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Hortas escolares reforçam desenvolvimento pedagógico na rede estadual 

Domingos Matos, 10/09/2019 | 14:51

O manejo do solo e o plantio de mudas de hortaliças, frutas e flores vêm transformando a relação de estudantes com o espaço escolar. A partir do projeto 'Hortas Escolares - plantar, cuidar e cuidar-se', mais de 400 mil alunos da rede estadual passaram a ter contato com a terra nas próprias escolas. Uma delas é o Colégio Estadual Alaor Coutinho, em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 

"O Horta nas Escolas vem na perspectiva de atender ao Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, com o objetivo de promover uma alimentação mais saudável, tendo como ponto de partida o fazer pedagógico. As hortas são criadas e utilizadas pelos nossos estudantes e professores como laboratório vivo", explica o coordenador estadual de Educação Ambiental e Saúde, Fábio Barbosa. Em 2019, a iniciativa recebe um investimento de R$ 300 mil do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação.

No Alaor Coutinho, 12 estudantes do ensino médio participam do projeto às terças-feiras. Eles plantam coentro, tomate, pimenta e alface, além de flores. Os alimentos colhidos são utilizados no preparo da merenda escolar. "Eles aprendem sobre a rotação de cultura e as técnicas de manejo e cultivo. Nós também fazemos um trabalho sobre os defensivos naturais, para não utilizar nenhuma parte química de contaminação do solo. Eles conseguem identificar quando há necessidade de adubação e também o período de colheita. É um trabalho muito enriquecedor", conta a professora responsável pelo projeto, Patrícia Figueiredo.

Em períodos específicos, como a colheita, o número de participantes aumenta. A diretora do Alaor Coutinho, Maria do Socorro Aquino, destaca que a iniciativa "contribui para o aprendizado de conteúdos, mas também para o exercício da cidadania. Os estudantes passam a valorizar o trabalho que é feito com a terra. Eles compreendem a importância da alimentação mais saudável, de cuidar da escola e a entender a horta como um espaço que, além do aprendizado, revitaliza o convívio na escola". 

Para a estudante Ingrid Santos, 19 anos, do 3º ano, o projeto favorece a integração com os colegas. "A gente não se falava. Só andávamos no corredor, mas não sabíamos quem era quem. E, nesse tempo todo de horta, a gente consegue se dar bem, falar, plantar e colher", afirma. 

Também aluno do 3º ano, Carlos Eduardo Santana, 18, considera a experiência um incentivo para aumentar a qualidade de vida dos estudantes. Graças ao projeto, ele já entende, por exemplo, a diferença entre o alimento com agrotóxicos e o orgânico. "Dá para perceber a diferença no sabor, tamanho e coloração". 

Projetos sociais de parques eólicos transformam vidas no semiárido baiano

Domingos Matos, 30/07/2019 | 10:18

Quando os parques eólicos se instalam, levam junto mudanças para determinada região. Na Bahia, os 156 parques eólicos em operação, atraídos pelo Governo do Estado através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), além de fortalecer a economia do semiárido e torná-la mais dinâmica, investem também em desenvolvimento social, beneficiando direta e indiretamente as comunidades locais. Os projetos sociais vão do empoderamento de artesãs à criação de hortas comunitárias.

Os complexos eólicos já investiram R$ 15,4 bilhões, em 20 municípios, e geraram mais de 28 mil empregos diretos na fase de construção, de acordo com o Informe Executivo de Energias Renováveis do mês de julho, publicado pela SDE. “A consolidação da energia gerada pelos ventos no estado é sem dúvida um grande orgulho para todos os baianos. O vento que gera energia limpa, alimenta esperanças e sonhos, transforma vidas e proporciona renda e empregos para população”, afirma João Leão, vice-governador e secretário da pasta.

A Enel Green Power é uma das empresas que investem em ações de desenvolvimento social. Em Morro do Chapéu, a empresa apoia a comunidade Queimada Nova, que fica no entorno da planta eólica. Através do “Empodera Morro”, as mulheres aprenderam a utilizar a matéria prima local, tapioca e leite de coco, para fabricar diversas receitas de biscoitos. Elas receberam todos os insumos necessários para iniciar a produção e a venda dos produtos possibilitou a compra de um forno.

“Mudou a vida de muitas mulheres, aprendemos muitas coisas boas, hoje nós podemos chegar para um filho nosso e falar: eu sei a receita de um biscoito. Então é uma coisa muito importante. É muito forte. Hoje lugar de mulher é onde ela quiser”, afirma emocionada Faraildes Queiroz, moradora da comunidade.

“Quando a gente chegou em Morro do Chapéu, mapeamos diversas iniciativas que tivessem a ver com a criação de valor compartilhado. E o “Empodera Morro” trouxe esse projeto, que tem tudo a ver com os valores da Enel, de empoderamento da mulher e apoio à diversidade”, explica Deise Damasceno, especialista em Sustentabilidade da Enel. Em 2018, o grupo destinou cerca de R$ 51 milhões em investimentos sociais externos.

No município de Umburanas, o sonho da comunidade de Rodoleiro, de ter uma horta comunitária, foi realizado pela ENGIE. “A energia eólica trouxe para nosso povoado uma sede para associação de moradores, possibilitou a implantação de uma horta, sonho de toda uma vida e que nos proporciona uma alimentação saudável, além de ter empregado muitas pessoas”, afirma o morador Robeilton Joaquim da Silva.

Já os moradores da comunidade de Barriguda do Lima, no mesmo município, foram beneficiados com o Projeto de Educação de Jovens e Adultos. “Muitos moradores que não tinham oportunidade de emprego e passaram a ter com a chegada do parque eólico, além disso, falar do projeto de alfabetização é uma honra muito grande porque eu não sabia ler e hoje sei ler e escrever”, conta Aurelina Almeida Cunha.

“A ENGIE investe em projetos sociais porque entende o importante papel que exerce nas comunidades que cercam seus empreendimentos. Atuar com responsabilidade social não é uma obrigação, mas sim parte do nosso DNA e da cultura da empresa. Projetos como o AJA e as hortas mandalas são bons exemplos de como podemos impactar positivamente na qualidade de vida das pessoas, contribuindo para um presente e um futuro melhor. Essa postura é amplamente reconhecida pelo mercado, que nos aponta como uma empresa transparente e de forte caráter social”, afirma Eduardo Sattamini, diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia.

A ENGIE investiu em 2018, R$ 17,3 milhões em áreas de educação, saúde, infraestrutura (pavimentação), esporte e lazer, geração de renda, planos diretores e planos de gerenciamento de resíduos sólidos.

Veja dos dados de Eólica: https://bit.ly/2SNxEdd

E os números de Solar: https://bit.ly/2ZiOao3

Prefeitura de Ibicaraí realiza capacitação para o Programa Adab na Escola

Domingos Matos, 19/04/2017 | 08:48

Na manhã da segunda-feira, dia 17, teve início, na sala de vídeo da Faculdade Montenegro, o curso de capacitação do programa Adab na Escola, que é um projeto de parceria entre a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia  (Adab) e a Prefeitura de Ibicaraí, através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. O curso seguiu a terça-feira (18).

A capacitação foi destinada aos professores do Grupo Escolar José Tito de Lima, Ieda Barradas e Coordenação do Campo e EJA, que irão trabalhar com os alunos em sala de aula. A parceria visa estimular o aprendizado de novas técnicas de cultivos e criação com sanidade, além de ensinar o produtor a defender sua plantação através de novos conhecimentos.

De acordo com a vice-prefeita e secretária de Educação, Adriana Assis, com o projeto ADAB na escola serão formados sanitaristas ao longo de todo ano letivo, além da formação de hortas e pomar, levando os alunos do 4º e 5º ano a serem formadores de opinião.

“Estamos buscando produzir, junto às gerações futuras, mudanças de comportamento em relação à saúde agropecuária, bem como criar novos agentes de mudanças no seio das famílias desses escolares e em suas comunidades. O prefeito deu carta branca para implantar o projeto em Ibicaraí”, afirmou Adriana Assis.

“A ideia dessa parceria vem desde quando eu estava vereadora. E, hoje, na condição de vice-prefeita e secretária de Educação, estou tendo a oportunidade de concretizar esse desejo de trazer a Adab para orientar os nossos alunos e, acima de tudo, formar jovens sanitaristas. O prefeito Lula Brandão também apoia este projeto, e hoje podemos contemplar esta boa realidade.” Disse a vice-prefeita e secretária de educação Adriana Assis.

Na oportunidade, estavam presentes a vice-prefeita e secretária de Educação, Adriana Assis, a engenheira agrônoma e fiscal estadual de agropecuária (FEA), Catarina Cotrim de Matos Sobrinho, o gerente da ADAB Itabuna, Robson Bispo de Souza, o engenheiro agrônomo e FEA, Roberto Costa Lima Bomfim, o engenheiro agrônomo e FEA, Gilmar Meyer Farias, o engenheiro agrônomo, Clécio Luiz Santana Teles, o médico veterinário e FEA, Luciano Cesar Santos Santana e a Médica Veterinária e FEA, Selma Cristina Honorato dos Santos.

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