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Dono de padaria é morto no bairro São Roque e Itabuna registra o segundo homicídio em menos de 4 horas

Domingos Matos, 04/09/2019 | 10:48
Editado em 04/09/2019 | 13:32

Dois homens em uma motocicleta mataram na manhã desta quarta-feira (04), o dono de uma padaria na Avenida Bionor Rebouças (foto), no bairro São Roque, em Itabuna. Romoaldo dos Santos, que era mais conhecido como "Peu", tinha 43 anos e foi morto enquanto atendia no caixa do estabelecimento.

O empresário ainda foi levado com vida para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, mas não resistiu aos ferimentos.

O crime está sendo investigado.

Outro assassinato 

Além do empresário Romoldo dos Santos, a violência fez outra vítima nesta quarta-feira (04), registrando o segundo homicidio em menos de 4 horas. Um homem foi executado com vários tiros, durante a madrugada, no bairro São Caetano.

Até o fechamento dessa matéria, a vítima não havia sido identificada.

Assaí Atacadista inaugura loja em Ilhéus, nesta sexta-feira (26)

Domingos Matos, 24/07/2019 | 20:05

Nesta sexta feira, 26 de julho, o Assaí Atacadista abre as portas de sua unidade no município de Ilhéus. A inauguração marca a continuidade do plano de expansão da rede para 2019, que planeja a abertura de 15 a 20 lojas até o fim deste ano, e reforça a importância estratégica do estado para as operações da companhia. A nova unidade, a 149ª no Brasil, é também a 12ª do Assaí na Bahia. No Nordeste, é o estado com o maior número de unidades da bandeira.

Em preparação para a abertura, a rede investiu 53 milhões de reais e criou mais de 500 postos de trabalho, entre diretos e indiretos, gerando oportunidades de emprego e renda, e contribuindo para o desenvolvimento econômico do município.

“Ilhéus vive um momento muito importante. Atraiu investimentos e obras que serão fundamentais para mais um salto de desenvolvimento econômico e social. Estamos muito orgulhosos por fazer parte dessa nova fase e poder atender a população local com variedade, qualidade no atendimento e preços competitivos, que as são marcas registradas do Assaí”, afirma Belmiro Gomes, presidente do Assaí Atacadista.

A nova loja tem mais de 5 mil m2 de salão de vendas, 26 checkouts e 441 vagas de estacionamento para carros e motos. Preparada para atender transformadores (food service, lanchonetes, pasteleiros, restaurantes), revendedores (donos de padarias, mercados, mercearias, cantinas), utilizadores (escolas, hotéis, clubes, condomínios) e, também, consumidores finais, o Assaí em Ilhéus oferecerá um sortimento de mais de sete mil itens, de grandes marcas nacionais e importadas, incluindo alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal e limpeza, de bazar, para automóveis e animais de estimação, além de descartáveis e embalagens.

Localizada na Zona Sul de Ilhéus, uma das áreas que mais cresce na cidade, a unidade funcionará de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, e aos domingos e feriados, das 7h às 18h, na Avenida Olivença (em frente à Cabana Gabriela).

Política de preços

Um dos diferenciais do Assaí é a política de dois preços, que atende às necessidades dos diferentes perfis de clientes que frequentam as lojas da rede. Com a política, os clientes podem adquirir desde uma caixa fechada de determinado produto até uma única unidade, sem deixar de aproveitar os preços competitivos que a bandeira oferece.

Além disso, o Assaí disponibiliza o seu cartão de crédito próprio, o Passaí, que permite a qualquer cliente pagar o preço de atacado, mesmo comprando uma única unidade de um item. O benefício é inédito no segmento de atacado de autosserviço. Lançado em 2017, o Passaí já é responsável por 5% do total das vendas da rede, atingindo 10% em algumas unidades.

Sustentabilidade

A unidade Assaí Ilhéus conta com iluminação 100% em LED e ilhas de refrigeração e congelados (freezers) com portas, iniciativas que proporcionam uma experiência de compra mais agradável aos clientes ao mesmo tempo em que reduzem o consumo de energia elétrica. Conta, também, com fachada de vidro e telhas translúcidas, garantindo um melhor aproveitamento da luz natural e redução nos gastos com energia. 

Paralelamente, a rede investe em outras iniciativas sustentáveis, como o descarte correto de resíduos e itens recicláveis usados no dia a dia das lojas, incluindo caixas de papelão e óleo de cozinha. E incentiva, também, o uso de sacolas retornáveis. A coleção de sacolas do Assaí conta com quatro modelos, todos com capacidade de 15kg e estampas inspiradas na mandala, que é o símbolo da integração e da harmonia.

Para o público em geral, a loja oferece coletores de pilhas e baterias, que garantem o descarte adequado desses produtos, evitando assim a contaminação do solo.

Crescimento

O Assaí tem apresentado números significativos de crescimento. Em 2018, a rede alcançou faturamento bruto de R$ 24,9 bilhões, com um expressivo acréscimo de 4,9 bilhões em vendas, na comparação com 2017. Registrou, também, a sua melhor venda por m2 dos últimos cinco anos. Para 2019, o Assaí planeja a abertura de 15 a 20 unidades. A loja Assaí em Ilhéus é a quinta inauguração no ano.

O forte ritmo de crescimento do Assaí pode ser explicado a partir de alguns fatores. Um deles é a assertividade do negócio e sua adequação aos diferentes perfis de clientes que frequentam as lojas da rede. Além disso, preços competitivos e um atendimento de qualidade, características da rede, ajudam a diferenciar a bandeira. De acordo com a Nielsen, o atacado de autosserviço é, hoje, o formato com maior penetração nos lares brasileiros. A chegada do modelo a novos estados e municípios, sem dúvida, tem ajudado a popularizar o formato.

Sobre o Assaí Atacadista

O Assaí Atacadista possui 149 unidades em 18 estados (AL, AM, BA, CE, GO, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, SE, SP, TO) e no Distrito Federal. Negócio de atacado do GPA, a rede opera com o formato Cash&Carry, conhecido como atacado de autosserviço, e está em plena expansão. Em 2018, a bandeira inaugurou 18 novas unidades no Brasil e fechou o ano com vendas brutas de R$ 24,9 bilhões, expansão de 24,2% em relação ao ano anterior.

Programa Empreender vai contribuir para o desenvolvimento do comércio de Itabuna

Domingos Matos, 18/02/2019 | 13:19

Fomentar e desenvolver as empresas do município, a partir do diagnóstico dos problemas, com o fim de, buscar soluções para os empreendimentos do mesmo segmento, utilizando uma expertise internacional. Esse é o principal objetivo do Programa Empreender, de acordo com o consultor Valdemir Souza que apresentou a metodologia do Projeto às lideranças locais, presidentes de bairros e órgãos parceiros da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, na quinta-feira (14).

O encontro também contou com a presença da Câmara de Dirigentes Logistas – CDL de Itabuna, que parabenizou a importância da iniciativa em auxiliar o micro e pequeno empreendedor: “este Programa é muito importante para ampliar a formação de quem já está no mercado, e também para quem deseja crescer com qualidade. E isto irá beneficiar toda a cadeia local, possibilitando, entre outros, a abertura de vagas de emprego e qualidade no atendimento, e terá todo nosso apoio”, declarou o Presidente, Carlos Leah.

“Nós temos inúmeros exemplos na Bahia de empresas que conseguiram êxito através de inciativas como esta, que é reunir o mesmo segmento em discussões e busca de soluções conjunta. O programa é uma inciativa oportuna e excelente. E, nós do Sebrae estaremos junto com a ACI contribuindo com a nossa expertise para auxiliar ao micro e pequeno empresário”, declarou a coordenadora regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo.

A reunião contou ainda com a presença de representantes do Movimento Empresarial Sul da Bahia em Ação - MESB, Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista do Comércio de Itabuna - SINDICOM, Banco do Povo, Caixa Econômica, Sala do Empreendedor e foi bastante proveitosa, de acordo com o presidente em exercício da ACI, Carqueija Júnior, “foi muito positivo a participação de todos hoje, o Programa Empreender foi abraçado pelos presentes e acredito que com este engajamento teremos turmas completas e o programa será um sucesso”, concluiu.

O lançamento oficial do Programa será dia 27 de fevereiro, com exposição da metodologia, formação das turmas e cronograma de tarefas. O Programa Empreender terá duração de um ano e tem como público alvo: os empresários dos segmentos de salão de beleza, oficinas mecânicas, mercados, padarias e hotelarias e é uma parceria entre a Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia – Faceb, a ACI e o Sebrae.

 

Pataxós ameaçam retomar bairro em Itaju do Colônia

Domingos Matos, 26/11/2016 | 14:29
Editado em 26/11/2016 | 14:36

Moradores do bairro Parque dos Rios, em Itaju do Colônia estão assustados com a possibilidade de perderem suas casas. Índios da etnia Pataxó Hã Hã Hãe ameaçam com a retomada da área do bairro, que fica localizado nos limites de uma área de 54 mil hectares, objeto de conflito há mais de 50 anos. O local, totalmente urbanizado, abriga escolas, creche, academia, áreas de lazer, unidade de saúde, igrejas, mercados e padarias, e as casas existiriam no local há mais de 40 anos

O prefeito eleito de Itaju, Djalma Orrico (PSDB), antevendo o tamanho do problema que terá pela frente, levou comitiva a Salvador, para conversar com deputados dos partidos que deram sustentação à coligação da chapa vencedora, “Juntos Somos Mais”, no intuito de reivindicar segurança pelo bem-estar social e buscar soluções pacíficas entre as partes.

Djalma Orrico e o vice-prefeito eleito, Valério Aguiar, após contato com deputados, sugeriu uma visita da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a Itaju. “Também mobilizamos a bancada federal a fazer alertas no Congresso sobre a causa, além de marcar audiência em Brasília com ministros da área, visando sensibilizar pela necessidade urgente de ações que promovam a paz e a ordem”.

Ausência

Há, como ingrediente agravante, a falta de segurança e a ausência de ações do município e do estado naquelas áreas, o que facilitou o aumento da violência no distrito de Palmira. “A violência ocorre em proporções desastrosas. Já ocorrerem troca de tiros em ruas e avenidas por bandidos que confiam na ausência do Poder Público para gozarem de total impunidade”, denuncia Orrico.

O prefeito eleito disse estar preparado para, “pelo bem do povo de Itaju, trilhar os caminhos árduos de administrar todas as mazelas e problemas que a cidade enfrenta. Esse é o nosso compromisso, a nossa vontade e será, se Deus quiser, a nossa marca: administrar para todos”.

(Publicado originalmente no Jornal Agora. Na foto, reunião com o deputado Zé Rocha)

Mexicanização do Brasil – a contribuição de Itabuna

Domingos Matos, 22/09/2011 | 17:16
Editado em 22/09/2011 | 17:34

Domingos Matos

domingos matosO México talvez seja, ao lado da Rússia, o principal exemplo da radicalização do crime organizado, ao ponto de torná-lo quase endêmico e, aos olhos de quem está de fora, totalmente institucionalizado nas entranhas do país. Deve haver outros, mas esses são os exemplos que nos vêm à mente agora. Para ficar no mais próximo, inclusive culturalmente, falemos do caso México: os cartéis do tráfico tomaram conta de boa parte do território, o que significa dizer que avançam, como o crime organizado faz em qualquer lugar, sobre o setor público, corrompendo autoridades, assumindo o papel do Estado, seduzindo hordas de crianças e mulheres – os homens são os primeiros a cair em suas garras – e formando seu exército paralelo. O Brasil está nesse caminho, e se destaca com louvor.

Mas, o que seria o crime institucionalizado? Quem se lembra do episódio protagonizado em São Paulo pelo grupo denominado Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006, entende o que é e o poder de fogo do crime organizado e institucionalizado. Naquele ano, a partir de um presídio, ataques coordenados desestabilizaram todo o sistema policial daquele estado, chegando a refletir em diversos outros – na Bahia, Itabuna foi uma das cidades em que ônibus foram queimados.

Também naquele ano, descobrimos que o PCC estava dando um salto em direção ao verdadeiro crime institucionalizado: em vez de gastar dinheiro corrompendo representantes do sistema, passou a financiar os estudos de jovens valores para torná-los advogados, juízes, promotores e outras autoridades que trabalhariam a seu serviço. Pelo tempo em que a prática foi implantada, é fácil deduzir que muitos desses doutores do crime já estão em plena atuação pelo país afora.

No México, conta-se às dezenas o número de prefeitos e outros políticos que as gangues matam ao ano, além de demais autoridades que se interponham em seus caminhos. Aqui, juízes estão sob ameaça e a categoria se vê assustada após o assassinato de uma magistrada no Rio de Janeiro, executada porque combatia o crime institucionalizado dentro das forças policiais. Mas, engana-se quem imagina que coisas desse tipo só acontecem em cidades como Rio e São Paulo. Acostumamo-nos a esse pensamento por tê-las como as metrópoles onde tudo é ‘normal’, de tudo acontece. Como dizia um ditado dos anos 80: “é onde filho chora e mãe não vê”.

A realidade hoje é outra. Cidades como Itabuna estão invertendo essa sentença: aqui, ou em qualquer parte do país, ‘mãe chora e filho não vê’, porque já está morto. O crime organizado matou, de um jeito ou de outro. Alguns exemplos de crimes institucionalizados nos dão a certeza de que, com a contribuição de cidades como Itabuna, o Brasil corre a passadas largas, para uma mexicanização completa.

Vejam o caso da própria Itabuna. Há cerca de um mês, um homem foi assassinado em frente a um posto de combustíveis no centro da cidade. Passado o choque, as informações. Era o motorista que levava da fonte ao destino a maioria dos veículos roubados na cidade e na região. Havia sido preso três dias antes e foi solto a cerca de 72 horas de seu encontro com a morte.

Investiga-se um pouco mais e chega-se à constatação óbvia: fazia parte de uma rede enorme de roubo de carros, foi executado porque, ao ser preso, virou um arquivo. Como pagou fiança e saiu, quem garantia que não seria seguido pela polícia e entregaria todo o esquema de bandeja? Vendo por outro viés: quem garante que não levaria a gente graúda, que financia o roubo desses carros, dá proteção aos operários e lucra com a revenda do produto? Quem também garante que essa vertente do crime institucionalizado está totalmente dissociada da que opera o tráfico de drogas no atacado no município? Aliás, o que foi feito a partir da descoberta de que, no bairro Nova Itabuna, há um local acima de qualquer suspeita que abriga um cemitério de carros roubados e ali depenados?

Mas o crime institucionalizado não nasce e não morre aí, senhores. Esse é o ponto intermediário, aquele em que até se permite a descoberta de um ou outro esquema. Chamo de o “estágio da estabilidade relativa”. Sua origem é incerta. Alguém consegue estabelecer se ele nasce no ninho da águia, na mais alta das copas, ou se nas entranhas da terra, em ninhadas de bichos que rastejam? Para mim, é tão fácil crer que o exemplo de nossos políticos, que desviam milhões de reais da saúde pública, serve de estímulo às pessoas simples a também se corromperem, quanto acreditar que tudo vem da base: o menino que vê o pai não devolver o troco a mais na padaria e toma isso como exemplo tem grande potencial para se transformar em um chefe de gangue no bairro ou em um vereador, prefeito ou deputado corruptos.

Como na Grécia antiga, ele pode nascer na tragédia. Como na história contemporânea, ele pode vir do drama. Aqui, “tragédia” é o conjunto de dificuldades que fazem com que só o mais forte sobreviva. Por falta de um anticoncepcional ou de planejamento, a mãe tomou chá amargo, mas não perdeu o bebê. Nasceu em falta de tudo. Teve que roubar o lanche do coleguinha, depois o lápis, depois o celular, o tênis. Acabou roubando a vida. Mas sobreviveu. Já o “drama” é representado pela nossa política. Vemos de tudo, político que cai em desgraça num dia, que é julgado no outro, mas que sempre encontra seu final feliz. Drama autêntico. Na Grécia antiga, o drama acabou por matar a tragédia como expressão artística. Aqui, ainda brigam, mas pela paternidade do maior mal do país, o crime generalizado e institucionalizado.

O que se percebe é que, nas mais altas ou nas mais baixas castas da sociedade, o crime foi institucionalizado e banalizado. Dia desses, paciente que passava a noite na fila do Posto de Saúde do bairro Califórnia, depois de ter sido o primeiro a chegar, lá pelas 19 horas, viu um sujeito entrar em sua frente, com o dia quase amanhecendo. Achando que seria apenas um folgado, interpelou-o: “moço, esse lugar é meu, cheguei aqui ontem à noite”. O sujeito pouco falou. Foi em casa, ali nas proximidades, e voltou armado. Algum tempo depois, pegou a ficha número um. As pessoas da fila achavam que era um viciado, um nóia, que estaria marcando o lugar para alguém, mas era um dos líderes do tráfico.

Na mesma zona, alguém com trânsito nos meios políticos retém em seu poder dezenas de autorizações para procedimentos médicos na rede pública, e as vende ou as dá, de acordo com o grau de amizade com ‘seus’ pacientes ou com seus próprios interesses, inclusive políticos. Do outro lado da cidade, funcionário público exige propina para facilitar a retirada de um documento de veículo, uma carteira de habilitação. Nos hospitais, técnicos operam em benefício próprio aparelhos de última geração para exames sofisticados, caríssimos e inacessíveis aos pacientes da fila do posto de saúde do Califórnia. Basta pagar um por fora.

Na política, a Câmara de Vereadores está sob investigação da polícia federal, que busca desvendar um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público dos últimos anos. Tudo já detectado por uma investigação interna e, depois, por uma auditoria externa. Perguntado por que não se abre um processo de cassação contra os acusados, uma autoridade responde: “Como fazer isso, se praticamente todos ali se beneficiaram do esquema?”. Na prefeitura, a coisa flui de um simples desvio de material para construção da casa de praia de um pobre coitado até esquemas inconfessáveis, que visariam à privatização da Emasa.

É quase parte da cultura. Mas, no fim, o que choca é o fato de não encontrarmos guarida onde seria nosso último refúgio, as leis e o Judiciário. Não esqueçamos que temos exemplos de juízes que se aposentaram compulsoriamente para fugir de investigações, escrivã que é presa (injustamente?) acusada de formação de quadrilha e advogados que agem como mulas do tráfico de influência até junto às cortes superiores. Mais institucional que isso, impossível. Parece que tudo virou uma grande quadrilha, e o que se salvam são as exceções.

Felizmente, essas existem e são maioria, embora não pareça.

Domingos Matos é jornalista e blogueiro, editor do blog O Trombone e do jornal Agora

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 29/05/2011 | 15:21
Editado em 29/05/2011 | 17:00

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Frankenstein

Sem forçar a barra, o inusitado consenso em torno de temas presentes no Código Florestal uniu UDR e comunistas. Chegamos a imaginar a possibilidade de efetivação da reforma agrária, bandeira histórica do comunismo. Mas, a união se voltava para legitimar o latifúndio e anistiar desmatadores, ainda que a anistia possa ser “compensada!” com iniciativas dos muitos detentoras da cultura da motosserra.

Por coincidência, no Pará – pátria da grilagem – o líder extrativista José Cláudio Ribeiro fora assassinado juntamente com a mulher, Maria do Espírito Santo, na véspera da votação, terça 24. O “crime” de José Cláudio: denunciar a ação ilegal de madeireiros.

Certamente agora anistiados.

Vai dar o que falar

Nova lei penal 12.403/2011, de 5 de maio de 2011, vigorando a partir de 5 de julho, torna a manutenção da prisão em flagrante e a prisão preventiva somente para casos raríssimos.

A fiança e as nove medidas cautelares que insere ocuparão espaço antes privativo daqueles institutos de execução penal.

Vai dar o que falar. Até ser compreendida.

Ninguém sentiu a ausência

Ainda que não percebida – ou ignorada quanto à importância que poderia representar – a ausência de Cyro de Mattos no lançamento de “A cidade em tela: Itabuna e Walter Moreira” (EDITUS-2011), obra de Lourdes Bertol Rocha e Elisabete Moreira, na Biblioteca Municipal do Espaço Cultural Josué Brandão, não deixou de causar estranheza. Afinal, apesar da justificativa encontrada – compromisso em Salvador – cheira a algo estranho Cyro de Mattos – que se autodenomina humildemente o “escritor premiado no Brasil e no exterior” – não comparecer ao evento, quando podia marcá-lo para data que lhe fosse oportuna.

Afinal, a promoção do lançamento fora da FICC e não das autoras.

Uma questão de conceito

Itabuna recebe Prêmio Prefeitura Transparente, elevando aos píncaros o orgulho do atual gestor e auxiliares. Para o contribuinte, em geral, fica a dúvida sobre os critérios avaliatórios.

Isso porque não sabe quanto são os gastos individualizados com diárias, almoços, viagens e outros detalhes. Tampouco como aplicados os recursos – que não são poucos – tão “escassos” no olhômetro da população.

Para nós transparência existirá no dia em que cada cidadão dispuser de clareza com referência a cada centavo gasto por entes públicos, quaisquer que sejam: Prefeituras, Câmara etc.

Em outras palavras: menos propaganda e evidente transparência

Itororó

Bomba! Bomba! Bomba de muitos megatons agita(rá) Itororó, na véspera do Festsol. O representante do carlismo e do soutismo na terra da carne de sol – leia-se do PFL/DEM – está prestes a assumir compromisso com um partido da base do governo. Em palavras diretas: Edineu Oliveira será correligionário de Jacques Wagner.

Viagem marcada para as devidas conversas em Salvador. Obviamente, pretende dispor de cargos etc.

Ouvimos pessoalmente do avalista do ingresso, nome por enquanto sob nossa particular guarda, apesar de não haver pedido segredo. Com testemunho.

Nova data

jpsA reinauguração do Jequitibá não mais será no anunciado 2 de junho, mas no 30, em razão da inteira impossibilidade da pompa e circunstância no aprazado, haja vista o andamento das obras.

Pelo andar da carruagem, à luz do estágio em que se encontram e das prometidas inovações – como um viaduto ligando a rua Jequitibá ao estacionamento superior – ainda que o pré-moldado economize tempo, temos que a data mais provável é o dia da cidade, 28 de julho.

Se Deus o permitir!

Contagiosa

Apareceram no noticiário, dia desses perdidos no calendário televisivo, quando emprenhados somos com o que produtores e editores entendem nos interessar, que uma estranha doença acometia melancias na China: sem quê nem pra quê, depois de crescerem e se anunciarem para a colheita, descobriam-se rachadas de alto a baixo. Simplesmente abriam-se e deixavam ao léu a deliciosa polpa vermelha.

Tudo se emoldura ao caminhar de alguns partidos políticos no Brasil. (Não sabemos se algum ainda escapa, ou simplesmente não foi ainda descoberta a doença que o “rachará”). As cartilhas escritas por seus pensadores estão perdendo autores e restando comuns ABCs de molecagem.

E próceres do PT pelo meio. A consultoria de Palloci que o diga!

Se vingar, pode atrapalhar

Não se nega um clima de insatisfação popular para com os políticos em Itororó. Circunstancial que seja, revela vontade de ver algo diferente.

A notícia de que Padre Moisés poderia se candidatar a prefeito da terrinha da carne de sol pode causar estragos.

Para nós, também a certeza de que algumas ovelhas perdidas poderão encontrar-se com o espaço que lhes falta no rebanho do Padre Moisés, retornando ao pastoreio.

Sorria, você está sendo roubado! I

Menos grama aqui, menos mililitro ali, palito de fósforo a menos na caixinha. Multiplicado por milhões de embalagens, o que parece pouco se torna milionária apropriação do dinheirinho nosso de cada. Caso se tratasse de prática realizada por um desses perdidos pelo mundo, típico ROUBO, “assalto à mão desarmada” a justificar cadeia, exposição da imagem e quejandos naturais às ações policiais, principalmente quando o “criminoso” integra o andar de baixo da sociedade.

Sorria, você está sendo roubado! II

Contas-se, como motivação da criatividade empresarial e da iniciativa nada ortodoxa para a criação – para gáudio do capitalismo – que reunião da diretoria de uma indústria de dentifrícios buscava uma solução para aumentar as vendas. Distraído, um servente efetuava a limpeza e repetia baixinho, como um mantra: “aumenta o bico”. Ideias e propostas acaloradas, como muita gente querendo mostrar serviço e o carinha por lá balbuciando o seu “aumenta o bico” até que um dos diretores percebeu a insinuação, que se tornou o carro-chefe do aumento do lucro, sendo o faxineiro guindado a funções de “pensar” e ganhar um pouco melhor.

E todos foram felizes. Mormente o caixa da indústria, com o bico das bisnagas, alimentando a perdulariedade dos mais desavisados que não utilizam até os últimos gramas da “mãe” do sorriso.

Sorria, você está sendo roubado! III

A orientação, lançada no mercado, dizia respeito a aumentar o bico da bisnaga, externamente. Se já ganhavam dinheiro e ampliavam o lucro desta forma, o que dizer de estender o bico para dentro?

É o que vem fazendo a indústria que detém a marca “CLOSE UP”. Enquanto sorridentes globais, nestes últimos dias, expõem a dentição para valorizar o produto, o consumidor está perdendo, em cada bisnaga, pelo menos entre 5 a 10% de dentifrício.

Não podemos dizer outra coisa: “Sorria, você está sendo roubado!”. 

Utilidade pública

Como parece não haver neste País órgão ou autoridade que perceba o “assalto” nosso DE RODAPÉS E DE ACHADOS dá uma dica: não compre a marca!

UESC

Professores continuam em greve. O Governador não conseguiu curvar os docentes. Ainda que dispondo da maravilha de falar sozinho – através de release, “a voz do dono” – onde se faz coberto de razão.

As perorações de Jacques Wagner e seu “saco de bondades” para com as universidades estaduais e os professores em particular não abordam o fato de que o “governo para quem mais precisa” não só suspendeu o pagamento dos docentes como nem mesmo pagou os dias por eles trabalhados.

Tampouco que se utiliza de um expediente abstraído do chicote carlista: só conversa se a categoria voltar às aulas.

Camacã I

jequitibáPerdeu o título e a grandeza que lhe trouxe o cacau nos áureos tempos. E ganha o triste epíteto de massacrador de jequitibá-rei. (VER) Ainda que a indefesa vítima seja um indivíduo símbolo da Mata Atlântica que cobre o cacau. E tivesse 500 anos, ou seja, MEIO MILHÃO DE ANOS.

Certamente alguém vai faturar com a madeira.

Camacã II

A alegação de que a centenária árvore prejudicava alguns que há uma ou duas décadas ocuparam seu espaço – precisamos dos nomes deles – construindo no seu entorno, somente pode ser atribuída à máxima de Mangabeira: “Pense num absurdo; na Bahia já há precedentes”.

Camacã que o diga.

“Miralva por um triz”

Considerando o título acima, no Pimenta na Muqueca de sexta 27, a partir das fontes de que disponha – e o são provavelmente de aliados de Geraldo Simões – a situação da professora Miralva resultará em mais um freio de arrumação para o combalido estado em que se encontra o PT itabunense para 2012 sob o absoluto controle de GS.

Miralva Moitinha na DIREC 7 é a bola da vez. Só falta publicar que o afastamento de figuras históricas da agremiação o foi por culpa de Miralva. Que neste instante encarna o lado ruim de GS. Porque o lado bom sempre será ele.

Miralva, mais uma da lista de fieis e dedicados descartados.

Massacre das amendoeiras

Eis outra contribuição da administração Azevedo – para as futuras gerações – sob comedida e plácida omissão da sociedade itabunense: o “massacre das amendoeiras” da Avenida Amélia Amado.

O infausto laurel será incluído – com fotos do antes e do depois – na “galeria” defendida por Cyro de Mattos nos escombros do Colégio Divina Providência.

Com amplas possibilidades de a centenária Igreja de Santo Antônio acompanhar o périplo da destruição.

Quem está faturando?

Considerando que as dezenas de árvores frondosas são ceifadas e sua madeira serve, pelo menos, para forno de padaria, uma indagação: Quem está faturando com o massacre?

Que a administração do Prêmio Prefeitura Transparência publique no portal quem é premiado com a “lenha” da Amélia Amado.

Faltou o retalho na semana

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ruy Machado, não entregou o relatório de auditoria ao Ministério Público. Ou, quando nada, ainda não divulgou.

Mantém em suspense a terceira etapa da publicidade dentro da programada escassez de “papel e tinta”.

Saia justa

Inglória – são os ossos do ofício – a intervenção da Presidente Dilma em defesa de Palocci, este novo perfil de brasileiro vencedor, prestes a tornar-se paradigma da transparência nacional.

O cheiro pode revelar uma podridão sem limites, capaz de alimentar durante meses a oposição que se encontrava sem discurso e sem motivo para “oposicionar”.

PT se desmanchando I

E marcado fica, para sempre, o Partido dos Trabalhadores como evidência de “ser diferente” dos outros. Nesse sentido conquista o augusto direito de ser “igual aos outros”.

Dos quais não escapa nem o PV, depois da aliança de alguns de seus deputados com a bancada ruralista, aquela que nasceu com a UDR – União Democrática Ruralista – que ensaiou armar a população latifundiária, na segunda metade dos anos 80, para defender seus quinhões, em muito grilados, basta ver o que sempre aconteceu no Mato Grosso e no Pará.

PT se desmanchando II

O partido do ex-trotskista Antônio Palocci, que criticou figuras do governo FHC como Luís Carlos Mendonça de Barros e André Lara Rezende, entre outros, justamente porque se beneficiaram do poder, hoje blinda o petista aplaudido e apreciado por grandes empresários e a mídia. “Ninguém dá nada de graça” – dizia-o Tormeza.

Diríamos a este Palocci, parodiando Drumond para o caso concreto: “Este é um tempo de partido, de homens partidos”.

O aumento patrimonial de Palocci – suspeito até prova em contrário – o faz novo expoente de um partido que foge de ser a representação clássica do trabalhismo. E não se trata aí de pacífica convivência entre capital e trabalho. É o partido esquecendo os trabalhadores que lhe deram motivação e origem.

Ou como diz um indignado ex-petista: é “o PT se desmanchando”.

Curta à vista

Nossa sacrossanta ignorância em modernidades técnicas de acesso impede disponibilizar neste DE RODAPÉS detalhes do curta metragem “A Fórmula”, de Henrique Filho, que traz Valderez (atriz coadjuvante premiada por “Eu me lembro”, de Edgar Navarro), Betão, Eva Lima, Vladimir Brichta, entre outros.

Por não dominarmos esse universo de faces etc. adiamos o comentário. Mas fica o registro.

Sugestão de reportagem

Nós que temos criticado a omissão da sociedade itabunense (clubes de serviço, sindicatos etc.) diante da realidade que envolve os limites entre Ilhéus e Itabuna, para evitar cometer uma injustiça para com a classe política em geral que se elegeu com votos de Itabuna, sugerimos à editoria deste O TROMBONE algumas indagações aos vários representantes desta augusta terra grapiúna, através do seguinte questionário:

1. “Considerando a existência de lei estadual autorizativa para a revisão de limites entre os municípios do Estado da Bahia, como o senhor vê a revisão de limites entre Ilhéus e Itabuna?”

2. “Concorda com a proposta do deputado Coronel Santana de estender os limites de Itabuna até o Salobrinho?”

3. Se não concorda, qual a sua solução ou sugestão a respeito?”

4. “Qual a solução para a realidade e o povo itabunense de empresas estarem se instalando “em Itabuna” no município de Ilhéus, como nos casos da Makro e do Atacadão?”

5. “A área onde instalados o Makro e o Atacadão devem integrar o município de Itabuna ou continuar no de Ilhéus?”

Primeiros e necessários destinatários: Deputados Federais Geraldo Simões, Josias Gomes, Félix Júnior, Roberto Brito, ACM Neto; e os Deputados Estaduais Jota Carlos, Augusto Castro, Rosemberg Pinto...

Abraço grátis

Recebemos da atriz e produtora cultural Eva Lima o vídeo abaixo. Estendemos a sua bela mensagem a todos os leitores do DE RODAPÉS E DE ACHADOS. Para ver, basta clicar no link.

http://www.youtube.com/watch_popup?v=hN8CKwdosjE

Itororó ovacionada

pierreAssim se sentiu a população de Itororó quando da entrada de Pierre no jogo Palmeiras x Botafogo-RJ, no domingo passado.

O nome gritado durante quase um minuto repercutiu na autoestima itororoense, terra do palmeirense.

E o pai, Nozinho Calixto, em prantos diante da televisão!

Só assim!

E o que dizer de Pierre, na segunda 23, na programação do SportTV? Assunto na terrinha. Que só assim fica em evidência.

Por que se depender das arrumações político-partidárias em andamento...

Divórcio à vista

É a suspeita de muitos avalistas para a união “cívica” de Edineu Oliveira e Marco Brito com vistas às eleições municipais de 2012, em Itororó.

Para nós, bem particularmente, pode ser consumada quando Edineu Oliveira ocupar espaço na base do governo Wagner.

ALAMBIQUE

A dinâmica confraria acadêmica, lançada oficialmente na sede da Academia de Letras Garrafais do ABC da Noite, no Beco do Fuxico, em jornais, blogs e sites (sítios) estampa fotografias dos “imortalcoolizados”.

Pouca gente... pouca gente... Na fotografia.

Ao que parece a maioria de seus membros deseja mais recato e menos publicidade, a tônica da ALAMBIQUE.

Afinal, imortal mesmo precisa da obra publicada. De fotografia a coluna social anda repleta, parecendo arquivo de fotógrafo lambe-lambe em Bom Jesus da Lapa.

Cinema

Itapetinga realizará, nos dias 3 e 4 de junho, o 3º Festival de Curta Metragem. Esforço interiorano de manter viva a produção, que os organizadores pretendem ampliada e reconhecida.

Com o pé atrás

José Vitalino Neto, advogado viciado em política, ex vice-prefeito de Itororó, sondado por um amigo Deputado Federal para integrar uma chapa de mudança em 2012. Pensam alguns que para continuar no papel de coadjuvante.

José Vitalino escuta. Gato escaldado tem medo de água fria. Caso do causídico.

A irreverência

O vídeo abaixo mostra o inusitado, irreverente e apoteótico final da apresentação da Orquestra Juvenil da Bahia, no Royal Festival Hall, em Londres. (É a primeira brasileira a tocar naquele tradicional espaço). No programa Stravinsky, Respighi, Chopin, Gershwin, Zequinha de Abreu, dentre outros.

A Orquestra desenvolve um trabalho atualmente com cerca de 170 crianças no Teatro Castro Alves, com uma lista de espera para outras mil, como o diz o pianista Ricardo Castro, idealizador do projeto, em entrevista ao www.conversaafiada.com.br

Como visto, apresentação para romper tradições e concluída com carnaval brasileiro.  

Cantinho do ABC da Noite

cabocoInda mal acabara o estoque de batidas naquele sábado fora questionado pelo freguês que chegara mais cedo e degustava todas. A solução alencarina para tais momentos é suspender o atendimento, quando oferece a solução:

– Só ficou a do despacho – encaminha a proposta.

– De macumba, Cabôco? – intervém um terceiro, na galhofa.

– Não, de despachar vocês – e aponta para o relógio.

_________________

Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Domingos Matos, 10/10/2010 | 13:36
Editado em 10/10/2010 | 14:29

Adylson MachadoQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Lenha na fogueira

Fala-se em articulação de um “movimento suprapartidário” para as eleições de 2012, para alavancar um nome fora do eixo Geraldo-Fernando-Azevedo, para a administração municipal.

Não vão tantos anos, a “terceira via” saíra às ruas. Para superar a dobradinha Fernando-Geraldo.

Nem Fernando, nem Geraldo, se possível Fernando – o provável slogan, como sempre. Veremos os mesmos jornais defendendo o movimento de hoje como o de ontem. E na hora H muitos de seus líderes nas passeatas de Fernando Gomes.

Se não sugerirem um certo empresário para candidato único, como tertius salvador.

Caça às bruxas

Inicia-se o processo de caça aos “culpados” pelo resultado eleitoral deste ou daquele candidato. Em especial, petistas estariam comprometendo o desempenho da Presidente do PT local, Miralva Moitinho. Como fritura é excelente.

Sem proselitizar defesas, no particular das urnas para Geraldo Simões, cumpre registrar que o Deputado reeleito (com universo eleitoral reduzido em 13 mil votos), parece fácil e imediato fazê-lo considerando os 12 mil a menos em Itabuna.

Não esqueçamos que Geraldo ocupou espaços Bahia a fora, depois de ampliar a sua imagem via CODEBA e Secretaria de Agricultura.

Padaria só vende pão

marmitaEsse o axioma da Justiça Eleitoral em Itajuípe. A propósito de aplicar a legislação pertinente aos pleitos, proprietários de padarias e lanchonetes foram alertados no sentido de que não poderiam comercializar no dia da eleição, além do sagrado e milenar pão de cada dia. Muitos estabelecimentos cerraram portas no aprazado dia e os eleitores do interior descobriram nova forma de “bico seco”.

Tolerou-se picolé, sorvete, geladinho e pipoca. Coisa, assim, de criança! Já pastéís, coxinhas, quibes, empadas, mistos, ambúrgures e sucos variados tornaram-se perigosos instrumentos contra a paz e incolumidade públicas. Espetinho, nem pensar!

Recomenda-se, neste segundo turno, que o eleitor do interior do município traga sua quentinha, seu embornalzinho com farofa, seu quente-frio, seu litrinho d’água!

Mais autenticidade

Espera-se nesta fase do processo eleitoral, que os presidenciáveis se enfrentem, efetivamente, no âmbito de suas propostas e, mais que isso, desmistifiquem um ao outro (quem tiver rabo de palha que apague o incêndio), inclusive demonstrando o que o outro exercita de demagogia.

Serra precisa vincular Dilma (e provar) aos escândalos que a mídia se utiliza para criar fatos suscetíveis de sensacionalismo eleitoral e não se escudar na “mentira repetida”.

Dilma, para trazer Serra ao verdadeiro debate em defesa dos interesses nacionais. Pré-sal como grande tema (afinal, não se minimiza a expectativa de reservas que representam 10 TRILHÕES DE REAIS) que o PSDB e DEM certamente entregarão à iniciativa privada (leia-se capital internacional) a preço de banana podre, como já o fizeram com as privatizações no tempo de FHC, algumas propostas pelo próprio José Serra, como as da Vale do Rio Doce e da Light, sem falar no que “vendeu” do Estado de São Paulo (www.conversaafiada.com.br).

Mantra

Obama já afirmou que, lá nos Estados Unidos, parte da imprensa funciona como partido político, tal o escancarado posicionamento em relação a este ou aquele candidato. No Brasil a coisa mais se aprofunda. Não é um ou outro veiculo de “informação”, mas um conjunto deles: um prepara o meio de campo, outro lança, outro chuta.

Temas melindrosos são dirigidos somente à candidata Dilma; sobre o que pensa do futuro, a Serra. Caso a vírgula não seja bem posta, manipula-se a declaração; para pior (Dilma), para melhor (Serra).

Até a edição de tomadas (na televisão) é trabalhada em favor de um mantra, para materializar a “divindade” dos sonhos.

Conversa Afiada (www.conversaafiada.com.br)

phaO respeitado – e nunca desmentido – Paulo Henrique Amorim, que tem denunciado as espúrias relações de Daniel Dantas com próceres da República tucana, dentre eles José Serra e sua filha Verônica Serra e Gregório Marin Preciado (ver RODAPÉS de 09 de outubro e “Verdade sobre a quebra de sigilo”, neste O TROMBONE), disponibiliza em seu blog trecho de “Os Porões da Privataria”, livro de Amaury Ribeiro Jr. (Record), que se comprometeu com a editora de não lançá-lo antes da eleição, e dizem respeito ao assalto ao Brasil cometido pela turma, mais comprometida com a internacionalização do país do que com o futuro deste.

Que diria a grande imprensa golpista (diz-se golpista, pela veiculação e manipulação de informações) se o livro estivesse à disposição do eleitor?

Acharia, certamente, que o assalto ao dinheiro público através das privatizações no governo tucano de FHC é coisa de “aloprados” do PT e da Dilma.

Para ler e pensar

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.(Paulo Henrique Amorim). Traduzindo, com alguns exemplos: jornais Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo; revistas Veja, IstoÉ e Época; rede Globo de Televisão.

Caminhos

Muito mais importante para o futuro que os candidatos debatam os verdadeiros interesses do País e menos busquem os votos de Marina. Estes viriam pela conclusão do eleitor a partir da verdade expressa. Pode parecer estranha essa afirmação. No entanto, se houver propostas concretas, convencerão o povo e de nada adiantará a determinação partidária de apoio a este ou aquele candidato.

E a verdade dessa afirmação está contida no fato de que parcela dos que votaram em Marina o fizeram por algumas razões: propostas, protesto, algo novo. Por outro lado pensar em coexistência idealística deste eleitorado com o Partido Verde seria típica piada. Ou alguém imagina que os quase 20 milhões de votos de Marina foram de filiados e simpatizantes do PV?

Mais uma de Serra

serra naturalEditar lei que proíba ou restrinja participação do Presidente da República em campanhas eleitorais. Aí reside o oportunismo: dizer as coisas pela metade, distorcendo a realidade. Sabe-se que a presidência é cargo eletivo para preenchimento da chefia de Estado republicano. Essa chefia diz respeito ao Poder constitucionalmente definido como Executivo. Ou seja, a lei – como o propaga Zé Serra – dirá respeito às chefias do Poder Executivo. Que o são em nível federal (Presidente da República), estadual e distrital (Governador de Estado e do Distrito Federal) e Municipal (Prefeito).

Aí reside a demagogia. Como a medida alcançará não o cargo mas o titular de um poder, o Executivo, se a demagógica pretensão viesse a ocorrer também alcançaria todos Governadores e Prefeitos do País, chefes do Poder Executivo.

Teria Zé Serra coragem de dizer que o que anuncia atingirá também Prefeitos e Governadores? Claro que não, porque o que propõe tem conteúdo demagógico, como o anúncio de melhorar as estradas vicinais (municipais) do País, de aumentar o salário mínimo, aposentadorias e bolsa família logo em 2010, em flagrante desrespeito à legislação orçamentária a viger, uma vez que sua elaboração o é como determinado na Lei de Diretrizes Orçamentárias atual, que não viabilizou esta possibilidade.

Por outro lado, como é visível, a proposta decorre da atuação do Presidente Lula em relação à campanha de Dilma Rousseff. Não incomoda, para Serra, a atuação de Goldman e Cassab a seu favor e de outros tucanos nas respectivas campanhas para governador etc.

Hospital de Base

Percebe-se – justa preocupação – uma articulação de instituições da sociedade local em defesa de recursos para o Hospital de Base. Lojas maçônicas propagaram defesa em out door (ver RODAPÉS de 02 de outubro). Agora a OAB busca informações diretamente do Governador do Estado, fazendo comparações com repasses estaduais para o Hospital Geral de Ilhéus.

Cumpre registrar que a gestão do HGI se encontra sob tutela do Estado, ao passo que a do HBLEM sob comando do município de Itabuna. E a grande discussão deveria passar pelas razões por que Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, conquista importantíssima efetivada na administração de Geraldo Simões, deixada ir às traças nos anos seguintes, caindo no colo da administração Nilton Azevedo já em frangalhos.

Um detalhe precisa ser posto: o problema do HBLEM é, efetivamente, de recursos ou de gestão? Cumpre o município a sua parte transferindo recursos suficientes ou prometidos, ou pretende gerir o HBLEM como se fora uma entidade privada conveniando com o Estado?

Ao que parece, e as bem intencionadas entidades que defendem ampliação no repasse de recursos precisam aprofundar suas considerações, é se o Estado da Bahia está obrigado a transferir/conveniar recursos para serem mal geridos.

Especulações

Vimos noticiário dando conta de que o PCdoB busca aliança com a gestão Nilton Azevedo, em troca de participação na administração. Nomes como o de Wenceslau já fariam parte de apoio branco e Davidson – anunciado como possível candidato em 2012, o que pode significar compor com o próprio Azevedo, se este superar o desgaste em curso – teria interesse em reforma administrativa que fizesse incluir Dra. Conceição Benigno (sua esposa, para esclarecer) como Secretária de Saúde do Município.

Especulações à parte, muita água correndo em baixo da ponte.

Abstenção

A grande abstenção (24 milhões de eleitores) certamente prejudicou muito mais Dilma Rousseff. E não ocorreu, cremos, pela circunstância da indignação, mas da acomodação. A certeza de que Dilma estava eleita fez muitos eleitores lula-dilmistas ficarem em casa.

Enquanto aguardam decisão dos verdes, pode aumentar o risco de ampliar a abstenção dentre os que votaram em Marina, porque não quiseram nem Dilma, nem Serra.

Essa é parte da logística da candidata: motivar o eleitor a ir às urnas. Ganhará maior parcela dos votos.

Josias Gomes

josiasExprimo satisfação pessoal (verbo aqui na primeira pessoa do singular, quando nosso hábito é de fazê-lo na 1ª do plural) com o retorno de Josias Gomes à Câmara dos Deputados. Faço-o por considerar – como sempre considerei – uma tremenda apelação nomenclaturizar de “mensalão” o clássico caixa 2, prática em todas campanhas eleitorais, da quase totalidade de partidos que recebam recursos financeiros, com o beneplácito da Justiça Eleitoral, que gera, inclusive, famosos restos de campanha. Que já atenderam desígnios nada louváveis como contribuições de PC Farias para campanha do então PFL na Bahia, em 1990, que gerou uma certa “pasta rosa” etc., para não avançar em outros exemplos.

No caso particular, Josias Gomes sacou pessoalmente recursos de campanha para cobrir despesas desta mesma campanha. Entendemos que agiu mais corretamente do que aqueles que receberam de idêntica fonte escondendo-se em outros tapumes.

Nunca aceitamos a propalada “mensalidade para votar”, como fizeram muita gente acreditar no caso do “mensalão” (por sinal iniciado com o mesmo Marcos Valério e o PSDB de Minas Gerais), esquecendo-se de que a clássica compra propriamente dita de votos parlamentares o foi para garantir a reeleição, variando de 200 a 400/500 mil reais por deputado, negociação que saía diretamente do então presidente da casa encaminhando o “convencido” ao “tesoureiro” Sérgio Motta.

Até o momento, não temos Josias Gomes no rol de políticos patrimonialistas, aqueles que usam a política para construir patrimônio. Nosso olhar para diferenciar este daquele político é sua evolução patrimonial. Se compatível ou não com o que ganha.

Se não há compatibilidade corre para a vala comum da ladroagem e tráfico de influência. Seja político do PFL/DEM, do PT, do PPS, do PSDB, do PV, do PDT, do PP, do PTB e por aí vai!

Depois de tudo

Rir pra não chorar!

traçastraçosAdylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

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