 de fevereiro (quarta-feira de Cinzas, sendo ponto facultativo até as 14h), 6 de abril - Paixão de Cristo (sexta-feira), 7 de junho - Corpus Christi (quinta-feira), 24 de dezembro - véspera do natal (segunda-feira) e 31 de dezembro - véspera de Ano Novo (segunda-feira).

A portaria estabelece que os órgãos federais irão observar em cada localidade os feriados declarados em leis estaduais e municipais e que os serviços essenciais de cada área deverão ser mantidos.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 25/10/2011 | 14:35
Editado em 25/10/2011 | 14:55

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Saci Pererê

Mais lembrado no Sul por ser símbolo do Internacional de Porto Alegre, o Saci Pererê tem o 31 de outubro (“Mês do Saci”) definido como seu dia. Inserido no imaginário brasileiro por Monteiro Lobato, interlocutor sempre presente no Sítio do Pica-Pau Amarelo, é retomado por Maurício de Souza nos quadrinhos de Chico Bento.

Nascido índio no sul do país tornou-se africano, com cachimbo, ao migrar para o norte, onde perdeu uma perna em luta de capoeira. Brincalhão (suas peraltices não traduzem maldade), adora travessuras nas matas e nas casas e pode ser controlado se pego com uma peneira dentro do redemoinho que lhe serve de veículo e se lhe for tirado o gorro vermelho e posto numa garrafa obedecerá a seu dono.

Mas o pessoal só lembra do Halloween.

Inusitado

Denuncia o advogado Alberto Piovesan, que pretendeu o impeachment do ministro Gilmar Mendes, ter sido convocado para prestar declarações a Polícia Federal, “inquirido sobre suas atividades particulares e dizer quais motivos o levaram a fazer o pedido no Senado Federal”. (Detalhes em Luiz Nassif Online no www.advivo.com.br de quinta 20).

Para não dizer que há no caso típico patrulhamento ficamos com o inusitado de o denunciante ser investigado em lugar do denunciado.

Isso porque, caso pretendesse a PF apurar as denúncias contra o ministro Gilmar Mendes bastaria requisitar cópia do pedido ao próprio Senado Federal.

Que, por sinal, na pessoa do Presidente da Casa, Senador José Sarney (ainda que comprovadas as denúncias de Piovesan), arquivou o pedido.

Tem coisa! I

Ainda que não ponhamos a mão no fogo pelo Ministro Orlando Silva – em quejandos tais sempre há o risco de ficar maneta – grandes interesses estão em jogo. Elogios da FIFA à possível saída do ministro é sinal de que a organização não está satisfeita com as posições brasileiras diante da hegemonia com que pretende dominar a Copa, ao arrepio do Estado Brasileiro.

Outrossim, recomenda o bom senso sempre aguardar provas quando denúncias nascem da Veja, useira e vezeira em escandalizar sem apresentar provas. Costumando não provar.

Nesse particular, o princípio da presunção de inocência mais se justifica aplicar.

Tem coisa! II

Na esteira das denúncias a eterna pretensão de constranger o governo que, no particular da gestão Dilma não tem compactuado com desvios de quaisquer aliados. Há sempre uma clara intenção de vincular a tradição e a história da corrupção aos governos recentes, como se fosse coisa nova.

Sabemos todos que caso o Ministro não se saia bem pode estar certo de que não ficará.

Ferradas universal

Há gente em Itabuna pensando na Cultura, vivendo-a com a força da existência.

Um evento de caráter internacional será realizado em Itabuna, dentro do projeto Irmão Jorge, 100 anos Amado, desenvolvido pela ferradense ACCODEC e a ACARI.

Para realizá-lo a ACATE mobilizou esforços e traz para a terra grapiúna uma das etapas do XI Mercado Cultural.

Preparando o terreno

Aproveitando a oportunidade a comunidade ferradense, através da ACCODEC e da ACATE, com apoio da Prefeitura Municipal, desenvolvem projeto para utilização do espaço da casa onde morou o “menino grapiúna” (até que seja implantado o futuro EcoMuseu Jorge Amado).

O local será destinado a oficinas, biblioteca, pequeno teatro e servirá de referência cultural voltada para fazer reconhecer a importância de Jorge Amado para o universo itabunense.

Mais uma do STF – Parte I

O Poder Legislativo aprovou lei que determinava a impressão do voto, o que vigeria a partir da eleição de 1914. O Supremo simplesmente anulou a lei. Esquecendo, inclusive, que o Tribunal Alemão declarou o modelo das urnas brasileiras inconstitucional por ferir o Princípio da Publicidade.

O Brasil ainda utiliza urnas de 1ª geração, enquanto parcela considerável de países usa as de 2ª geração, que imprimem o voto para assegurar o Princípio da Publicidade. Venezuela (2004), EEUU (2007), Holanda (2008) e Argentina (2009) encontram-se no topo da modernidade eleitoral com urnas eletrônicas imprimindo o voto para futura conferência, quando necessária.

Na Venezuela, por exemplo, aleatoriamente são conferidas 30% das urnas.

Mais uma do STF – Parte II

supremoPor aqui o Supremo, cada dia mais “supremo” – agora mesmo interveio na liberdade de o Ministério da Fazenda administrar a política fiscal/tributária/aduaneira (competência privativa) e suspendeu a majoração do IPI para importação de veículos – vai alimentando a idéia de que é um “deus” com a sua criação.

O que não interessa ao STF entender, no caso do voto impresso, é que a legítima iniciativa do Legislativo não viola a Constituição (nela não há determinação de que o voto eletrônico não possa ser conferido). Entendemos, sim, que a principiologia constitucional se encontra violada na forma atual, ao não admitir a recontagem.

O que deve ser secreto é o autor do voto, não o conteúdo do voto.

Deselegância

Não entendemos como fruto da democracia interna tantos pré-candidatos, como ocorre no PMDB. Mormente quando o partido motivou filiações para se tornarem candidaturas que passam a ser pré-candidaturas.

Neste particular buscaram Leninha “da Regional” prometendo o Paraíso. A moça chega e começam a despontar nomes de todos os lados.

De ilustres desconhecidos ou desprestigiados a parentes de lideranças em extinção.

O tertius tem nome

Ainda que alguns entendam que inflação de pré-candidaturas configuraria democracia partidária em nível interno

parece-nos coisa para encontrar um tertius (terceiro) – famosa figura que chega na hora certa para solucionar conflitos e para unir o partido quando desunido.

No PMDB o tertius se chama Renato Costa.

Caminho natural

Particularmente acreditamos que o PMDB local, se estiver sob absoluto comando de Geddel, não tem pretensão de viabilizar uma vitória do PT, dividindo opositores ao projeto GS. Afinal, a vaia recebida em Ilhéus pelo então Ministro de Lula, se iniciativa ou não de Geraldo Simões, não foi esquecida.

Sob esse prisma, ou o PMDB local oferta candidatura que contribua para derrotar Geraldo/Juçara ou se aliará com a que possa fazê-lo.

No momento poderia trilhar o caminho bifurcado – DEM e PCdoB – até encontrar o destino que lhe apetecerá.

Achando e rodapeando

Nossos textos e avaliações não se amparam em releases, tampouco na busca de contatos com personagens citados. Flagramos conversas ou simplesmente – o mais comum – opinamos sobre a realidade imediata.

O Políticos do Sul da Bahia publicou na sexta 21 que Oto Alencar teria tirado o PSD de Rosemberg Pinto em Itororó e o entregara a Paulo Magalhães.

Há, de imediato, um engano: em Itororó, desde abril, pelo menos, o controle do PSD sempre esteve em mãos de Paulo Magalhães.

O furo foi antecipado há muito neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 29 de maio, 12 de junho e 7 de agosto, respectivamente.

Relembre:

Itororó

Bomba! Bomba! Bomba de muitos megatons agita(rá) Itororó, na véspera do Festsol. O representante do carlismo e do soutismo na terra da carne de sol – leia-se do PFL/DEM – está prestes a assumir compromisso com um partido da base do governo. Em palavras diretas: Edineu Oliveira será correligionário de Jacques Wagner.

Viagem marcada para as devidas conversas em Salvador. Obviamente, pretende dispor de cargos etc.

Ouvimos pessoalmente do avalista do ingresso, nome por enquanto sob nossa particular guarda, apesar de não haver pedido segredo. Com testemunho.

Paulo Magalhães e o PSD

Ouvimos do Deputado Paulo Magalhães que dele era o controle do PSD para Itororó, razão por que buscava o ex-prefeito Edineu Oliveira para assumi-lo na Terra da Carne de Sol.

O Políticos do Sul da Bahia nesta sexta 10 afirmou que o Prefeito Adroaldo fica com o PSD.

Não há informação de que o Deputado tenha perdido o PSD, tampouco que Adroaldo tenha como aliado o ex-demista/pefelista Paulo Magalhães.

Antecipamos

Como havíamos dito, o PSD em Itororó estava em mãos de Edineu Oliveira. Através de Gilton Alves, nome mais leve e sem problemas na Justiça.

Tudo sinalizado neste espaço em “Itororó” e “Paulo Magalhães e o PSD”, de 29 de maio e 12 de junho.

Abuso

Outro nome não pode ser atribuído à ação de policiais militares que detiveram o advogado e jornalista Ederivaldo “Bené” Benedito enquanto fotografava uma abordagem policial durante evento em Itabuna.

A atitude não pode ser considerada como precipitada ou amadorista, uma vez que voltada expressamente para coibir o exercício de função cidadã.

Imaginemos o que aconteceria com um “vil mortal”. Certamente tratado com uma delicadeza ímpar.

De boas intenções...

Temos acompanhado a preocupação do comando da Polícia Militar na busca por melhorar a formação dos que ingressam na tradicional corporação, fazendo-a transitar da fase de órgão auxiliar da repressão política no regime militar à uma instituição coerente com os princípios que norteiam a democracia num Estado de Direito.

Parece-nos, no entanto, ainda que o exame psicotécnico integre o procedimento avaliatório, que a preocupação mais reside no papel.

Ou os velhos vícios de formação ainda estão prevalecendo. Certo que, como diria Tormeza: “De boas intenções o inferno está cheio”.

Mas, como na abordagem sofrida por Bené, o gramulhão pode estar de farda “defendendo a sociedade”.

Insegurança

A frente formada pelo PCdoB, PRB e PDT que objetiva fortalecer uma candidatura para 2012 é um novo formato de pré-candidatura. Apenas deixa de ocorrer no plano interno de cada partido, como sói acontecer.

Considerando que este tipo de aliança costuma acontecer em fase mais adiantada do processo político-eleitoral, quase na fase das convenções, no caso de Wenceslau, Vane e Acácia cheira a insegurança.

Pelo menos para dois dos três “frentistas”.

Em tempos de “cavalo de ferro”

Dentre muitos filmes que reverenciaram o trem “O Cavalo de Ferro” (The Iron Horse-1924), de John Ford, merece registro especial, por retratar a epopeia da construção da transcontinental Union Pacif, autorizada por Lincoln, nos anos 60 do século XIX.

Por aqui tivemos nossa Ilhéus-Itabuna, na segunda década do século passado. Anunciam a Oeste-Leste. Do saudosismo à realidade, do século XIX ao XXI, do “maria fumaça” aos velozes VLTs, o trem ainda nos encanta.

Milton Nascimento traduziu todo o sentimento da perda dos trilhos mandados arrancar em “Ponta de Areia” (Nascimento-Brant), homenagem ao mar ali pros lados de Belmonte, que reproduzimos do original “Minas” (1975), recomendando também a gravação anterior do mineiro com os diálogos saxofônicos de Wayne Shorter em “Native Dancer” (1974), ao lado de Herbie Hancock, Wagner Tiso, Jay Graydon, Dave McDaniel e Robertinho Silva.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoSábado fervendo, quando todos escutam um tema que se apresenta especial, declamado por um freguês, que consegue transformar o seu falar em centro de atenção. Não tarda – não sabemos se pela força das batidas – começa o falante a trocar nomes conhecidos.

Cabôco Alencar não perde tempo:

– É, Cabôco, você não dá pra trabalhar em casa funerária.

– Por que, Cabôco? – intervém um mais curioso.

– Porque troca os defuntos – define Alencar.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 18/07/2011 | 12:01
Editado em 18/07/2011 | 13:43

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Região Metropolitana

Iniciada a discussão em torno da criação da Região Metropolitana de Ilhéus e Itabuna. Pontapé dado com a realização do Fórum no dia 8, na FTC (comentado na edição passada). A iniciativa da AMITABUNA e da AMURC (organizadores do evento) colhe assinaturas no documento elaborado a partir do Fórum e lido ao final, para encaminhá-lo ao Governador Jacques Wagner.

Disponibilizamos a íntegra da histórica “CARTA DE ITABUNA

Evitar erros

O IBGE vem destacando o processo de inversão na migração interna no Brasil. O Sudeste, com São Paulo à frente, já não recebe tantos nordestinos como antes e tende fazê-los emigrar para suas regiões de origem.

O tema, pela importância e vinculação com o planejamento e gestão de uma Região Metropolitana, foi objeto de atenção da Professora Maria Adélia no Fórum acima referido, quando – criticando a instalação da RM de São Paulo ao arrepio da orientação técnica – afirmou que a solução para o caos em que se torna a capital paulista é o Brasil como todo receber as gentes que para lá acorrreram no passado. Ou seja, inversão no tradicional fluxo migratório.

Para os que esperamos criar e instalar uma Região Metropolitana – imperiosa necessidade – cabe-nos pensá-la de forma a evitar ditos erros.

Desta forma, não podemos imaginar nossa RM como ponto de convergência para concentração populacional urbana.

Não podemos esquecer

A série especial da semana que passou no Jornal da Band destacou o estado em que se encontra a reserva Raposa Serra do Sol. Dispensando analisar a razão por que da série, a inserção do tema é positiva e sempre oportuna, considerando os desdobramentos em futuro não tão distante e repercussão na própria soberania nacional.

Faltou indagar aos estrangeiros que sempre a defenderam na forma como está. Para eles uma verdadeira festa, “reservar” minérios nobres, das escassas “terras raras”, para controle, assim que conseguirem a independência da “nação yanomani”, que nunca existiu, inventada a partir do final dos anos 60 e início dos 70.

A demarcação contínua é um fato imperdoável. Lula a subscreveu. Crime de lesa Pátria.

Mídia calada

Israelenses e palestinos unidos – repita-se, judeus e palestinos – na sexta 25, em mobilização pela criação do estado Palestino, tendo como capital a parte oriental de Jerusalém. Detalhes em www.advico.com.br (A manifestação pró-independência palestina), desta sexta.

Não vimos referência na grande imprensa, escrita e televisada.

Premiação

Justiça manda Luiz Estevão devolver 55 milhões do TRT de São Paulo. Da dívida atualizada (mais de 930 milhões) são cerca de 6%. E ainda cabe recurso. O escândalo que levou à prisão o Juiz Nicolau, alcunhado “Lalau”, desviou 170 milhões nos anos 90.

E a Advocacia Geral da União se jacta de alcançar o maior recolhimento do gênero. Com um detalhe, os recursos já estavam bloqueados, parte deles oriunda de alugueres pagos pela União a Estevão. Apenas foram liberados.

Como se vê, roubar o povo é um grande negócio, Paga-se, quando nossa jabútica Justiça (atenção dicionaristas!) o determina, com pequena parcela dos rendimentos alcançados pela maracutaia, inclusive do próprio governo.

É lindo viver!

Preocupações no horizonte

Antes o Dia da Mulher. E já temos o Dia do Homem, 15 de julho.

É a “espécie” querendo se proteger. Ou da mulher ou... 

Simbólico

obamaNo instante em que o “sub-do-sub” chinês – como o diz Paulo Henrique Amorim, referindo-se ao Hong Lei, Ministro das Relações Exteriores da China, maior investidor em títulos do Governo americano – chama os EEUU às falas diante da ameaça de calote, vem a calhar a foto abaixo, para quem está recebendo um pito daqueles.

Memória

Quando a Cultura em nossa terra passa por uma de suas piores crises, tornada instrumento de projetos e vaidades pessoais no estamento dirigente, não custa lembrar de uma experiência jornalística à qual faltou o apoio minimamente necessário: O Jornal Literário ABXZ-Caminho das Letras.

Que seja verdade e continue

Ao que parece está sendo passado o “trator” no Ministério dos Transportes. Um funcionário-fantasma, Frederico Dias (e a mulher empreiteira, prestando serviços ao governo), levou ao afastamento do diretor-executivo do DNIT, Henrique Sadok de Sá, segunda pessoa de Pagot – aquele que “recebia”. Tende a juntar-se ao próprio Pagot, Luiz Tito, Mauro Barbosa, “Juquinha” da Valec, já que a caneta do atual Ministro afastou a figura. Se a lavagem for geral – o que esperamos – a utopia passa a ser punição às empreiteiras. Aí, é outra história.

Mas pode ser alerta.

A cara

A efetivação do interino no Ministério dos Transportes constitui-se, talvez, a grande cartada do estilo Dilma na composição do governo: um técnico para função técnica, vinculado a partido político. O PR chiará por perder um político no lugar do técnico, o que assegura – pelo menos assim demonstrava – garantia de recursos para campanhas eleitorais, uma regra geral neste País de São Saruê – para lembrar os crimes e mazelas todas metaforizados em outros formatos na celulose por Vladimir Carvalho.

Paulo Sérgio Passos – para gáudio do ufanismo baiano – está Ministro dos Transportes.

Para a plateia

As tratativas para arrumação dos fatos, depois que a Presidente Dilma bateu o martelo no Ministério dos Transportes, parece reviver um típico teatro do absurdo, com fatos a alimentarem um texto de fazer inveja a Beckett e Arrabal.

Andam falando que o Pagot não foi defenestrado; apenas havia saído de férias.

Como é homem de muitos segredos pode mesmo continuar.

É aí que reside o absurdo.

Novos astros

O Centro de Cultura Adonias Filho se transforma em espaço para cães e gatos. Não se trata de “personagens” em espetáculos, o que seria natural, mas dos animais de Aldo Bastos (indicação de Geraldo Simões) ali aninhados e alimentados, que interferem nas apresentações em novo formato de crítica teatral: latidos e miados.

Há, ainda, as estranhas “indicações” de Aldo para contratações pelas terceirizadas, ocupando o lugar de quem já trabalha há anos.

Êta, Itabuna!

O sonho de Magela

O Secretário de Saúde de Itabuna, trazido à corte como solução milagrosa, ameaça o Governo do Estado de quem se dizia ser amigo na pessoa do secretário Jorge Solla.

Magela não conseguiu desatar o maior nó górdio da saúde municipal, a gestão de recursos do Hospital de Base. Nas discussões, a ampliação de repasses financeiros pelo Estado é o mantra.

O Estado, com apoio no Conselho Municipal de Saúde, argumenta que ocorre exagerado gasto com comissionados no HBLEM, a demonstrar a ausência de gestão, leia-se, controle.

O milagreiro Magela espera contar com recursos diretamente enviados pelo Governo Federal. Mantendo a gestão.

Ainda o ativismo

ativismoA foto mostra uma das mobilizações contra uma empresa de transportes regional, que nos parece em muito alimentadas (as mobilizações) na errônea interpretação da lei ofertada pelo Ministério Público através de uma “Recomendação”. (Ver DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 3 julho – Ativismo I, II, III e IV – e Ativismo, de 10).

Se levarmos em conta a decisão da Justiça local, publicada no dia 11 – que arquivou a ação intentada – a atuação do MP estará nos limites tão só do ativismo.

O que pode aprofundar a preocupação de que, no caso, se torne mesmo “espingarda de Satanás”.

Raimundo Vieira, o pacificador

caixãoPor sua atuação na aproximação e confluência de interesses para unir Fernando Gomes e Geraldo Simões, Raimundo Vieira se torna a figura mais exponencial da vida política itabunense no momento. Seu papel singular exige melhor avaliação dos que acompanham o que está ocorrendo na sucessão de 2012.

A solidariedade e confiança de FG fazem-no a pessoa indicada para qualquer contato com o ex-prefeito. Como o percebeu Geraldo Simões.

Ainda que não viabilizado o que podia antes ser considerado cruzamento de jacaré com cobra d’água a atuação de Raimundo Vieira pelo menos abriu as portas para a redução dos atritos entre ambos.

Típica pacificação do “Rondon” grapiúna.

Os interesses

interessesSe levarmos em conta a visão de que construção de alianças políticas pode definir o resultado das eleições municipais e considerando que Geraldo Simões evidentemente tem assumido a dianteira na busca de uma coligação a partir das lideranças nacionais estamos fadados ao “voto de cabresto”, tão utilizado com o “bico de pena” da República Velha.

Claro que não podemos desconhecer que as eleições contemporâneas muito dependem do tempo disponível em rádio e televisão, razão por que quanto maior o leque de alianças mais minutos de propaganda partidária.

Partindo dessa premissa – o tempo no rádio e na televisão – também podemos abstrair que a eleição se torna um processo muito mais de massificação que de convencimento através de propostas.

E não descartemos o que representa o dinheiro nestas “democráticas” eleições.

Este, para nós, o que pesa mais!

Marina

Marina, com seus quase 20 milhões de votos, não sensibilizou o PV. E sai por não conseguir implantar o seu “sonho” partidário.

Como já escrevemos, não vemos caminho e futuro para Marina Silva a não ser como “inocente útil”, quando necessário alguém para tirar votos da esquerda, como o foi a “brilhante e combativa” Heloisa Helena.

Entendendo

Como os políticos não abrem seus corações à patuléia a especulação é caminho para encontrar justificativas para atitudes tomadas por cabeças coroadas. Daí a indagação: o que leva Geraldo Simões a propor aliança com Fernando Gomes? Se estivesse em posição cômoda o faria? Já refletimos neste espaço que dita aliança atende interesses de ambos. Mas, GS a admitiria se estivesse em patamar de tranqüilidade junto aos correligionários?

Temos que é sinal de que não anda lá bem das pernas a situação de Geraldo junto ao Governador Jacques Wagner. O novo formato da distribuição de cargos do Governo Estadual tem-no feito sacrificar quadros de sua inteira confiança, perdendo-os para outros partidos da base do governo.

Sem cargos não se faz política. São a cabeça de ponte do político, seja-o diretamente – assegurando a fidelidade do companheiro com um cargo público – seja-o indiretamente, fazendo-o cabo eleitoral através das ações que desenvolva. Afinal aquele tradicional “sou amigo do deputado” continua a prevalecer.

Entendendo melhor

Geraldo deixa claro que quer assegurar um meio através do qual enfrente o governo que o “desprestigia”. Para tanto, a formação de uma aliança ampla lhe asseguraria a indicação de Juçara, já que, detendo o controle do PT local, só sai candidato quem ele sacramentar.

Circulam falas de que o Governador o quer na disputa. GS tem projetos pessoais. Aprendeu segredos do poder nestes últimos anos. Pessoalmente mais interessa a manutenção de espaço na Câmara dos Deputados que assumir uma Prefeitura desgastada financeiramente, que estourou os grandes projetos por ele planejados. Ou seja, teria que começar tudo de novo. Com o risco de, depois de arrumada a casa, perder para outro desarrumador.

Difícil é tornar suas razões compreendidas pelo eleitorado.

Desencanto dá nisso

Nesse sentido Itabuna o desencantou. E assim, só teria a utilidade de assegurar-lhe uma parcela de votos para manter vaga na Câmara Federal, uma espécie de Félix Mendonça pai, que nunca perdeu sua cota em Itabuna. Alianças lhe assegurariam votos Bahia a fora, através dos Jota Carlos e Rosemberg Pinto.

E para isso Fernando Gomes pode ser imprescindível.

Serra abaixo

demoPara demonstrar quão dinâmica é a política, sob a ótica dos partidos em relação ao poder, a foto dispensa comentários. Com presenças ilustres (apenas duas) o DEM de Itabuna hoje tem dificuldade de ocupar uma carroceria de picape. Se a foto abrisse a angular permitiria compreender porque aquele foguetório tradicional foi tão mixuruca.

Brasileiros mundo a fora

Um, cantor e compositor. Baiano de Itapebi, lá das margens do Córrego do Jundiá, fixado em Nanuque, Xangai traduz essa força singular que é a musicalidade nordestina. Ouvi-lo é melhor que biografá-lo. Aqui, “Estampas Eucalol”, uma lembrança da infância dos de nossa idade.

Outro, universal. Ainda que o intérprete seja John Williams (nesse espaço, com “Concierto de Aranjuez”, no dia 3 de julho) o brasileiro Heitor Villa-Lobos e seu primeiro dos “12 Estudos Para Violão”.

Para entender quão ilimitada é a música e a gente brasileiras.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoOutro destes sábados para os “paroquianos” do ABC. Conversa vai, conversa vem. Sai um, entra outro. Batida saltando do frízer para o bucho da moçada, até que o valor de chás, como medicamento, ocupou e dominou o espaço. Citado um tipo, outro e mais outro. Não tardou alguém definir:

– Lá em casa não falta capim-santo.

– Dez anos desse chá, Cabôco, garante lugar no Paraíso – sinalizou o filósofo do Beco. Basta comunicar ao Papa e terá a canonização garantida.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

(republicação, por erro no sistema)

Suspensão de atendimento no Hospital de Base é atitude covarde e irresponsável

Domingos Matos, 28/06/2011 | 13:04
Editado em 28/06/2011 | 16:05

Jorge Barbosa de Jesus

jorgeCovarde porque só atenta contra os pobres, os usuários do Sistema Único de Saúde que não possuem alternativa de atendimento através de planos de saúde e muito menos particular. Além disso, é uma jogada muito bem pensada as vésperas de eleições municipais, ou seja, não se indispõe com o eleitorado de Itabuna, justamente quando ninguém está fazendo campanha para candidatos a deputado.

Por outro lado, é justo o governo do Estado aumentar o repasse de verbas para o HBLEM, sem cobrar por produção? É correto o Estado investir numa estrutura que ele não dispõe de nenhum mecanismo de participação e controle administrativo? Sem meias palavras o gestor municipal não quer a estadualização porque não admite perder o controle sobre uma estrutura que pode render muito do ponto de vista eleitoral.

Quem está assumindo esta bandeira não tem nada a temer, uma vez que os gestores municipais são simpáticos e favoráveis a tais medidas, principalmente porque não assumem o ônus da suspensão do atendimento aos pacientes dos 120 municípios pactuados.

Tudo muito cômodo para todos é claro, menos para quem está privado do atendimento hospitalar. Nada mais pusilânime do que ir ao campo de batalha usando os braços e corpos alheios como armas de ataque e defesa. É o que todo fraco deseja, ser herói manipulando o semelhante, ser guerreiro sem nunca ter lutado.

Irresponsável, sem dúvida, uma vez que recusa o atendimento médico a um ser humano que o seu dever primordial deveria ser o de ajudar e socorrer. Existe triagem, os casos graves, os emergenciais estão sendo atendidos.

Parece uma medida séria e responsável. Pois bem faço um desafio: quero ver se acaso chegar ao HBLEM o pai, a mãe, ou o filho dos que estão negando o principio da universalidade aos humildes dos municípios vizinhos, se mesmo não sendo emergência eles deixariam de atender. É irresponsável sim, porque a saúde e a vida, de quem tem o atendimento negado, está em jogo e está em perigo.

Além disso, é bom saber! Qual a posição dos prefeitos, vereadores e Deputados Estaduais da região, diante de tal situação?  Será que vão permanecer inertes diante do desrespeito a cidadania dos seus cidadãos e eleitores?

O Hospital de Base nunca funcionou condignamente e sua situação se agravou desde os anos de 2007 e 2008, por isso, defendemos firmemente a estadualização, não como uma panacéia, mas, como um caminho para a saída da crise, uma vez que o município de Itabuna não tem condições financeiras de manter o hospital, nem pagando suas dívidas, nem mantendo o seu funcionamento e muito menos realizando novos investimentos.

Juramento de Hipócrates

"Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:

Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém.

A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. 

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

Jorge Barbosa de Jesus  é coordenador adjunto da CTB Regional Sul da Bahia

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 24/04/2011 | 13:43
Editado em 24/04/2011 | 17:01

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Ha-ha-ha-ha-ha-ha-ha...

Documentos liberados pela Marinha diriam respeito a uma iniciativa de revolução armada promovida pela Igreja Católica de São Paulo nos anos 80 para implantar um estado do Vaticano no Brasil. Cerca de 20 mil nordestinos e coreanos seriam recrutados e treinados num abrigo para a luta armada.

Ainda que hilário, isso constituiu matéria no Jornal da Record nesta sexta 22 – e não no 1º de abril – que incluiu depoimentos e opiniões de ex-militar, cientista político e sociólogo na mais absurda e surrealista “denúncia” nestes dias em que se discute a constituição de uma Comissão da Verdade.

Ficamos sem saber a quem serve a matéria. Ao jornalismo temos certeza que não.

Tudo escancarado I

Não se imagine que não haja purismo em sede político-partidária, que o idealismo não se faça presente em mentes que trilham a seara que deram de chamar Política ainda nos primórdios da filosofia clássica.

A considerar o publicado neste O TROMBONE (“Rosivaldo é quem ganha”, dia 17) não cobremos, no entanto, como idealista o atual PCdoB. Ao que parece, um dos últimos bastiões ideológicos se curva à realidade.

Os interesses vertidos em composições antes inimagináveis se escancaram. Recursos públicos administrados pela dissidência do velho PCB já podem alimentar o patrimonialismo que norteia o imaginário do político em geral, com honrosas exceções, começando pelo trivial: exercício de função estatal para pavimentar o sucesso eleitoral.

Tudo escancarado II

Causa espécie. Antes estigmatizados como “comedores de criancinhas”, “estupradores de freiras”, “esquartejadores de padres” descobriram o notório: o mundo é um sistema, absolutamente controlado por quem detém o poder, qualquer que seja a escala e o patamar da pirâmide.

Tudo escancarado III

Por esse caminho podemos concluir que, em Itabuna, pensam da mesma forma: de Fernando Gomes a Geraldo Simões, de Azevedo a Davidson Magalhães. Cada um por si que é tempo de murici – como dizia vó Tormeza.

Como uma luva cabe aqui a famosa “Ou se instaura de vez a moralidade ou nos locupletemos todos”, frase para uns atribuída a Milôr Fernandes, para outros a Stanislaw Ponte Preta, ou mesmo ao Barão de Itararé.

Eis aí, talvez, a nova definição de comunismo.

Caminhos ásperos

psdbNada a ver com o filme de John Farrow (Hondo-1953), mas com o imediato do PSDB. O tucanato não tardará chamar urubu de meu louro para atrair nomes para a sucessão. FHC, tido como contra o povão; Serra, enveredando pelo fundamentalismo e assombrado com a iminência de lançamento do livro de Amaury Jr.; Alckimin, enfrentando dissidências e Aécio, que despontava como esperança maior, flagrado dirigindo com carteira vencida e se recusando a fazer o teste do bafômetro na madrugada carioca. Não faltará quem o traduza como playboy. Currículo nada recomendável para um candidato a presidente da República. Como se não bastasse a crise de propostas.

E agora?

Nanico

nanicoCaminha célere o encolhimento do PSDB. Em São Paulo sete dos treze vereadores anunciaram saída do partido. Nesse ritmo sobra somente a cúpula.

Já a oposição como um todo (PSDB- DEM-PPS) – ainda que não sejamos tão otimista, até porque não desejamos uma cultura de situação/com partido único nos moldes do PRI mexicano – tende a ficar com 96 deputados logo que criado e instalado o PSD de Kassab, como o diz pé da página 4 (para o mundo não saber) de O GLOBO – “Oposição a Dilma será a menor nos últimos 20 anos” – levado a público por www.conversaafiada.com.br nesta quarta 20, assim ilustrada pelo sítio/site.

Quando não pode acontecer

a nevesO fato corriqueiro no País adquire dimensão de extraordinário. É o que ocorre quando figuras que se encontram em evidência cometem deslizes de cidadão comum. Em que pese muito estranha a circunstância da blitz parando o carro em que estava o senador – não há informações de que pusesse em risco a incolumidade pública – e não nos parece correta a iniciativa de policiais exigirem o teste do bafômetro se não houver indícios de uso de bebida (o que se manifesta por dirigir em ziguezague ou apresentar evidências de embriaguez, como hálito, fala arrastada, tropeço sobre si mesmo, não conseguir ficar em pé etc. O teste do bafômetro pode se tornar uma arma se exigido aleatoriamente. Mormente por mãos inescrupulosas).

O senador pode ter sido vítima de uma armação. Mas, essa vai custar caro ao senador Aécio Neves. Pelo menos por enquanto. E pode jogar no limbo uma das mais promissoras carreiras políticas da nova geração.

Lições não aprendidas

Na esteira de um incidente nada espetacular (não atropelou, não bateu em poste) já surgem denúncias envolvendo-o com uma emissora FM (Arco Íris), controlada por uma sua irmã, com capital social de 200 mil onde o senador teria participação de 44%. Descobrem que o faturamento da FM em 2010 superou 5 milhões de reais e que possui em seu acervo uma frota de carros de luxo e dois microônibus (a Land Rover da blitz é um dos 11 veículos da empresa)

Se confirmado o que a oposição mineira (PMDB-PT-PCdoB e PRB) pretende apurar pode ser afirmado que faltou ao neto Aécio apreender a lição do avô Tancredo: “Político não pode ser rico. Se for rico não pode parecer rico”. Detalhes em texto de Carlos Newton na Tribuna da Imprensa da Imprensa on line de quinta 21.

Educação I

Enquanto políticos disputam a indicação de correligionários para preenchimento de cargos a Educação alimenta a propaganda oficial. E os professores, sobrecarregados em suas tarefas – não mais afetas tão somente ao preparo das gerações futuras – exigidos que estão para funções abstraídas da escola, quando levados a se tornarem psicólogos, assistentes sociais, psicopedagogos. Não assumiram a Psiquiatria porque não lhes outorgaram receitar psicotrópicos.

Não tardará lhes seja exigido o exercício charlatão da Psicanálise, que se estenderá da sala de aula até o lar das muitas famílias desajustadas que encontram na escola o depósito para os filhos vítimas de seus desencontros.

Educação II

A sociedade doente caiu no colo do professor, refletida nos pupilos que lhes são transferidos pelo sistema. Alunos analfabetos – “avançados” em razão de teorias mal aplicadas – não conseguem realizar um simples “ditado”, ainda que cursando a sexta, sétima ou oitava séries, quando não já se encontram no primeiro funil de saída: o curso médio.

Implorar para que compreendam o que ouvem ou leem é crime lesa-pátria. Cobrar uma leitura está se tornando crime hediondo, se o exigir o professor. Não tardará serem levados os que a exigirem “ao Ministério Público” ou instâncias superiores da administração escolar.

Educação: desdobramentos

Muitos profissionais da educação, reconhecidos por sua competência, idealistas e visionários comprometidos com a atividade que escolheram se encontram em estado lastimável, verdadeiros mortos-vivos, pele macerada como se estivessem em fase terminal. Vivos estão porque falam e conseguem articular ideias.

Deprimidos e estressados sobrevivem entre salas de aula e os consultórios médicos, tanto não suportam a lide escolhida. Alguns, com a saúde ainda abalada, retornam à sala liberados pelas perícias, onde os senhores “peritos” mais trabalham para a defesa do erário do que pela recuperação desta horda de zumbis em que está se tornando o exercício do magistério na rede pública depois de 10, 15 anos de exercício.

Choca vê-los em tal estado. Corta o coração que seres humanos que sonharam servir ao próximo no exercício do sacerdócio do magistério estejam jogados às traças!

Educação: responsáveis

Desse caos não se eximem nem dirigentes municipais, nem estaduais. Falta-lhes – pelo reflexo de suas atuações – compromisso com a Educação, com o futuro das gerações e do País.

Esta a verdadeira tragédia nacional.

Como se sentem diante dessa cruel realidade nossos políticos, percebendo remunerações que lhes permitem disponibilizar as melhores escolas para os filhos, quando não inseri-los em convênios e intercâmbios internacionais?

Dia Nacional do Livro Infantil

Enquanto em Itabuna Academias de letras abundam como geração espontânea, o Dia Nacionbal do Livro Infantil, 18 de abril, transcorreu como dia comum, lembrado apenas na rede municipal.

Nem chamadas às escassas bibliotecas do município. Talvez importe mais descobrirmos que Lady Gaga admite tatuagem só em um lado do corpo.

E cobramos todos melhorias no índice de leitura, quando esquecemos de motivá-la nas crianças.

Ensino de Música

A rede municipal inicia processo de seleção para a admissão de professores para ministrar teoria musical. A matéria – que retorna à grade curricular – é de suma importância para a formação da criança e do jovem. Implantada na escola pública a partir de 1932, se tinha em Mário de Andrade o primeiro grande defensor, é em Villa-Lobos sua maior expressão ao desenvolver um projeto de magnitude nacional. Até início dos anos 60 foi ministrada (no antigo curso de ginásio) como Canto Orfeônico, ao lado de Latim, Francês etc.

Até que enfim!

Conto de fadas

Havia um reino em que o rei governava não só ouvindo seus conselheiros, mas também a sua rainha.

Certo dia uma súdita pensou encontrar do rei apoio para tornar-se conselheira. A rainha soube e logo impediu a boa súdita de ser atendida. Então para não magoar ninguém o rei, com apoio da rainha disse aos demais conselheiros que indicassem o marido da súdita para o conselho.

E todos foram felizes para sempre!

Olha 2012 aí, gente!

Fernando Gomes mal retornou e confirma “intervenção” no Governo Azevedo, se levarmos ao pé da letra a matéria publicada neste O TROMBONE terça 19 – “Acordo de FG com o governo ‘desmoraliza’ discurso do PMDB”.

Renato Costa ou João Xavier, ao que parece, não foram consultados. Se o foram, enalteceram e iniciativa do líder.

Sanha por sangue

Samba de pau – aqui a expressão tem a conotação de pancadaria – o fato de o Estado da Bahia fornecer alimentação e sanitários químicos para militantes que protestavam por melhoria de vida junto à Secretaria de Agricultura no CAB.

Sem enveredarmos no purismo com que determinadas expressões do serviço público observaram o fato, ficamos a imaginar a seguinte realidade, única a contrapor-se aos questionamentos diante da ação governamental: 1. Polícia Militar desocupando a área depois de autorização judicial, obviamente com a delicadeza que a situação exige: cassetete, gás de pimenta, tiros com bala de borracha, prisões etc.; 2. Enquanto aguardavam a decisão manifestantes eliminando suas necessidades fisiológicas no espaço, sofreriam com a fome e a sede, ainda que crianças pelo meio.

Enquanto isso, recursos públicos continuam utilizados para promoções pessoais. Tudo na legalidade!

Esperança

Belas as palavras do Governador Jaques Wagner, dirigidas aos integrantes do MST em frente à Governadoria: “Eu entendo que Democracia é um jogo de dois lados da mesma moeda: é pressão e negociação”.

Aproveitando as belas palavras de Sua Excelência, gostaríamos que as aplicasse em relação aos que paralisaram as atividades na UESC.

Limites

A posição defendida pelo Deputado Coronel Santana é a que se aproxima da função que exerce como membro da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia: revisão de limites não se faz conferindo e mantendo os existentes. É refazer espaços dos territórios existentes, ampliando-os ou reduzindo-os, em consonância com a realidade que o momento torna imperiosa.

Como manter o distrito de São José do Colônia vinculado ao município de Itambé, quando tão dependente do de Itororó? Diríamos o mesmo de Bandeira do Colônia, ainda em relação ao de Itororó.

Aqui a indagação é mais que pertinente: como justificar os atuais limites do município de Ilhéus às portas da cidade de Itabuna?

E não está promovendo conflitos o deputado ao pensar em estender os limites de Itabuna até o Salobrinho, ainda que mais complexo o seja. Nesse caso, como o do Bandeira do Colônia, entendemos que seria necessário um plebiscito.

A posição do Deputado Coronel Santana reflete maduro exercício da função que assumiu no Conselho.

Cabe às sociedades interessadas – em particular a itabunense – cerrarem fileiras com o posicionamento do deputado.

Região metropolitana

A exortação que fazemos neste O TROMBONE para a participação de deputados federais no projeto da Região Metropolitana nos faz feliz por vê-la repercutida no Deputado Josias Gomes. Impõe-se seja ampliada.

A barba de Wagner

Vão para a Fundação Ayrton Senna os 500 mil recebidos de empresa de lâmina de barbear, doados pelo Governador da Bahia. Tirou a barba e fez a festa. Já o conjunto das obras de Irmã Dulce ficam por conta da beatificação, esperando recursos do Céu. Ou da boa vontade da FAS.

Coronel Santana

santanaTempos houve que o Coronel Santana, do alto de muitos quilos, “servia Labão” que não lhe dava “serrana bela”, parodiando Camões. Isso marcou-o e, mais ainda, ações desproporcionais à função como prisões de adversários e a nunca esquecida repressão promovida ao vivo e em cores no 7 de Setembro de 2000 em plena Cinquentenário.

O preâmbulo volta-se para modificar pontos de vista, quando em jogo os interesses de Itabuna, defendidos neste instante com determinação pelo Deputado quando dizem respeito à fixação de novos limites entre Ilhéus e Itabuna. Cumprindo seu papel de votado no município de Itabuna, já sofre críticas de políticos ilheenses que até pretendem afastá-lo da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembléia Legislativa da Bahia, por suas declarações em defesa da redução física de Ilhéus em benefício de Itabuna.

A comunidade e a sociedade organizada local deviam reconhecer esta sua luta e apoiá-lo com a mesma firmeza com que ele se apresenta em defesa de Itabuna.

Academia(s): o pomo da discórdia

Tenham os caros leitores como certa a figura de Cyro de Mattos como pomo da discórdia, que faz – até agora – Itabuna trilhar por duas Academias de Letras. Se Ivan Montenegro contar o que sabe relatará a razão da recusa de Cyro em integrar a primeira. E também se descobrirá porque nasce a segunda, pautada na idéia mais feminista.

Também não se coaduna a segunda iniciativa – onde parcela feminina está em muito vinculada ao próprio Cyro e aos seus interesses – pautada na importância de uma Academia de Letras pela distribuição de gênero e que uma delas devesse estar próxima de um “clube do bolinha” ou “uma extensão da maçonaria”. Muito mau gosto e revela que talvez não estejamos preparados ainda para uma casa de Machado de Assis.

A não ser que norteada e enfatizada como uma academia de vaidades, o que não pode ser atribuído a uma de Letras.

Academia(s)

Já não falemos da omissão de um nome como o Jorge de Souza Araujo, não lembrado expressamente em qualquer das duas. (Onde está Cyro, sabemos que tem Jorge Araujo ainda como um emergente). Nada a ser dito. Só a lamentar.

E essa de Cyro dispensar a presidência é para enganar tolo, como a fábula do sapo que queria ser jogado “no fogo” e não na água. Na hora H o que Cyro pretende é ser aclamado. Se não o for, lança outra academia (a terceira).

Onde Cyro de Mattos está se torna pomo de discórdia.

Itororó e o livro de Adroaldo

Chegou-nos enfim “Até o Fim dos Dias e Mais Um Domingo”, belo título que repercute em conto (Ontem Faz Muito Tempo), poesia (Dessemelhantes) e romance (Um Jardim no Fim do Mundo, título também de um dos contos de “Ontem...”). Diante da agitação causada em itororoenses buscamos a “página 157”, àquela que ocupou o debate de toda uma sessão da Casa do Povo local. Nada mais nada menos que o Capítulo 13 do romance.

Não entendemos a razão de tanta celeuma: quem critica faz uma leitura descontextualizada do expressado pelo personagem narrador, sequência da página 156: visão e referência alienada e pequeno-burguesa que norteia a província onde se ambienta o romance, parte ainda da construção inicial da descoberta do mundo e da existência sob a égide da universalidade da província que permeia o romance.

Nunca tema para sessões legislativas. Ou talvez o seja, como coisas de província!

Itororó I

adroaldoO prefeito (foto), na posse, prometeu melhora dos indicadores sociais – IDH, IDEB e o coeficiente de Gini – onde concretamente já alcançou resultado positivo (o IDEB saiu de 2,1 para 2,6 da quinta a oitava séries e de 2,5 para 2,9 da primeira à quarta, aproximando dos 4,0 prometidos).

Práxis para o “Poema Ecológico” (p. 91) do pomo da discórdia: “Não quero saber / do Mico-Leão-Dourado / Preocupa-me a extinção / do nordestino esfomeado”.

Mas, na província uma coisa é certa: escrever e publicar não se afina com administrar.

Itororó II

Nesta Sexta da Paixão certamente faltou alguém em Itororó: Valdecíria e sua voz inesquecível vivendo a Verônica em cada uma das estações na Procissão do Senhor Morto, que exercia como se fora ela a que enxugou o próprio rosto de Cristo a caminho do Gólgota.

“O vos omne...” – estará entoando na Via Crucis celeste.

Tânia Alves

Transitando, como cantora e intérprete, por uma gama de gêneros (do bolero à moda de viola) a atriz Tânia Alves aqui nos brinda com um típico samba de roda do Recôncavo, “Amor de Matar”, de Jorge Portugal e Roberto Mendes, e uma releitura de “Sonhei Que Morri”, de Francisco Lacerda, Brinquinho e Brioso (que tem gravações com Vieira e Vieirinha e Tião Carreiro e Pardinho) com as imagens de Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia, inspirado em texto de Guimarães Rosa, onde Tânia interpretou a moda.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoManhã de sábado, o ABC fervilhava. Entre um atendimento e outro, a chegada de Itamar Pitanga saudada pelo Cabôco Alencar com uma inusitada apresentação a quem ainda não o conhecia, apesar de freqüentador contumaz:

– Este tira a segunda via das pessoas, de dentro pra fora. Só os ossos.

Percebendo que ao citar o ilustre radiologista um cliente fazia confusão entre ele, Dr. Itamar Pitanga (médico), e Dr. Raimundo Laranjeira (juiz de Direito), esgotou o assunto e não perdeu o mote, dando as costas para abrir o frízer:

– Este ainda não bebeu e já está confundindo até as frutas!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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