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Incêndio em pátio da prefeitura de Porto Seguro atinge veículos; não houve feridos

Domingos Matos, 18/02/2019 | 09:17

Um incêndio de grandes proporções ocorrido na noite de domingo (17), no pátio da prefeitura de Porto Seguro, cidade do extremo sul da Bahia, atingiu diversos veículos que estavam no local. Não houve feridos.

Entre os carros danificados pelas chamas estão veículos da administração municipal e automóveis apreendidos na cidade. Ainda não há informações sobre a quantidade de carros atingidos pelo fogo.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. A prefeitura informou que registrou o caso na polícia, para que as causas do incêndio sejam apuradas.

Em nota, a prefeitura de Porto Seguro informou que moradores do bairro Fontana constataram incêndio no pátio de garagem da sede da administração municipal, no começo da noite de domingo, e informaram aos vigilantes do local. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Trânsito, órgão responsável pelo pátio, foi avisada da ocorrência pelos vigilantes e acionou os bombeiros.

O secretário da pasta, Fábio Costa, informou que tomou providências de registrar boletim policial de ocorrência para que as causas do incêndio sejam apuradas com a devida perícia. (Com informações do G1)

Cidadão poderá acessar histórico do licenciamento do veículo pela internet

Domingos Matos, 11/02/2019 | 16:09

A partir de março, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) vai deixar de enviar pelos Correios as informações sobre a data de vencimento do licenciamento do veículo, pagamento do seguro DPVAT e dívidas de multas, se houver. O cidadão poderá acessar os dados pela internet, por meio do portal de serviços do órgão (www.detran.ba.gov.br), site do SAC (www.sacdigital.ba.gov.br) e aplicativo para smartphones Detran.BA Mobile.

A medida tem o objetivo de reduzir custos e permitir a consulta ao histórico de trânsito com mais comodidade e rapidez. A Central de Atendimento do Detran, no Shopping da Bahia, em Salvador, e as unidades descentralizadas do departamento, no interior do estado, estão mobilizadas para orientar os usuários.

O Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) continua sendo enviado pelos Correios, mas a pessoa tem a opção de retirar o documento no Detran, em até 48 horas após a quitação das dívidas, sem pagar taxa. Em breve, será oferecida a versão digital do CRLV, como já acontece com a carteira de habilitação.

 

 

Veículos começam a circular com placa Mercosul na Bahia; Detran amplia atendimento

Domingos Matos, 27/12/2018 | 19:20

O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) iniciou quinta-feira (27), o emplacamento de veículos no padrão Mercosul. O primeiro carro a receber a nova identificação foi um Ford Ecosport Freestyle, registrado em Salvador. A placa tem fundo branco com uma faixa azul, quatro letras e três números, bandeira do Brasil, emblema do Mercosul, marca d'água e um código de barras bidimensional (QR-Code), que garante a rastreabilidade e evita fraudes.

Para atender à demanda reprimida no setor, por conta do feriado do Natal e da atualização do sistema do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão federal que determinou a mudança, o Detran ampliou o horário de atendimento para quem pretende emplacar o carro ou a moto. Nesta quinta (27), o serviço vai funcionar até às 18h; na sexta (28), das 8h às 18h; no sábado (29), das 8h às 12h.

O novo modelo é obrigatório para veículos zero quilômetro e nos casos de transferência de propriedade e estado, mudança de município e categoria e troca de placas atuais danificadas. Não há prazo para que a exigência alcance toda a frota do estado, mas a fabricação da antiga placa cinza está proibida.

Operação Semana Santa autua mais de mil veículos; mortes caem 14%

Domingos Matos, 28/03/2016 | 21:34
Editado em 29/03/2016 | 15:07

A ‘Operação Semana Santa 2016’, encerrada às 8h desta segunda-feira (28), resultou na autuação de 1.018 veículos e retenção de outros 82. Os policiais abordaram 5.987 veículos, 16,8% a mais em relação ao número de 4.980 do mesmo período do ano passado. A ação foi iniciada às 18h de quinta (24) pela Polícia Militar da Bahia (PMBA), por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e das Companhias Independentes de Policiamento Rodoviário (CIPRv) de Itabuna (1ª), Brumado (2ª) e Barreiras (3ª).

Realizada simultaneamente com a ‘Operação Círio Pascal’, com intensificação da abordagem a ônibus nas rodovias estaduais da Bahia, as equipes também recolheram 23 CNHs e 59 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs), um aumento de 46% e 22,6%, respectivamente, em comparação a 2015. A operação abordou 9.284 pessoas (16.1% a mais em relação a 2015). Houve também maior número de autos de infração (45,8%) e de veículos retidos (90,6%). De acordo com a Polícia Militar, um dado preocupante foi o crescimento de 50% na captura de animais abandonados em rodovias (16).

Índice de vítimas fatais reduz 14%

Em quatro dias de operação, foram registrados 25 acidentes no estado. Segundo a PM, houve redução no número de vítimas fatais em 14% ao comparar o índice com igual período do ano passado. Os acidentes deixaram oito vítimas com ferimentos leves, seis com ferimentos graves e seis vítimas fatais. O BPRv atribui os acidentes com vítimas ao descumprimento das regras gerais de circulação e condutas seguras, o que resulta em mortes ocasionadas por manobras arriscadas, ultrapassagens e alta velocidade.

Preso PM acusado de participar de roubos de veículos

Domingos Matos, 06/01/2012 | 15:27
Editado em 06/01/2012 | 15:35

Um PM que não teve seu nome divulgado é um dos quatro detidos na manhã desta sexta-feira (6), em operação de combate a roubos de carro em Salvador.

O delegado Augusto Eustáquio, titular de Furtos e Roubos de Veículos, disse que o PM é suspeito de participar de quadrilha que roubava carros em Salvador e vendia os veículos adulterados no interior do estado.

O PM foi ouvido e submetido a exames de corpo de delito. Depois, foi encaminhado para o Batalhão de Choque da Polícia Militar, onde ficará detido à disposição da justiça.

Ele e os outros três suspeitos foram detidos em cumprimento a mandados de prisão preventiva durante a força-tarefa conjunta entre as polícias Civil e Militar, batizada de “Operação Libório”.

O PM era lotado no Colégio da Polícia Militar do bairro Dendezeiros, na Cidade Baixa. Os quatro suspeitos serão apresentados na tarde desta sexta-feira.

Acidente que matou 33: perícia confirma que carreta invadiu pista

Domingos Matos, 05/12/2011 | 08:43
Editado em 05/12/2011 | 07:28

acidenteSegundo a perícia feita pela Polícia Civil, o motorista da carreta invadiu a contramão e bateu de frente no ônibus que transportava trabalhadores de Jateí, em Mato Grosso do Sul, para as cidades de Pedra e Buíque, no agreste de Pernambuco.

O resultado da perícia confirma a versão de testemunhas, de que o ônibus fazia uma ultrapassagem permitida por um caminhão baú num trecho de três pistas, quando foi surpreendido pela carreta, que teria invadido a contramão na curva.

A carreta bateu de frente com o ônibus que se chocou contra o caminhão baú e foi parar no acostamento. Trinta e uma pessoas morreram na hora, entre elas o motorista do ônibus, e duas a caminho do hospital.

Em uma conversa informal com os policiais rodoviários federais, o motorista da carreta negou a culpa pelo acidente e disse que foi o motorista do ônibus quem invadiu a contramão. O motorista da carreta e o motorista do caminhão-baú vão ser ouvidos nesta segunda-feira, às 8h30, pela delegada Maria do Socorro Damásio, da cidade de Jaguaquara, que vai presidir o inquérito e apurar as responsabilidades e causas do acidente.

As investigações vão apurar também a situação do ônibus da empresa Transporte Coletivo Brasil (TCB). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ônibus da empresa rodam pelo Brasil todo sem registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e com uma determinação judicial que proíbe que eles sejam autuados e apreendidos.

A assessoria da Justiça Federal informou que não teria como falar no domingo (4) com a juíza Ivani da Luz. Foi ela quem concedeu a liminar que proíbe que a Polícia Rodoviária Federal apreenda os veículos da empresa TCB, que não são cadastrados pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

Informções do G1

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 07/11/2011 | 12:53
Editado em 07/11/2011 | 12:57

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Para ler e meditar

crime imprensaDisponível o livro de Palmério Dórea e Mylton Severiano, “Crime de Imprensa”, a partir da postura da imprensa nacional (leia-se PiG) no curso da eleição presidencial de 2010, onde não faltará análise em torno da famosa bolinha de papel que caiu meteoro de chumbo sobre a cabeça de José Serra no Rio de Janeiro (com direito a perícia de Molina).

A obra, que está sendo distribuída e pode ser adquirida pelo sítio da Plena Editorial, traz prefácio de Lima Barreto, e mostra como a linha editorial não mudou muito de Getúlio para cá.

Linchamento I

Não nos dispomos a proselitismos em torno do tema ou de defesa do personagem central, mas a entrevista do ex Ministro Orlando Silva ao Canal Livre da Bandeirantes no domingo 30 insere-se dentre os mais nocivos exemplos de jornalismo, traduzida a linha editorial da empresa na pessoa de Fernando Mitre. Faca entre os dentes em interpretações grosseiras, interrupções quando respostas estavam em andamento, cobranças insensatas deturpando o que devia constituir objetivo da entrevista: esclarecer a opinião pública.

A imagem dos entrevistadores beirava a insanidade; salivavam, aproximando-se de personagens dignos de figurar em filmes de terror e assombração.

Linchamento II

Ainda que o ex ministro afirmasse e reafirmasse ter sido ele quem pediu a instauração de tomada de contas para que o seu “denunciador” devolvesse o dinheiro surrupiado do Ministério e que cancelara convênios que apresentavam irregularidades, quando por aí enveredava era interrompido com outra acusação.

Chegou-se ao desplante de praticamente exigir que o ex ministro afirmasse que o Governo Federal é um mar de lama.

“Mar de lama”, a expressão exaustivamente repetida, nos fez lembrar Carlos Lacerda e a UDN contra Vargas.

Nessa seara só faltou o Boris Casoy e os antigos companheiros do CCC – comando de caça aos comunistas.

Ainda que desafiados a apresentar uma só evidência não o fizeram. Insistiam na existência do “mar de lama”.

Linchamento III

Desrespeito e falta de educação, o mínimo que se pode aplicar à conduta dos entrevistadores.

Entrevistas deste jaez fazem de refém o entrevistado, sofismado em perguntas para que responda o que querem os entrevistadores. Mais para sessão de tortura.

Angustia e entristece saber-se da existência deste “jornalismo”. Para ser analisado por “Gastão, o vomitador”, do Pasquim.

Ou, parodiando uma lição de Groucho Max: quando ligarem a televisão na sala em programas tais, melhor ir para o quarto ler um livro.

A que ponto chegamos

A viseira da paixão leva a bessinhaeste absurdo: ler-se em certos órgãos da imprensa certa “alegria” com a doença de Lula, a ponto de o próprio Fernando Henrique Cardoso manifestar-se contrariamente ao gáudio destes pobres de espírito. Mas não deixa de ser um reconhecimento ao próprio Lula. Se o temem, alguns mesmo ansiando para que se vá de vez, é porque representa algo concreto, que incomoda.

Quando retornar virá com mais força. Afinal, o herói “venceu o câncer (morte)”. Estará assim como o lendário de Hispânia Rodrigo Diaz de Vivar “Cid, o campeador”, do século XI, traduzido para o cinema sob direção de Anthony Mann em 1961.

A morte fica por conta da mesquinhez de alguns tucanos ditos jovens, lá do PSDB de Santo André. Muito a ver com aquele jornalismo que se aproxima do esgoto e do lixo como beleza textual.

pig missaFoco desviado

Há uma intensificação da defesa do Porto Sul, sinalizando-o como o grande instrumento para redenção regional. Textos veiculados em jornais, televisão e outdoors traduzem essa dimensão. A considerar-se a tônica ofertada ao porto parece ser ele o único elemento em evidência dentro dos investimentos planejados e programados para esta região.

Na realidade, caso houvesse de ser considerado apenas o porto, dito projeto mais atenderia o sistema empresarial e financeiro que dele espera uma solução para muitos de seus interesses, dentre eles: redução de custo de exportação, caminho mais curto entre o Brasil e os países importadores de matérias-primas etc..

Sob esse prisma, seria o porto tão somente o ponto de escoamento de uma produção veiculada através da Oeste-Leste.

O intermodal

Progresso haveria com o novo porto, ainda que fosse o único investimento. Mas, terá a ele atrelado a ferrovia Oeste-Leste, esta a razão da existência do porto.

No entanto o conjunto da obra envolve um aeroporto internacional e a reformulação completa da malha rodoviária regional.

Por que, então, não se fala de tudo? Afinal, o complexo intermodal é porto, aeroporto, ferrovia e redimensionamento da malha rodoviária.

Saúde

Esse será o mote e o mantra do candidato Azevedo: os problemas da saúde em Itabuna são culpa do Estado, que lhe tomou a municipalização plena e lhe nega o retorno.

Deixa o Estado num beco sem saída: ou alimenta o discurso mantendo a negativa ou concede a plena e favorece o discurso de que o prefeito tinha razão e estava apenas sendo perseguido.

Temas sensíveis

A saúde sempre é ponto nevrálgico em qualquer campanha política, seja em nível, federal, estadual ou municipal.

Em que pese a municipalização efetivada por Geraldo Simões, dando firmes sinais de efetiva melhoria do sistema em favor da população, sustentou-se Fernando Gomes em 2004 em duas vertentes: emprego e saúde. E o povo lhe deu razão (sem reconhecer a oportunidade que estava vivenciando), tanto que o elegeu.

Saúde e emprego são temas recorrentes, sempre factíveis de tocar e sensibilizar o eleitor. De repercussão imediata.

Ao que parece, perde força o tema emprego e muito avança o da segurança. Por coincidência, constitucionalmente a competência recai sobre o Estado quanto à visibilidade.

O município se exime de responsabilidades

Azevedo ao firmar que o caos na saúde e na segurança é causado pelo Estado joga na mesa as cartas e o desafio que o PT (como adversário local) e o Estado não terão como explicar a contento. A segurança, que não é problema de competência municipal, e sim estadual; e a saúde, que está (no discurso) em mãos do Estado.

Ainda que a atenção básica o seja do município, de atuação próxima e imediata, constrói-se o palco para o grande “drama” (aqui a expressão lembra o melodramático teatro circense que existiu até os anos 60 e início dos 70 do século passado e seus clássicos: “A louca do jardim”, “O ébrio” etc.).

A discussão do que é atenção básica (de responsabilidade do município) e média e alta complexidade (assumida pelo Estado) não integrará o imaginário do eleitor.

Será toda ela convenientemente confundida no grande “drama”: a saúde sob controle e responsabilidade do Estado.

Golpe de mestre (ainda que lamentável)

Azevedo está com o discurso certo. Deixa o PT e o Governo do Estado na defensiva, teorizando, enquanto o povo sente na pele e não lhe interessa a teoria.

Cruel ou mórbido, por utilizar a tragédia do semelhante como instrumento político-eleitoral, fato é que Azevedo tem um trunfo na mão e o PT e o Governo Estadual a batata quente.

Ainda que um golpe sujo, não deixa de ser – dentro daquela ótica de que feio em política é perder – um golpe de mestre.

No mais, o povo que pague pelas conseqüências. Como sempre!

Dizendo e por dizer

A entrevista de Leninha Alcântara a Paulo Lima no Bom Dia da TV Itabuna de sábado 5 mostrou uma candidata antenada com muitos problemas presentes na realidade local, pugnando por uma mudança no atual modo de gestão municipal. Uma dimensão desta preocupação pode ser sentida na expressão “Nosso povo não nasceu para morrer agonizando na esquina”.

No entanto, pareceu-nos todo o dito ainda no universo das idéias para um discurso de campanha, carecendo a candidata de um projeto consolidado e devidamente delimitado.

Isto porque em nenhum instante demonstrou conhecer a realidade financeira de Itabuna e, o mais importante, a sua capacidade de investimento.

Quem diria?

grampinhoAntônio Ateu, no Luis Nassif Online, de terça 1º, do www.advivo.com.br sinaliza a saída de ACM Neto do DEM para o PMDB, fato que ocorreria no início de 2012.

O Pimenta também veiculou o fato, no mesmo dia, a partir da Radar, da Veja, explicando a espera: “só dará bye-bye ao DEM depois de deixar a liderança do partido, no início de 2012. Não quer perder a visibilidade que o cargo [de líder] lhe confere”.

Inusitado

Eduardo Anunciação, no Diário Bahia de terça 1º, estabelece o que entendemos como uma afirmação: “Pode acontecer no primeiro semestre de 2012 uma articulação entre Geraldo Simões, Juçara Feitosa, Renato Costa, Lúcio Vieira, PMDB & PT. Esta articulação anda”. (Não citou Geddel).

Considerando que Eduardo está suficientemente informado, a ponto de praticamente afirmar a possibilidade de uma composição, cabe-nos especular em torno do que aconteceria em breve: Geraldo Simões e Juçara Feitosa de mãos dadas com ACM Neto, anunciado para integrar o PMDB a partir de 2012.

Pagando para ver

Particularmente pagamos para ver o PMDB de Geddel Vieira Lima – com as vaias em Ilhéus ainda nos tímpanos, por ele atribuídas a GS – fortalecer, em Itabuna, Geraldo Simões e o PT.

Vemos como muito mais possível uma composição do PMDB itabunense com a reeleição de Azevedo. Na disputa de 2014, ACM Neto no PMDB não estaria fortalecido em Itabuna se Geraldo Simões sair hegemônico em 2012, elegendo Juçara Feitosa.

Eduardo pode até estar certo! Mas que duvidamos, duvidamos.

Para não esquecer

Os sinais são visíveis, concretos. Há uma proposta correndo surda no universo da política itabunense: Geraldo Simões é o inimigo comum. À direita e à esquerda.

Não é o PT, em si, como partido. É Geraldo, visto por muitos como detentor de um projeto estritamente individual e egoístico.

Começou I

Em “palco do debate” (DE RODAPÉS de 31 de outubro), abordamos o fato de que “Na praieira medirão forças Geraldo Simões e Josias Gomes” aludindo à circunstância de que estando o PT de Itabuna sob absoluto controle de GS “tentará incluir seus parceiros nos espaços conquistados pelo PT em Ilhéus”.

A guerra começou. Partindo da possibilidade de Josias Gomes candidatar-se à prefeitura ilheense em 2012 o mote do fogo amigo já deu a partida com “Onde mora Josias?” como forma de jogar a vaidosa e aristocrática ilhéus contra o político.

Começou II

Na mesma linha o neo-petista Newton Lima é posto como “peixe fora d’água” em comentário no Pimenta, quando acompanhado por Josias Gomes em visita a Secretaria de Estado.

Claro que o ideal, para a campanha, é que o filho da terra seja um petista ligado a Geraldo Simões.

Itororó

Em Itororó o ex-companheiro Milton Marinho entrou de sola na campanha de Adroaldo Almeida. Contra. Considerando que Adroaldo não conta com a simpatia e os votos dos eleitores de Edineu e de Marco Brito a campanha de Marinho, se alcançar resultado, divide a situação.

Certamente tem os aplausos de Edineu e Marco.

Leituras de viola

A viola caipira encontra em Jayme Alem um cultor qualificado. O conhecido maestro e arranjador de Maria Bethânia (há mais de 20 anos) traz aqui duas manifestações na dez cordas: “Na Moda do Maxixe”, onde, ao final, arpeja a abertura de “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, e  “Pracatugundum”.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoProvocações fazem parte do cotidiano abecedarino. Como aquela de pintar o ambiente, sugerida pelo freguês, instigando o proprietário de que não o fazia por economia:

– Que nada, Cabôco. Aqui só precisa do pincel.

E acrescentou:

– Os que pintam o sete já vivem aqui!

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 12/06/2011 | 18:44
Editado em 14/06/2011 | 12:52

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Programas governamentais I

A Presidente Dilma lançou o programa “Brasil Sem Miséria”, voltado para erradicar a pobreza absoluta em quatro anos. Já a Bahia – pelo ínclito idealista Jacques Wagner – pretende o “Professores na Miséria”.

No topo da lista dos miseráveis os das universidades estaduais, considerados ricos pelo Governador, tanto que não lhes pagou nem os dias trabalhados de abril, antes de entrarem em greve.

No primor das augustas pretensões Sua Excelência – também garoto propaganda de lâmina de barbear – benevolente anuncia a possibilidade de aumento de até 18% nos contracheques, condicionado ao congelamento por quatro anos.

Programas governamentais II

Embevecido com a própria imagem, afagado pela reeleição, fortalecido pela propaganda oficial, quer fazer-nos esquecer que somente para o ano vindouro o aumento do salário mínimo alcançará no mínimo 13%.

Na Bahia de Jacques Wagner professor universitário não tem direito nem à reposição equivalente ao mínimo.

Como o ilustre não é analfabeto só Freud para explicar.

Imagem maculada

Não conseguirá o Governador Wagner sair-se bem do movimento desencadeado pelas estaduais. Segurou, mas não evitou que a sociedade conhecesse a infausta proposta, de congelar salários dos professores.

A força da realidade falou mais alto. E por mais que o remendo seja posto, aceitar propostas grevistas revela que os docentes tinham razão.

O artigo de Manuela Berbert que circulou na blogosfera diz bem: “Que vergonha, Governador!”

Itororó

A aliança anunciada com pompa e circunstância entre Edineu Oliveira e Marco Brito não tem encontrado respaldo entre seus liderados. O barco está furado e migram lideranças para o PT. Recentemente, Amauri do SINSERV (sindicato dos servidores públicos locais), do PSDB, e sua mulher, Neta (do DEM) aliaram-se ao Prefeito Adroaldo (detalhes em www.itororoja.blogspot.com).

No fundo da panela, se a aliança Edineu/Marco não vai bem das pernas, o PT de Itororó, como o partido no geral, não aguenta ver PSDB e PFL/DEM. E haja cargos para satisfazer as novas alianças. Ou recursos para futuras campanhas.

Amauri, por exemplo, pretende candidatar-se a vereador em 2012.

A versão que interessa

A cobertura televisiva – com destaque para a Globo e a Bandeirantes – fizeram da decisão do STF sobre Battisti um cavalo de batalha (o da Band beirou a mediocridade e ignorância jurídica concentradas). Visível a intenção de tributar ao Presidente Lula a “(ir)responsabilidade” pela permanência do ativista no Brasil como agressão ao estado nacional italiano.

A ignorância – com claros objetivos políticos – apenas buscou ouvir os interessados na versão de que o tratado de extradição entre Itália e Brasil fora desrespeitado pelo ex-presidente, o que levaria à “desmoralização” do Brasil no cenário internacional.

Ninguém lembrou que a Itália negou extraditar um general argentino, pedido regularmente encaminhado pelo país portenho e legitimamente negado. Como o fez o Brasil.

Detalhe: a mesma histeria e indignação não foi vista quando o STJ invalidou a prova colhida na Satiagraha, praticamente absolvendo Daniel Dantas.

A verdade omitida I

Não estava em julgamento a extradição de Battisti – esta já o fora – mas a Reclamação do governo italiano, considerado no julgamento parte ilegítima para discutir searas internas de outro país. No caso, intervenção em decisão soberana proferida por nação estrangeira. O que estava em discussão era a valia ou não do princípio da soberania e não o mérito da extradição em si, fato que já fora decidido.

Caberia, aos críticos movidos à paixão política, verificar se o ex-presidente desrespeitou o Tratado de Extradição. O que não correu, em tese, basta que seja lida e interpretada a disposição inserta no artigo III do Tratado, que relaciona os casos em que “a extradição não será concedida”, onde a letra “e” estabelece: “ Se o fato, pelo qual é pedida, for considerado, pela parte requerida, crime político”.

A verdade omitida II

Quando o STF entendeu, em análise jurídica, cabível a extradição, transferiu para o Presidente da República a decisão política, prevista no Tratado. Portanto, se o quisesse no plano apenas jurídico o Supremo determinaria a extradição. No plano político – a decisão do Presidente – legitimada pelas convenções internacionais entendeu existir caráter político nos crimes praticados por Battisti e negou a extradição.

A interpretação subjetiva do que é ou não crime político cabe ao Presidente e não ao Judiciário. Essa decisão política, se correta ou não, não pode mais ser alcançada pelo mesmo objeto da relação decidida pelo Supremo.

O que o governo italiano pretendeu foi atropelar uma decisão irrecorrível no plano interno.

Retaliação

Há muito não se via tanta ameaça a um estado soberano como a que ocorreu ao Brasil no caso Battisti. A Itália ameaçou retaliar economicamente, não votar pelo ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. A mais recente, boicotar a vinda de italianos para a Copa do Mundo. A isso se chama chantagem.

Talvez se a Itália não houvesse ameaçado tanto o Brasil e Battisti estaria cumprindo pena na Itália.

Uma indagação ainda necessária: como tem agido a Itália em relação aos brasileiros que tentam nela entrar?

De nossa parte não compraremos nenhum veiculo fabricado pela FIAT. Retaliação é isso.

Pérola

bessinha batisti“Quando existe um homicídio, alguém morreu”. A intervenção do Ministro falastrão Gilmar Mendes, aquele dos habeas corpus para Daniel Dantas, ao interromper o voto do Ministro Ayres Brito no caso Batistti cabe muito bem no alfarrábio de quem não sabe o significado das palavras a ponto de exercê-las na forma redundante.

Afastada a derrota de seu ponto de vista – gastou precioso tempo para alimentar a mídia com a afirmação de que Lula desrespeitou o Direito Internacional – a pérola do Ministro nos remeteu a uma palavra que tem origem francesa – lapalissade – para designar qualquer afirmação que se limita a uma evidência.

Para os franceses, no entanto, “...est une affirmation ridicule ênoçant une evidence perceptible immédiatement...”. Que cai como luva no expressar do Ministro.

Para nós não só “ridícula”, como imprópria em ambientes como a Corte Maior da República.

Mas, como diria Tormezza: “É o que dá conversar demais”.

Coisas da Globo

Parece que grande era somente o chinês e aqueles “músicos brasileiros” coadjuvantes menores. Para quem assistiu o Bom Dia Brasil de quarta 8 e lera DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 29 de maio (A Irreverência) ficou sem entender por que o programa fez matéria ao final se referindo ao pianista chinês Lan-Lang em apresentação realizada em Londres  ao lado de “músicos brasileiros”.

Para quem quiser rever o citado DE RODAPÉS verá que a verdadeira apoteose ocorre para a orquestra, pelo conjunto da obra, enquanto executa Zequinha de Abreu (Tico-Tico no Fubá) de forma irreverente e inusitada.

E aqueles “músicos brasileiros”, nada mais nada menos que a Orquestra Juvenil da Bahia, omitida na matéria.

Da  Globo uma contribuição ao “complexo de vira-lata” de que falava Nelson Rodrigues.

O STJ comprova

Considerando a Operação Satiagraha irregular por haver se utilizado de agentes da ABIN – porque atuou “oculta” segundo o relator Ministro Jorge Mussi – abre-se a temporada para invalidar inquéritos e apurações policiais que tenham se utilizado de algum expediente “oculto”, ainda que com autorização judicial. A considerar a decisão do STJ nesta terça 7, por 3 votos a 2, doravante a investigação precisa ser às claras, possivelmente telefonando para o infrator – se for rico e poderoso – marcando hora para investigá-lo etc.

Detalhe: o vil mortal, preto, pobre e prostituta não será alcançado pela interpretação pretória por faltar-lhe um requisito: dispor de um advogado de alto coturno, daqueles que advogam para os Daniel Dantas e Abdelmassy etc.

Ou seja, condenação – prisão nem se fale, é crime de lesa Pátria – está destinada à base da pirâmide social, ainda que se limite ao que furte galinhas ou sabonetes em supermercado.  

Não esquecer que o próprio Daniel Dantas disse temer somente a instância inferior, porque as altas cortes não lhe trariam problema. O que vai se confirmando.

Reações à mudanças

Não à toa a classe advocatícia se levanta contra a PEC de Peluso, aquela que inviabiliza a ação das grandes bancas de advogados no ramerrão do dia a dia libertando ricos. Para Peluso a condenação em segunda entrância fará transitar em julgado a sentença, sem prejuízo dos recursos para instâncias superiores. Com um detalhe: condenado poderá recorrer, desde que permaneça preso até solução final.

Que horror!

Hoje como ontem

Por essas e outras, permanece vivo o expressado por Rui Barbosa em discurso no Senado em 1914: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Protesto

O protesto de deficientes visuais, três mulheres de Buerarema, que enfrentaram a empresa que detém o monopólio do transporte na região, apresenta uma dicotômica realidade: a busca de um direito estabelecido em lei (para elas) e o não cumprimento da lei por ausência de regulamentação (para a empresa).

O cidadão comum dirá apenas: falta bom senso.

Para não dizer espírito de caridade cristã. Não no sentido de transferir recursos através de esmolas, mas de aplicar uma das lições da Parábola dos Talentos: o que temos é dádiva de Deus para ser multiplicada e posta a serviço do semelhante.

Ainda que saibamos que o ideário capitalista não seja dado a tais firulas.

Escândalo I

O TROMBONE vem denunciando a FICC, pelo escabroso e amador expediente por ela utilizado para privilegiar pessoa previamente escolhida para receber mensalmente 1.500 reais enquanto os demais vis mortais terão 650 reais.

Não temos conhecimento de que qualquer atitude para suspender o criminoso expediente tenha sido tomada pela administração municipal, que alardeia premiada transparência.

Ao que parece o famigerado Edital 002/2011 nem mesmo foi publicado.

E a imprensa muda e calada! Por que?

Escândalo II

Desde sábado 4 O TROMBONE – com “Estripulias de Algum Menino Grapiúna” – iniciou atividade jornalística investigativa de primeira qualidade ao descobrir e “perseguir” a realidade que os fatos apresentavam, diante das dúvidas deixadas pelo Edital 002/2011, da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC.

Como sinalizara a editoria, estranho que, para “realização de Processo Seletivo Simplificado para contratação, por prazo determinado, por necessidade temporária de excepcional interesse público”, visando a admissão de 35 Professores para diversos cursos (de Capoeira a Ballet, de Violão a Dança, de Bateria a Teclado e Flauta, de Artesanato e Bordado a Teatro etc.), uma inusitada distorção salarial privilegiasse somente uma das atividades (com 1.500 reais mensais) enquanto as demais com 650.

Para tanto, desconfiara O TROMBONE, o Edital datado numa sexta-feira, encerrando inscrições na terça seguinte, parecia que nem mesmo fora publicado e visava, por dedução lógica, beneficiar alguém.

Descoberta

Na esteira da investigação O TROMBONE não só confirmou que o Edital 002/2011 não fora publicado, como até descobriu o(a) provável beneficiado(a) da maracutaia armada nos porões da FICC, que guarda a sete-chaves.

Um escândalo, não pela dimensão financeira envolvida – que a administração municipal tem vivenciado outras pérolas – mas pela imoralidade cometida sob responsabilidade administrativa do Presidente da FICC, o poeta e contista Cyro de Mattos.

Atitude que falta

De nossa parte pusemos em dúvida se Cyro de Mattos efetivamente subscreveu o indigitado edital.

No entanto, a gravidade do assunto remete a duas conclusões imediatas: ou Cyro de Mattos participou da armação (continuamos não acreditando) ou não exerce o controle administrativo da FICC a ponto de permitir ou aceitar tais desmandos.

Como não houve até agora iniciativas de reversão do absurdo se transforma em confissão.

Caso de exoneração sumária.

Gasolina e fogo

Dilma parece ter mandado um recado: quem governa, comanda e decide é ela. Desagradou a gregos e troianos (PT e PMDB) ao substituir Palocci.

A turma anda circulando no Palácio do Planalto munida de gasolina e fósforos.

Pode retardar iniciativas depois do levantamento do Datafolha realizado na quinta e na sexta, divulgado no dia 11, onde o Governo da Presidente está com 49% de bom e ótimo, ante 47% em março.

Mas cautela nunca fez mal a ninguém. Especialmente quando alguém espreita com gasolina e fósforos.

Vane

Seria um gesto de grandeza de Geraldo Simões – citado pela circunstância de comandar e dominar o PT em Itabuna – se admitisse a candidatura de Vane.

Para nós, Vane candidato a prefeito só através de outra sigla.

Ampliando a divisão do PT local. Por causa da intransigência de Geraldo.

Zélia Lessa

O nome da professora Zélia Lessa, ícone da história da música em Itabuna – o “Cantores de Orfeu”, por ela fundado, está em atividade desde 1955 – se fez presente no noticiário. Não pelos méritos da ilustre itabunense, mas pelo demérito da ação municipal que iniciou a demolição do espaço que leva o seu nome.

A “Sala Zélia Lessa” não é simples homenagem à professora do mais antigo coral desta terra, mas o nome dado a um espaço criado para o exercício das artes, em particular o teatro, fato ocorrido em 1986, quando o então prefeito Ubaldo Dantas, atendendo aos reclamos da classe artística local o construiu e nomeou-o com o da mestra de “Rapsódia Grapiúna”.

Sala Zélia Lessa

O espaço, que dispõe de 120 lugares, referência nos anos 86, 87 e 88, se encontrava desviado de sua função primordial por falta de políticas públicas para a cultura, em que pese a luta de artistas locais para a sua reativação.

O Zélia Lessa recebeu nomes como Jurema Penna, Jorge Araujo, Eduardo Anunciação, Carlos Betão, Ederivaldo “Bené” Benedito, Jackson Costa, Eva Lima, Mário Gusmão, José Delmo, Ramon Vane entre muitos.

No tempo em que nomes que se destacavam nacionalmente (Mário Gusmão, Jurema Penna) amparavam uma gama de jovens ativistas das artes e do teatro.

Indignação

jackson costaVozes se levantam contra a ignomínia. Artistas, intelectuais, estudantes e políticos esperam uma decisão do Prefeito José Nilton Azevedo para reverter o estado em que se encontra o espaço Zélia Lessa.

Um povo sem memória, não constrói sua identidade cultural. Sem identidade não há o que registrar como História.

Que se escute o ator Jackson Costa indignado com o descalabro:

“É uma pena que o Auditório Zélia Lessa passe por essa destruição. Todo tempo é tempo de construir. E o teatro é um tesouro milenar que serve pra iluminar, entreter, educar, encantar...Teatro é lugar de profunda reflexão.
Na sala Zélia Lessa, eu praticamente (como ator) nasci e várias vezes ali vivi, momentos de grande emoção.
Ali eu vivi Sebastião do Souto, da peça "Calabar" (de Chico Buarque e Ruy Guerra), junto com Betão, Eva Lima, Ramon Vane, Marcos Cristiano, Adriana Dantas, Weldon Bitancurt, Jeferson Blue, Zé Henrique, Marcelo José, Dedé, André, Juan Nascimento, o mineiro Roberto O'hara e outros que agora não me lembro”.

Desagravo

A iniciativa da OAB de promover uma sessão de desagravo ao advogado Andirlei Nascimento pode ser ponta de iceberg se forem aprofundadas as informações que temos envolvendo os magistrados causadores do embate entre o Judiciário e a organização classista.

A personalização magistrada se dilui quando se apura a verdade e ainda se ampara apenas no corporativismo judiciário.

São João I

O cantor e compositor Chico César, atual Secretário de Cultura da Paraíba, tem assegurado que não vai patrocinar o que denomina de “forró de plástico”, executado por grupos musicais que se utilizam da tradição nordestina para vender seu particular peixe, não tão gonzaguiano. Detalhes em www.advivo.com.br de 19 de abril.

A determinação de Chico César protege um componente hoje pouco levado a sério: a tradição junina. Que tem sido confundida com a utilização dos mais variados expedientes que dela se apropriaram para fins de faturamento.

São João II

Particularmente temos denunciado a existência de um conflito, muito presente em nossos festejos juninos: o São João “tradição” versus São João “produção”. Não o licor, mas a cerveja; mais axé e sertanejo e menos forró e xote.

Na esteira dessa apropriação indústrias de cerveja “patrocinam” festas e impõem o consumo de sua marca.

E a sanfona, triângulo e zabumba perdem espaço para a “banda” ou a “dupla sertaneja” de sucesso.

Lançamento

Na terça 7, Dr. Teobaldo Magalhães lançou “Os 5 Segredos para a Saúde”, no  Hotel Tarik, às 19 horas.

Um dos mais concorridos e bem programados eventos do gênero.

Prefeitura Transparente

Considerando a responsabilidade decorrente da premiação recebida, insistimos para que a Prefeitura de Itabuna disponibilize dados, apure e puna  o que está acontecendo na FICC.

Rosemberg Pinto

As vaias recebidas pelo deputado o foram durante fala no “Pensar Cacau”, no Centro de Cultura Adonias Filho, no dia 27 de maio

Retornamos para responder ao amigo leitor que nos cobrou a omissão.

A Câmara de Itabuna está afundando

Literalmente. O prédio onde funciona a Câmara apresenta inclinação, que está próxima de 5 centímetros. No afã de construir o Governo Ubaldo promoveu-o sobre terreno pantanoso, que não está suportando o peso da construção.

O afundamento que o leitor imaginou é outra coisa. Quando a Polícia Federal aprofundar as investigações sobre certos empréstimos consignados.

Paulo Magalhães e o PSD

Ouvimos do Deputado Paulo Magalhães que dele era o controle do PSD para Itororó, razão por que buscava o ex-prefeito Edineu Oliveira para assumi-lo na Terra da Carne do Sol.

O Políticos do Sul da Bahia nesta sexta 10 afirmou que o Prefeito Adroaldo fica com o PSD.

Não há informação de que o Deputado tenha perdido o PSD, tampouco que Adroaldo tenha como aliado o ex-demista/pefelista Paulo Magalhães.

João Gilberto

Nos oitenta anos do baiano João nascido aos 8 de junho o toque instrumental de Aderbal Duarte, que transcreve a obra gilbertiana por escolha do próprio. A propósito, “João Gilberto por Aderbal Duarte”, pinceladas deste escriba, no Luis Nassif Online do www.advivo.com.br de 11 de junho.

Cantinho do ABC da Noite

cabocoInsistiam na discussão envolvendo a possibilidade de cobrança de honorários profissionais. Alencar Pereira acompanhando, enquanto serve um ou outro. O acerto da verba honorária mais se atinha a um brincar depois que determinado tema exigiria, como saída, o ajuizamento de demanda e um advogado presente propusera cobrar 50% enquanto o outro admitia 20%.

A brincadeira já se estabilizara na redução de 50% para 40% e aumento de 20% para 30%, quando alguém que acompanhava a galhofa provocou a intervenção do Cabôco:

– E aí, Cabôco, o que você diz?

– É, Cabôco – dirigindo-se ao que propusera 50% – você não pode ultrapassar os limites da contravenção – aludindo ao percentual pago pelos bicheiros aos cambistas.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Prefeitura deve mais de meio milhão de reais a veículos de comunicação

Domingos Matos, 10/11/2010 | 23:12
Editado em 10/11/2010 | 23:30

Não é de estranhar que não se ouve falar no município do Refis, das obras do centenário enfim, dos feitos da prefeitura de Itabuna, por meio de propaganda institucional.

Com um 'pendura' de mais de R$ 500 mil com veículos de comunicação, a prefeitura vê, nesses dias, o estranho fenômeno de órgãos de imprensa locais recusando publicidade. Isso em bloco, embora sem combinação de boicote.

Foi o que ocorreu recentemente com a campanha do Refis, que não teve adesão de nenhum jornal, blog, TV ou rádio. Todos estão cansados de abrir as portas ao município e depois serem tratados como adversários pela secretaria da Fazenda.

Dizem que, por pouco, muito pouco, a 'burguesia' não confiscou os R$ 27 mil que Loiola pretende gastar até dezembro com publicidade da Câmara (veja nota abaixo). O presidente da Câmara foi salvo pelo gongo - ou, no caso, pela corajosa agência que se dispôs a organizar a distribuição da grana entre os ávidos credores do Legislativo.

Que, por óbvias razões, são (quase todos) os mesmos do Executivo.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 10/10/2010 | 13:36
Editado em 10/10/2010 | 14:29

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Lenha na fogueira

Fala-se em articulação de um “movimento suprapartidário” para as eleições de 2012, para alavancar um nome fora do eixo Geraldo-Fernando-Azevedo, para a administração municipal.

Não vão tantos anos, a “terceira via” saíra às ruas. Para superar a dobradinha Fernando-Geraldo.

Nem Fernando, nem Geraldo, se possível Fernando – o provável slogan, como sempre. Veremos os mesmos jornais defendendo o movimento de hoje como o de ontem. E na hora H muitos de seus líderes nas passeatas de Fernando Gomes.

Se não sugerirem um certo empresário para candidato único, como tertius salvador.

Caça às bruxas

Inicia-se o processo de caça aos “culpados” pelo resultado eleitoral deste ou daquele candidato. Em especial, petistas estariam comprometendo o desempenho da Presidente do PT local, Miralva Moitinho. Como fritura é excelente.

Sem proselitizar defesas, no particular das urnas para Geraldo Simões, cumpre registrar que o Deputado reeleito (com universo eleitoral reduzido em 13 mil votos), parece fácil e imediato fazê-lo considerando os 12 mil a menos em Itabuna.

Não esqueçamos que Geraldo ocupou espaços Bahia a fora, depois de ampliar a sua imagem via CODEBA e Secretaria de Agricultura.

Padaria só vende pão

marmitaEsse o axioma da Justiça Eleitoral em Itajuípe. A propósito de aplicar a legislação pertinente aos pleitos, proprietários de padarias e lanchonetes foram alertados no sentido de que não poderiam comercializar no dia da eleição, além do sagrado e milenar pão de cada dia. Muitos estabelecimentos cerraram portas no aprazado dia e os eleitores do interior descobriram nova forma de “bico seco”.

Tolerou-se picolé, sorvete, geladinho e pipoca. Coisa, assim, de criança! Já pastéís, coxinhas, quibes, empadas, mistos, ambúrgures e sucos variados tornaram-se perigosos instrumentos contra a paz e incolumidade públicas. Espetinho, nem pensar!

Recomenda-se, neste segundo turno, que o eleitor do interior do município traga sua quentinha, seu embornalzinho com farofa, seu quente-frio, seu litrinho d’água!

Mais autenticidade

Espera-se nesta fase do processo eleitoral, que os presidenciáveis se enfrentem, efetivamente, no âmbito de suas propostas e, mais que isso, desmistifiquem um ao outro (quem tiver rabo de palha que apague o incêndio), inclusive demonstrando o que o outro exercita de demagogia.

Serra precisa vincular Dilma (e provar) aos escândalos que a mídia se utiliza para criar fatos suscetíveis de sensacionalismo eleitoral e não se escudar na “mentira repetida”.

Dilma, para trazer Serra ao verdadeiro debate em defesa dos interesses nacionais. Pré-sal como grande tema (afinal, não se minimiza a expectativa de reservas que representam 10 TRILHÕES DE REAIS) que o PSDB e DEM certamente entregarão à iniciativa privada (leia-se capital internacional) a preço de banana podre, como já o fizeram com as privatizações no tempo de FHC, algumas propostas pelo próprio José Serra, como as da Vale do Rio Doce e da Light, sem falar no que “vendeu” do Estado de São Paulo (www.conversaafiada.com.br).

Mantra

Obama já afirmou que, lá nos Estados Unidos, parte da imprensa funciona como partido político, tal o escancarado posicionamento em relação a este ou aquele candidato. No Brasil a coisa mais se aprofunda. Não é um ou outro veiculo de “informação”, mas um conjunto deles: um prepara o meio de campo, outro lança, outro chuta.

Temas melindrosos são dirigidos somente à candidata Dilma; sobre o que pensa do futuro, a Serra. Caso a vírgula não seja bem posta, manipula-se a declaração; para pior (Dilma), para melhor (Serra).

Até a edição de tomadas (na televisão) é trabalhada em favor de um mantra, para materializar a “divindade” dos sonhos.

Conversa Afiada (www.conversaafiada.com.br)

phaO respeitado – e nunca desmentido – Paulo Henrique Amorim, que tem denunciado as espúrias relações de Daniel Dantas com próceres da República tucana, dentre eles José Serra e sua filha Verônica Serra e Gregório Marin Preciado (ver RODAPÉS de 09 de outubro e “Verdade sobre a quebra de sigilo”, neste O TROMBONE), disponibiliza em seu blog trecho de “Os Porões da Privataria”, livro de Amaury Ribeiro Jr. (Record), que se comprometeu com a editora de não lançá-lo antes da eleição, e dizem respeito ao assalto ao Brasil cometido pela turma, mais comprometida com a internacionalização do país do que com o futuro deste.

Que diria a grande imprensa golpista (diz-se golpista, pela veiculação e manipulação de informações) se o livro estivesse à disposição do eleitor?

Acharia, certamente, que o assalto ao dinheiro público através das privatizações no governo tucano de FHC é coisa de “aloprados” do PT e da Dilma.

Para ler e pensar

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.(Paulo Henrique Amorim). Traduzindo, com alguns exemplos: jornais Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo; revistas Veja, IstoÉ e Época; rede Globo de Televisão.

Caminhos

Muito mais importante para o futuro que os candidatos debatam os verdadeiros interesses do País e menos busquem os votos de Marina. Estes viriam pela conclusão do eleitor a partir da verdade expressa. Pode parecer estranha essa afirmação. No entanto, se houver propostas concretas, convencerão o povo e de nada adiantará a determinação partidária de apoio a este ou aquele candidato.

E a verdade dessa afirmação está contida no fato de que parcela dos que votaram em Marina o fizeram por algumas razões: propostas, protesto, algo novo. Por outro lado pensar em coexistência idealística deste eleitorado com o Partido Verde seria típica piada. Ou alguém imagina que os quase 20 milhões de votos de Marina foram de filiados e simpatizantes do PV?

Mais uma de Serra

serra naturalEditar lei que proíba ou restrinja participação do Presidente da República em campanhas eleitorais. Aí reside o oportunismo: dizer as coisas pela metade, distorcendo a realidade. Sabe-se que a presidência é cargo eletivo para preenchimento da chefia de Estado republicano. Essa chefia diz respeito ao Poder constitucionalmente definido como Executivo. Ou seja, a lei – como o propaga Zé Serra – dirá respeito às chefias do Poder Executivo. Que o são em nível federal (Presidente da República), estadual e distrital (Governador de Estado e do Distrito Federal) e Municipal (Prefeito).

Aí reside a demagogia. Como a medida alcançará não o cargo mas o titular de um poder, o Executivo, se a demagógica pretensão viesse a ocorrer também alcançaria todos Governadores e Prefeitos do País, chefes do Poder Executivo.

Teria Zé Serra coragem de dizer que o que anuncia atingirá também Prefeitos e Governadores? Claro que não, porque o que propõe tem conteúdo demagógico, como o anúncio de melhorar as estradas vicinais (municipais) do País, de aumentar o salário mínimo, aposentadorias e bolsa família logo em 2010, em flagrante desrespeito à legislação orçamentária a viger, uma vez que sua elaboração o é como determinado na Lei de Diretrizes Orçamentárias atual, que não viabilizou esta possibilidade.

Por outro lado, como é visível, a proposta decorre da atuação do Presidente Lula em relação à campanha de Dilma Rousseff. Não incomoda, para Serra, a atuação de Goldman e Cassab a seu favor e de outros tucanos nas respectivas campanhas para governador etc.

Hospital de Base

Percebe-se – justa preocupação – uma articulação de instituições da sociedade local em defesa de recursos para o Hospital de Base. Lojas maçônicas propagaram defesa em out door (ver RODAPÉS de 02 de outubro). Agora a OAB busca informações diretamente do Governador do Estado, fazendo comparações com repasses estaduais para o Hospital Geral de Ilhéus.

Cumpre registrar que a gestão do HGI se encontra sob tutela do Estado, ao passo que a do HBLEM sob comando do município de Itabuna. E a grande discussão deveria passar pelas razões por que Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, conquista importantíssima efetivada na administração de Geraldo Simões, deixada ir às traças nos anos seguintes, caindo no colo da administração Nilton Azevedo já em frangalhos.

Um detalhe precisa ser posto: o problema do HBLEM é, efetivamente, de recursos ou de gestão? Cumpre o município a sua parte transferindo recursos suficientes ou prometidos, ou pretende gerir o HBLEM como se fora uma entidade privada conveniando com o Estado?

Ao que parece, e as bem intencionadas entidades que defendem ampliação no repasse de recursos precisam aprofundar suas considerações, é se o Estado da Bahia está obrigado a transferir/conveniar recursos para serem mal geridos.

Especulações

Vimos noticiário dando conta de que o PCdoB busca aliança com a gestão Nilton Azevedo, em troca de participação na administração. Nomes como o de Wenceslau já fariam parte de apoio branco e Davidson – anunciado como possível candidato em 2012, o que pode significar compor com o próprio Azevedo, se este superar o desgaste em curso – teria interesse em reforma administrativa que fizesse incluir Dra. Conceição Benigno (sua esposa, para esclarecer) como Secretária de Saúde do Município.

Especulações à parte, muita água correndo em baixo da ponte.

Abstenção

A grande abstenção (24 milhões de eleitores) certamente prejudicou muito mais Dilma Rousseff. E não ocorreu, cremos, pela circunstância da indignação, mas da acomodação. A certeza de que Dilma estava eleita fez muitos eleitores lula-dilmistas ficarem em casa.

Enquanto aguardam decisão dos verdes, pode aumentar o risco de ampliar a abstenção dentre os que votaram em Marina, porque não quiseram nem Dilma, nem Serra.

Essa é parte da logística da candidata: motivar o eleitor a ir às urnas. Ganhará maior parcela dos votos.

Josias Gomes

josiasExprimo satisfação pessoal (verbo aqui na primeira pessoa do singular, quando nosso hábito é de fazê-lo na 1ª do plural) com o retorno de Josias Gomes à Câmara dos Deputados. Faço-o por considerar – como sempre considerei – uma tremenda apelação nomenclaturizar de “mensalão” o clássico caixa 2, prática em todas campanhas eleitorais, da quase totalidade de partidos que recebam recursos financeiros, com o beneplácito da Justiça Eleitoral, que gera, inclusive, famosos restos de campanha. Que já atenderam desígnios nada louváveis como contribuições de PC Farias para campanha do então PFL na Bahia, em 1990, que gerou uma certa “pasta rosa” etc., para não avançar em outros exemplos.

No caso particular, Josias Gomes sacou pessoalmente recursos de campanha para cobrir despesas desta mesma campanha. Entendemos que agiu mais corretamente do que aqueles que receberam de idêntica fonte escondendo-se em outros tapumes.

Nunca aceitamos a propalada “mensalidade para votar”, como fizeram muita gente acreditar no caso do “mensalão” (por sinal iniciado com o mesmo Marcos Valério e o PSDB de Minas Gerais), esquecendo-se de que a clássica compra propriamente dita de votos parlamentares o foi para garantir a reeleição, variando de 200 a 400/500 mil reais por deputado, negociação que saía diretamente do então presidente da casa encaminhando o “convencido” ao “tesoureiro” Sérgio Motta.

Até o momento, não temos Josias Gomes no rol de políticos patrimonialistas, aqueles que usam a política para construir patrimônio. Nosso olhar para diferenciar este daquele político é sua evolução patrimonial. Se compatível ou não com o que ganha.

Se não há compatibilidade corre para a vala comum da ladroagem e tráfico de influência. Seja político do PFL/DEM, do PT, do PPS, do PSDB, do PV, do PDT, do PP, do PTB e por aí vai!

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçastraçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Sindicância que investigou CCZ culpou... o denunciante!

Domingos Matos, 13/08/2010 | 11:13
Editado em 13/08/2010 | 12:12

nailtonLembra do caso da meia tonelada de medicamentos vencidos jogados no Centro de Controle de Zoonoses? A prefeitura achou um culpado. É o denunciante! O texto é da própria Ascom do município. Uma maravilha! Veja:

A Corregedoria Municipal concluiu uma sindicância interna para apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Saúde do Município, com o descarte inadequado de medicamentos com prazos de validade vencidos.

O relatório resultou na exoneração e indiciamento criminal de Nailton Silva Almeida, que ocupava a função de Chefe da Divisão de Controle de Zoonoses.

Embora o patrimônio público não tenha sido afetado,  um agravante, segundo o corregedor Florisvaldo Monteiro, é que o ex-chefe do CCZ era o responsável direto pelo armazenamento de medicamentos com prazos de validade vencidos.

Ficou constatado ainda que Nailton Almeida determinou que toda a medicação fosse removida do depósito daquela unidade para o canil da CCZ, com objetivos e pretextos para armar uma denúncia contra a administração municipal.

No ano passado, este blogueiro, ainda no Pimenta na Muqueca, veiculou denúncia do ex-diretor do CCZ, Nailton Almeida (relembre aqui a remediosentrevista-bomba e, aqui, veja todos os lances do caso). Na entrevista, Nailton descreve que os medicamentos eram encaminhados pra lá para serem escondidos, já que o local não possui incinerador. E responsabilizou, diretamente, o secretário da Saúde, Antônio Vieira, e o chefe da Divisão de Vigilância à Saúde, Antônio Florentino.

Procurado pelo Trombone, Nailton disse que o inquérito é só uma armação, que sequer quis ser ouvido, para se defender, mas que as denúncias que fez estão mantidas. "Se for preciso me defender em outras instâncias, aí, sim, tenho muita coisa a dizer".

Tem, mesmo. Nailton foi o arrecadador da campanha de Azevedo. E chegou a dizer, em determinado momento da crise da saúde, que teria documentos que meteriam o secretário Antônio Vieira na cadeia (relembre aqui ).

Ontem, o Hospital de Base. Hoje, o CCZ. É a saúde sempre nas manchetes - não necessariamente de forma positiva.

Loiola nega intervenção na Câmara, mas admite "comissão de acompanhamento"

Domingos Matos, 15/07/2010 | 14:47
Editado em 16/07/2010 | 10:34

loiolaO presidente da Câmara Municipal de Itabuna, vereador Clóvis Loiola, fez circular nota pública afirmando que aquela egrégia Casa não promoveu intervenção em nenhum setor.

Isso para responder ao que considera "denúncias" contra o poder legislativo itabunense, as informações veiculadas na imprensa local (veja o que disse o Pimenta), de que uma comissão formada por três vereadores vai olhar de pertinho o que está a ocorrer no setor financeiro da Câmara.

Mas, como se trata de Loiola, logo depois de negar, a nota afirma que as comissões criadas são para "dar suporte na administração dos recursos repassados pelo município".

A 'comissão da verdade', afirma Loiola, foi criada porque "o repasse da Câmara foi reduzido, passando de 7% para 6% da receita corrente líquida do município causando um impacto negativo mensal no duodécimo". Vale a pena ler ipsi literis:

"Em resposta a supostas denúncias acerca de comissões criadas na Câmara Municipal de Itabuna para investigar eventuais irregularidades na administração da casa, o presidente da câmara, Clóvis Loila de Freitas vem esclarecer que as comissões são para dar suporte na administração dos recursos repassados pelo município para a Câmara.

De acordo com o presidente do legislativo municipal, o repasse da Câmara foi reduzido, passando de 7% para 6% da receita corrente líquida do município causando um impacto negativo mensal no duodécimo.

Por conta disso, muitos funcionários foram demitidos e contratos com algumas empresas terceirizadas foram cancelados para adequar a câmara ao novo orçamento. Nesse sentido, a comissão que foi criada pela casa tem o objetivo de acompanhar os pagamentos efetuados pela câmara e o destino do dinheiro público.

Não existe nenhum tipo de investigação ou afastamento de qualquer funcionário do poder legislativo. Por essas razões, esta Casa julga sem fundamentos e sem veracidade as "denúncias" divulgadas em alguns veiculos veiculadas em alguns meios de comunicação social do município."

Como se vê, negou. Mas afirmou.

P.S.: Lendo, parece que estamos ouvindo o homem falar. Isso é que é fidelidade literária.

Taxista assassinado a golpes de faca e facão

Domingos Matos, 21/06/2010 | 17:45
Editado em 21/06/2010 | 17:47
Por Agnaldo Santos - Camacan

Um crime bárbaro indignou a população de Camacan e região na manhã de hoje. O taxista Egmar Pereira Silva, também conhecido como "Grande", 46 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira,  às margens da BA-002, que liga Camacan ao distrito de Jacareci, na altura do KM 11, na fazenda Vila Vitória.

O taxista foi morto com requintes de crueldade. Além de várias perfurações por golpes de faca, ele ainda apresentava cortes de facão no tórax, costas, braços e pernas. Grande conduzia um veiculo Fiat Siena, vermelho, quando foi atacado pelos autores do homicídio.

Após o terem matado, os criminosos abandonaram o corpo em um matagal e o veículo as margens da estrada, em uma ribanceira. A polícia acredita que ele foi imobilizado, arrastado de dentro do veículo e desovado em outro local, inclusive de difícil acesso, nas imediações da fazenda.

Grande teria ido levar algum passageiro ao distrito de Jacareci, que está comemorando as festividades juninas. O taxista trabalhava  em Camacana há mais de 20 anos, era uma pessoa bem relacionada no município. As primeiras informações dão conta de que não possuía inimigos.

Outras informações, porém, dizem que o taxista também era envolvido com agiotagem. Depois de ser removido pela polícia, o corpo foi levado no meio da manhã do local do crime ao necrotério do cemitério de Camacan, onde ficou exposto à curiosidade da população até o início da tarde.

Por volta das 13 horas, o corpo foi trasladado por um agente funerário da cidade para necropsia no DPT de Itabuna. A polícia iniciou as investigações, mas até agora não há pista dos autores do homicídio. 

Itabuna sofre com a chuva; prefeitura diz que está preparada

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 08/04/2010 | 10:09

A tromba d'água que atingiu Itabuna no fim da tarde e início da noite de ontem deixou muitos estragos, causou prejuízos e prejudicou serviços de educação, de transporte e outros.

As quedas de energia na área do Centro Comercial e bairros do seu entorno levou ao colapso o serviço de vendas de passagens no terminal rodoviário, assim como o serviço de embarque, além de prejudicar as transmissões das rádios AM. Às escuras, a rodoviária era apenas um ponto de risco de violência. A água invadiu as duas pistas da avenida José Soares Pinheiro.

O lançamento da campanha tríplice da CDL, que seria realizado na avenida J. S. Pinheiro, foi adiado, devido à falta de energia e aos alagamentos - uma nova data está para ser marcada.

Do outro lado da cidade, na área do Monte Cristo, a população sofria também com os fortes ventos. Moradores do alto do Monte Cristo relataram que casas foram destelhadas e várias tampas de tanques voaram, causando ainda o risco de atingir as pessoas ou causar mais prejuízos.

O Pontalzinho, como sempre, ficou alagado, principalmente a praça do Trabalho, que sofreu com uma boca de lobo entupida. "Recentemente, o presidente da Emasa se gabava de fazer um ótimo trabalho na limpeza dessas bocas de lobo, quando era um mero funcionário da empresa. Olha só o que aconteceu, em sua gestão como presidente", lamentou um comerciante, que sofreu com o piscinão à sua porta.

Hoje pela manhã a rádio Nacional veiculou a informação de que a prefeitura está preparada para fazer o atendimento de emergência em caso de temporais. O secretário da Administração, Gilson Nascimento, garantiu que a Defesa Civil está de prontidão para fazer as intevenções que se fizerem necessárias. Há previsão de chuvas para Itabuna e região, ao longo do dia.

Carlos Leahy rebate denúncia de superfaturamento no show do Chiclete

Domingos Matos, 24/05/2010 | 11:50
Editado em 27/04/2010 | 13:52

O secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Veloso Leahy, fala ao programa Bom Dia, Bahia, da rádio Nacional, nesse instante. Ele discute uma denúncia de suposto superfaturamento na contratação do show do Chiclete com Banana, que tocará em Itabuna na véspera do centenário, em 27 de julho.

A denúncia veiculada ontem no programa dava conta de um sobrepreço de R$ 90 mil, entre os custos para Itabuna e o que foi pago por um empresário ilheense, em janeiro, pelo mesmo show, que custou R$ 150 mil. Em tom duro, o secretário afirma que se os denunciantes quisessem a verdade, deveriam procurá-lo, já que foi ele próprio quem assinou o contrato com os empresários do Chiclete. 

Segundo o secretário, o show custará R$ 240 mil, pagos em quatro parcelas. "Foi um ótimo negócio, já que estaremos trazendo um show sem outros custos, a exemplo de camarotes, traslados, hospedagens etc. É o chamado show 'colocado' na cidade, que não gera outros custos".

Apesar de não citar nomes, o secretário parece mesmo se dirigir ao próprio radialista Ederivaldo Benedito, que veiculou ontem a informação do superfaturamento no show do Chiclete com Banana. O radialista voltou a fazer um comparativo com o valor supostamente pago pelo mesmo show em Ilhéus.

"Precisaríamos ter o contrato de Ilhéus nas mãos, para discutir esse assunto, saber em que condições ele foi assinado. Posso dizer que o nosso contrato foi muito bem negociado. O preço mínimo que eles ofereceram inicialmente foi de R$ 300 mil. Aqui não há mais aquele negócio de comissão pra um e pra outro", reagiu Leahy.

s comemorações do centenário já têm outros shows confirmados, como os de Fábio Júnior e dos locais Cacau com leite, Lordão e Vera Cruz.

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