Tag: nepotismo

Ministério Público investiga contrato do lixo e nepotismo na Prefeitura de Itabuna

Domingos Matos, 17/01/2017 | 17:06

O Ministério Público Estadual (MP-BA) abriu investigação contra o prefeito Fernando Gomes pela prática de nepotismo. O promotor público Inocêncio Carvalho requereu a relação de todos os nomeados no governo que possuem vínculos com o prefeito, o vice Fernando Vita, e secretários municipais. A investigação também ocorre na Câmara.

Não só a prática de nepotismo é investigada. O contrato da coleta do lixo, de R$ 3.338.140,40, assinado com a Bio Sanear, também está sendo analisado pelo MP. O custo mensal do serviço de limpeza pública será superior a R$ 1,6 milhão. Era R$ 670 mil na gestão do ex-prefeito Vane do Renascer. O secretário de Administração, Dinailson Gomes, disse que o contrato engloba vários serviços e não apenas a coleta de lixo.

O MP também investiga os projetos de reforma administrativa e de aumento de salário de cargos comissionados na gestão municipal, informa o Blog do Tom. Ambos estão sendo analisados pela Câmara de Vereadores.

Via Pimenta

PT define posição em relação ao governo de Fernando Gomes

Domingos Matos, 11/01/2017 | 11:17
Editado em 11/01/2017 | 11:23

Da Fanpage do PT no Facebook:

Após reunião na ultima terça-feira (10), o Partido dos Trabalhadores em Itabuna decidiu oficializar sua posição de fiscalização e oposição responsável ao atual governo municipal do prefeito (sub-júdice) Fernando Gomes (DEM). A oposição será firme e responsável, porém, respeitando o que considerar de interesse do município, segundo a resolução aprovada na reunião.

O Partido entendeu que, considerando o histórico das últimas gestões administradas pelo atual prefeito, a falta de compromisso com a coisa pública que sempre protagonizou, além dos primeiros movimentos do novo governo, em que se evidenciou a prática de nepotismo, entre outros atos condenáveis, não haveria possibilidade de conciliação dos projetos políticos.

A resolução também veta participação, ainda que de forma individual, de qualquer filiado do partido no governo Fernando Gomes. “A resolução define, porém, que do ponto de vista institucional, o PT de Itabuna apoiará os investimentos em infraestrutura do governo estadual, que estão sendo realizados na região e que possam vir a ocorrer diretamente em Itabuna”, explica o presidente do Diretório Municipal, Flávio Barreto.

Fernando mantém a tradição de ser notícia nacional - agora pelo nepotismo

Domingos Matos, 09/01/2017 | 09:30

O prefeito Fernando Gomes (DEM) foi citado em matéria do jornal Folha de S. Paulo que retrata diversos casos de nepotismo Brasil afora. O prefeito destinou, até agora, três secretarias para parentes -- Sandra Neilma, esposa, para a Secretaria de Assistência Social; Sérgio Gomes, filho, para o Trânsito; e Dinailson Oliveira, sobrinho, para a Administração.

Fernando Gomes, segundo a matéria, argumenta que o nepotismo no primeiro escalão é permitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por se tratar de nomeação política.

Lapso

A Folha, porém, não deve ter associado o nome à pessoa. A mídia nacional sempre lembra que Fernando Gomes já foi apontado como o maior marajá do Brasil, com salário maior que o do presidente dos Estados Unidos. Dessa vez, parece ter esquecido desse fato extremamente abonador no currículo de FG.

Mas o itabunense, de difícil memória por natureza -- essa é a quinta vez de Fernando como prefeito... -- deve atentar para um detalhe: não querendo o prefeito figurar como marajá novamente, num momento em que só se fala em reduções de salários, é autoexplicativo o fenômeno de tantos parentes e parceiros de negócios nos cargos-chave do governo.

Voltaremos ao assunto.

 

Burgos, Alice e Azevedo definem mudanças na Fazenda

Domingos Matos, 24/01/2011 | 12:32
Editado em 24/01/2011 | 12:46

Uma reunião que já dura mais de três horas pode definir, daqui a pouco, a saída do secretário Carlos Burgos da secretaria da Fazenda. Estão em conversa, desde o início da manhã, na sede do DEM, em Itabuna, o prefeito Capitão Azevedo, a presidenta do partido, Maria Alice, e o próprio secretário demissionário.

Na semana passada, Azevedo pediu a cadeira - entre amigos não rolam 'cabeças' - de Carlos Burgos, que ficou de dar uma resposta em seguida. O pedido foi confirmado, por vias trevessas, pelo próprio Carlos Burgos. Inicialmente, o advogado criminalista pensava em retornar ao seu escritório. Porém, as últimas informações dão conta de que o homem agora quer continuar 'dando sua contribuição' ao governo em algum cargo do primeiro escalão.

Acaba indo para a Emasa, seu sonho de consumo. O único pedregulho no sapato seria a presença de seu filho, Octaviano Burgos, que já faz parte da diretoria - nepotismo, nem pensar!. Mas esse é apenas um detalhe, uma gota d'água no oceano - ou no rio Almada -, para o caso de uma guinada à Emasa.

O fato é que, pela demora da tal reunião no DEM, parece que dali sairá não apenas a definição da remoção de Carlos Burgos, mas também seu novo assento e, claro, o destino de Octaviano.

Governo ágil é outra coisa!

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 21/11/2010 | 13:42
Editado em 21/11/2010 | 20:12

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

À espera da prescrição

Insinuações da possibilidade de apuração, pela Polícia Federal, de indícios de crime a partir de empréstimos consignados celebrados através da Câmara Municipal. A sociedade exulta com a iminência da investigação.

A mesma sociedade que ainda espera o resultado de uma operação da mesma PF, que andou bloqueando entrada do Centro Administrativo e “assustando” muita gente, inclusive secretários da então administração de Fernando Gomes. Falava-se da existência de desvios de recursos da Saúde.

Investigar e apurar é sinal de maturidade em qualquer Estado de Direito. O risco é a prescrição, ou seja, deixar caducar a oportunidade de punição.

Com a palavra a Polícia Federal. Se o caso não estiver sendo apurado em segredo de justiça.

Lá e cá

ionáSignificativos os avanços trazidos pelas administrações petistas na implantação de políticas de governo, onde se destacam a distribuição de renda e a ampliação de oportunidades de ascensão social para camadas da população historicamente relegadas.

No entanto, no plano interno, o PT caminha, pelo andar de umas poucas carruagens – que repercutem negativamente na imagem do partido – para alcançar isonomia com uma gama de outras siglas partidárias no campo de desvios na moralidade.

Não bastasse o nepotismo de Erenice Guerra – lá, em Brasília – e nos debruçamos com denúncias de igual prática – cá, em Camamu (terra da prefeita Ioná Queiroz) – segundo o Pimenta na Muqueca 16 (“A grande Família”), com o singular desprendimento de sete parentes e dois contraparentes encastelados no erário da administração municipal.

Aqui e acolá

A sociedade cobra da riqueza adquirida da noite para o dia dentre os que exercem funções públicas. A isto se denomina patrimonialismo – transformar a coisa pública, do povo, em instrumento de vantagens pessoais – prática sedimentada muito mais na corrupção que na legítima acumulação material.

Para enfrentar isso, temos defendido que a sociedade organizada exerça o poder concreto de fiscalização, amadurecendo o processo de democracia participativa direta, imediata, acompanhando as ações dos agentes públicos (funcionários) e políticos em particular (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente da república).

Associações de moradores, de bairros, conselhos municipais etc. constituir-se-ão, no instante em que a cultura da cidadania ocupar o espaço que lhes é inerente, nos fiscais da execução orçamentária. 

Lá e cá, aqui e acolá

Dois resultados se vislumbrarão: a denúncia aos órgãos competentes – judiciários e não-judiciários – para a apuração cível e criminal e o alijamento da vida política dos que não se portarem conforme os ditames da moralidade, negando-lhes o voto.

Poderíamos começar pelo comecinho: olhando o patrimônio pessoal de nossos estimados políticos, eleitos ou pretensos candidatos. Nisso se faz presente não dispensar nem familiares, aqueles que podem assegurar para o político a manutenção da nefanda prática do patrimonialismo.

Começando por 2012, que já está ali...

Vereança no horizonte

t feitosaNos sensibiliza a informação de que Tiago Feitosa, filho de Geraldo Simões e Juçara Feitosa, estaria no legítimo embate político em busca de uma vaga na Câmara de Vereadores de Salvador. Particularmente, considerando que o menino Tiago não disporia de redutos eleitorais no universo soteropolitano, imaginamos que o consiga com os méritos do pai, pelo menos. Ou com a transferência de votos pelo Deputado J. Carlos.

No mais, seria despejar dinheiro vivo que, acreditamos, o menino não disporia para a campanha.

Ou, quem sabe, disponha!

Dinastia

Em que pese a evidente possibilidade de exploração político-eleitoral de uma candidatura de Tiago Feitosa – aqui ou em Salvador – sobre o indicado pelo PT local para 2012, se Geraldo Simões, ou Juçara Feitosa (nome de densidade eleitoral comprovada, ainda que derrotada por Azevedo na ainda não deglutida campanha de 2008, por votação superior a dez mil votos), não vemos como estranha a iniciativa.

Afinal, direito inalienável possui Tiago. Negar-lhe seria pretender crucificá-lo por ser filho de GS, quando é da própria história política regional a sucessão familiar. Félix Jr., Sérgio Souto, Juthay Júnior, ACM Neto, Paulo Magalhães, Antônio Carlos Júnior. Neste 2010 Raimundo Veloso lançou o filho a estadual, assim como Fernando Gomes ensaiou seu pupilo Sérgio em 2006.

A veia política, a vocação e a vontade de cada um servir ao povo seguindo os passos de pais, tios não pode ser descurada.

Ao povo compete a seleção. E avaliar a qualidade da herança.

A discussão

Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa on line 15: “Existem na Constituição, perto de 100 artigos ainda não regulamentados. Um deles é o que determina à lei ordinária criar mecanismos para defender o indivíduo e a família dos excessos da programação de rádio e televisão. Por que nada se fez, em 20 anos?”

Para os controladores da informação, encastelados em um punhado de proprietários dos meios de comunicação, isto é censura. Povo só para consumir, não para pensar e exigir o que lhe seja melhor.

Não à toa temos reiterado posicionamento, da imperiosa necessidade de votação de uma legislação infraconstitucional para regulamentação dos artigos 221 e 222 da Constituição.

Carta Capital

A semanal CartaCapital de 17 (n. 622) na sessão Brasiliana exalta o documentário “Um Dia de Vida”, de Eduardo Coutinho, exibido na Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo. Edição de 91 minutos sobre 19 horas de gravação de conteúdos levantados em um dia de programação televisiva brasileira.

A coluna recomenda a leitura, vinculando-a ao texto acima. (O Trombone facilita: clique AQUI para ler)

Exemplo

A rede nos anuncia as Meninas da Feira, de Feira de Santana, grupo composto por Celiah Zaiin, Josy Ramyller, Camila Gonçalves, Kelly Ventura e Carla Janaína. Interpretam diversas vertentes da música brasileira na noite da Princesa do Sertão. Celiah Zaiin, segundo a divulgação, constatou em seus estudos musicológicos a ampla variedade de canções na diversidade musical que enriquece a cultura local.

Cumpre registrar que em Feira deságuam o Sertão e o Recôncavo e o trabalho das Meninas da Feira, traduzindo a ancestralidade regional, da vivência quilombola à influência holandesa e portuguesa, viabiliza um imaginário recheado de códigos que alcançam a sensibilidade individual certamente em muitos prismas.   

O trabalho se nos desperta a certeza de que a cultura de cada espaço está viva, aguardando apenas o manuseio.

Exemplo aqui em Itabuna

ernst widmerPor seu turno, Itabuna dispõe de expressões eternas no universo de sua cultura. De Zélia Lessa a Sabará, na música; de Jorge Araujo a Yara Lima, no teatro. O celeiro que representou a segunda metade dos anos 60, quando esta terra foi extensão da Escola de Música da UFBA, áureos tempos do suíço Ernst Widmer (foto à direita) e da itabunense Zélia Lessa. Ainda hoje nos debruçamos com trabalhos significativos, como o elaborado, no âmbito da música, pela octogenária Filarmônica Itabunense.

Quando por aqui mourejou Mário Gusmão (anos 80) o teatro vicejou com o grupo Em Cena, fazendo surgir uma geração de ouro donde saíram Betão, Jackson Costa, Eva Lima, Alba Cristina, Mark Wilson, Marcos Cristiano, Marcelo Augusto.

De Buerarema Zé Henrique, Gal Macuco, Zé Delmo, Ramon Vane, Jorge Martins, no Grupo de Arte Macuco.

Marquinhos Nô, Sílvia Smith, Matheus Saron, Marcelo Lobo, Aldenor Garcia, Elaine Bela Vista, Lucas Oliveira, Jailton Alves esforçam-se nestes últimos anos sustentando a tradição.

A arte da dança justificará um capítulo à parte.

No entanto, algumas experiências recentes, em que pese promissoras, com público cativo, esbarram na dependência do poder público local, em muito debruçado na iconização de certos dirigentes.

Tapando o sol com peneira

imprensaNão deixa de ser hilária a exegese ofertada por juristas a serviço da Presidência da Câmara para cercear o ingresso de editores de blogs como homens de imprensa. Não pela ausência de conceituação do que seja jornalismo em razão do meio de divulgação da informação.

Mas pelo fato, concreto, de que de nada adianta impedir o acesso se não há como impedir a divulgação da informação pelo blog. Assim, o bom senso recomendaria: se não podemos impedir a divulgação não o faremos em relação ao ingresso no recinto.

O resto é bizantinice. Ou truculência, quando não se percebe que o exercício do poder tem e exige limites, os quais não controlamos.

Como dói

Ouvindo entrevista do Presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna à TV Cabrália, que acompanhou a sessão e o desenrolar da leitura do relatório da CEI, descobrimos que o ilustre edil somente está vereador porque não dispomos de um promotor como aquele que quer acabar com a carreira de Tiririca em São Paulo.

Isso porque não conseguimos perceber nem 20% de palavras postas em consonância com a sintaxe portuguesa.

Concordância nem se fale. O Português triste e publicamente assassinado e o microfone tentando fugir para não testemunhar.

Sugestão

Ver certos programas de televisão, ouvir certos programas de rádio AM e ler certas revistas e jornais exige advertência do Ministério da Saúde: há risco de diminuir a capacidade intelectual.

DE RODAPÉS E DE ACHADOS abre espaço, através de comentários à coluna, no sentido de que o leitor dê nome, identifique o programa de televisão, o de rádio e a revista ou jornal perigosos à saúde intelectual.   

A partir da segunda quinzena de dezembro começaremos a publicar os resultados. Mais precisamente, as observações do leitor.

Quo vadis Itabuna

Não estamos a lembrar o famoso filme, direção de Marvyn Leroy, com Robert Taylor, Débora Kerr, Leo Genn e Peter Ustinov, do início dos anos 50, ambientado na Roma de Nero (séc. 1 d.C.). Mas uma indagação (o quo vadis latino é interrogativo. Não dispunha a língua mater de sinais de pontuação) em torno desta “triste Bahia” em que se transforma Itabuna, mais seiscentista no plano moral que a de Gregório de Matos revelada no famoso poema, musicado por Caetano Veloso, em 1972 (veja no vídeo abaixo), ainda que sem um Mendonça Furtado.

Não que se imagine que não busquem apurar desmandos gravíssimos na Câmara de Vereadores e na própria sede do Executivo municipal. Mas por causa de uma quase certeza de que nada acontecerá, ou, quando muito, muito pouco ocorrerá. É o que temos visto, pelo andar da(s) carruagem(ens).

Quo vadis. Quosque tandem abutere patientia nostra.

Faltam-nos Cíceros e suas catilinárias.

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçostraçasAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Capitão Azevedo está pronto para iniciar a reforma administrativa. Ou não!

Domingos Matos, 11/10/2010 | 14:34
Editado em 11/10/2010 | 14:37

Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br

walmirNão passa desta semana – o dia previsto é a fatídica quarta-feira (13) – o início da reforma administrativa prometida pelo prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, para depois das eleições. Ele tem confessado a pessoas muito ligadas que não vê a hora de promover uma mudança profunda em seu governo, mesmo que para isso precise "cortar na própria carne".

Não é de hoje que Capitão Azevedo sente a necessidade de trocar as peças, por sentir que será o principal prejudicado, pois é o prefeito quem representa o município (gestão). O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) não vê com bons olhos as contas do prefeito, relativas a 2009, o que poderá impedir a continuidade de sua vida política.

Pagamentos feitos sem lastro contábil e jurídico teriam sido feitos à revelia do prefeito, como se fossem restos a pagar, o que não foi cuidadosamente observado. Agora, só resta "chorar o leite derramado" e tentar salvar os dedos, já que os anéis foram (ou serão) sacrificados.

Mas, pelo visto, a reforma pretendida pelo prefeito Capitão Azevedo não é pra valer, e algumas peças tidas como "pule de dez" para sair do governo, podem ganhar sobrevida, isto é, continuar nos cargos ou, no máximo trocar de secretária ou descentralizada.

O prefeito também não sabe o que e como fazer em relação a pelo menos dois dos seus colaboradores, embora sejam os que mais lhe causam fortes "dores de cabeça". Mas sua intenção é dar uma sacudida (não chega a um choque de gestão) no seu governo, hoje apático, se limitando a executar algumas obras para inaugurá-las a cada 28 de Julho – Dia da Cidade.

Falta-lhe o controle das finanças, cuja pasta foi entregue a Carlos Burgos, hoje o homem forte da administração e que não segue orientação do governo e sequer mantém bom relacionamento com seus pares. Mesmo assim, pode deixar a Secretaria da Fazenda para assumir a presidência da Emasa, substituindo Alfredo Melo, desafeto de Burgos.

Pelo que se noticiam nos jornais, Burgos seria o maior devedor individual da Emasa, com quem mantém uma briga jurídica que se arrasta há algum tempo. Assumindo a Emasa, o prefeito teria que arranjar outro cargo para Otaviano Burgos (hoje na empresa), para não caracterizar nepotismo. Outro problema que consome o juízo do prefeito é a permanência de Juliana Burgos na Procuradoria Jurídica, um cargo chave, mas que não tem causado satisfação que esperava.

A Secretaria da Saúde também receberá novo titular, no lugar do médico Antônio Vieira. Em todas as possíveis reformas administrativas, o atual secretário sempre foi considerado "bola da vez", tendo em vista a grave situação da saúde no município. Não que Vieira tenha dado causa, sua saída é considerada certa pelo que ele deixou de fazer: administrar, sobretudo as finanças da pasta, recursos em sua maioria carimbados. Como Vieira é o vice-prefeito, espera-se um rompimento político com o prefeito, mas isso é para outra análise.

Restam, ainda, algumas pastas a serem "mexidas", como a Ação Social, com a saída do professor Formigli Rebouças, uma escolha pessoal do prefeito. Vários candidatos cobiçam a secretaria, que já estaria reservada a um afilhado do mais importante incentivador da reforma.

Outro que deve ser trocado na reforma é o arquiteto Fernando Vita, homem de partido, indicado pelo PMDB, via Geddel Vieira Lima, e responsável direto pela obra de reurbanização da avenida Amélia Amado. A cobertura do canal do Lava-pés provocou muita polêmica, mas a obra foi liberada após intervenções políticas, inclusive do deputado estadual Luiz Argôlo.

A surpresa maior da reforma administrativa é a saída do secretário da Administração, Gilson Nascimento, amigo pessoal e colaborador de primeira hora do prefeito Capitão Azevedo. Há algum tempo existem divergências entre os dois, hoje impossíveis de continuarem entre quatro paredes. Com a saída do governo, Gilson voltaria à caserna, onde retomaria os cursos para alcançar novas patentes em sua carreira.

Para encerrar, outros nomes fazem parte da reforma administrativa a ser feita e prometida exaustivamente pelo prefeito Capitão Azevedo, mas pode ser que tudo não passe de um simples desmentido. Sim, para não dar a "mão à palmatória", o prefeito pode deixar tudo para uma próxima oportunidade e dizer que todas essas linhas são invenções da imprensa.

Pode ser, pode não ser, como diz, costumeiramente, meu amigo e colega Eduardo Anunciação. São 50% de chances para cada lado. Mas que é verdade, é, e ninguém pode desmentir.

Walmir Rosário é jornalista, advogado e editor do www.cidanoticia.com.br

Está no forno: Câmara terá novo escândalo

Domingos Matos, 10/09/2010 | 10:44
Editado em 10/09/2010 | 10:49

Está em gestação, na fábrica de casos escabrosos em que se tornou a Câmara Municipal de Itabuna, um novo escândalo na cena política de Itabuna.

Uma funcionária lotada no gabinete da Presidência, esposa de um neo-diretor daquela Casa - não seria nepotismo? - tem um empréstimo consignado no Banco do Brasil no valor de R$ 90 mil.

Detalhe: a mulher ganha pouco mais de R$ 1.200,00, fora o desconto de INSS, e não teria cacife para pagar um empréstimo desse.

É apenas um entre os inúmeros escândalos que se escondem debaixo do teto daquele prédio de arquitetura peculiar - mezzo mozzarella, peperoni mezzo.

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