BAHIAGAS - 25 ANOS

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Mangabinha goleia Ceplac em rodada com 23 gols

Domingos Matos, 11/11/2019 | 13:31

Mangabinha deu um passo decisivo e praticamente avançou para a próxima fase do Campeonato Interbairros ao golear por 6 x 0 à equipe do Núcleo Habitacional da Ceplac, no jogo de ida na primeira rodada da segunda etapa da competição. Na próximo partida, a Mangabinha pode perder por uma diferença de cinco gols para a seleção ceplaqueana, e mantém a sua vaga assegurada para a terceira etapa da competição. A rodada registrou 23 gols em oito jogos, uma média três tentos por partida.

Na mesma rodada, a seleção do Pontalzinho impôs sua superioridade técnica ao bater por 3 x 1 ao time da Nova Califórnia e chega ao jogo de volta com vantagem deis gols em relação ao time adversário. Já o Parque Santa Clara derrotou por 2 x1 a do Novo São Caetano e a seleção da Rua de Palha venceu Itamaracá por 2 x 1, num jogo muito disputado.

O Pedro Jerônimo aplicou 2 x 1 na Vila Zara e vai com uma vantagem para o jogo a volta, em casa, com apoio da sua torcida. Sarinha e Vila Anália empataram sem gols, enquanto Ferradas venceu o Nova Ferradas por 1 x 0, enquanto o Banco Raso derrotou por 2 x 1 ao Jaçanã.

Entidades propõem à ministra da Agricultura medidas para a restruturação da Ceplac

Domingos Matos, 02/10/2019 | 15:25

O presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (Amurc), Aurelino Cunha, em conjunto com representantes de Consórcios Públicos – Litoral Sul, Baixo Sul e Cima, do Instituto Chocolate e da Ceplac, entregou nesta terça-feira (1º), em Brasília, à ministra da Agricultura, Tereza Cristina Corrêa, um documento contendo 10 medidas emergenciais para a restruturação sustentável da Ceplac, com investimentos estruturantes para região.

O documento “Rotas Estratégicas para o presente e o futuro sustentável da Cacauicultura Brasileira” contempla proposições elaboradas em conjunto por representantes da Amurc, do Instituto Chocolate, dos Consórcios de Desenvolvimento Sustentável - Litoral Sul, Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Apas do Baixo Sul – Ciapra e o Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica - CIMA, para serem submetidos ao MAPA e à direção da Ceplac.

Dentre as medidas de restruturação foi destacado que os consórcios públicos estão aptos e disponíveis para buscar recursos tanto da União, como fora, a exemplo de recursos de fundos internacionais para fomentar tanto a pesquisa quanto a extensão. Aliado a isso, os consórcios estarão disponibilizando suas equipes técnicas para o desenvolvimento da Assistência Técnica Rural (ATER).

Em relação a Anulação do Despacho de transferência dos técnicos da Ceplac para outro departamento, a ministra afirmou aos representantes regionais que não está fazendo nenhum movimento com relação ao fechamento da Ceplac. Segundo o secretário executivo do Consórcio Litoral Sul, Luciano Veiga, Tereza Cristina disse que vai fazer um estudo dentro da restruturação do próprio ministério, no sentido de fazer um novo enquadramento para que seja realizado o fortalecimento da instituição na pesquisa e na extensão.

De acordo com o presidente da Amurc, a Ministra ficou de apresentar de forma mais clara uma nova modelagem da Ceplac para que possa ser discutida de uma forma mais incisiva e mais participativa. “Fizemos uma defesa muito firme com relação à Ceplac e saímos com a garantia de que não há interesse por parte do Ministério da Agricultura para que aconteça a extinção da Ceplac”, afirmou Lero Cunha.

O presidente do Ciapra e prefeito de Igrapiúna, Leandro Ramos destacou que a ministra ressaltou a importância da cadeia produtiva do cacau para o Brasil, sob o ponto de vista agronômico mas também ambiental. “Precisamos juntos achar uma solução para que a gente tenha uma Ceplac usando o que ela tem de know-how, a sua história, o seu banco de germoplasma, ser mais efetiva e alcançar os objetivos, os resultados que a gente quer”, reforçou Tereza Cristina, que destacou o apoio da Embrapa na busca por um caminho de modernização da Ceplac.  

O assunto também apresentado durante uma reunião com o senador Ângelo Coronel, autor o projeto de lei PL 4.107/2019, que visa alterar a Lei nº 13.710, de 2018, que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade para valorizar a Ceplac, órgão federal, ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que apoia a cacauicultura desde 1957.

Plano prevê aumento da produtividade de cacau de 100 cacauicultores no Litoral Sul

Domingos Matos, 23/08/2019 | 07:00

Elevar a produtividade de cacau em 50%, de 100 cacauicultores de cacau, no Sistema Agroflorestal, do Território Litoral Sul, no período de 4 (quatro) anos é o objetivo a ser trabalhado no Plano de Ação Territorial do Sistema Agroflorestal do Cacau (SAF), lançado nesta quinta-feira, 22, em Itabuna. A iniciativa é do Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste, em parceria com Amurc, Uesc, Governo do Estado, Território Litoral Sul, Ceplac e as prefeituras municipais de Almadina, Buerarema, Itabuna, Maraú, Ubaitaba e Uruçuca.

As instituições integram o Comitê Gestor Territorial e, de acordo com uma das coordenadoras do programa Apoio Gerencial e Institucional às Prefeituras do Litoral Sul (AGIR), Rita Maria de Souza, têm um papel fundamental para colocar em prática o plano de ação que visa alavancar a atividade produtiva na região. “Cabe ao Comitê Gestor Territorial e local, priorizar as atividades econômicas e sociais, estabelecendo parcerias para redução dos entraves ao seu desenvolvimento e promovendo a expansão do crédito”.

Dessa forma o programa atua ativamente na organização das atividades produtivas, que nesse caso, será o cacau, favorecendo a cooperação entre parceiros e empreendedores, na difusão e inovação de tecnologia, inclusive as tecnologias sociais, e o apoio à execução de políticas públicas que promovam o desenvolvimento e inclusão com equidade da população do Território.

Dentre as entidades, a Amurc foi representada pelo secretário executivo, Luciano Veiga, que destacou a importância do projeto para a preservação ambiental, juntamente com a sustentabilidade econômica, através da melhoria e ampliação da produção de cacau. “Vai viabilizar não só a questão do cultivo e a produção desse fruto tão importante para a região, mas principalmente a melhoria econômica dos municípios, numa área que precisa ter um olhar com mais atenção de fomento por parte do Banco do Nordeste”

O evento de lançamento contou com a presença da gerente de Desenvolvimento Territorial da Superintendência do Banco do Nordeste da Bahia, Marilda Cristina de Souza Galindo. Ela falou sobre a importância do Prodeter, de “levar o desenvolvimento para a zona rural, e, não somente vislumbrar o crédito mas também oferecer uma orientação para o pequeno produtor, visando fazer a diferença na vida dessas pessoas”.

Nesse contexto, o presidente do Fórum Regional de Secretários de Agricultura e Meio Ambiente (Freade), Valdemir Lisboa, titular da secretaria de em Maraú, falou de ações para melhoria das estradas, a importância de promover ações para a comunidade do campo, além de investir na capacitação dos agricultores. “É preciso um olhar carinhoso aos agricultores, com capacitação para que eles venham produzir e permaneçam no campo”.

O Pró-reitor de Extensão da Uesc, Alessandro Santana ressaltou a importância do Freade, que atuou em conjunto com os secretários municipais na elaboração do plano específico para os pequenos produtores rurais. Por ser um projeto piloto, o professor conclamou a “união e os esforços de todas as instituições para atender o maior número possível de beneficiados, e que os prefeitos possam abraçar esse projeto”.

Produção

De acordo com dados da Ceplac, a baixa produtividade do cacau no Sul da Bahia, estimada em uma média regional de 6 frutos por árvore/safra, destoa dos resultados obtidos de alguns produtores que chegam a produzir mais de 100@/ha utilizando tecnologias de produção, com plantas de alta produtividade e mais resistentes a doenças.

Um dos exemplos práticos desse trabalho é o projeto de manejo intensivo para elevação da produção, denominado Mil Plantas, desenvolvido por técnicos do Centro de Pesquisa e Extensão da Ceplac. A perspectiva é que o agricultor possa chegar a 200@/ha, distante da atual realidade, que gira em torno de 30 a 40 @/ha, o que inviabiliza o investimento na produção.

Itabuna apresenta projeto da Expomel para empresários

Domingos Matos, 12/08/2019 | 15:38

Empresários itabunenses participaram na manhã desta segunda-feira (12), de uma reunião no Teatro Municipal de Itabuna Candinha Dória, com representantes da Prefeitura Municipal de Itabuna, através da Secretaria de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e da Art3 Propaganda, em que tratou da 1ª Expomel Brasil e o 1º Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura – dois dos mais importantes eventos do setor do Sul da Bahia.

Estiveram presentes representando o município, o vice-prefeito Fernando Vita; o Secretário de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente, Jorge Vasconcelos; o Secretário de Saúde, Josimar Sales; e a professora Lilian Lima, responsável pelo projeto pedagógico do Congresso. Por meio de vídeo, o publicitário Tião Barros, da Art3, mostrou como serão executados os projetos que giram em torno da criação de abelhas e produção de mel e pólen, além do conceito, a importância social e financeira com a criação de abelhas e a produção de mel e pólen.

A Expomel e o Congresso Brasileiro serão realizados entre os dias 06 e 08 de novembro, e contará com presença de criadores de abelhas de todo o país. “Este evento terá uma importância significativa na geração de emprego e renda, na produção de trabalhos científicos, além é claro, no incremento do turismo de negócios”, comentou o vice-prefeito Fernando Vita. O assessor da Secretaria Municipal de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente, Erlon Botelho, membro da coordenação do evento, destaca que a perspectiva é de otimismo, “em função da grande possibilidade de superaquecimento do comércio local”.

CEPLAC faz seminário sobre tecnologia para cacau de alta produtividade

Domingos Matos, 09/08/2019 | 12:31

A CEPLAC realizará no dia 20 deste mês o Seminário Tecnologia para Cacau de Alta Produtividade a ser realizado no auditório do Centro de Pesquisas do Cacau, com apresentações feitas por pesquisadores e extensionistas da Instituição e relato de experiências de produtores rurais participantes do programa do cacau de alta produtividade. O evento contemplará os temas mais modernos da tecnologia para aumento da produtividade das áreas de cacau.

A programação do seminário será desenvolvida das 8:30 h até as 16:30 h e dividido em quatro grandes temas. Pela manhã, após a saudação dos dirigentes da CEPLAC na região, serão apresentados os seguintes assuntos: Novos Conhecimentos Tecnológicos para Cacau de Alta Produtividade, com apresentações dos pesquisadores do CEPEC George Sodré, Kazuiyuki Nakayama e Uilson Vanderlei. Assistência Técnica Coletiva, com os extensionistas do CENEX Rozenilton Araújo, do escritório da CEPLAC em Ilhéus, Edson Járade, do escritório da CEPLAC em Jequié e Euvaldo Sena, do escritório da CEPLAC em Canavieiras.

À tarde serão apresentados os temas Tecnologia Aplicada para Cacau de Alta Produtividade, com os técnicos Adonias de Castro Virgens, Milton Conceição e Ivan Costa e Souza e o painel Protagonismo do Produtor Rural, com apresentações dos produtores rurais José Carlos Maltez, de Ilhéus, Marcos Melo, de Canavieiras, Thiago Barreto, de Gandu, e Paulo Glei, de Barro Preto. O evento terá como público alvo produtores rurais, técnicos e demais atores da cadeia produtiva do cacau.

 

Festival do Coco: Seagri lança Programa Estadual de Revitalização da Cadeia Produtiva do Coco

Domingos Matos, 07/08/2019 | 10:41
Editado em 07/08/2019 | 11:42

Começou nesta semana a segunda edição do Festival do Coco e Florestas Plantadas do município do Conde, no litoral norte baiano. O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri), Lucas Costa, e o de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, estarão presentes na abertura do evento, que acontecerá às 20h, no auditório da Câmara dos Vereadores do Conde, na Praça Hélio Francisco dos Santos.

O festival, realizado pela prefeitura municipal do Conde com o apoio do Governo do Estado, visa contribuir com a revitalização da cultura do coqueiro na Bahia, além de fortalecer o agronegócio do coco e promover o município como referência na produção no Estado. Além da relevância social e econômica do coco, estarão em debate os benefícios das florestas plantadas, com a participação das empresas de reflorestamento.

O evento acontece de 6 a 10 de agosto com uma programação técnica e outra cultural, no Conde, a 180 km de Salvador. Estão previstas a realização de palestras, cursos técnicos, visita de campo em área experimental da Embrapa, lançamento de livros, exibição de documentário, exposição itinerante, apresentação cultural e shows artísticos. 

Revitalização da Cadeia Produtiva do Coco


Como parte da programação do festival, será feito o lançamento do Programa Estadual de Revitalização da Cadeia Produtiva do Coco, na noite da abertura e, na sexta-feira, 9, a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Coco, de 8h às 12h, quando serão apresentados os novos membros.

O lançamento do programa contará com a presença dos secretários de Estado e também do prefeito municipal do Conde, Antônio Eduardo Lins de Castro; do Chefe-Geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Marcelo Ferreira; e de representantes do Sindicato Nacional dos Produtores de Coco do Brasil (Sindcoco); da Associação Nacional dos Produtores de Coco (Aproccoco); e das Empresas Reflorestamento Energias Renováveis do Brasil (ERB), Bracel e Companhia de Ferros Ligas da Bahia (Ferbasa).

Coco da Bahia

A Bahia detém a tecnologia de produção de variedades híbridas de alta produtividade do coco, o que lhe garante a vantagem de ser o maior produtor de coco do país, com uma produção anual de 350.868 toneladas por ano. O fruto é cultivado em todas as regiões do Estado, principalmente no litoral norte, onde os maiores municípios produtores são o Conde, Jandaíra e Acajutiba. O Brasil está entre os quatro principais produtores de coco do mundo. 

A secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) tem como metas a ampliação da produção agrícola atual de 620 milhões para um bilhão de frutos por ano, além da atração para o Estado de agroindústrias da cocoicultura e a geração de 200 mil novos empregos. 

O secretário da Seagri, Lucas Costa, informou que a Bahia possui condições de cultivo do coco em toda a costa litorânea do Estado, além de áreas irrigadas do semi-árido, com alto potencial de geração de emprego e renda em todos os elos da cadeia produtiva do coco.

“Há imensa capacidade de crescimento da produção, de incentivos para a implantação de novas indústrias no Estado, além de uma demanda crescente de consumo, tanto da água do coco, quanto do coco ralado, do óleo do coco, do leite do coco e do consumo industrial da água de coco engarrafada. Estamos apoiando todo o setor produtivo para fortalecer o agronegócio do coco da Bahia”, afirmou Costa. Atualmente a cocoicultura emprega cerca de 300 mil pessoas no Estado.

Plano Estadual do Coco

O Plano Estadual de Revitalização da Cadeia Produtiva do Coco prevê ações conjuntas entre as prefeituras municipais, a Seagri, a SDR, a Embrapa, o Mapa, a Ceplac, o Sebrae, o Senar, instituições financeiras e a articulação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Coco - um órgão colegiado consultivo vinculado à Seagri que reúne representantes de todos os elos da cadeia produtiva, incluindo o setor privado. 
As áreas de atuação do Governo do Estado se darão na assistência técnica e extensão rural; defesa agropecuária; regularização fundiária; crédito rural e agroindustrial; pesquisa e desenvolvimento tecnológico; meio ambiente; organização da produção; infraestrutura e logística; comercialização e mercado; qualidade de produto e normatização nas diversas fases da cadeia produtiva, além da atração de investimentos.
O Festival do Coco de Conde 2019 é uma realização da Prefeitura Municipal de Conde com apoio técnico da Embrapa e do Instituto de Biologia da UFBA e patrocínio da Bracell, Ferbasa, LX Solar, TecnoCoco, Lá da Fazenda, Caixa e Governo da Bahia.
 
Programação do Festival do Coco
Dia 06/8 (terça)
20h Abertura Oficial do Festival do Coco com a presença de autoridades governamentais e do setor privado
20h30 Lançamento do Programa Estadual de Revitalização da Cadeia Produtiva do Coco pelo secretário da Seagri, Lucas Costa
21h30 - Lançamento dos livros ‘Coleção 500 Perguntas – 500 Respostas sobre Coco’ e ‘A Cultura do Coqueiro no Brasil – 3ª Edição’ (Durante cerimônia de abertura do Festival).
22h Apresentação Cultural (voz e violão)
14h às 17h20 Exposição Itinerante do Museu Geológico da Bahia e Sítio Arqueológico
 
Dia 07/8 (quarta)   
 
8h Abertura do curso técnico sobre a cultura do coqueiro (Prefeitura do Conde, Embrapa, Sindicoco, Apraccoco, ERB, Brecell e Ferbasa).

9h - Visita de campo em área experimental (Embrapa e Secretaria de Agricultura de Conde)
Temas: Apresentação da Unidade de Observação de Sistema de Produção Diversificada para a Cocoicultura na Agricultura Familiar - Téc. Agric. Paulo Sérgio Mota e Eng. Agrônomo Mauro Sergio Teodoro; Prática de controle da broca do olho do coqueiro e do ácaro vermelho. Dra. Joana Maria Santos Ferreira 
  
14h-18h – Curso sobre a Cultura do Coqueiro (Embrapa) 
Local: Auditório 
Módulo 1: Aspectos gerais da cultura do coqueiro - Dr. Humberto Rollemberg Fontes 
Módulo 2: Estratégias de controle de doenças na cultura do coqueiro - Dra. Dulce Regina Nunes Warwick 
Módulo 3: Produção artesanal de fungos entomopatogênicos na propriedade - Dra. Joana Maria Santos Ferreira  
  
Dia 08/8 (quinta)   

8h-12h - Curso sobre a Cultura do Coqueiro (Embrapa) 
Local: Auditório 
Módulo 4: Adubação do coqueiro: conversa com produtores - Dr. Lafayette Franco Sobral 
Módulo 5: Casca de coco: Compostagem, biomanta e resíduo líquido - Dra. Maria Urbana Correa Nunes 
Módulo 6: Manejo sustentável para a cultura do coqueiro - Dr. Fernando Luis Dultra Cintra
14h – Palestra sobre os benefícios das florestas plantadas (Breccel)
15h – Conhecendo o Eucalipto (Breccel)
16h – Sustentabilidade dos plantios dentro de Unidade de Conservação – Gestora da APA Litoral Norte, Adriana Batista – Inema/Sema
16h50 – Linhas de Financiamento – Caixa Econômica Federal
17h30 – Manipulação e cuidados na aplicação dos defensivos agrícolas e benefícios do INSS para os produtores rurais – Sebrae
 
Dia 09/08 – (sexta)
8h às 12h - Reunião e posse dos membros da Câmara Setorial do Coco
Cenários e perspectivas da cultura do coqueiro e metas para serem cumpridas no Programa Estadual da Cadeia Produtiva do Coco 
14h às 17h30 – Exibição do Documentário Etnográfico “Pescando Artes – A cultura viva em Siribinha”, do pesquisador da UFBA Charbel El-Hani

Chocolat Bahia 2019 consolida polo chocolateiro e impulsiona economia

Domingos Matos, 22/07/2019 | 19:21

O maior evento de cacau e chocolate da América Latina. Assim pode ser definido o Chocolat Festival 2019, encerrado neste domingo (21), em Ilhéus. Realizado com o apoio do Governo do Estado, o festival reuniu cerca de 60 mil pessoas e movimentou aproximadamente R$ 15 milhões em negócios, reunindo 170  expositores e mais de 70  marcas de chocolate.

O festival possui características únicas  como produção de chocolate, mel de cacau, nibs, cauchaça, creme de, cacau caramelizado, sabonetes de cacau, etc; e uma estrada temática, a Estrada do Chocolate,  com fazendas centenárias, fábricas de chocolate, natureza exuberante.

O coordenador do Chocolat Festival 2019, Marco Lessa, destacou que “os resultados superaram todas as expectativas, numa  demonstração de que os consumidores passam a valorizar o chocolate de origem. Tivemos muitos lançamentos de produtos, com diversidade e inovação,  que  atraíram pessoas da região e de outros estados”. Ainda para Marcos, “é importante  conscientizar os cerca de 30 mil produtores de cacau, que sustentaram a economia sulbaiana durante décadas, de que eles podem se restabelecer dentro de um novo conceito, que é o chocolate de origem. Dessa maneira, iremos retomar, em bases sólidas e sustentáveis, o caminho do desenvolvimento”.

O Governo do Estado também marcou presença no festival com os estandes do  Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Litoral Sul,com produtos de empreendimentos solidários e destaque para o lançamento do creme de cacau Cacauela; a Bahia Cacau, uma cooperativa que  já que comercializa chocolate e derivados no mercado paulista, a fábrica-escola do Chocolate do Centro Estadual de Educação Profissional Nelson Schau, com a instalação de uma planta industrial em que os alunos produziram chocolates e derivados de cacau, além da retomada as atividades da Câmara Setorial do Cacau, que define de ações conjuntas para o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau.

Chocolate e retomada do desenvolvimento

A empreendedora Marly Brito destacou que “a cada ano, o festival abre a possibilidade de novos negócios e incentiva a criação de novos produtos derivados de cacau”. Gerson Marques, que produz chocolates e também atua na área de turismo rural, ressaltou que “as vendas diretas aumentaram e também os acordos comerciais com parceiros da Bahia e de outros estados, consolidando a qualidade e o potencial do chocolate, além de criar um novo atrativo para o setor turístico”.

Para Leo Maia, que aproveitou o evento para lançar o chocolate branco com nibs de cacau, “esse é um mercado que exige sempre inovações capazes de cativar e atrair novos consumidores. As vendas foram ótimas”. Fernando Modaka, um dos pioneiros na produção de chocolate de origem, disse que “esse movimento que estamos vivendo no Sul da Bahia é fantástico, agrega valor o nosso principal produto, o cacau, tornando a região conhecida pelo chocolate de qualidade”.

A difusão de novas tecnologias também tem sido uma das tônicas do festival. O diretor executivo do Centro de Inovação do Cacau, da Universidade Estadual de Santa Cruz, Cristiano Vilela destacou que “o Sul da Bahia passa por um processo de modernização e valorização do cacau  e na qualidade do chocolate”.  O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia-FAEB, Guilherme Moura, avaliou que “o Festival do Chocolate já se tornou uma referência no Brasil  com sua característica única de unir produção de cacau e de chocolate, além de impulsionar toda a revitalização cadeia produtiva e movimentar a economia”.

Além da comercialização de chocolate e outros produtos o festival contou com eventos como Cozinha Show, ChocoDay, Ateliê do Chocolate, Cozinha Kids, Espaço Cutural do Cacau, com apresentação  de artistas regionais, exposição História do Cacau, palestras, workshops e o Fórum Brasileiro do Cacau, com foco na sustentabilidade e avanços tecnológicos.

O Chocolat Bahia - 11 ° Festival Internacional do Chocolate e Cacau contou com a parceria do Governo da Bahia, através das secretarias do Turismo, do Desenvolvimento Econômico, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural, CAR, e apoio financeiro do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura, assim como da Prefeitura Municipal de Ilhéus, Sebrae, Governo do Pará, Banco do Nordeste, Bahiagás, Sicredi e Chocolates Harald. O evento também tem apoio institucional da CEPLAC, Instituto Biofábrica, UESC, GAP, entre outras instituições. O Chocolat Bahia é uma realização da MVU Eventos.

Chocolate de origem incrementa turismo gastronômico e histórico em Ilhéus

Domingos Matos, 17/07/2019 | 20:35
Editado em 18/07/2019 | 08:34

A Costa do Cacau tem sol e praia, cultura valorizada pela obra do escritor Jorge Amado, turismo de negócios e ecoturismo, opções para um público diversificado. O destaque dessa região no mapa turístico da Bahia não para por aí. Deve-se também à rica tradição e produção de cacau, que alcança visibilidade internacional esta semana, com a realização da 11ª edição do Chocolat Bahia Festival, entre os dias 18 e 21 de julho.   

Com público estimado em mais de 60 mil pessoas durante os quatro dias, o evento é aberto ao público, que será recepcionado por baianas tipicamente vestidas. Mais de 70 produtores de chocolate de origem e de 170 expositores estarão no pavilhão de feiras do Centro de Convenções de Ilhéus. Realizado em parceria com o Governo da Bahia, o festival fortalece o calendário turístico do Estado.

Além da degustação da iguaria, o evento oferece aos investidores cursos de capacitação, debates, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais. A programação do Chocolat Bahia inclui ainda workshops gratuitos de receitas com renomados chefs do país, visitas a fazendas produtoras de cacau e exposição de esculturas de chocolate.

O festival promove Ilhéus como polo chocolateiro e contribui para difundir a cadeia produtiva do cacau, excelente oportunidade de negócios e valorização da gastronomia, destacou o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco. "Estamos empenhados em valorizar ainda mais o ciclo produtivo das fazendas de cacau às fábricas de chocolate, estruturando a Estrada do Chocolate para o turismo, associado à relevância cultural da região", disse.

O Chocolat Festival foi criado para fomentar a profissionalização desse novo mercado que, em 2008, surgia na região e hoje está em plena expansão. "Há 11 anos reunimos consumidores, especialistas e produtores nesse evento, uma grande oportunidade para discutir a industrialização, a verticalização da produção e a melhoria da qualidade das amêndoas de cacau selecionado e produto final elaborado”, explica o empresário Marco Lessa, idealizador do festival.
O Governo da Bahia apoia o evento por meio das secretarias do Turismo, Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Desenvolvimento Rural, CAR, e apoio financeiro do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura, assim como da Prefeitura Municipal de Ilhéus, Sebrae. O evento também tem apoio institucional da Ceplac. O Chocolat Bahia é uma realização da MVU Eventos.

Amurc destaca apoio dos prefeitos pela manutenção e revitalização da Ceplac

Domingos Matos, 10/06/2019 | 14:47

Para que a Ceplac continue a prestação de serviços de pesquisa, assistência técnica e extensão rural aos produtores de cacau, seringueira e demais cultivos dos biomas Mata Atlântica e Amazônia sua reestruturação institucional é necessária. Nesse plano de ação, a Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste (AMURC) realizou, na tarde da última sexta-feira (07), reunião com gestores municipais, coordenação regional da Ceplac, pesquisadores, servidores públicos e vereadores.

Na ocasião, foram apresentados trabalhos e pesquisas realizados na Ceplac, além de sugestões para a transformação do núcleo, com foco em pesquisa agropecuária, desenvolvimento territorial, extensão rural e qualificação profissional.

O secretário executivo da AMURC, Luciano Veiga, destacou a proposta em colocar, mais uma vez, a associação a disposição pela manutenção e revitalização da Ceplac dentro de um modelo mais moderno e plural. Observou ainda, que todo o acervo que a Ceplac tem deve ser mais aproveitado e repassado para os municípios e principalmente para a população da nossa região.
“Os prefeitos serão mobilizados para defender a integridade da Ceplac, a contratação de novos profissionais para a pesquisa e extensão e sua transformação em autarquia. Sabemos que o reposicionamento institucional da Ceplac é urgente.”

Por isso, a AMURC vai promover reuniões, juntamente com o Fórum Municipal de Educação, para alertar à comunidade regional e principalmente os estudantes e pedir sua participação direta. “Cada um dos municípios sabe o que a Ceplac fez e poderá fazer sendo revitalizada, já que a economia cacaueira é fonte de receita”, explicou Luciano Veiga.

Já o coordenador regional da Ceplac, Alexandre Brandão, enfatizou que é preciso a participação, mobilização e engajamento da sociedade regional, particularmente dos produtores rurais, a principal clientela da Ceplac, para que se torne uma instituição moderna, eficiente e ágil para continuar munindo suporte à lavoura cacaueira e demais cultivos nas regiões produtoras de cacau do Brasil.

Caravanas de vários estados confirmaram presença na Expomel em Itabuna

Domingos Matos, 05/06/2019 | 14:21

Caravanas de Ceara, Paraíba, Tocantins, Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina já confirmaram presença na 1ª. Expomel e no 1º. Congresso Nacional de Apicultura e Meliponicultura a serem realizados entre os meses de outubro e novembro no Teatro Municipal Candinha Dória, em Itabuna. Também está prevista a participação dos territórios litorais de identidade das cinco regiões da Bahia, conforme adiantou os organizadores.

Os organizadores estão bastante otimistas com a perspectiva de um grande público no evento, que prevê, dentre outros, o superaquecimento do comércio local.  O assessor da Secretaria Municipal de Sustentabilidade Econômica e Mel Ambiente, Erlon Botelho informou que ações estão sendo intensificadas para que as hospedagens dos participantes sejam direcionadas para os hotéis em Itabuna, o que, na visão dele, movimentará a economica local em todos seus setores. “Será o boom do agronegócio regional”, garantiu.

Erlon disse que a participação das caravanas representando diversos estados brasileiros mostra que Itabuna está no caminho certo ao promover um evento dessa magnitude, despertando o interesse dos criadores de abelhas e trará à luz a divulgação, a informação e o conhecimento sobre a criação de abelhas e na produção de mel e própolis. “A Ceplac viu esse grande potencial, acreditou e investiu tempo, técnica e ousadia para a diversificação da economia regional”, frisou Erlon.

Para o assessor municipal, a Expomel e o Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura têm chance de 90% de sucesso, não apenas de público, mas também de bons negócios. Ele não tem dúvida de que os eventos serão incluídos no  calendário oficial , consolidando o município em um dos maiores polos do agronegócio para o desenvolvimento sócio e econômico regional, além de transformar Itabuna na  “cidade do mel”.

 

Lançamento de projeto marca Dia do Meio Ambiente na Ceplac

Domingos Matos, 05/06/2019 | 09:31
Editado em 05/06/2019 | 00:12

O Dia Mundial do Meio Ambiente será comemorado em grande estilo no Sul da Bahia, com o lançamento do Projeto Biofitos de Plantas Medicinais. A solenidade será realizada na próxima quarta-feira (dia 5), no auditório do Centro de Pesquisa do Cacau (Cepec/Ceplac), na rodovia Jorge Amado, a partir das 15 horas.

A programação inclui uma mesa redonda com a participação de ambientalistas, agricultores, fitoterapeutas, estudantes e representantes de instituições públicas e particulares que discutirão dentre outros temas relacionados ao meio ambiente, o resgate e a conservação produtiva de plantas medicinais da cabruca.

O secretário de Sustentabilidade Econômica e Meio Ambiente, Jorge Vasconcelos, confirmou presença no evento. Ele aproveitou para elogiar a iniciativa dos organizadores ao destacar a importância de se comemorar uma data significativa como o meio ambiente, “um tema hoje discutido mundialmente, e que envolve todos os ecossistemas e a vida humana na terra”. Pela sua importância, Jorge disse que a data merece destaque no calendário mundial, “e a Ceplac sabe disso, por isso a feliz iniciativa de promover esse evento”.

O coordenador do Projeto Biofitos, Evaldo Costa Batista, da Ceplac, explicou que o projeto surgiu a partir de inúmeras pesquisas que são realizadas na Ceplac e cujo objetivo é oferecer mais oportunidade para prevenção e cura de doenças através da fitoterapia. “A nossa biodiversidade presente tanto no bioma mata atlântica como na Cabruca é um tesouro medicinal que precisa ser conservado, para conseguirmos a garantia de uma qualidade de vida melhor para todos”.

​Para o coordenador, não basta apenas plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é preciso um trabalho permanente de conscientização sobre a preservação do ecossistema e, principalmente de pesquisas como as que vêm sendo feitas. Ele informou que as espécies arbóreas arbustivas e herbáceas de valor medicinal encontradas na cabruca na Bahia representam um patrimônio cultural e fitoterápico da comunidade regional, capaz de contribuir com a economia e a qualidade de vida da sociedade.

Portaria da Cabruca beneficia mais de 20 mil produtores de cacau do Sul da Bahia

Domingos Matos, 18/04/2019 | 08:35

Atendendo a uma reivindicação dos produtores de cacau do Sul da Bahia, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) publicaram no Diário Oficial de quarta-feira (17) a Portaria Conjunta Sema/Inema nº 03, que dispõe sobre os critérios e procedimentos para a concessão da Autorização de Manejo da Cabruca – AMC. O documento atualiza portaria de 2015 sobre AMC, e reflete ampla discussão com os atores interessados. 

Os critérios estabelecidos foram construídos com a participação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Ministério Público Estadual, pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), técnicos da Sema e Inema e representantes dos produtores de cacau. 

Além da certeza da preservação da Mata Atlântica, os novos procedimentos estimulam a manutenção do agrossistema e o enriquecimento das Cabrucas com espécies nativas, com ganhos ambientais. A portaria facilita o cadastramento das Cabrucas no CEFIR; esclarece a desnecessidade de autorização para o manejo de espécies exclusivamente exóticas; reduz o custo do projeto técnico; traz maior segurança jurídica ao manejo; e estabelece a isenção da taxa de análise para os produtores da agricultura familiar. 

“Nós vamos sair de uma média atual de 300, para uma expectativa de 700 pés de cacau por hectare, preservando a Mata Atlântica. Isso nos leva ao aumento da produção e da produtividade, viabilizando a cabruca como uma atividade positiva no contexto econômico, social, ambiental e cultural, beneficiando mais de 20 mil produtores de cacau”, afirma o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira. 

Cacau Cabruca - É um sistema agroflorestal implantado há mais de 200 anos por emigrantes desbravadores da Mata Atlântica que, desprovidos de tecnologia ou incrementos que permitissem uma intervenção mais impactante sob o ponto de vista ambiental, a exemplo da moto-serra, moldaram uma agricultura adaptada a realidade local promovendo naquela época a sustentabilidade econômica, social e ambiental nos padrões atuais da concepção do desenvolvimento sustentável.

 

 

Juvenal sai da Ceplac com legado positivo

Domingos Matos, 21/01/2019 | 23:34
Editado em 21/01/2019 | 23:35

O administrador Juvenal Maynart Cunha foi exonerado da direção-geral da Ceplac, em Brasília. Mais do que esperada, a saída do gestor não deveria causar alegria para ceplaqueanos e produtores, principalmente pelo legado que construiu em sua passagem pelo órgão, de 2011 a 2015, na Superintendência da Bahia, até a volta (por cima), em 2017, dessa vez na direção, em Brasília.

Juvenal apostou na Ceplac do futuro, quando a grande maioria dos servidores e até dos produtores só pensavam no passado. Seu maior acerto foi entender “o espírito do tempo”, como sempre diz. “A pessoa, o gestor, que não entende o espírito de seu tempo, já começa derrotado, porque é uma força invencível. Você só vence se aliando ao seu tempo, a esse sentimento de uma geração”, afirma.

Os sinais, diz, já estavam à mostra, ficaram evidentes com a Primavera Árabe e se materializaram, no Brasil, em 2013. “Mudou a forma de fazer gestão pública, e quem não entendeu se deu muito mal. Escolhi desenvolver o novo, e isso ficou claro quando associei a Ceplac à Universidade Federal do Sul da Bahia, e com a iniciativa da criação do Parque Tecnológico do Sul da Bahia, da Ceplac/UFSB/UESC e IFs”, observa.

A ida à direção deu oportunidade de promover uma transformação mais profunda no órgão. Quando assumiu, a Ceplac já havia sido transformada em departamento, e perdido a condição de órgão singular – Decreto 8.852/2016.

“O legado que eu deixo é nada menos do que a singularidade de volta, a organização da cadeia produtiva, junto com os outros atores – indústria e produtores. Mas essa é a parte que está no Diário Oficial, é tangível, assim como o fato de a Ceplac ser o órgão que cuidará de Sistemas Agroflorestais no país. Mas tem algo maior, que é intangível: a credibilidade junto aos organismos internacionais, que voltaram a ver o Brasil como um país produtor que merece fazer parte do grande jogo, novamente”.

Do “tangível”, fica a nova estruturação institucional. A Medida Provisória 870 determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’. O decreto nº 9.667 criou cinco novos cargos em sua estrutura de direção, voltados para o fomento de projetos e parcerias estratégicas, e a Medida Provisória 870 deu à Ceplac novas funções e cargos na sua estrutura. Fortaleceu as bases da pesquisa e extensão, com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira.

Juvenal, como sempre faz em seus discursos, dirige um poema ou citação, que traduz o que ele realmente pensa daquilo que trata. Por sua exoneração, mandou à reportagem trecho do poema “Padrão”, de Fernando Pessoa:

“PADRÃO

O esforço é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão sinala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus. (…)”

Ceplac ganha novas forças para tirar o cacau da crise

Domingos Matos, 08/01/2019 | 19:05

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) acaba de ganhar novas forças para tirar o cacau da crise em que se encontra, há quase três décadas. No último dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 870 que determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’.

Dia seguinte, quarta-feira, dia 2, o presidente publicou o decreto nº 9.667 em que ‘Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, remaneja cargos em comissão e funções de confiança, transforma cargos em comissão e funções de confiança e altera o Decreto nº 6.464, de 27 de maio de 2008, que dispõe sobre a designação e atuação de adidos agrícolas junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior’.

A Medida Provisória 870 beneficiou, diretamente, à Ceplac, quando deu, à mesma, novas funções e cargos na sua estrutura. E, por extensão, mostrou um forte propósito em fortalecer o setor, com base na pesquisa e extensão; com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira. No decreto nº 9.667, foram criados cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar, exclusivamente, dos projetos e parcerias.

Nova Ceplac

Representantes da instituição afirmam que a consultoria realizada no órgão, ano passado, foi definidora para esta consagradora vitória. “A Nova Ceplac” – como já está sendo denominada - foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias.

“Trata-se de uma conquista significativa, que deve ser comemorada por todos os que lutaram pelo fortalecimento da Ceplac, uma instituição fundamental na retomada do crescimento no sul da Bahia”, destaca o diretor Geral, Juvenal Maynart Cunha (foto), em entrevista, por telefone, a partir de Brasília.

Juvenal Cunha disse, ainda, que a consultoria identificou as potencialidades do órgão, bem como as suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. “Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos”, sintetiza.

A partir da nova legislação criada em torno da Ceplac, os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate. Especialmente quanto à chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes.

Áreas degradadas

Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de 25 bilhões de reais, gerando cerca de 180 mil empregos diretos no Brasil. Para Juvenal Cunha, “a revitalização do cacau nacional será feita usando os sistemas agroflorestais na recuperação de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica”.

Todavia, o diretor Geral da Ceplac reconhece que existem algumas questões ambientais a serem resolvidas na Bahia como o manejo do cacau Cabruca e o endividamento dos produtores.  “Com a otimização e aprimoramento dos sistemas agroflorestais, será possível fazer o sistema Cabruca funcionar, não somente sob a perspectiva de lucratividade, mas, também, sob a perspectiva ambiental e os benefícios para a Mata Atlântica e para o mundo”, revela. (Lício Ferreira, da Tribuna da Bahia)

Decreto da Nova Ceplac prioriza projetos e parcerias na cadeia produtiva do cacau

Domingos Matos, 03/01/2019 | 13:20

Após mais de seis meses de estudos, foi aprovada ontem (2), em forma de decreto presidencial, a configuração da nova estrutura organizacional da Ceplac. A “Nova Ceplac” foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias. É o que se destaca no decreto nº 9.667, de 2 de janeiro de 2019 (veja aqui), assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ainda foi mantido o conteúdo da Medida Provisória 870, assinada e publicada dia 01.01.19.

Foram criados ainda cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar exclusivamente dos projetos e parcerias dentro da cadeia produtiva, voltados para a pesquisa e extensão, vocacionados à sustentabilidade, por meio de sistemas agroflorestais em todo o Brasil.

A consultoria contratada pela Ceplac identificou as potencialidades do órgão, bem como suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos.

De acordo com o diretor geral da Ceplac, Juvenal Maynart (foto), “os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate, especialmente a partir da legislação criada em torno da Ceplac, que deve possibilitar a chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes”.

 

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