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Estudante baiano cria bebida que auxilia no tratamento de diabetes

Domingos Matos, 11/09/2019 | 08:05
Editado em 11/09/2019 | 00:31

Poucas pessoas tem um olhar para enxergar um desafio e buscar uma solução inovadora. Esse é o caso de Diogo Regis, 17 anos, estudante do Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Rio Grande (Cetep), em Barreiras, no oeste da Bahia, que desenvolveu, em seu trabalho de iniciação científica, uma bebida nutricional à base de um fruto típico da região, o jatobá. 

A bebida pode ajudar na alimentação de pessoas que possuem anemia, diabetes, e outras doenças, por conta do baixo teor de açúcar e do alto teor de nutrientes como ferro e magnésio. De acordo com o jovem pesquisador, a ideia surgiu como uma possível solução para o desperdício que há na região em relação ao jatobá. “Como o jatobá é uma fruta típica aqui de Barreiras, é comum que, em algumas épocas do ano, uma parte seja descartada”, afirma.

Com a matéria-prima abundante e a vontade de melhorar a qualidade de vida das pessoas, Diogo pensou, inicialmente, em submeter a ideia à Feira de Ciências e Tecnologia realizada no Cetep. “Procurei a professora Wilka Miranda, que me ajudou a elaborar o projeto. Após alguns estudos, descobrimos que o jatobá pode atuar na hemoglobina, prevenindo e curando a anemia e na diminuição do açúcar no sangue, prevenindo e controlando a diabetes”.

A iniciativa está em fase de desenvolvimento, através da realização de testes para aperfeiçoamento, mas Diogo já adianta que, quando concluída a fase de testes, os benefícios serão muitos. “Além do apoio na alimentação para a população em geral, a bebida trará benefícios para as comunidades extrativistas que poderão comercializar o fruto, tornando a prática uma fonte de renda”, explica.

A orientadora do projeto, Wilka Miranda, que é engenheira agrônoma, chama atenção para a importância de apoiar iniciativas científicas desde o ensino médio. “Incentivar a pesquisa entre os jovens é fundamental na formação não apenas de profissionais, mas de cidadãos conscientes e preocupados em buscar soluções para melhorar a vida das pessoas e do meio ambiente de forma geral”. Entre os apoiadores que ajudaram na concepção do projeto estão a Faculdade São Francisco de Barreiras (Fasb) e o próprio Cetep BRG.

 

Secretaria da Saúde da Bahia capacita profissionais de 64 municípios para tratar pé diabético

Domingos Matos, 09/09/2019 | 16:35

O Secretário Estadual da Saúde Fábio Vilas-Boas, lançou hoje o programa de treinamento para prevenção e tratamento do pé diabético. Até o final do ano serão implantadas 200 centros em toda a Bahia, a maior parte distribuída em municípios com menos de 100 mil habitantes. Para tanto, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Escola de Saúde Pública (ESPBA) e do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), iniciou nesta segunda-feira (9), um programa de treinamento com profissionais da assistência de 64 cidades, visando qualificar este cuidado, prevenindo lesões e internações associadas ao pé diabético.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, as amputações decorrentes de complicações do pé diabético constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando em conta as elevadas taxas de internação hospitalar. "Além do impacto social na vida do usuário e da alta mortalidade associada, as amputações estão relacionadas a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde. Dados do Sistema de Pactuação dos Indicadores (Sispacto) apontam que 25% das internações de pacientes na capital, por exemplo, poderiam ser prevenidas por serem condições sensíveis à Atenção Básica. Sem o adequado acompanhamento, o paciente diabético não realiza exames, não toma os medicamentos e acaba por ir a uma emergência de um hospital com o pé infectado que levará, possivelmente, à amputação de um dos membros”, afirma Vilas-Boas.

Ainda de acordo com o titular da pasta da Saúde, estima-se que, na Bahia, de 40 a 60% de todas as amputações não-traumáticas de membros inferiores são realizadas entre pacientes portadores de Diabetes Mellitus. Destas amputações, 85% são precedidas de feridas com úlceras. “O objetivo é reduzir o número de amputações decorrentes da falta de controle do diabetes, que entre 2010 e 2018, ocasionou mais de 6 mil amputações”, ressalta o secretário, ao pontuar também que as policlínicas regionais de saúde tem um papel fundamental para auxiliar o controle do diabetes. "O governador Rui Costa já entregou 11 policlínicas em diferentes regiões, dotadas de equipes especializadas e equipamentos específicos, e até o final do ano chegaremos a vinte unidades", diz.

O curso prevê aulas teóricas e práticas, sendo ministrado em dois dias. Serão seis módulos: I Aprendendo a reconhecer e intervir no pé diabético; II Manejo de calosidades; III O auto cuidado dos pés da pessoa com diabetes; IV Contextualizando as lesões ulcerativas em pé diabético; V A importância do movimento para o pé diabético; VI Vinculando redes no cuidado ao pé. Durante as aulas, os alunos farão a discussão de casos clínicos, aprenderão a utilizar um doppler portátil, bem como identificarão tipos diferentes de lesões, dentre outros temas.

 

Dados da doença

Em todo o mundo, 425 milhões de pessoas vivem com diabetes e 4,5 milhões morrem anualmente por causa da doença, segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), responsável pelo Novembro Diabetes Azul, mobilização mundial que alerta para o crescimento da doença – considerada pandemia – e a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce. Tendo como tema este ano “Família DMe Diabetes”, a campanha destaca a importância da família no manejo da doença.

No Brasil, onde os diabéticos são mais de 13 milhões – ocupa o quarto lugar entre os 10 países com maior população de diabéticos. No país, as complicações do diabetes custaram ao Ministério da Saúde, em 2016, R$ 92 milhões. Isso reflete o diagnóstico tardio, uma vez que mais de 40% das pessoas só são identificadas (no caso de diabetes mellitus tipo 2 -DM2) quando já apresentam complicações.

Prevenir as complicações do diabetes, onde se insere a retinopatia diabética, é muito importante. No mundo inteiro, a perda de visão por causa do diabetes tem aumentado assustadoramente. Entre 1990 e 2010, a quantidade de pessoas com perda de visão parcial ou total devido à doença subiu de 27% para 64%. Em 2010, uma em cada 52 pessoas teve perda de visão e uma em cada 39 pessoas ficou cega por causa da retinopatia diabética – desdobramento da doença que danifica a retina.

 

Mutirão do Diabetes de Itabuna será apresentado em São Paulo

Domingos Matos, 24/07/2019 | 20:39

Será realizado neste sábado, dia 27,  o Curso Avançado para a Campanha Nacional do Dia Mundial do Diabetes. O evento, que acontece  na Universidade Paulista-UNIP, em São Paulo,  terá como coordenadores o  Dr. Paulo Henrique de Ávila Morales e o  Dr. Rafael Andrade, coordenador do Mutirão do Diabetes de Itabuna, considerado o maior evento de prevenção e tratamento da doença no Brasil.

A programação terá palestras sobre e a  importância de filiação à FENAD, com a Lilian Fanny de Castilho; Importância dos Mutirões para o Portador de Diabete, com o Dr. Paulo Henrique de Ávila Morales; Histórico do Mutirão do Diabetes de Itabuna, com Dr. Rafael Ernane de Almeida Andrade; e as experiência dos  Mutirões em Ribeiro Preto, Joinville e Blumenau, Presidente Prudente, Belém, Petrolina, Juiz de Fora, Goiânia e Curitiba.

O objetivo do curso promovido pela Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes,  Associação Nacional de Atenção ao Diabetes e Federação Internacional do Diabetes, é a troca de experiências para uma atuação eficaz nas campanhas de prevenção de Diabetes.

De acordo com o Dr. Rafael Andrade, presidente da ONG Unidos pelo Diabetes, o modelo itabunense já foi implantado em cerca de 30 cidades brasileiras. “Estamos dando suporte para a germinação desta semente em várias partes do país, contribuindo para prevenir uma doença que pode oferecer graves danos à saúde se não for detectada a tratada a tempo”, diz.

Ministério da Saúde suspende parcerias para produção de medicamentos

Domingos Matos, 17/07/2019 | 12:31

O Ministério da Saúde informou ontem (16) que 19 parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) estão em fase de suspensão. As parcerias foram firmadas para a produção de medicamentos como insulina, usada para diabetes, e pramipexol, usado no tratamento de doença de Parkinson. A etapa atual permite que os laboratórios públicos apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades.

Segundo a pasta, as parcerias estão em fase de suspensão, entre outros motivos, por falta de avanços esperados; por falta de investimento na estrutura; por desacordo com o cronograma; por solicitação de saída do parceiro privado; pelo não enquadramento de um projeto como PDP; por decisão judicial; e, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Esse tipo de parceria tem quatro fases. A primeira é a proposta para avaliação; a segunda é o desenvolvimento do projeto, com elaboração dos contratos entre parceiros, treinamento, desenvolvimento da estrutura e qualificação dos processos de trabalho; a terceira é a transferência efetiva de tecnologia e início da aquisição do Ministério da Saúde; e, a quarta, a verificação da internalização da tecnologia.

De acordo com a lista divulgada pelo ministério, cinco parcerias estavam na terceira fase. As demais estavam na segunda fase ou anterior.

O Ministério da Saúde garante, em nota, que a população não será afetada. "Para garantir o abastecimento da rede, o Ministério da Saúde vem realizando compras desses produtos por outros meios previstos na legislação. A medida, portanto, não afeta o atendimento à população. A maior parcela das PDPs em fase de suspensão sequer chegou a fase de fornecimento do produto", diz a nota.

A PDP é uma parceria que prevê transferência de tecnologia de um laboratório privado para um público, com o objetivo de fabricar um determinado produto em território nacional. O Ministério da Saúde coordena o processo e utiliza seu poder de compra para apoiar a produção nacional de produtos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, 87 parcerias estão vigentes.

Segundo o presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, Ronaldo Ferreira Dias, os laboratórios irão recorrer da medida tanto administrativamente quanto judicialmente. "A decisão foi tomada de forma unilateral, mesmo havendo diversos canais para estabelecer diálogo ou se fazer possíveis ponderações. Não houve diálogos prévios", disse, acrescentando que "é quebra de contrato, quebra da confiança que o Brasil tem, inclusive no exterior".

De acordo com Dias, as empresas já realizaram investimentos, inclusive em infraestrutura para produzir esses medicamentos. Parte desses recursos, segundo ele, vêm de fontes públicas. "Tranquilamente chega na casa dos bilhões", disse. (Com informações da Agência Brasil)

Veja a lista divulgada pelo Ministério da Saúde:

Adalimumabe 

Etanercepte 

Everolimo 

Gosserrelina 

Infliximabe 

Insulina (NPH e Regular) 

Leuprorrelina 

Rituximabe 

Sofosbuvir 

Trastuzumabe 

Cabergolina 

Pramipexol 

Sevelâmer

Vacina Tetraviral 

Alfataliglicerase 

Bevacizumabe

Jovens cientistas desenvolvem método para combater a diabetes com casca de fruta

Domingos Matos, 08/07/2019 | 17:29

No Brasil, cerca de 12,5 milhões de pessoas sofrem com a diabetes. Em busca de diminuir este índice, estudantes do Curso Técnico em Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), localizado em Catu, iniciaram pesquisas para utilizar uma fruta típica do extremo sul baiano, o mangostão, para tratar a doença. Neste 8 de julho, dia em que se comemora o Dia da Ciência e do Pesquisador Científico, este trabalho estreia a nova série da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), intitulada “Bahia Faz Ciência”, que vai divulgar, semanalmente, assuntos relacionados ao cenário científico da Bahia.

A ideia de utilizar o fruto como alternativa para o tratamento da diabetes partiu de um credo popular de que a mesma é benéfica para diminuir o açúcar no organismo. Segundo o orientador do projeto, o professor Saulo Capim, foi em uma feira, na cidade de Ilhéus, que surgiu o interesse sobre o alimento. “Ao ver o mangostão pela primeira vez, a vendedora me informou que várias pessoas consomem a infusão da casca. Depois, descobri que nos países asiáticos, a população costuma utilizar o fruto para tratar várias doenças”, contou.

A investigação logo constatou que o mangostão possui alto valor de pectina, substância que ajuda a eliminar colesterol e açúcar do organismo. Mas a questão era, como transformar essa matéria prima em um alimento acessível e prático para consumo? A solução foi criar uma farinha a partir da casca do fruto. “Cerca de 80% do peso do mangostão está na casca, que geralmente é descartada. Ao ser reutilizado, o material pode ser considerado sustentável, uma vez que não será depositado no meio ambiente. Além disso, a farinha pode ajudar no tratamento de quem tem diabetes ou auxiliar, de forma preventiva, as pessoas que fazem parte do quadro de risco”, destacou.

O grupo de cientistas está em processo de patentear a produção da farinha, que até então era inédita. Um dos estudantes envolvidos com o projeto, Iago Lage, lembra que a alimentação de diabéticos é limitada, por isso o acréscimo da farinha de mangostão serve para diversificar a alimentação, visto que através dela é possível substituir a farinha de trigo na produção de bolos, biscoitos, pães, etc.

O trabalho dos jovens foi selecionado para um congresso internacional de ciências, que acontecerá em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Apesar do grupo ter contado com o auxílio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que realizou testes da farinha, a pesquisa sofre com o corte de verbas da União, e consequentemente não possui financiamento para arcar com os custos da viagem dos estudantes. Os interessados em ajudar podem contribuir através do link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-utilizacao-da-casca-mangostao-no-tratamento-da-diabetes.

Com início em abril de 2018, a pesquisa, que também possuiu apoio da professora Cassiane Oliveira, foi submetida a testes em camundongos na Uesc, em Ilhéus, pela professora Jane Lima. Após a aprovação desta etapa, a farinha será acrescentada na alimentação de pessoas diabéticas, a fim de melhorar a qualidade de vida da comunidade afetada pela doença.

 

Bahia Faz Ciência

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estreiam, nesta segunda-feira, dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estará disponível no site e redes sociais da Secretaria.

 

Cabra Macho: mutirão contra o câncer de próstata atende 900 homens em Itabuna

Domingos Matos, 11/06/2019 | 07:01
Editado em 10/06/2019 | 18:47

O Mutirão Cabra Macho, desenvolvido pela Igreja Batista Teosópolis (IBT), de Itabuna, atingiu a marca de 900 pessoas atendidas gratuitamente com exames de detecção do câncer de próstata. A sétima edição do projeto, no domingo (9), teve a participação de 11 médicos urologistas e 180 voluntários.

“Tivemos grandes avanços em relação a 2018, com grande participação na palestra, o que demonstra maior interesse pelo tema. Tivemos ainda uma visível ampliação do voluntariado, facilitando o atendimento, valorizando a cultura de paz entre pessoas de vários estratos sociais”, disse o pastor presidente da Igreja Batista Teosópolis, Geraldo Meireles.

Ele ressalta, ainda, a ampliação do número de urologistas. ”Tivemos a participação de profissionais de Ilhéus, Salvador e de Londrina, no Paraná, onde está radicado hoje um dos nossos idealizadores o médico João Correia”. E completa: “Vamos trabalhar para melhorar ainda mais em 2020, ampliando os serviços oferecidos. Este era um sonho do nosso saudoso Hélio Lourenço ”.

O urologista Júlio Brito Filho, coordenador médico do mutirão, fez um balanço positivo. “Ampliamos o número de pessoas, de médicos voluntários. Tenho grande satisfação em participar do Cabra Macho e acredito que, na ausência do serviço público, devemos realizar outros mutirões, como os de hérnia, vesícula e diabetes, e assim ajudar as pessoas mais carentes. Existe uma carga de preconceito em relação ao câncer de próstata que está sendo superada”, afirmou Júlio Brito Filho.

Danilo Azevedo Júnior, do Ministério da Ação Social da Igreja Teosópolis, comemorou o resultado. “Foi excelente a adesão de mais médicos, de 7 para 11 este ano, e uma ampliação em 27% do número de senhas distribuídas, de 700 para 900. Tem sido uma ação exitosa e tem ajudado a sociedade de Itabuna”, disse ele.

O médico Vilson Martins, de Salvador, fala da satisfação em participar do Cabra Macho. “Cada ano que passa aumenta mais [o número de pessoas atendidas e de volutnários]. Gosto muito de ajudar”, disse. Outro médico vindo de Salvador, Vinicius Castro afirmou que “é muito bom poder ajudar a população que não tem acesso ao serviços de saúde”.

Gilson Pinheiro, Coordenador do Mutirão, ressalta a atuação da Igreja Teosópolis na comunidade, conseguindo realizar um evento tão grandioso, sem nenhuma verba pública.

 

SAÚDE DO HOMEM

O motorista Antonio Dantas Bomfim, de 53 anos, afirmou que o mutirão é positivo não só para a sociedade de Itabuna, mas para a região. “Atende aquele que não tem condições financeiras de pagar”, frisou Antônio Dantas, que participa pela segunda vez do mutirão.

O aposentado Gilson Alfredo Reis, 66, também apontou para o benefício do Cabra Macho. “O mutirão é muito bom para a comunidade”, completou. Participando pela primeira vez do Cabra Macho, o serralheiro Jamildo Carvalho de Souza, 63, reforçou a dificuldade no acesso a este tipo de exame. “Se não fosse esse trabalho, o que seria da gente?”, questiona. (Com informações do Pimenta)

Igreja Batista Lindinópolis realiza o projeto “Sim família” nesta quarta-feira

Domingos Matos, 14/05/2019 | 15:29

A Igreja Batista Lindinópolis, através do Ministério de Família inicia nesta quarta-feira (15), o “Sim família”, projeto de inclusão social que dará aos cidadãos da comunidade, a oportunidade de acessar gratuitamente serviços de saúde, trabalho, serviço social e jurídicos, além de um ciclo de palestras com temas voltados à família. A ação ocorrerá na Praça J.J Seabra, no centro, em frente à Câmara Municipal de Ilhéus, das 9 às 17h, com a participação da Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros e Guarda Civil Municipal (GCM).

Segundo os organizadores, fazem parte do cardápio da cidadania, serviços de saúde como, vacinação contra a gripe (Influenza), aferição da pressão arterial, teste de glicemia, testes de HIV e teste do Diabetes. A iniciativa vai oferecer ainda à população ilheense alguns serviços sociais de orientação sobre assuntos jurídicos e trabalhistas. Para garantir o atendimento, é necessário ter em mãos um documento com foto, comprovante de residência e cartão do SUS para todos os serviços.

Fortalecimento da família – De acordo com a programação, haverá exibições de vídeos, distribuição de folders, panfletos e cartilhas que ilustram os temas: a importância da família na prevenção do uso de drogas; proteção dos filhos contra a pornografia; pais e filhos; redes sociais e família; vencendo a depressão; influências externas e educação de filhos; violência na família – fatores de vulnerabilidade; expectativa de Deus para a família e, aprendendo a resolver os conflitos em família.

“A igreja do Senhor é o ponto de apoio moral e emocional para a família. Pretendemos ser instrumento promover cidadania ao próximo. Nosso material é bastante rico e contribuirá para os ajustes sociais das famílias, tendo como alicerce principal, as sagradas escrituras. Muitas famílias foram alcançadas pela graça do Senhor Jesus Cristo através da igreja. Por isso, fomos chamados para ajudar na restauração dessas famílias”, salienta o pastor evangélico, Rubens Vieira, coordenador do projeto.

 

Mutirão do Diabetes: Câmara de Itabuna aprova Moção de Congratulações ao Dr. Rafael Andrade

Domingos Matos, 07/05/2019 | 13:39

A Câmara Municipal de Itabuna aprovou por unaminidade a Moção de Congratulações ao Dr. Rafael Andrade, idealizador e coordenador do Mutirão do Diabetes e presidente da ONG Unidos pelo Diabetes. A moção foi proposta pela vereadora Charliane Souza da Silva, em função dos relevantes serviços prestados pelo oftalmologista na área de saúde.

Em sua justificativa, a vereadora destaca que “o Mutirão do Diabetes, que completa 15 anos em 2019,  é hoje o maior evento de prevenção e tratamento da doença no Brasil e no mundo, beneficiando milhares de pessoas, através de uma grande campanha de mobilização social”. “Ao conciliar orientação, prevenção e tratamento, o mutirão proporciona qualidade de vida aos portadores de diabetes, num trabalho que hoje é replicado em dezenas de cidades brasileiras”, diz Charliane.

O Dr. Rafael Andrade afirmou que o reconhecimento do Legislativo itabunense, “é mais um estímulo para que essas ações sejam ampliadas a cada ano” e disse que “a homenagem deve ser compartilhada com todas as entidades e voluntários que fazem do mutirão um exemplo de comprometimento e solidariedade”.

Parceria com a Uesc beneficia pacientes do Cadhi com projeto Diabetes Saudável

Domingos Matos, 08/04/2019 | 09:31

Acompanhar os hábitos alimentares dos pacientes, a fim de monitorar sua qualidade de vida, com coletas de exames e orientação profissional é o objetivo do projeto “Diabetes Saudável”, oferecido ao público atendido pelo Centro de Atenção a Hipertensos e Diabéticos (CADHI) de Ilhéus, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, na manhã de sexta-feira (5).

O projeto é resultado da pesquisa para tese do mestrado em Ciências da Saúde, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), desenvolvida pela nutricionista Melissa Neves Carvalho. Segundo a coordenadora do CADHI, Cássia Moreira, o projeto reforça o atendimento aos pacientes, pois facilita o acolhimento e monitoramento dos resultados, a fim de melhorar a saúde deles.

Melissa explica que os questionários socioeconômicos aplicados na pesquisa identificam a frequência alimentar, hábitos sociais e percepção da saúde deles, através de exames, avaliação da massa corporal, entre outros. A nutricionista diz que após este primeiro contato para aplicação dos questionários e solicitação dos exames, em julho os procedimentos serão repetidos.

CADHI - Cássia Moreira esclarece que o CADHI é uma unidade de saúde específica para o atendimento de pessoas diabéticas, hipertensas e idosas, por uma equipe multiprofissional. “Essa é uma demanda referenciada para portadores dessas patologias que estão com algumas complicações, pois quem tem a vida saudável é atendido na atenção básica”.

A equipe é composta por nutricionista, enfermeiro, psicólogo, assistente social, educador físico, cardiologista, endocrinologista e geriatra. “Além da assistência ao paciente, a gente também promove atividades físicas em grupo, trabalhando a questão da ressocialização e qualidade de vida desse paciente. Esse é um tipo de serviço referenciado, o paciente precisa estar numa unidade de saúde sendo avaliado. A partir daí, é observado se há a necessidade de receber essa assistência, que é um serviço de alta e média complexidade”, completa a coordenadora do CADHI.

Itacaré inicia dia 10 a campanha de vacinação contra a Influenza

Domingos Matos, 04/04/2019 | 08:07

A Prefeitura de Itacaré, através da Secretaria Municipal de Saúde, inicia na próxima quarta-feira (10), a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza – o vírus da gripe. Até o dia 31 de maio devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

De acordo com o secretário de Saúde, Ricardo Lins, a vacina estará disponível no posto da Unidade Básica de Saúde da rua João de Souza, atrás do Fórum, no posto de saúde do bairro Santo Antônio (Bairro Novo) e no posto Maria de Lourdes, no distrito de Taboquinhas. O dia D de imunização contra a Gripe será no dia 04 de maio, quando serão implantados vários pontos de vacinação na sede e em Taboquinhas.

E no dia 15 de abril as equipes da Secretaria de Saúde estarão iniciando a vacinação itinerante, com a imunização de pessoas em diferentes pontos na zona rural do município. O objetivo é vacinar o maior número de pessoas no município contra a Influenza. E em parceria com a Secretaria de Educação, a equipe de imunização também estará realizando o trabalho de vacinação nas unidades escolares da rede municipal.

A equipe da Secretaria de Saúde de Itacaré refirma que pessoas com doenças crônicas (como o diabetes) e outras condições clínicas especiais também devem receber a vacina. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no posto de saúde. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS)devem procurar os postos de saúde em que estão registrados para ganhar a dose, sem a necessidade de receita.

A vacina tem a possibilidade de proteger contra três tipos de vírus da gripe: o Influenza A, nas variações H1N1 e H3N2 e influenza B. Dentre as principais ações que devem ser feitas para evitar a contaminação pelo vírus Influenza A H1N1 estão a preocupação de lavar sempre as mãos, principalmente após tossir e espirrar, utilizar lenços descartáveis, deixar o ambiente sempre ventilado, cobrir boca e nariz sempre que espirrar ou tossir, não tocar na região dos olhos, nariz e boca sem que a mão esteja limpa, não compartilhar objetos de uso pessoal, como garrafas, copos e talheres, evitar contato com pessoa doente, evitando abraços, beijos e apertos de mão e evitar aglomerações em épocas em que o número de casos da doença for alto.

 

Irmãs baianas criam bafômetro que detecta ao menos 15 doenças através do sopro

Domingos Matos, 12/02/2019 | 15:08
Editado em 12/02/2019 | 15:07

Duas irmãs da cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, criaram um dispositivo capaz de detectar ao menos 15 tipos de doenças a partir do sopro. O aparelho, que funciona como uma espécie de bafômetro, surgiu a partir de pesquisas das estudantes Júlia, 26 anos, e Nathália Nascimento, 31.

Aluna do curso de Biotecnologia, Júlia explica que o OrientaMed foi desenvolvido inicialmente por meio de aplicações de inteligência artificial de um trabalho científico da irmã, que atualmente faz doutorado em Computação.

"O início foi com base no mestrado da Nathália. Quando ela foi apresentar na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], onde eu estudo, eu percebi que tinha um mercado muito grande na área de saúde e uma aplicação que fazia sentido para a minha área de pesquisa também".

Ela então viu a chance das duas desenvolverem o dispositivo junto com outro estudante, o paulista Rheyller Vargas, que também é pesquisador na área.

"Apareceu a oportunidade de ir para um evento de "hackathon" [maratona hacker], e eu chamei o colega para participar e formarmos uma equipe. Lá, a gente viu quais eram as aplicabilidades do dispositivo. No início, a gente pensou em algo para detectar gastrite, mas durante pesquisas aprofundadas, criação de bancos de dados, descobrimos outras aplicações", conta.

Com a elaboração do banco de dados e o aprofundamento das pesquisas, as irmãs chegaram à média de detecção de 15 doenças infecciosas e crônicas, entre elas a gastrite, intolerância à lactose, pneumonia, Doença de Crohn e diabetes.

"Ele [aparelho] captura o sopro da pessoa, e a gente envia esses dados para o computador. O resultado sai pouco tempo depois, porque o nosso objetivo é que ele seja um teste rápido para orientar os médicos a quais exames devem ser feitos para aquela determinada doença. Hoje, os resultados só saem via computador, mas a nossa expectativa de pesquisas é para que o próprio dispositivo mostre no display", explicou Júlia.

A estudante detalha ainda que as doenças são detectadas a partir da análise dos gases que contém no sopro.

A fabricação do OrientaMed custa em torno de R$ 2.500, segundo Júlia. A perspectiva das irmãs baianas, junto com o paulista Rheyller Vargas, é fabricar o produto em maior escala, para que ele se torne mais viável.

"Nós já temos alguns parceiros em vista, para desenvolver o aparelho em fase escalonada. Neste momento, estamos buscando parceria com hospitais, para pesquisar de forma mais ampla. A partir disso, a gente vai conseguir ter uma precisão boa da quantidade de doenças que conseguiremos detectar". (Com informações do G1)

Centro de Referência promove oficina para cuidadores  de pacientes com Alzheimer

Domingos Matos, 01/02/2019 | 15:01

O Centro de Referência em Saúde do Idoso, Hipertensão e Diabetes/ Prosi/Hiperdia, promove na próxima quinta-feira (7), uma oficina para cuidadores de pacientes com Alzheimer. O evento terá início a partir das 13:30hs, no auditório do próprio centro, no  bairro Zildolândia, em Itabuna, e terá  como um dos orientadores o neuropsiquiatra Dr. Antônio Carlos do Espirito Santo, além de psicólogos e enfermeiros.   

A coordenadora do centro, Klivia Miranda, informou que a unidade de referência mantém um cadastro com cerca de 230 pacientes com Alzheimer, uma doença considerada difícil para quem convive, dai a importância da oficina direcionada a família, parentes e pessoas que lidam diariamente com pacientes com esse tipo de doença. Para ela, cuidar de uma pessoa com Alzheimer é um processo longo e desgastante e que pode trazer muitas consequências negativas para os cuidadores, “dai a importância de uma boa orientação por parte de profissionais especializados para cuidar de quem cuida na doença”, destacou a coordenadora.

Klivia Miranda lembrou que o Alzheimer é uma doença que acomete especialmente os idosos e além de ser incurável, tende a se agravar com o tempo. Entre os sintomas estão demência e a perda de memória. “Quando diagnosticada no começo, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida tanto do paciente quanto da família”, reforçou.

A coordenadora disse que além de pacientes com Alzheimer, o centro atende  também portadores de  Parkinson, depressão profunda e diabetes.  A oficina para cuidadores, segunda ela, é apenas uma das ações desenvolvidas pelo Centro de referências em Saúde do Idoso. “A unidade presta assistência multiprofissional que garanta avaliação precisa e acompanhamento criterioso dos seus usuários”, concluiu a coordenadora.

 

Governo quer implantar 200 salas para o tratamento de pé diabético nos municípios baianos

Domingos Matos, 16/01/2019 | 19:01

Foi publicada no Diário Oficial de quarta-feira (16), uma portaria da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) que define os critérios para a implantação de 200 salas para o tratamento do pé diabético e feridas complexas em todo o estado. O objetivo é reduzir o número de amputações decorrentes da falta de controle do diabetes, que entre 2010 e 2018, ocasionou mais de 6 mil amputações.

De acordo com o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, as amputações decorrentes de complicações do pé diabético constituem um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, levando em conta as elevadas taxas de internação hospitalar. “Além do impacto social na vida do usuário e da alta mortalidade associada, as amputações estão relacionadas a altos custos diretos e indiretos para o sistema de saúde. Dados do Sistema de Pactuação dos Indicadores (Sispacto) apontam que 25% das internações de pacientes de Salvador, por exemplo, poderiam ser prevenidas por serem condições sensíveis à Atenção Básica. Sem o adequado acompanhamento, o paciente diabético não realiza exames, não toma os medicamentos e acaba por ir a uma emergência de um hospital com o pé infectado que levará, possivelmente, à amputação de um dos membros”, afirma Vilas-Boas.

A portaria prevê que cada município poderá implantar uma Sala de Pé Diabético de referência municipal, a qual competirá, realizar a gestão do leito de feridas; realizar a inspeção sistemática dos pés; orientar os métodos de descarga e uso de palmilha; realizar o desbastamento de calosidades e realizar pesquisa de pulso periférico.

Já à Sesab competirá a disponibilização de equipamentos específicos para diagnóstico do pé diabético e complicações vasculares (Kit para sala de Pé Diabético); a qualificação dos técnicos de enfermagem em podologia; a capacitação da equipe que atuará nas Policlínicas como referência para as Salas de Pé Diabéticos; a realização de teleconsultoria, com inclusão de imagens e exames, para auxiliar a conduta dos profissionais; a realização de webpalestras relacionadas ao tema; a articulação com as Secretarias Municipais de Saúde para implantação dos pontos de atenção e fluxos de referenciamentos; e a coordenação do processo regulatório inter-regional.

Adesão - Poderão implantar a Sala de Pé Diabético os 200 primeiros municípios que enviarem o Termo de Adesão, contido na Portaria, devidamente preenchido com os dados solicitados. Os municípios devem encaminhar o Termo de Adesão para o endereço eletrônico dab.assessoria@saude.ba.gov.br, até 60 (sessenta) dias da data da publicação da portaria. A lista de municípios contemplados será publicada no site da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia no prazo de cinco dias após o término do prazo de adesão dos municípios. Ainda de acordo com a portaria, serão priorizados os municípios com população superior a 20 mil habitantes.

Embora as estatísticas sobre as amputações de membros inferiores em diabéticos sejam preocupantes, dados do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) revelam que um bom programa de prevenção é capaz de reduzir as amputações em até 85%, e que ações preventivas devem ser difundidas entre a população no nível assistencial mais próximo, que é a Atenção Básica.

 

 

Nutricionista alerta que mudanças no estilo de vida podem afastar risco de diabetes

Domingos Matos, 26/10/2018 | 14:59

“Mudanças no estilo de vida são fundamentais e indispensável para prevenção e tratamento do diabetes mellitus tipo 2”. O alerta é da nutricionistas Dalila Lima, Membro da Sociedade Internacional Anthropometrist  e idealizadora do  projeto “ 300 minutos  para você- Siga seu estilo saudável”, além de coordenar o estande sobre orientação nutricional no Mutirão do Diabetes de Itabuna, que acontece no próximo dia 10 de novembro, no Hospital de Olhos Beira Rio e na Praça Rio Cachoeira.

De acordo com a nutricionista, “ao optar por uma alimentação saudável para o tratamento de uma doença, deve-se pensar que é uma medida para vida toda. Devem ser feitas opções alimentares saudáveis, com um consumo alimentar regular de legumes, verduras e frutas”. Essa prática garante uma baixa ingestão de gorduras saturadas e açúcar simples (sacarose) de maneira progressiva, que possa ser mantidas ao longo dos anos.

Dalila Lima destaca ainda que outra questão importante é entender o conceito de estilo de vida saudável, aliada a prática de exercício físicos regulares e individual para pessoas com diabetes de acordo com alguns fatores de idade, medicação/insulina um plano alimentar específico, mais adequado á realidade vivenciada. “Dessa forma existe uma grande probabilidade dessa alimentação ser mantida ao longo do tempo, considerando os ajustes periódicos necessário ao tratamento”, diz. 

O diabetes mellitus acontece devido a falta de insulina ou incapacidade da insulina exercer seus efeitos, causando um aumento no sangue. No diabetes tipo 1, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, fazendo com que anticorpos ataquem as células que produzem esse hormônio. No diabetes tipo 2, existe uma combinação de dois fatores a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação (as células são resistentes a esse hormônio), trata-se do diabetes mais comum. 

Mais de 780 internos são atendidos na III Feira de Saúde do Conjunto Penal de Itabuna

Domingos Matos, 25/09/2018 | 17:56

Consultas clínicas, atendimentos psicológicos, psiquiátricos, fisioterapêuticos, testes rápidos para detecção de infecções sexualmente transmissíveis (IST), palestras, entre outros serviços, mudaram a rotina dos internos do Conjunto Penal de Itabuna, na segunda-feira (24). A III Feira de Saúde do CPI atendeu, ao todo, 786 internos – dos quais, 92 também participaram de duas palestras, sobre prevenção às IST e ao diabetes, promovidas pelo Cerpat e pelo projeto Mutirão do Diabetes.

Além dos profissionais que já atuam no setor de saúde do presídio – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos – a feira recebeu reforço de profissionais e estudantes de Enfermagem e Medicina, da Unime e da Uesc.

De acordo com o diretor da unidade prisional, capitão PM Adriano Valério Jácome da Silva, essa é uma oportunidade de oferecer uma gama maior de serviços, concentrados em forma de mutirão, a um número maior de internos. “No dia-a-dia atendemos a cerca de 150 pacientes, contando entre homens e mulheres. Na feira atendemos a 786 homens, e ainda realizamos um processo de educação em saúde, com palestras, a mais de 90 desses que foram atendidos também nas diversas especialidades”, destaca.

O diretor afirma que esse modelo de atendimentos concentrados, em parceria com diversas instituições de saúde e educação, públicas e privadas, é importante porque mostra à sociedade que há um trabalho de ressocialização com esse público. A atividade recebeu a visita da OAB-Itabuna.

“A assistência à saúde está na Lei de Execuções Penais, o que já é feito no dia-a-dia. Porém, uma feira como esta serve para ampliar a assistência, o que melhora a condição dos internos. O Conjunto Penal de Itabuna está de parabéns pela iniciativa”, afirmou o advogado Tiago Leal, presidente da Comissão de Criminalistas, Sistema Prisional e Segurança Pública da OAB-Itabuna.

A III Feira de Saúde foi realizada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização e Conjunto Penal de Itabuna, por meio da Socializa – Soluções em Gestão, que operacionaliza a unidade, em sistema de cogestão com o Governo do Estado.

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