Conjunto Penal de Itabuna realiza ações voltadas ao Outubro Rosa

Domingos Matos, 19/10/2017 | 22:56
Editado em 19/10/2017 | 22:57

Diversas ações, a exemplo de palestras, dinâmicas, exames clínicos e atendimentos psicológicos, de enfermagem e de assistência social, estão sendo realizadas no Conjunto Penal de Itabuna (CPI) em referência ao Outubro Rosa, campanha mundial dedicada à prevenção do câncer de mama. O projeto Outubro Rosa no CPI é realizado pela Socializa Brasil, que administra o presídio em regime de cogestão com o governo do estado, por meio da Secretaria de Administração Prisional e Ressocialização (Seap).

Na terça-feira (17) foram realizados atendimentos a 16 funcionárias da instituição, que receberam orientações e foram encaminhadas para a rede clínica conveniada (Plansul), para exames mais detalhados, como mamografias e ultrassonografias de rastreamento.

Além de passarem pelo exame clínico das mamas, todas foram orientadas sobre os cuidados com o corpo, especialmente as mamas, assim como sobre os benefícios da amamentação para a prevenção ao câncer mamário. O atendimento foi realizado pela médica do próprio Conjunto Penal, Drª Marcela Carvalho, que é especialista em mastologia.

De acordo com a enfermeira Jhenifer Soares, todas as cerca de 60 mulheres internas na unidade também estão sendo atendidas. Na segunda-feira (16), elas receberam a visita do Grupo Se Toque, que fez palestras e outras ações voltadas ao autoconhecimento, elevação da autoestima e conscientização a respeito da prevenção e cuidados, como o autoexame de toque nas mamas.

Homens também

Mas não serão apenas as mulheres a serem beneficiadas com a campanha. Até o fim dessa semana serão realizadas as mesmas ações educativas para homens, especialmente os estudantes, para que sejam multiplicadores nos seus respectivos pavilhões.

Isso porque, segundo explica a enfermeira Jhenifer Soares, o câncer de mama não é uma doença exclusivamente feminina, atinge também a homens – essa incidência, porém, é pequena, representando apenas 1% dos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Waldeny Andrade faz sessão de autógrafos em Itabuna do seu 3º livro

Aberta ao público, sessão será quarta-feira, dia 25, às 16h, na Câmara de Vereadores

Domingos Matos, 19/10/2017 | 22:44

Depois do sucesso das noites de autógrafo do livro “Serra do Padeiro – A saga dos Tupinambás”, em Salvador e Ilhéus, o radialista, jornalista e escritor grapiúna Waldeny Andrade chega a Itabuna para atender ao público com quem sempre se identificou ao longo da carreira profissional. Sejam seus ouvintes do programa Microfone Aberto, apresentado ao meio-dia e meia de segunda a sexta-feira, na Rádio Jornal de Itabuna, entre 1969 e 2002, sejam os leitores do Diário de Itabuna, que dirigiu no mesmo período. Aberta ao público, sessão será quarta-feira, dia 25, às 16h, na Câmara de Vereadores.

A obra ficcional, editada pela Via Litterarum, é um thriller que narra a história de três gerações de uma mesma família, nascida da união de uma índia e um austríaco, que fugiu da Europa após a Primeira Guerra Mundial ao final da primeira década do século XX. Além da narrativa envolvente, o livro tem capítulos curtos e sequência quase cinematográfica ao descrever a vida cotidiana dos tupinambás no alto da serra e dos proprietários rurais que habitam no entorno da aldeia entre Buerarema, Ilhéus e Una.

Com 288 páginas, a ficção tem como pano de fundo a heroica saga dos Tupinambás, desde suas raízes na nação Tupi, que habitava o litoral brasileiro na época do Descobrimento. Também narra fatos históricos envolvendo os Tupinambás como a Batalha dos Nadadores, em 1559, quando a praia do Cururupe, extremo norte da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, foi cenário da sangrenta guerra comandada pelo governador-geral Mem de Sá.

Ainda evoca aspectos da colonização jesuítica dos índios, tendo à frente o padre Manoel da Nóbrega, cujo marco foi a construção da Igreja de Nossa Senhora da Escada, em 1680. Por sua trajetória profissional reconhecida, em determinados momentos, o autor assume sua condição de jornalista profissional opinativo para enfocar uma realidade incontestável sobre a discriminação e sofrimento que resta aos indígenas que habitam uma área, cuja demarcação oficial esperam há séculos.

Para o editor da Via Litterarum, sociólogo e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Agenor Gasparetto, o livro trata de questão bastante sensível que requer bastante reflexão. “No momento em que a obra é lançada há um conflito latente. Certamente, os leitores poderão aclarar alguns pontos e ter serenidade na discussão. Como obra ficcional, conta uma história com elementos de realidade. Mas, creio que há uma voz ponderada a indicar bom senso e a razoabilidade que leva as pessoas a refletir”, afirma.

Quem tem medo do mercado digital?

Domingos Matos, 13/10/2017 | 23:58
Editado em 14/10/2017 | 00:03

Domingos Matos

Recentemente falei aqui da morte dos blogs jornalísticos - depois da morte do próprio jornalismo. Curiosamente, continuo escrevendo em um blog. Mas, os meios de chegar à audiência são o que atestam a minha tese: as redes sociais são os tubos de oxigênio que mantêm as funções vitais enquanto não aprendemos a lidar com as novas formas de comunicação.

Hoje, quero falar sobre outro tema que me fascina: o mundo quase inexplorado dos negócios digitais. E começo falando por um lugar-(quase)comum: o medo do mercado digital.

Um termo relativamente recente - "internet das coisas" -, ainda não muito difundido em mercados secundários de tecnologia, como o do Brasil, parece que por aqui "explodirá" antes do do comércio eletrônico - este bem mais antigo entre nós, porém ainda cercado de desconfianças. Reforçando: trato aqui dos conceitos, não de números absolutos ou fenômenos reais. Há muito mais adeptos das compras na internet do que gente falando sobre ou mesmo utilizando bugingangas conectadas.

Por internet das coisas, entendemos, grosso modo, aquelas facilidades que a cada dia surgem e já nem nos surpreendem, como um veículo que informa, via central multimídia, a hora de ir pra oficina. Ou, um relógio que lê e interpreta seus batimentos cardíacos e pressão arterial e te avisa de um possível problema de saúde.

Estamos nos acostumando a isso mais rapidamente do que a realizar uma compra em um site, mesmo que seja de um gigante do mercado.

Acredito que a falha esteja exatamente na educação digital, que praticamente inexiste. As grandes corporações de publicidade e marketing, os grandes gênios do convencimento, que quebram objeções de milhões de pessoas e elegem um corrupto, muitas vezes condenado por corrupção, como gestor, não são conseguem tirar da cabeça do consumidor o medo de inserir dados em um site.

O argumento da falta de segurança no ambiente virtual é facilcmente superado quando pensamos que a clonagem de cartões e outras fraudes se dão basicamente no mundo físico. Chupa-cabras e outras fraudes e fraudadores, como o vendedor que leva o cliente a inserir a senha onde deveria ser informado por ele - vendedor - o preço do produto entre outras.

Comprar pela internet é tão seguro - e inseguro - quanto no mundo físico. Somente o amadurecimento desse mercado é o que fará a devida depuração, separando o joio do trigo e elevando o nível de confiança, a lucratividade dos empreendedores e a abrindo um mercado que se apresenta - timidamente, ainda - com infinitas possibilidades.

Convido os empresários e profissionais liberais a experimentarem investir nesse novo modelo: considerem levar seus negócios para a internet, invistam em marketing digital e sejam pioneiros. Em breve, quem sabe não chegam bugingangas que induzam os clientes a comprarem em seus co-irmãos digitais.

Prevejo, por exemplo, o tempo em que o médico não mais emita receitas em papel para a autorização de aquisição de medicamentos. Bastará um código, enviado para um dispositivo como um relógio digital, prescrevendo a droga necessária.

Já pensou se a farmácia não estiver conectada?

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Editor

DUPLICAÇÃO: 1977 a 2017 - 40 anos de castigo em forma de espera!

Domingos Matos, 10/10/2017 | 09:47

Carlos Eduardo Sodré*

A história é a grande fonte alimentadora da verdade. Quando, hoje, o governador Rui Costa autoriza a deflagração da obra de duplicação da BR-415, trecho Ilhéus/Itabuna, impõe-se, a bem da verdade, o resgate do quê está por trás dessa importantíssima conquista.

Corria o ano de 1977. Governava a Bahia o Prof. Roberto Santos que experimentava, em Itabuna, mercê da célebre mesquinhez política que acompanha a vida de Itabuna desde priscas eras, oposição hostil dos mandatários locais. Como representante, aqui, do Governador e preocupado com a possibilidade de perdermos a chance de conseguirmos, para Itabuna, Ilhéus e a região, importantes obras de que tanto a nossa terra carecia, concebi um comitê informal das entidades representativas da comunidade local e, por esse conduto, levamos ao Chefe do executivo estadual, dentre outros, o pleito da obra de duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, trecho inicial da BR-415, com a justificativa de que, além de aliviar o engarrafamento do seu tráfego em razão do movimento já intenso apurado, era o acesso fundamental ao porto de Ilhéus para as nossas riquezas, especialmente o cacau.

O governador Roberto Santos, sempre sensível aos nossos pleitos, determinou imediatos estudos cujo resultado, viera a lume no início de 1978 apontando para a plena viabilidade da obra. Sua Excelência tratou, então, de buscar que se elaborasse o projeto com vista ao equacionamento da construção. Mas, àquela altura, o governo militar já houvera escalado o mandatário que governaria a Bahia no período 79/83 o qual (impossível esquecer), de conhecido estilo prepotente e retaliador, já antecipara ao empresariado baiano dedicado ao ramo das obras públicas, a ameaça de que, os que aceitassem a encomenda de serviços do governo sainte, passariam literalmente "a pão e água" o quadriênio seguinte, já avisados portanto de que, no seu mandato, nada conseguiriam construir para o Estado da Bahia...

Ducha de água fria no nosso sonho; o Governador - que desejava aquinhoar a região com a necessária e importante obra - ficou de mãos atadas e o nosso povo 40 longos anos sem a obra tão necessária. Inevitável destacar que, em 2007, 2008, deve ser levado em conta, para que se entenda quanto padeceu o governa­dor Jaques Wagner quando, sem promessa de campanha nesse sentido, retirou o antigo pleito do "congelador" onde colocada pelo "regime" carlista, e trabalhou tenazmente para que a demanda pudesse ser atendida, tarefa que coube ao governador Rui Costa levar a cabo até transformar em realidade o nosso velho sonho que, agora, se materializa depois do extenuante trabalho que desenvolveu para que pudéssemos vislumbrar a vitória de sua realização.

Impossível, sublinhar - até para mostrar como politicamente a nossa região atua de forma tão incompetente que, nesses 40 anos transcorridos, durante 30, pelo menos, os que impediram a realização da obra ainda conseguiram que a região houvesse votado no malfeitor já falecido e nos seus apaniguados sucessores, obra da falta de siso das lideranças que, cultivando requintado puxa-saquismo por causa de interesses pessoais ou grupais não raro indecorosos, fizessem desta região um bastião de sua sustentação político-eleitoral, no estado, de tão malfadados e nocivos efeitos na vida do povo baiano e, em particular, de nossa região, sempre usada como massa de manobra.

Relembranças como esta são feitas para que a gente aprenda com o erro, para não errarmos mais. Até por que, esse tipo de erro invariavelmente tem um custo alto. E é um prejuízo irreparável pois, face a essa constatação, a quem cobrar a conta do castigo dessa espera de 40 anos de atraso para o atendimento dessa nossa necessidade essencial?

Bem, no futuro pleito, se algum herdeiro ou sucessor aparecer por aqui, suplicando votos, coloquemos essa conta na ponta do espeto da cobrança e façamos com que vá tocar a sua viola em outras freguesias...

Parabéns, Governador Rui ! A sua atuação em favor da nossa região, com a realização de grandes obras como vem fazendo, o credenciam a merecer o melhor de nossa gratidão.

Foi um castigo injusto, essa longa espera. Mas, vale repetir o sempiterno Castro Alves lembrando que "...toda noite tem aurora".

A nossa está chegando.

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*Carlos Eduardo Sodré é advogado

carlossodre2014@gmail.com

 

Rui Costa assina ordem de serviço para início da duplicação da Ilhéus-Itabuna

Domingos Matos, 08/10/2017 | 18:38

O governador Rui Costa assina na próxima segunda-feira (9), às 9 horas, ordem de serviço para o início das obras de duplicação da BR- 415, que liga os municípios de Ilhéus e Itabuna (Rodovia Jorge Amado), no sul do estado. O ato será realizado em Itabuna, na área do antigo Posto Cachoeira, localizada no final da avenida Juracy Magalhães, na saída para Ilhéus.

A rodovia é um corredor de exportação, que integra ao porto de Malhado, em Ilhéus, e turismo, na Costa do Cacau. Diariamente, circulam nos dois sentidos da rodovia, 10.270 veículos. A obra vai beneficiar 511 mil habitantes, incluindo a população dos municípios de Una, Canavieiras, Buerarema, Itacaré e Uruçuca.

Pelas suas redes sociais, Rui convidou população dos municípios para participar do “grande ato”, demonstrando “o seu amor, o seu carinho pela região do cacau, por Ilhéus, por Itabuna, pela Bahia”. Ele garantiu que a duplicação “vai ser feita, seja com recursos do governo federal ou do Estado, porque a região precisa gerar emprego, gerar renda e melhorar a vida do povo”.

O governador disse ainda “que a região do cacau vai demonstrar a sua força, a sua autoestima, e dizer bem alto que a Bahia e a região do cacau não ficam de joelhos . Essa duplicação será feita, com ou sem apoio do governo federal porque a Bahia de Jorge Amado, de Castro Alves, de Rui Barbosa, a Bahia de muitos e muitos que escreveram o nome na história como grandes homens, homens que construíram nosso estado, continuará a escrever novas páginas”.

Plano do setor cacaueiro visa aumentar produção e diminuir dependência do mercado externo

Medidas que vão permitir a revitalização estão previstas em relatório do GT da nova Ceplac

Domingos Matos, 07/10/2017 | 12:33
Editado em 07/10/2017 | 12:36

Com maior apoio aos cacauicultores, reestruturação institucional do Departamento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investimentos por meio de crédito rural, entre outras medidas de incentivo, o governo trabalha para revitalizar a economia cacaueira, no prazo de cinco anos. A expectativa é de que a produção de amêndoas no Brasil seja ampliada em até 50%, atingindo 300 mil toneladas anuais.

A meta faz parte do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) da Ceplac, que discute a nova configuração do departamento no âmbito da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria que trata do assunto foi editada pelo ministro da Agricultura em exercício, Eumar Roberto Novacki, no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 2.

“A sinalização de que o grupo está no caminho certo em prol da Ceplac e do cacauicultor foi a aprovação das medidas e a publicação da portaria”, disse Jair Marques, coordenador do GT-Ceplac. “Outro indicativo de que o grupo tem muito a contribuir, é a determinação de contratar, por meio de edital, consultoria especializada para formatar novo modelo organizacional da Ceplac com colaboração do IICA”, afirmou o coordenador.

Mantido pela Ceplac nos estados da Bahia, Pará e Rondônia, o maior Banco Ativo de Germoplasma (BAC) de cacau do mundo também foi contemplado pelo relatório com indicação de estudo da situação atual de seu acervo. O banco possui mais de 4.500 acessos com 70 mil plantas, configurando o mais importante do setor.

De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, o apoio à cacauicultura deverá manter a qualidade dessa produção, principalmente nos biomas amazônico e da Mata Atlântica. “As medidas de apoio à cadeia produtiva são fundamentais, pois ajudarão no melhoramento e aumento da produção do cacau”, enfatizou.

A cultura do cacau gera mais de 70 mil empregos diretos e em torno de 5 mil indiretos. O PIB da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de R$ 15 bilhões de reais.

Em 2017, o país deverá importar 60 mil toneladas de amêndoas e o grande desafio do setor é deixar de ser importador de amêndoas africanas para melhor atender a indústria nacional.

(Fonte: MAPA)

TJ-BA decide mais de 820 mil processos em apenas um ano

Domingos Matos, 04/10/2017 | 18:25

Com ações de modernização que incluem a realização constante de mutirões de saneamento e a digitalização do acervo, o Tribunal de Justiça da Bahia registra avanços importantes em seu desempenho, de acordo com dados extraídos do relatório anual Justiça em Números 2017, editado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O TJBA foi a segunda corte nacional, entre os tribunais de médio porte do País, a realizar mais baixas processuais em 2016. 

Além disso, o índice de produtividade dos magistrados (IPM) da Bahia registrou um crescimento de 53% nos últimos quatro anos, com o volume de processos baixados por juiz tendo passado de 912, em média, em 2013, para 1.397 em 2016. Os juízes baianos conquistaram o quarto melhor desempenho no IPM, ficando atrás somente dos de Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.

Ao todo, os 587 magistrados do estado baixaram mais de 820 mil processos em um ano. De acordo com os dados do CNJ, esse índice foi inferior apenas ao do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com 922.560 baixas. Os resultados alcançados pelo judiciário baiano estão 40,81% acima da média apresentada pelos demais tribunais da mesma categoria: 582.365.

MINHA MÃE FOI FESTEJAR NA ETERNIDADE

Domingos Matos, 01/10/2017 | 15:15

Adroaldo Almeida*

Dona Almerinda, minha mãe, abriu as cortinas do baile do tempo e foi celebrar na eternidade. Pôs o seu vestido mais bonito, estampado de ternura e gentileza, descansou os pés da máquina Singer, calçou sapatilhas adornadas com o perene orvalho translúcido da aurora e flutuou no tapete mágico da espiritualidade para virar estrela na constelação da misericórdia.

Dona Almerinda, minha mãe, partiu na primavera carregando um buquê de crepúsculos e madrugadas nas agulhas e dedais das suas mãos, bordando matas celestes e rios siderais na fina seda do tecido de nossas vidas.

Dona Almerinda, minha mãe, calou o silêncio e soprou sobre a brisa da vida o ar e a voz da sua mansidão angelical. Então, resoluta e de roupa nova, suave e pura, atravessou a excelsa torrente até a outra margem e retornou para sua mesa no banquete do Pai Eterno.

Dona Almerinda, minha dulcíssima mãe, dona de casa e costureira, fatigada de combater na Terra, subiu ao Céu para preparar os manjares de Deus e alinhavar as túnicas do Criador. Para sempre, como sempre.

Adroaldo Almeida é filho de ALMERINDA NASCIMENTO SILVA (1929-2017).

CPI realiza ações e palestras de prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo

Domingos Matos, 25/09/2017 | 22:13
Editado em 29/09/2017 | 09:13

Com uma série de palestras e outras intervenções, a exemplo de dinâmicas de grupo e distribuição de cartilha educativa, profissionais da equipe de Psicologia e Psiquiatria realizaram um trabalho de alerta e prevenção ao suicídio junto a reeducandos do Conjunto Penal de Itabuna.

Na sexta-feira (22) ocorreu, no Centro de Ressocialização, a culminância do projeto, com a palestra “Suicídio – Entender para Prevenir”, proferida pela psicóloga Solange Prates, reunindo mais de 100 internos. A psicóloga, especialista em Saúde Mental, faz parte da Secretaria de Saúde do Município de Itabuna.

A iniciativa envolveu a direção do Conjunto Penal e toda equipe da Socializa, da Gerência à Segurança, incluindo a equipe multidisciplinar de ressocialização. O trabalho fez referência ao Setembro Amarelo – o mês de setembro é mundialmente dedicado à prevenção do suicídio.

Ação externa

Além da ação com os internos do CPI, a Socializa desenvolveu uma ação externa, em parceria com a Escola Estadual General Osório. A empresa cedeu um de seus profissionais da Psicologia para realizar uma palestra sobre Ressocialização, durante seminário que abordou a violência no ambiente escolar, no esporte e na sociedade.

O psicólogo Alessandro Peixoto falou do trabalho de ressocialização desenvolvido com os internos e abordou o Setembro Amarelo no âmbito do CPI. Foi realizada ainda a distribuição de cartilhas de prevenção ao suicídio – a mesma com que a equipe trabalhou com os internos – para professores e estudantes do Ensino Médio.

Rui autoriza início das obras do Centro de Canoagem em Itacaré

Domingos Matos, 25/09/2017 | 09:44

Além de ser um disputado destino turístico do sul da Bahia e atrair visitantes de todo o mundo para a prática do surf, Itacaré também é banhada pelo Rio de Contas, onde a prática de esportes como a canoagem incluiu a cidade no projeto de formação de novos atletas da modalidade. Na manhã deste sábado (23), o governador Rui Costa assinou no município a ordem de serviço que autoriza a construção do Centro de Treinamento para Canoagem de Itacaré e visitou o local onde o equipamento será construído.

"Quero agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui hoje realizando entregas e assinaturas para melhorar a vida das pessoas. Um centro deste tem um objetivo muito maior que trazer medalhas, mas de colocar os jovens no caminho do bem", afirmou Rui sobre a construção do centro e o apoio ao projeto Remando no Rio de Contas, que atende a 90 crianças em Itacaré.

As obras vão receber um investimento de R$ 952 mil e serão realizadas pela Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). "É uma grande satisfação. Um compromisso que o governador assumiu nos Jogos Olímpicos com os nossos medalhistas Izaquias Queiroz e Erlon de Souza, e hoje estamos aqui transformando uma promessa em realidade", destacou a secretária da Setre, Olívia Santana.

Mais centros

Ubaitaba e Ubatã também terão unidades de treinamento. Na tarde deste sábado (23), em Ubatã, além de autorizar o início das obras do Centro de Treinamento para Canoagem, o governador inaugura a pavimentação em paralelo, contenção e drenagem superficial da Rua Dois de Julho e da 1ª e 2ª Travessa Dois de Julho, no bairro Dois de Julho.

Cada centro de treinamento vai disponibilizar 90 vagas para jovens a partir de 7 anos, portadores ou não de deficiência física, com aulas de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino, durante um período de 19 meses. Os jovens serão, preferencialmente, alunos de escolas públicas e organizações de ensino que possuam baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e que estejam em situação de risco social.

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